Cartão de crédito: saiba como tirar proveito do seu!

Compras parceladas, agilidade no pagamento, segurança e praticidade. Essas são algumas vantagens de ter um cartão de crédito. No entanto, para não se embolar em dívidas, é importante usá-lo como sabedoria. Neste artigo, mostramos como!

Categoria: Cartões

Categoria: Cartões

O cartão de crédito facilita a vida da gente: não precisa sair com muito dinheiro no bolso, dá para dividir compras maiores sem que a parcela pese no orçamento e até aproveitar programas de vantagens. O problema é quando você gasta o que não tem e se embola em dívidas.

Para conseguir tirar proveito do seu cartão, é fundamental ter um bom controle financeiro. Não dá para contar com o limite dele como se fosse uma renda extra e depois esperar por ajuda divina para bancar a fatura. Ele funciona como se fosse um empréstimo rápido, mas você só paga juros se não quitar a conta direitinho.

Quer entender melhor como funciona o cartão de crédito e o que fazer para aproveitar melhor o seu? Então, você está no lugar certo. Veja, a seguir, quais são os benefícios de tê-lo, quais são os seus custos e como usá-lo com sabedoria. Boa leitura!

O que é cartão de crédito?

É um cartão para pagamento a prazo. Quando você compra qualquer coisa com ele, contrai uma "dívida" com o banco ou instituição financeira, e pode pagá-la em até 40 dias. É como se fosse um empréstimo, mas sem juros nenhum — desde que você quite a fatura na data combinada.

Para conseguir um cartão de crédito, é importante ter disciplina financeira, porque o banco faz análises de comportamento de compra dos clientes. Aqueles que sempre pagam suas contas atrasadas, têm renda indefinida e compromete parte dos ganhos com empréstimos altos, por exemplo, costumam ter o pedido negado.

Isso porque o banco entende que a chance inadimplência é alta e prefere não assumir esse risco. Organizar as finanças pessoais, portanto, é primeiro passo para ter cartão de crédito e aproveitar todas as vantagens dele.

Quais são os benefícios de ter um?

Tem muita gente que tem horror ao cartão de crédito e o considera o maior vilão do endividamento. De fato, ele pode provocar um rombo nas suas finanças se o consumo for descontrolado. Por outro lado, existem diversos benefícios. Veja, a seguir, quais são eles!

Possibilidade de parcelamento

Imagine que a sua geladeira quebre e você não tenha dinheiro hoje para comprar uma nova. Esse é um gasto que não pode esperar, certo? Com o cartão de crédito, você pode dividir o valor do eletrodoméstico em várias vezes.

Além disso, mesmo que você tenha um fundo de emergência para socorrer nessas situações, nem sempre gastá-lo com isso é a melhor decisão. Tem lojas que nem sequer oferecem desconto para o pagamento à vista e até permitem o parcelamento da compra sem acréscimo de juros.

Nesse caso, é melhor usar o cartão e fazer alguns ajustes no orçamento do dia a dia para embutir o valor das parcelas nele. Assim, a sua reserva fica intacta para ser usada em momentos em que o pagamento à vista seja vantajoso ou necessário.

Praticidade

Já aconteceu de você sair de casa para pagar as contas do mês, por exemplo, e no meio do caminho lembrar que precisava comprar alguma coisa ali por perto? Se não estiver levando dinheiro suficiente para tudo, vai precisar voltar em casa para buscar o restante.

O cartão de crédito é bem mais prático nesse sentido porque permite que você tenha “dinheiro” a mão sempre que precisar. Mas toda essa comodidade é uma faca de dois gumes, viu? Da mesma forma que o cartão oferece praticidade, ele pode facilitar as compras por impulso e fazer você gastar mais do que deveria. Portanto, tenha cuidado!

Segurança na hora de comprar

Andar com muito dinheiro no bolso é perigoso. Quando você precisar comprar algo mais caro, a recomendação é sempre pagar com cartão — seja débito, seja crédito. É uma questão de segurança.

Muita gente ainda tem medo de usar cartão por causa das fraudes e, depois, ter que pagar por aquilo que não comprou. A verdade é que, se não tiver atenção, você pode ser vítima até com boletos falsos.

Os cartões de crédito têm diversos mecanismos de segurança e, em algumas situações, você pode até ser ressarcido se for alvo de fraudes. Mesmo assim, é importante fazer a sua parte e comprar em sites de confiança, conferir o valor na máquina antes de digitar a senha, não passar a senha para ninguém etc.

Agilidade

Dá para pagar o cinema, estacionamento e lanches em totens de autoatendimento sem precisar enfrentar filas. As compras feitas pela internet também são aprovadas mais rápido quando o pagamento é feito com o cartão físico.

Além disso, você já percebeu a dificuldade do comércio em dar troco? Quando você paga em dinheiro, às vezes, precisa esperar um pouco mais no caixa até o atendente conseguir trocar o dinheiro para devolver a sua parte. Sem contar que nem sempre você recebe todos os centavos devidos.

Com o cartão de crédito, a cobrança é rápida e exata. Se o total da sua compra for R$57,93, por exemplo, você não pagará nada além disso. Uma comprinha apenas até pode não fazer a diferença, mas de centavo em centavo você pode acabar perdendo algum dinheiro.

Como ele funciona?

Não precisa ter conta no banco ou instituição financeira para conseguir um cartão de crédito. Ele pode ser cedido para qualquer pessoa física ou jurídica após uma análise simples de crédito. A seguir, você vai entender o significado de termos que são bastante usados nesse universo. Se você tiver cartão, já deve conhecer alguns deles.

Limite de crédito

Você não pode gastar o quanto quiser — ainda bem! O limite é definido pela emissora do cartão e varia de acordo com o comportamento e a renda de cada cliente. Se você fizer compras que ultrapassem o valor fixado pela financeira, o pagamento será negado.

Além disso, é bom lembrar que esse limite é referente ao valor total das compras no cartão, e não aos gastos mensais. Se o seu limite é de R$1.000,00, por exemplo, e você comprar um celular desse preço parcelado em 10 vezes, o valor integral será passado no cartão.

Isso quer dizer que o seu limite total estará comprometido pelos próximos 10 meses. A cada pagamento, os R$100,00 referentes à parcela serão liberados e o limite vai aumentando até chegar aos R$1.000,00 depois que você quitar tudo.

Data de vencimento

Esse é o dia de vencimento da sua fatura. Geralmente, na hora de liberar o cartão de crédito, a financeira oferece algumas opções de vencimento e é você quem escolhe qual delas é melhor para sua rotina de pagamentos.

Melhor data para compras

Essa data é chamada assim porque é quando você consegue o prazo máximo para o pagamento: 40 dias. No entanto, isso depende do dia que a sua fatura fecha.

Vamos a um exemplo prático para entender melhor como ela funciona. Imagine que o vencimento do seu cartão de crédito é todo dia 15. Geralmente, a fatura é fechada cerca de 10 dias antes disso. Sendo assim, tudo que você comprar até o dia 5 já virá nessa conta do dia 15.

Agora, se você comprar alguma coisa no dia 6, só pagará por ela no boleto do outro mês. Ou seja, terá 40 dias para pagar. Essa foi apenas uma simulação e é importante checar a data todos os meses diretamente com a emissora do cartão pelos canais de atendimento, aplicativo ou site. Até porque ela não é fixa e, dependendo do mês, a melhor data para compras pode ser alguns dias antes ou depois.

Pagamento integral, pagamento parcial e pagamento mínimo

Para conseguir pagar o boleto de energia, água e telefone, por exemplo, você precisa desembolsar o valor todo da conta, certo? No caso do cartão de crédito, não! Apesar de não ser recomendado, você pode pagar um valor inferior ao indicado no boleto. Entenda as diferenças:

  • pagamento integral: valor total da fatura;
  • pagamento mínimo: 15% do valor total da fatura;
  • pagamento parcial: qualquer valor entre o pagamento mínimo e o integral.

Em todos os casos, o pagamento já garante que você não fique inadimplente e continue utilizando o cartão. O problema é que se não pagar tudo, você entra no crédito rotativo — um tipo de empréstimo pessoal de curto prazo — e a diferença vem na próxima fatura acrescida de juros, multa e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Parcelamento da fatura

Antigamente, era possível fazer o pagamento mínimo da fatura por vários meses seguidos. Porém, em 2017, o Banco Central mudou as regras do crédito rotativo para evitar que o consumidor pague juros que podem ultrapassar 300% ao ano.

Agora, você só pode fazer o pagamento mínimo da fatura uma vez. No mês seguinte, é necessário pagar o valor total ou parcelar a fatura. No parcelamento, o banco ou instituição financeira oferece condições de crédito mais camaradas se comparado ao rotativo.

Com isso, você paga parcelas fixas durante o prazo combinado até quitar a dívida. E não precisa esperar pela iniciativa do banco para pedir o parcelamento da fatura não, viu? Se você perceber que não terá dinheiro suficiente para pagar, já pode entrar em contato com a financeira para negociar.

É bom que você saiba que, dependendo do seu limite de crédito, o cartão ficará meio que inutilizado por um tempo porque o débito consumirá boa parte do limite. Verdade seja dita: se você chegar a esse ponto, é melhor não usar o cartão mesmo até regularizar a situação. Assim, você evita somar ainda mais cifras a essa dívida e virar uma bola de neve.

Quais são os custos do cartão de crédito?

Manter um cartão de crédito é mais barato que você pensa. O maior problema dele está nos juros e nas multas por causa dos atrasos e pagamentos mínimos. Entenda melhor o que você precisa pagar pelo cartão!

Anuidade

A anuidade é uma espécie de tarifa de manutenção que você precisa pagar todos os anos. O valor dessa taxa varia de acordo com o tipo do cartão e com a instituição financeira. As categorias de cartão Platinum e Grafite — que exigem renda mínima de R$7.000,00 —, por exemplo, costumam ter anuidades que podem ultrapassar R$500,00.

Por outro lado, existem cartões mais básicos com custos de manutenção bem acessíveis. O BV tem cartões que cabem em qualquer bolso. Vale a pena dar uma olhada para não gastar mais que o necessário com essa tarifa.

Avaliação emergencial de crédito

Quando você tenta passar uma compra mais cara que o seu limite disponível, em teoria, o pagamento é recusado, certo? Nem sempre! Dependendo do valor excedente, a financeira pode até autorizar, mas vai cobrar uma taxa por isso.

Essa é a avaliação emergencial de crédito que libera um valor extra — entre 10% e 20% do limite total — para evitar que você passe por constrangimentos na loja. Isso pode custar até R$60,00, além do valor da compra, dependendo do tipo de cartão e da instituição financeira emissora.

É por isso que é importante ficar de olho no saldo disponível e não ultrapassá-lo. Conforme você usa o cartão, paga as faturas direitinho e aumenta seu score, a financeira pode subir o seu limite. Então, tente negociar o aumento do limite em vez de recorrer à avaliação emergencial de crédito.

Pagamento de contas

Essa tarifa é cobrada para o pagamento de boletos com o cartão de crédito, como água, energia, impostos, entre outros. Entretanto, não é possível pagar qualquer tipo de conta. A fatura do cartão, por exemplo, não pode ser paga com o próprio cartão, nem com outro. E mais: mesmo com a cobrança pelo serviço, não são todos os tipos de cartões que têm essa função.

Retirada em espécie ("Saque")

Essa funcionalidade só deve ser usada em situações emergenciais. Se você precisar de dinheiro vivo, pode fazer um saque com o cartão de crédito em caixas 24 horas, desde que o valor esteja dentro do limite disponível. Nesse caso, serão cobrados uma tarifa fixa pelo saque mais juros em cima do valor sacado — o mesmo do crédito rotativo.

Segunda via do cartão

Quando o cartão é bloqueado por indícios de fraude, o banco é obrigado a emitir a segunda via sem custo algum. Agora, no caso de quebra, perda, roubo ou furto, a responsabilidade é do cliente mesmo. Aí você terá que pagar uma taxa pela emissão do novo cartão.

Multas e juros

Se você sempre pagar o valor integral das suas faturas até o dia do vencimento, nem precisa se preocupar com esse custo. Isso porque você só vai pagar pelo que gastou, pela anuidade e pelas tarifas de serviços extras que, eventualmente, usar.

O maior problema do cartão de crédito está nos atrasos, pagamentos mínimos e parciais. Nesses casos, são acrescidos multa, juros e IOF. As taxas variam de acordo com a instituição financeira.

Mas uma coisa é certa: elas são altíssimas. Em um ano, uma conta não paga do cartão de crédito pode mais que quadruplicar. Em muitos caso, a melhor saída para evitar que a dívida cresça é pegar um empréstimo com juros menores para quitar o cartão.

Quais são os principais erros no uso e como evitá-los?

O primeiro erro de todos — não só sobre o uso do cartão, mas da vida — é não fazer planejamento financeiro. Esse processo consiste em colocar no papel todos os seus objetivos e metas financeiras para conseguir conquistar os seus sonhos.

O cartão de crédito é uma ferramenta que pode auxiliar nesse processo: parcelar a viagem que você tanto deseja, comprar os materiais de construção para reforma da casa e por aí vai. É por isso que os gastos dele precisam estar dentro desse plano.

Veja, portanto, quais são as principais falhas no uso do cartão e saiba como fugir delas.

Extrapolar nos gastos

Como você pôde perceber, manter um cartão de crédito até que é barato. O problema é que toda essa facilidade faz com que você enxergue o limite do cartão como uma renda extra e gaste mais que deveria. Mas é bom ter em mente que não é um dinheiro que caiu do céu, e você vai ter que pagar a conta depois.

O cartão de crédito é, sim, um auxílio e até pode ser usado em imprevistos. A compra de uma blusinha nova, um sapato e um móvel decorativo para sala, por exemplo, estão longe de serem emergências.

Esses gastos que, muitas vezes, são desnecessários fazem o valor da sua fatura ir lá em cima e atrapalham a conquista de sonhos maiores. Portanto, coloque todas as suas despesas na ponta do lápis para definir qual é valor disponível para os gastos com cartão todos os meses — e obedeça a esse limite!

Aliás, lembra que o cartão de crédito é uma espécie de empréstimo? Então, tudo que você compra com ele é dívida. Sendo assim, a recomendação é comprometer, no máximo, 30% da renda com ele para não ficar no vermelho.

Ter vários cartões de crédito

Quando você tem um limite de crédito baixo, é até compreensível ter mais de um cartão, principalmente por causa das compras mais altas parceladas. O problema, mais uma vez, é que isso pode provocar um descontrole nas contas. Sem contar que, com tanta fatura para pagar, o risco de esquecer uma delas para trás é bem grande.

Se você já tem um cartão com limite razoável e ele atende bem às suas necessidades, não existe razão para manter outros. São custos extras com anuidade e uma tentação de comprar o que não precisa que nem sempre você consegue resistir.

Só vale a pena pedir um novo cartão se ele oferecer vantagens que o outro não oferece como anuidade e juros mais baixos e até programas de recompensas. Com o tempo, você avalia qual é o melhor para concentrar todas as suas compras em apenas um cartão.

Não conferir o extrato

Tem gente que só pega a fatura no dia do pagamento, checa o valor, se assusta e já paga. Muitas vezes, elas nem percebem cobranças em duplicidade, tarifas de serviços que não foram contratados ou até compras feitas por terceiros após roubo de dados do cartão. É por isso que tem que ficar de olho no extrato.

Essa lista detalha todas as despesas do mês com dia da compra, onde ela foi feita e valor cobrado. Acompanhar essas movimentações diariamente — ou pelo menos uma vez por semana — é uma forma de identificar inconsistências e visualizar melhor onde seus gastos estão concentrados. Aí você vai pode encontrar pontos de desperdício para economizar e garantir um consumo consciente.

Como aproveitar os clubes de vantagens?

Os clubes de vantagens são aqueles programas que você pode reverter o valor gasto no cartão de crédito em pontos para comprar utensílios domésticos, eletrônicos, roupas, passagens aéreas, diárias em hotéis, aluguel de carros, entre outros. Nós, por exemplo, temos o BV Merece — um programa exclusivo para nossos clientes. Acompanhe algumas dicas de como usar esses programas a seu favor.

Concentre todas as suas compras no cartão de crédito

Se você não tiver nenhum desconto para pagar suas compras à vista, é melhor usar o cartão de crédito para acumular pontos. Sendo assim, concentre todos os seus gastos nele, como supermercado, academia, restaurantes etc.

Vale a pena ainda dar preferência às lojas parceiras para aproveitar descontos e até pontos a mais. É claro que essa estratégia só é válida se você tiver dinheiro para pagar a fatura.

Fique de olho nas promoções

Os programas de fidelidade promovem campanhas frequentes para multiplicar os seus pontos. São coisas do tipo: transfira os pontos do seu cartão de crédito e ganhe 40% de pontos extras ou até pontos em dobro. Fique de olho para não perder essas oportunidades!

O cartão de crédito facilita as compras do dia a dia e até permite o financiamento de sonhos maiores. Contudo, tem que usar com sabedoria! Ao controlar os gastos e sempre pagar o valor integral da fatura em dia, você conseguirá aproveitar bem essa ferramenta sem se embolar em dívidas.

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