Fatura do cartão de crédito: o guia SUPER completo

Saiba tudo que você precisa saber sobre a fatura do cartão de crédito e aprenda como usar essa ferramenta a seu favor!

Categoria: Cartões

Categoria: Cartões

A fatura do cartão de crédito é uma realidade para grande parte dos brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), 8 em cada 10 brasileiros com conta no banco usam o cartão de crédito com frequência (o maior índice de toda a América Latina).

No entanto, não é por fazermos alguma coisa com frequência que não temos problemas com isso. De acordo com o Banco Central, a principal causa de endividamento no Brasil é o cartão de crédito. Entre as razões para esse cenário, está o fato de as pessoas não conhecerem bem o funcionamento da fatura e as opções disponíveis para lidar com o valor a pagar.

Mas isso acaba aqui. Nós montamos um guia com absolutamente tudo que você precisa saber sobre a fatura do cartão de crédito. Depois de ler este conteúdo até o final, você ficará especialista no assunto e vai assumir o controle da sua vida financeira com autonomia.

Por isso, se quiser aprender como lidar com a fatura do cartão de crédito sem dificuldades, este post é para você. Fique confortável na poltrona e boa leitura!

Quais são as informações apresentadas na fatura do cartão de crédito?

Se você tem um cartão de crédito, provavelmente recebe a sua fatura do cartão de crédito por e-mail e/ou por aplicativo.

Para que não haja problemas, é preciso saber ler o documento. Ali, estão presentes informações muito úteis que fazem toda a diferença no seu planejamento financeiro. Veja a seguir tudo que você encontra na fatura do seu cartão de crédito.

Número do cartão

São os números que representam o seu cartão. Por motivos de segurança (caso alguém roube sua fatura, por exemplo), ela mostrará apenas os 4 primeiros e os 4 últimos dígitos.

Total da fatura

É o valor total (em R$) que você deve pagar referente a todas as compras e parcelas mensais do mês vigente.

Data de vencimento

Essa é a data máxima em que você precisa pagar a fatura. Se não quitar o valor até ela, o montante será transferido para a próxima fatura com juros (que normalmente são bastante altos).

Data prevista para fechamento da fatura

A data de fechamento da fatura delimita o mês vigente da fatura. Um detalhe interessante é que ela não é a mesma que a de vencimento. Por exemplo, você recebeu a fatura de março, que engloba os períodos de 18 de fevereiro até 18 de março. Nesse caso, o vencimento da fatura será uma semana depois do fechamento (25 de março) ou o próximo dia útil, caso essa data caia em um feriado ou fim de semana.

Pagamento mínimo

Aqui começam as dúvidas. Trata-se de um recurso que permite ao consumidor não pagar a fatura completa do cartão de crédito e ainda assim não estar em situação irregular com a operadora do cartão. É, de certa forma, um adiamento.

Antigamente, o valor mínimo a pagar era definido por lei em 15% da fatura do cartão de crédito. Ou seja: uma fatura de R$ 1.000,00 teria valor mínimo de R$ 150,00. No entanto, desde 2018, o Banco Central decidiu que cada operadora de cartão de crédito teria a liberdade de decidir seu próprio valor mínimo.

O pagamento mínimo é um recurso que deve ser utilizado apenas quando você não tiver o total da fatura para pagar e só é permitido usá-lo uma vez. Muitos consumidores têm dúvidas nessa hora, e a verdade é que é sempre melhor pagar o valor total da fatura, já que os juros do rotativo (quando você paga o mínimo) são os maiores do mercado. Portanto, recorra a ele somente em casos de emergência.

Parcelamento da fatura

Assim como o pagamento mínimo, o consumidor tem a possibilidade de parcelar o valor da fatura. Para isso, é necessário dar uma entrada e dividir o restante em um número determinado de meses com incidência de juros, taxas e encargos.

Basicamente, é uma espécie de acordo feito entre o cliente e o banco que facilita o pagamento, e a regra permanece: o ideal é pagar o valor total da fatura, já que há encargos no parcelamento.

Histórico de lançamentos

É a parte da fatura em que estão discriminadas todas as compras e movimentações feitas com o cartão de crédito desde que a fatura do mês anterior foi fechada até a do mês vigente.

Resumo das despesas

É uma versão resumida do item anterior. Mostra o que foi pago na última fatura, as despesas locais e internacionais (caso haja) e o total cobrado.

Informações de limites e taxas

-Limite total de crédito: é o valor total (em R$) aprovado pela operadora do cartão para você usar;

-limite disponível: é o valor (em R$) que você ainda tem disponível no cartão de crédito. Por exemplo, suponha que o seu limite seja de R$ 1.900,00, mas a sua fatura venha R$ 550,00. Nesse caso, o limite disponível é de R$ 1.350,00;

-limite de saque: é o valor (em R$) disponível para sacar em caixas eletrônicos em uma situação de emergência. Atenção: o banco cobra juros e encargos em cima de cada um desses saques. O total (dinheiro sacado + juros) aparece na fatura do mês seguinte;

-taxas mensais: é uma tabela com todas as taxas e encargos cobrados pelo banco em determinados casos. Por exemplo, se você parcelar a fatura, a taxa de juros cobrada já está ali. Isso também vale para taxas de mora, multa por atraso, juros do rotativo, juros do saque, entre outras.

O que é o parcelamento automático?

O parcelamento automático ocorre quando o cliente já está dentro do crédito rotativo e deseja fazer um novo pagamento parcial. Ou seja: o consumidor fez o pagamento mínimo no primeiro mês e vai repetir o processo no segundo.

O Banco Central determinou que nenhum cliente de um banco pode usar o crédito rotativo em dois ciclos de faturas seguidos. O que isso significa? Que quando o consumidor faz o pagamento mínimo da fatura (falaremos sobre isso com mais destaque mais para frente no guia), o restante do valor entra no rotativo.

Em outras palavras, ele é acrescido de juros e passa para a fatura do próximo mês. No entanto, se a pessoa precisar fazer o pagamento mínimo novamente no mês seguinte, ela ativará as condições para o parcelamento automático.

Nesse caso, o valor que foi adiado nessas duas faturas será automaticamente parcelado em até 36x, com juros (menores do que do rotativo) e incidência de IOF. Caso o consumidor não queira ativar o parcelamento automático, basta que ele pague o valor mínimo da segunda parcela + aquele montante que ficou em aberto da fatura anterior.

Como funciona o parcelamento na prática?

Agora que já entendemos os detalhes do parcelamento automático, é hora de compreender como funciona o parcelamento da fatura do cartão de crédito. O mecanismo funciona assim:

-suponha que você recebeu a fatura do seu cartão em março no valor de R$ 1.500,00 e não tem, no momento, todo o valor desse compromisso. Então, decide parcelar a fatura;

-para isso, você precisa dar um valor de entrada no parcelamento, o qual fica entre o mínimo da fatura e o total. Vamos supor que você possa pagar R$ 500,00 de entrada;

-em seguida, os R$ 1.000,00 restantes serão divididos nas faturas seguintes do seu cartão de crédito. Imagine que o banco permite fazer o parcelamento em até 12 vezes e que você optou por parcelar em 10 vezes de R$ 100,00;

-esses R$ 1.000,00, quando parcelados, recebem juros e cobrança de 6,38% de IOF;

-assim, na fatura seguinte, você receberá a cobrança do total que gastou + a parcela da fatura;

-por exemplo, você parcelou a fatura de março no valor que mencionamos antes. Em abril, você gastou R$ 500,00 com compras. Sua fatura de abril será, portanto, de R$ 500,00 + o valor mensal do parcelamento (R$100,00 + IOF e juros).

Quando vale a pena parcelar a fatura do cartão de crédito?

Agora que você já entendeu como funciona essa ferramenta, provavelmente está se perguntando quando vale a pena parcelar a fatura do cartão de crédito. Afinal de contas, em qual momento esse recurso é útil na sua vida financeira?

Com o total de honestidade, o ideal é que você evite ao máximo parcelar a fatura do cartão de crédito. A regra básica é que é sempre mais vantajoso pagar o valor total da fatura do que parcelar. Se você tem a possibilidade de pagar, opte por fazer isso.

Apenas na impossibilidade de pagar a fatura do cartão de crédito é que vale a pena realizar o parcelamento. Nesse caso, a ferramenta é vantajosa em comparação a não pagar ou fazer o pagamento mínimo (quando incorrem juros do rotativo). Para se ter uma ideia, compare a seguir as taxas de juros médias do cartão de crédito, de acordo com o Banco Central em janeiro de 2021:

-rotativo regular (quando o cliente paga o mínimo da fatura): 311,7% ao ano;

-rotativo não-regular (quando o cliente não paga o mínimo): 342,2% ao ano;

-parcelamento da fatura do cartão de crédito: 161,5% ao ano.

Ou seja: os juros do parcelamento são quase metade da taxa de juros do rotativo. Portanto, vale muito a pena parcelar em vez de pagar apenas o mínimo e seguir o resto para o rotativo.

Quais são as melhores práticas em relação ao parcelamento de fatura?

Por conta de vários imprevistos, nem sempre dá para fazer o pagamento completo da fatura. Nessa hora, o parcelamento é uma boa opção. Entretanto, é importante saber como usar a ferramenta do jeito certo.

Existem algumas boas práticas que reduzem o risco do parcelamento da fatura do cartão de crédito. Ao adotá-las, você vai usar esse recurso como ele foi planejado: uma ferramenta para ultrapassar um momento difícil e não como uma bola de neve que atrapalha sua vida financeira. Veja abaixo quais são as melhores práticas em relação ao parcelamento da fatura.

Calcule bem a entrada no caso de parcelamento do cartão

O parcelamento da fatura do cartão de crédito funciona como uma entrada. Esse valor deve ser maior do que o mínimo exigido (ao redor de 15%) e menor do que o total devido. No entanto, como achar a entrada ideal para o seu parcelamento?

A resposta para essa pergunta é fácil: pague o máximo que puder. Afinal, quanto mais você pagar na entrada, menor será o montante que receberá juros e IOF.

Faça o cálculo dos juros e do IOF nas parcelas mensais

Depois de pagar a entrada, será necessário escolher a quantidade de parcelas a dividir o restante da fatura do cartão de crédito que ficou em aberto. Nessa hora, a tendência é aumentar ao máximo o prazo para reduzir o valor das mensalidades, mas essa não é a melhor estratégia, pois quanto maior o prazo do parcelamento, maior o impacto que os juros terão nessa ação.

Dessa forma, você precisa calcular o impacto dos juros e do IOF nas suas parcelas mensais. O banco apresentará exatamente o valor de cada parcela antes de você concordar com a opção. Faça simulações para entender qual é o melhor equilíbrio entre uma parcela que cabe no seu bolso e o menor custo possível com os juros.

Encontre o melhor dia para fazer o parcelamento

Uma dica importante para usar bem o parcelamento é fazer esse processo no melhor dia para isso. Essa data varia de pessoa a pessoa, mas é muito fácil de calcular. Basta olhar para aquelas informações da fatura do cartão de crédito que vimos no início do guia, mais especificamente a data de fechamento.

A fatura do cartão de crédito fecha em um dia e vence uma semana depois. Portanto, fazer o parcelamento logo no dia em que a fatura fecha significa que você só precisará pagar a primeira parcela mais de um mês depois.

Façamos uma simulação para você entender mais facilmente. Suponha que você vai parcelar R$ 1.000,00 na fatura do seu cartão de crédito. A fatura fecha no dia 15 de cada mês e vence no dia 22.

Se fizer o parcelamento até o dia 15 (dia 14, por exemplo), a primeira parcela será adicionada na fatura ainda naquele mês. Ou seja: além de precisar pagar a entrada, você ainda teria de lidar com uma parcela logo na primeira fatura.

No entanto, se você fizer o parcelamento no dia 15 ou depois (no dia 16, por exemplo), só precisaria pagar a primeira parcela na próxima fatura, que vence no próximo dia 22. Ou seja: levaria 1 mês e 7 dias para pagar.

Analise por que você não pagou a fatura completa

Faça uma análise honesta sobre a sua vida financeira e entenda por que não conseguiu pagar a fatura completa nesse mês. Assim você aprende com a situação e age para que ela não se repita.

Afinal, é fato que imprevistos acontecem, mas também é verdade que podemos criar redes de proteção para eles. Uma ideia é sempre ter uma reserva de emergência para não precisar parcelar a fatura do cartão de crédito quando acontecer alguma situação pontual.

Já se o problema for estrutural, ou seja, algo constante e que se repetirá no próximo mês, é importante agir para mudar essa situação e colocar a vida financeira em ordem.

Corte gastos

Se você precisou parcelar a fatura do cartão de crédito, provavelmente é porque não encontrou espaço no seu orçamento mensal para pagar todo o valor. Portanto, é um sinal da necessidade de melhorar o seu controle financeiro e de cortar gastos — especialmente porque terá a primeira parcela a pagar no mês seguinte.

Uma boa maneira de reduzir as suas despesas é analisar o que você pagou com o cartão no mês anterior e identificar as compras que são supérfluas. Isso inclui uma blusinha na promoção, um delivery no fim de semana ou uma ida ao cinema com direito a pipoca e refrigerante. Seja o que for, evite repetir no próximo mês. O objetivo é abrir espaço no orçamento para acomodar as parcelas sem problemas.

Como tirar o maior proveito do cartão de crédito?

O cartão de crédito é uma ferramenta muito útil para o dia a dia. Ela torna certos objetos de consumo mais acessíveis para as pessoas, além de garantir flexibilidade financeira. Afinal, se puder comprar agora e pagar apenas no mês que vem, ganha uma folga para organizar melhor a sua vida.

Não é à toa que, em média, R$ 3,00 em cada R$ 10,00 da renda do brasileiro são direcionados para o cartão de crédito. No entanto, é importante adotar algumas boas práticas para tirar maior proveito do cartão. Veja na sequência algumas dicas que ajudarão nisso!

Faça um planejamento financeiro

A base de um bom controle financeiro é o planejamento, pois isso possibilita qualquer desejo de consumo, como reformar a casa, viajar, comprar um carro ou um imóvel, entre outros.

Essa regra se aplica ao cartão de crédito: saiba quanto você tem de parcelas acumuladas e até quanto a sua fatura pode chegar, com base no seu orçamento mensal. Quando chegar perto do valor, deixe de usar o cartão para não extrapolar seu próprio limite.

Cuidado com os gastos

Muita gente considera o limite do cartão de crédito como uma extensão do próprio salário. Essa percepção é errada, claro, e dá margem para o surgimento de todos os tipos de problemas. Na verdade, o limite do cartão é mais como um crédito pessoal.

Portanto, tenha muito cuidado com os gastos, especialmente os parcelados com juros, que se acumulam muito facilmente. Siga aquela estatística que vimos antes e só direcione 30% da sua renda média para o cartão. O restante deve ser para pagar as contas, fazer investimentos e mais.

Tenha só um cartão

Hoje em dia, com os cartões dos bancos digitais e fintechs, ficou muito fácil ter vários deles. No entanto, se você tiver um bom limite em um, não faz sentido ter outros. No final, você só vai acumular diferentes faturas e complicar a sua vida financeira.

Fique de olho extrato

Por fim, acompanhe a fatura do cartão de crédito por completo, lendo cada entrada do extrato de compras. Isso é importante porque não é raro ver lançamentos duplicados, tarifas não solicitadas e até mesmo fraudes com compras feitas por terceiros. Portanto, ao verificar a fatura regularmente, você garante que não pagará nada que não usou, o que gera uma boa economia no longo prazo.

Evite muitas compras parceladas

Uma das vantagens do cartão de crédito é tornar acessíveis alguns objetivos de consumo. Por exemplo, comprar um nova televisão, um videogame ou outro eletrodoméstico. Como esses objetos são caros, o parcelamento via cartão é a maneira mais fácil de comprá-los.

No entanto, deve-se ter cuidado com as compras parceladas. Não apenas por causa dos juros, mas também para não acumular contas. Afinal, 5 prestações diferentes de R$ 75,00 somam R$ 375,00 no mês. O que parecia bem acessível antes, agora é um peso considerável a lidar. Aos poucos, essas parcelas se tornam como uma areia movediça e atrapalham a sua vida financeira.

Portanto, quando for comprar algo a prazo, faça sempre as contas para ver se aquela nova prestação cabe no seu orçamento. Por vezes, pode ser preferível aguardar um ou dois meses até ter condições melhores para a aquisição.

Pronto! Nossa conversa foi longa, mas muito necessária. Agora você já sabe tudo sobre a fatura do cartão de crédito e não terá problemas para assumir esse compromisso. Apenas lembre-se de planejar bem os seus gastos, fazer as contas e nunca comprometer mais do que o seu orçamento mensal permite. Assim, o cartão será uma ferramenta positiva na sua vida e não uma fonte de problemas.

E aí, está pronto para ter o seu cartão de crédito? Então, entre em contato com a nossa equipe para descobrir como podemos ajudar!

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