Como analisar o custo vs. benefício na hora de comprar um carro

A melhor maneira de se dar bem na hora de comprar é avaliar qual é o custo-benefício do carro. Descubra o que considerar nesse tipo de análise!

Categoria: Financiamento de Veículos

Calcular e identificar o custo-benefício do carro é essencial para fazer a melhor compra. Apesar de, em muitos casos, a emoção poder influenciar a decisão, você precisa pensar mais com a razão. Para isso, nada melhor do que definir alguns critérios, que vão ajudar você a alcançar suas metas.

Quando falamos de custo-benefício, nos referimos a encontrar um carro que oferece o que você busca, mas tenha um valor mais justo. Afinal, um carro que custa R$15 mil faz a mesma coisa que aquele de R$100 mil — que é facilitar a sua locomoção.

Porém, existem coisas, como o tamanho do bagageiro, a eficiência e os acessórios, que devem fazer parte da sua análise e que influenciam diretamente o valor pago. É justamente sobre isso que vamos falar neste artigo. Continue conosco para saber mais!

A importância de planejar a compra de um carro

A compra de um carro é, para muitas pessoas, a realização de um sonho. Só por aí, já podemos perceber o peso que esse tipo de decisão tem. Imagine você ter uma conquista desse tamanho para pouco tempo depois passar por frustrações ou mesmo se arrepender. Seria péssimo, não é?

Então, em um primeiro momento, você precisa planejar a compra de acordo com as suas necessidades, seus desejos e, principalmente, as suas possibilidades financeiras. A combinação desses três fatores vai ajudar a encontrar o modelo mais adequado.

Por falar em possibilidades financeiras, essa parte é uma das mais importantes. Afinal, você precisa entrar em um financiamento que proporcione parcelas ideais para o seu orçamento. Isso é essencial para ajudar a manter as suas condições de pagamento e evitar se enrolar em dívidas.

Porém, o planejamento não para somente nas parcelas do financiamento. Lembre-se de que o carro trará outros custos para você, o que inclui:

  • combustível;
  • manutenções;
  • seguro;
  • estacionamento (se você utiliza para se deslocar até o trabalho, mas não tem onde deixá-lo).

Isso significa que, além de programar o seu orçamento para que as parcelas caibam nas suas possibilidades, você também precisará se programar para ter outros gastos que podem equivaler ao mesmo percentual que o financiamento consome da sua renda.

Os riscos de uma compra impensada

Na hora de comprar um carro, o impulso pode falar mais alto e fazer com que você queira fechar o negócio com rapidez. É normal que isso aconteça quando vamos comprar algo que desejamos muito. Porém, nem sempre tudo é o que parece.

Ao agir por impulso, você pode "comprar gato por lebre" e acabar com problemas ou frustrações no futuro. Isso pode acontecer por comprar um carro que considerou ter um ótimo preço, mas não analisou detalhadamente suas condições.

Porém, também existem aquelas situações nas quais adquiriu um veículo com o custo mais alto do que realmente pode pagar, pois se deixou levar pela beleza e todos os opcionais que proporcionam um conforto extra, por exemplo.

Portanto, para saber qual é o melhor custo-benefício do carro, é necessário agir com calma e colocar todas as opções que você considerou viáveis na mesa, além de tirar um tempo para analisar cada uma delas com muita atenção, chegando, assim, na melhor decisão possível.

Os custos que devem ser avaliados ao comprar um carro

Para avaliar se o carro vai gerar prejuízo, é necessário anotar todos os gastos que você pode ter com ele, o que inclui combustível e IPVA, por exemplo. Qualquer coisa que precise de dinheiro para ser resolvida precisa também entrar nessa conta, não importando se é um custo mensal ou anual.

O ideal é fazer uma planilha — pode ser no Excel, papel e lápis, bloco de notas ou o que você achar mais fácil de acompanhar de perto — com as categorias e colocar lá todas as informações.

Saber quanto ele consome de gasolina e fazer o cálculo baseado na média de quilômetros que vai rodar por mês, além dos possíveis custos com manutenção em peças que necessitam de troca periódica, são alguns deles.

Nos tópicos a seguir, mostramos, com mais detalhes, quais desses custos devem ser avaliados na hora de escolher o modelo ideal para as suas necessidades e possibilidades financeiras.

IPVA e seguro

Esses dois itens entram na categoria de custo anual. O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) é uma cobrança aplicada de acordo com as leis de cada estado e leva em consideração as características de cada veículo — como tipo de combustível utilizado, potência do motor, local de fabricação etc.

Já o seguro de automóvel — aqui, falamos dos contratos contra roubos, furtos e acidentes, em vez do pagamento obrigatório do DPVAT — é aplicado por empresas privadas e também levam em consideração o estado do veículo, a marca, entre outras características. Fora isso, existem inúmeros planos com valores diferentes e a cobertura que cada um entrega.

Nos dois casos, quanto maior o valor do veículo na tabela FIPE, maior será o custo com esses pagamentos.

Combustível

Esse é um dos maiores custos que você terá com o carro e, para calculá-lo mesmo sem ainda possuir o veículo, é necessário utilizar valores médios. Para isso, obtenha a informação de eficiência, ou seja, quantos quilômetros o veículo roda ao utilizar um litro de combustível.

Agora, calcule uma média de quilômetros que você costuma rodar por mês (caso já tenha carro e pense em trocar) ou quanto pretende circular (para o caso de ser seu primeiro veículo) e divida pelo consumo que foi informado. Com isso, você saberá quantos litros o veículo consome mensalmente.

Depois, pegue esse resultado e multiplique pelo valor médio do litro de combustível, chegando o mais próximo possível do valor que será gasto mensalmente com gasolina.

Manutenção

Esse é outro gasto difícil de se fazer, devido a imprevisibilidade do veículo e das suas peças. Contudo, é possível conseguir um valor aproximado se levarmos em conta alguns serviços e itens que devem ser trocados periodicamente, tais como:

  • troca de óleo e filtros;
  • correias;
  • balanceamento;
  • revisões;
  • lavagem e higienização;
  • troca dos pneus.

Depreciação

A depreciação do veículo também é um fator que deve ser considerado custo, pois caso você pense em revendê-lo depois, o valor não será o mesmo que pagou na compra, o que faz com que você não tenha o retorno completo do investimento feito inicialmente.

Essa depreciação começa a ser contada a partir do momento em que você tira o carro da concessionária. Em média, um automóvel se desvaloriza de R$1.000,000 a R$1.500,00 anualmente, mas, para obter informações mais precisas sobre o modelo de veículo que deseja adquirir, você deve consultar a tabela FIPE.

Depois de todas essas informações anotadas na tabela, basta somá-las, que você terá uma ideia de qual o gasto mínimo você terá com o carro anualmente.

Como definir e qualificar os benefícios da compra do carro

Falamos sobre os custos que o carro vai trazer para o seu orçamento, mas como saber quais são os benefícios e como eles devem ser avalados na hora de fazer a compra? Nos próximos tópicos, mostramos algumas ideias que deverão ajudar você a avaliar os principais critérios.

Por meio deles, você consegue encontrar um modelo mais econômico (em todos os sentidos) e que, ao mesmo tempo, seja suficiente para satisfazer as suas necessidades. Vamos a eles?

Dê prioridade a modelos de entrada

Assim como em muitos produtos oferecidos no mercado, os carros contam com inúmeras categorias por marca, e possibilita que as mais variadas classes de consumidores consigam adquirir um veículo que mais se adapte às suas condições e gostos.

Geralmente, quem pretende comprar um carro, mas não tem uma condição financeira muto elevada, opta por modelos de entrada, conhecidos como "carros populares", sendo a linha de veículos mais vendida pelas montadoras. Algumas opções de automóveis populares, são:

  • Ford: Ka, Fiesta;
  • Fiat: Uno, Pálio, Mobi, Siena, Argo;
  • Volkswagem: Gol, Fox, Up;
  • Toyota: Etios;
  • Hyundai: HB20;
  • Renault: Clio, Sandero, Kwid;
  • Chevrolet: Celta, Classic, Prisma.

Escolha de acordo com seu orçamento

Diante dessa variedade de opções, é hora de analisar o que cabe melhor no seu bolso. Apesar de populares, os valores podem subir dependendo das condições em que o veículo esteja e os acessórios instalados nele. Veículos com vidros elétricos, travas, ar-condicionado, freios ABS, airbag, direção hidráulica etc., vão custar mais caro que os automóveis mais básicos.

Nessa hora, você deve ponderar quais itens de conforto você realmente busca e se pode abrir mão de algum deles para reduzir o preço. Listar suas prioridades é a melhor maneira de economizar e, procurando bem, você certamente conseguirá encontrar carros que já possuem alguns desses acessórios de fábrica, o que evita o custo de adicioná-los posteriormente.

Leve em conta o preço final

Não é só o valor dos acessórios que torna o custo final do veículo mais alto. Apesar das montadoras praticarem um preço bem parecido no que diz respeito aos carros populares, o modo como você realiza o pagamento pode mudar bastante os valores que ele pode alcançar.

Os preços se mantém iguais quando o pagamento é feito à vista, porém, quando se decide financiar, os valores podem subir de acordo com os juros cobrados pelas instituições financeiras.

Portanto, caso queira adquirir o automóvel, o ideal é que se junte o dinheiro e realize o pagamento integral. Se isso não for possível para a sua realidade atual, guarde o máximo que puder para oferecer uma boa entrada e, com isso, reduzir o valor das parcelas.

Considere o consumo e a manutenção

Ao comprar um carro popular, é esperado que ele seja econômico, tanto no seu custo final quanto no seu consumo, não é mesmo?

Portanto, busque por modelos que consumam menos combustível e, para saber identificar, procure o selo que o Inmetro disponibiliza para cada categoria de veículo, indicando sua eficiência e desempenho.

Se você tem aquela pegada maior de consumo consciente e melhor aproveitamento dos recursos naturais, isso é ainda mais importante. Além de fazer bem para o seu bolso, é uma forma de trazer menos prejuízos para o meio ambiente.

Quanto à manutenção, é bom ficar de olho nos custos que esse carro poderá ter posteriormente. Para o caso de veículos novos, analise os valores aplicados pela concessionária para as primeiras revisões obrigatórias que validam a garantia do automóvel.

Para os seminovos, busque por informações do modelo do veículo pretendido na internet e tenha atenção aos defeitos mais frequentes, que sejam comuns entre os usuários e os custos aplicados para repará-los.

Analise o valor do seguro e de revenda

O maior prejuízo que podemos ter depois de comprar um carro é ficar sem ele. Quando o motivo é um roubo ou furto, a sensação é pior ainda, tendo em vista que carros populares são mais visados por bandidos, devido a sua fácil revenda e desmonte para venda das peças.

Para resguardá-lo disso, existem os seguros. Porém, deve-se analisar muito bem antes de contratar um, para que você não fique na mão caso precise acioná-lo. Para isso, o ideal é buscar informações com um corretor de sua confiança, que vai apresentar as melhores opções disponíveis para o veículo que pretende comprar.

Outro ponto que deve ser considerado é a revenda do automóvel. Mesmo que você não compre com a ideia de passá-lo para frente tão cedo, é sempre bom ter em mente que, quando decidir trocar de carro, o seu atual ainda terá um bom valor de mercado, o que torna possível uma economia na aquisição do próximo.

Antes de comprar, verifique a porcentagem de queda de cada modelo na tabela FIPE e decida se vale a pena ou não comprá-lo, pensando em uma futura troca.

O cálculo de custo-benefício do carro na prática

A análise de custo-benefício do carro considera as vantagens que você pode obter com o veículo, mas sempre respeitando o seu bolso. Isso significa que ela leva à escolha mais adequada, pensando em suas necessidades e, ao mesmo tempo, no que o seu orçamento pode suportar.

Só por aí, já dá para ter uma boa ideia de como você vai tomar a sua decisão, certo? Comece listando tudo o que você precisa e espera de um carro. Feito isso, veja quais são as faixas de valores dos modelos que estão dentro das suas expectativas. Elas estão condizentes com o que você pode pagar? Se não, é necessário fazer alguns ajustes e abrir mão de algumas características, como:

  • o ano do modelo;
  • alguns itens opcionais, como computador de bordo;
  • questões ligadas ao conforto, como o espaço interno.

Dessa forma, fica mais fácil equilibrar as suas expectativas de acordo com o orçamento que você tem disponível para comprar e manter o veículo.

Nos próximos tópicos, listamos algumas dicas a respeito de como você pode fazer essa análise e conseguir chegar a uma decisão mais favorável para realizar o seu sonho sem ter que comprometer as suas finanças e correr o risco de se endividar com um compromisso que não pode honrar. Veja só!

Defina qual é a necessidade que você tem para o carro

Essa é a primeira coisa que você deve se perguntar antes de decidir comprar um carro. Identificar suas necessidades é fundamental para definir quanto você está disposto a pagar por um veículo e se os custos posteriores valerão o gasto.

Caso seja para trabalho, se você pretende ganhar dinheiro com o carro, um modelo intermediário certamente será suficiente. Todavia, caso sua intenção seja agregar status a seu estilo de vida, terá que gastar um pouco a mais para que suas expectativas sejam atendidas.

Para poupar tempo, vá direto em busca dos modelos que se adequem a essas necessidades, em vez de analisar todos os modelos disponíveis, mesmo sabendo que a maioria dos que estão listados ali não condizem com o que você procura.

Atente para a quilometragem rodada ao comprar um usado

Esse é um dos pontos mais importantes se você pretende adquirir um carro seminovo ou usado. Veículos com a quilometragem alta tendem a precisar de revisões mais frequentes, ainda mais se elas não foram feitas corretamente pelos últimos donos.

Para verificar a frequência de revisões, peça ao vendedor o manual do veículo e observe se elas foram executadas como manda o documento. Em último caso, peça ajuda de um profissional na área de sua confiança.

Verifique os detalhes visuais e da pintura do veículo

O visual do veículo também é um fator importante a se observar. Assim, já dá para ter uma noção do estado do carro e de como seu antigo dono cuidava dele. Um carro esteticamente bonito, possivelmente terá a parte mecânica bem cuidada.

Para verificar se o automóvel está realmente em boas condições externas, procure por ferrugens ou danos causados por umidade e não se esqueça de analisar todo o interior do carro.

Outros pontos que também devem ser checados são imperfeições que indiquem danos ao chassi e avarias na lataria e pintura — o que indica que o veículo foi repintado depois de um acidente, por exemplo.

Nesse caso, também é fundamental pedir ajuda a um profissional de sua confiança, principalmente se você não tiver experiência suficiente ou convicção sobre sua análise — caso sejam confirmados os problemas, você pode pedir por um desconto no valor ou para que seja tudo reparado antes da concretização da compra.

Não deixe de pesquisar o histórico do carro no órgão de trânsito

Depois de ter acesso ao documento do carro, acesse o site do Detran e verifique se ele possui alguma multa pendente ou qualquer tipo de registro de roubo ou sinistro. Isso vai resguardar você de problemas futuros, como associação a algum crime que possa ter sido cometido com o veículo ou a perda do mesmo.

Não se esqueça, além de conferir a placa, de checar se os códigos contidos no chassi, vidro e motor são iguais, o que descarta a possibilidade de terem sido remarcados.

Liste os modelos mais procurados

Normalmente, quando um carro é muito procurado no mercado, é devido à confiabilidade que ele passa aos consumidores, seja ao gastar pouco em manutenção ou por ter boa eficiência e desempenho.

Portanto, faça uma lista pelos veículos que têm rendido elogios do público em geral e busque opiniões entre amigos, vendedores e até mesmo na internet. Depois, diante das opções, avalie qual será mais adequado às suas necessidades e procure por um que esteja em melhores condições de compra.

Peça ajuda de um profissional

Como já foi dito, nada se compara à opinião de uma pessoa que entende do assunto e, no quesito carro, ninguém melhor do que um mecânico de sua confiança para ajudar a escolher a melhor opção.

Essa opinião é mais importante ainda quando o assunto é o motor do veículo. A parte estética pode ser vista aos olhos de qualquer pessoa — apesar das "maquiagens" que o vendedor possa ter feito —, mas as condições do motor podem passar facilmente despercebidas para quem é leigo no assunto, o que traz dor de cabeça e gastos inesperados mais tarde.

Portanto, antes de comprar, peça uma avaliação sincera do seu mecânico e, caso ele aprove o carro que deseja, as garantias de adquirir um produto de qualidade aumentam consideravelmente.

Faça um teste antes de fechar a compra

Nada mais frustrante do que passar dias escolhendo o carro, procurando os melhores modelos e, depois de comprá-lo, perceber que ele não corresponde às expectativas criadas. Para isso, existe o test-drive.

Ele é fundamental para você sentir o carro e definir se é esse tipo de direção que você busca. Além disso, o test-drive também serve para verificar se o carro está com algum problema no motor. Portanto, fique atento aos ruídos que ele possa apresentar e, em qualquer sinal de avaria, informe ao vendedor.

Analisar o custo-benefício do carro não é algo tão difícil de se fazer. Você precisa avaliar todos os gastos que terá com ele e se eles realmente compensam o que o veículo entrega (conforto, beleza, entre outras coisas). Se você precisa de algo econômico no momento, sabe que deve buscar por um modelo barato e que não tenha altos custos com manutenção e nem gaste muito combustível, por exemplo.

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