O que avaliar antes de fazer um financiamento de veículo?

Veja tudo o que você precisa incluir no planejamento para fazer um financiamento de carro e não prejudicar as suas finanças!

Categoria: Financiamento de Veículos

Você pode até ter o sonho de comprar um carro legal e ter condições para fazer um financiamento. Porém, não é só ir a uma loja e fechar negócio. Existem muitas coisas que precisam ser consideradas antes de tentar obter esse tipo de crédito com uma instituição.

Além da parte financeira, que é fundamental, você também deve entender os motivos que estão levando você a essa compra, qual modelo é o mais adequado, entre outros aspectos. É assim que você garante uma boa compra e evita ter arrependimentos depois (quem nunca?).

Então, para fugir de possíveis dores de cabeça e de ter pesadelos com o que era para ser um sonho realizado, vale a pena fazer um planejamento. Nos próximos tópicos, listamos algumas dicas que vão ajudar você nessa missão. Vamos lá?

Analise a sua situação financeira

Essa dica parece óbvia, mas muita gente sai por aí comprando as coisas sem ter noção da situação real do orçamento. Então, se você é daqueles que pensa "ah, eu consigo aumentar os meus gastos mensais em R$400,00 e tá tranquilo", é melhor rever os seus conceitos.

Já parou para pensar que pode surgir algum imprevisto (como gasto médico) ou que esse dinheiro que você acha que tem sobrando pode fazer falta em algum momento?

Portanto, antes de tomar a decisão no impulso, veja como está a situação do seu orçamento, principalmente no que diz respeito às parcelas que ainda tem que pagar, independentemente de onde elas sejam.

Coloque tudo na ponta da caneta (em uma planilha ou aplicativo) e anote até mesmo os gastos pequenos e supérfluos que você tem no dia a dia, como aquele cafezinho no final da tarde na padaria.

Sabe aquele ditado que diz que "de grão em grão a galinha enche o papo"? Pois é, nessa brincadeira, você vai ver que R$3,00 aqui, R$8,00 ali, somam uma grande quantia no final do mês e, às vezes, você nem nota que gasta tanto com coisas avulsas assim no final do mês.

Faça os ajustes necessários

Depois que você fez uma avaliação das suas finanças, verá que existem gastos desnecessários para a sua rotina. Se eles tiverem um valor alto ou chegarem ao ponto de prejudicar o seu orçamento, é hora de revê-los. Caso contrário, as chances de ter problemas para pagar o financiamento podem ser altas.

Sendo assim, veja o que dá para cortar ou diminuir e coloque as mudanças em prática. Além de tudo, as instituições financeiras podem avaliar o seu perfil de renda na hora de conceder o crédito.

Se você tem muitas dívidas e compromete grande parte dos seus ganhos com o pagamento de contas, pode ser que você tenha a solicitação negada. Esse tipo de comportamento dá a entender que você pode passar por problemas financeiros e ficar inadimplente — dando o famoso calote nas prestações, mesmo que isso não seja feito de caso pensado.

Calcule o valor da parcela que você pode pagar

Com base na análise que você fez do seu orçamento, ficará mais fácil entender qual é o valor máximo de parcela do financiamento que você pode pagar com o seu perfil de renda. Esse tipo de avaliação também é fundamental para que você consiga honrar os compromissos feitos com a instituição financeira e evitar problemas com o orçamento no futuro.

Tenha em mente qual é esse valor na hora de fazer a negociação e nada de sair dando o passo maior que a perna, hein?! Se o carro que você deseja custa mais caro, o ideal é juntar um dinheiro a mais para a entrada ou então adiar um pouco esse sonho e escolher um modelo mais em conta.

Evite chegar a um valor que absorva mais de 30% dos seus ganhos

Essa recomendação aqui vale para qualquer compromisso que você for fazer. Não é à toa que muitos bancos costumam negar o financiamento ao perceberem que as parcelas podem absorver mais que 30% do seu rendimento.

Como dissemos, isso pode ser considerado um sinal de que você poderá enfrentar problemas para honrar o compromisso, o que torna o risco de inadimplência muito alto. Então, para evitar que isso aconteça, já se programe para deixar as parcelas dentro desse limite de valor.

Junte o dinheiro para a entrada

Sempre que você for fazer um financiamento, junte o máximo de dinheiro possível para a entrada. Ela vai ajudar a abater parte do valor total do carro e, principalmente, os juros do financiamento. Então, no final das contas, mesmo que você acabe esperando um pouco mais para ter o veículo, acaba pagando menos por ele. Legal, né?

Outro ponto importante sobre isso é a possibilidade de tornar o valor das parcelas menor. Aí, caímos no ponto anterior de não fechar negócio com uma mensalidade que você não conseguirá pagar, ou seja, são dois problemas resolvidos de uma só vez.

Para ajudar nesse objetivo, você pode começar estabelecendo uma meta de valor que será oferecido para a entrada e em quanto tempo você quer juntá-lo. Logo, se pretende oferecer R$8.000,00 e quer ter esse montante dentro de um ano, já sabe que precisará economizar aproximadamente R$667,00 por mês. Isso está dentro das suas possibilidades? Se sim, vá em frente.

Outra dica que pode ajudar é juntar o mesmo valor que terá disponível para pagar as parcelas depois que fizer o financiamento. Dessa forma, você já se acostuma a não contar com esse dinheiro no orçamento mensal e cria o hábito de viver sem ele já de uma vez. Na hora de pagar as mensalidades, é provável que nem sentirá a diferença.

Invista o dinheiro

Quer chegar ao seu objetivo de valor de entrada um pouco mais rápido? Coloque os juros compostos para trabalhar para você deixando a grana investida em alguma aplicação. Existem diversas opções tão seguras quanto a poupança, mas que oferecem rentabilidades um pouco maiores.

Se você tem um perfil mais conservador em relação ao dinheiro, opte por títulos de renda fixa. Para a retirada imediata, você tem o Tesouro Selic; CDBs, LCIs e LCAs de liquidez diária; a conta de rendimentos do Nubank; entre outros.

Nesses casos, vale a pena pesquisar a rentabilidade oferecida, os abatimentos (como possíveis taxas e cobrança de Imposto de Renda) e o prazo para resgate. Há opções que dão retornos um pouco maiores se você deixar o dinheiro lá "preso" por determinado período. Aí, o saque só pode ser feito no fim do período.

Certifique-se apenas de garantir que o prazo do investimento escolhido está dentro do período que você definiu para juntar o dinheiro da entrada do financiamento do seu veículo. Senão, corre-se o risco de deixar a grana lá retida por mais tempo que o esperado e você ter que adiar a sua tão esperada compra.

Pense por que você precisa do carro

Aah, esse é um ponto que não pode ficar de fora no seu planejamento. Pode ser que o seu sonho seja ter uma pick-up, mas se você tem uma família de quatro pessoas, como fica? Aí você já sabe que o que quer não é aquilo que realmente precisa.

Da mesma forma, se você gosta de viajar bastante, as melhores opções são aqueles carros que têm um bagageiro bem espaçoso e um espaço interno confortável.

Logo, pense em como vai utilizar o carro na maior parte do tempo e siga essa necessidade na hora de identificar qual é o modelo mais adequado para o que você pretende fazer com ele. Do contrário, corre-se o risco de fazer uma compra baseada na emoção, mas que não será muito funcional no dia a dia.

Escolha entre um novo ou usado

Pare para pensar no tipo de veículo que deseja: ele será novo ou usado? Essa decisão influencia principalmente no valor pago. Se você tem o sonho de comprar um 0Km e tem condições de fazer isso, ok! Vá em frente.

Porém, se esse tipo de característica não é tão relevante para a sua decisão, vale a pena considerar a compra de um seminovo ou usado, principalmente pelas condições de pagamento que você pode conseguir na hora da negociação.

A seguir, mostramos quais são as principais vantagens e desvantagens de cada caso para ajudar você nessa escolha tão importante!

Vantagens e desvantagens do veículo novo

A maior vantagem de optar por um veículo novo é saber que está contando com algo realmente zerado, que geralmente vem com novas tecnologias e que não vai deixar na mão quando você precisar.

Além disso, a chance de necessitar de reparos de emergência nos primeiros anos é bem baixa. Você só precisa fazer as manutenções periódicas para garantir o bom funcionamento (e elas servem justamente para evitar as medidas corretivas, que são mais caras e podem gerar riscos no trânsito).

Se você cuidar bem do seu possante, terá mais chances de revendê-lo com facilidade posteriormente. Tudo isso sem contar na garantia que vem de fábrica, que pode ser de até 5 anos. Massa, né?

Porém, como nem tudo são flores, aqui vão algumas desvantagens:

  • valor de compra bem mais alto;
  • parcelas mais altas, por causa dos impostos cobrados;
  • custos mais altos na contratação de seguros;
  • manutenções mais caras;
  • grande desvalorização imediata (que pode chegar a 20% do valor do automóvel só de colocá-lo nas ruas).

Vantagens e desvantagens do veículo seminovo

Aqui, estamos falando de veículos que têm cerca de 3 anos de uso. Nesse caso, você adquire um modelo que não está há muito tempo no mercado, mas que, logo de cara, já tem o desconto da desvalorização — quem não quer? Sem contar que, se a garantia de fábrica for de 5 anos, você ainda tem dois anos pela frente de segurança.

Assim como no primeiro caso, é possível que o carro ainda rode sem apresentar grandes problemas (principalmente se a pessoa que era dona anteriormente tomava os devidos cuidados).

Também não podemos deixar de falar do custo-benefício, já que, pelo preço de um novo, você pode adquirir um seminovo mais completinho.

Entre as desvantagens, podemos citar:

  • os custos de manutenções (e peças de reposição) ainda podem ser um pouco altos;
  • o carro pode apresentar alguns probleminhas que não foram detectados pela revendedora;
  • apesar de novo, o veículo pode ter rodado bastante (principalmente se era usado em viagens a trabalho). Nesses casos, os problemas podem aparecer com mais frequência. Vale a pena atentar para essa questão.

Vantagens e desvantagens do veículo usado

Se você não se importa de ter um carro (ou moto) mais velhinho, essa pode ser uma excelente opção, principalmente se você conseguir um veículo bem conservado.

Mas vale a pena chamar um mecânico de confiança para avaliar a questão da quilometragem, da mecânica e de possíveis problemas que ele pode apresentar. Afinal, dependendo das condições e das necessidades de reparos, a negociação pode gerar prejuízos. Aí, pode ser que o seminovo compense bem mais na hora de colocar os valores na ponta da caneta.

As maiores vantagens de um veículo usado envolvem o valor de compra mais baixo, IPVA menor e as manutenções mais em conta. Porém, como desvantagens, temos:

  • a possibilidade de existirem problemas mecânicos sérios, que podem demandar bastante dinheiro para o conserto posteriormente;
  • a possibilidade de ter a quilometragem adulterada.

Procure saber qual é o tipo de veículo ideal para as suas necessidades

A necessidade que leva à compra do carro precisa ser levada em consideração (e muito) antes de fechar a negociação. Isso ajuda a evitar frustrações e provocar a troca do veículo em pouco tempo — o que pode atrapalhar as suas finanças (e isso a gente não quer, né?).

Se for o caso, converse com as outras pessoas envolvidas e veja qual é a opinião delas sobre o melhor modelo. É claro que tem situações em que determinadas características são indispensáveis e você nem consegue fugir muito das opções disponíveis no mercado.

Mas o diálogo ajuda a encontrar uma opção que caiba no seu bolso e que, ao mesmo tempo, agrade as vontades e necessidades do pessoal. Com todo mundo feliz e com o veículo ideal, quais são as chances de dar errado?

Pesquise os preços no mercado

Por aqui, a gente considera que o preço das coisas é um dos fatores de grande peso na hora de tomar decisões sobre o que comprar. Você também pensa dessa forma? Se sim, vai precisar fazer todo o trabalho de pesquisa para tentar economizar o máximo que der na hora de fazer um financiamento.

Dê uma olhadinha na tabela FIPE para os veículos que tem em mente e, a partir daí, já terá um parâmetro dos valores médios que encontrará no mercado.

Procure algumas concessionárias e comece a fazer as negociações. Veja se é possível obter algum desconto, benefício (como documentação) ou condição favorável para o pagamento.

Ao avaliar as opções do mercado, você verá que as diferenças de preços entre um lugar e outro pode ser enorme. Então, valorize mais o seu rico dinheirinho e não tenha pressa para fechar negócio logo — por mais que bata aquela ansiedade de ter o veículo em mãos o mais rápido possível.

Pesquise onde fazer um financiamento

Também vale a pena procurar o melhor lugar para fazer o seu financiamento. Entre as várias instituições que oferecem crédito, você encontrará uma que oferece as melhores condições de parcelamento e que, no final das contas, fará a sua compra ter o melhor custo-benefício.

Verifique como funciona a liberação do financiamento, quais são as taxas de juros aplicadas e, principalmente, qual é o custo efetivo total do parcelamento (que encarece o valor das mensalidades a serem pagas, por causa da cobrança de taxas).

Solicite simulações

Solicite aos bancos e às instituições a simulação dos financiamentos que eles têm a oferecer. Preste bem atenção nas tarifas e veja qual deles tem as melhores condições de crédito. Vale a pena reforçar: mesmo se tratando de uma estimativa, não deixe de solicitar os valores já com o custo efetivo total.

Cuidado com as taxas ilegais

Cuidado com as taxas adicionais que são cobradas por algumas instituições. Entre elas, podemos citar:

  • Tarifa de Abertura de Crédito (TAC);
  • Tarifa de Emissão de Boleto (TEB);
  • Tarifa de Emissão de Carnê (TEC).

Elas não fazem parte do rol do Banco Central e, por isso, você pode (e deve) se recusar a pagá-las.

Por outro lado, existem outras que são permitidas, como a Tarifa de Cadastro, gerada quando o cliente não tem cadastro ou conta na instituição. Apesar disso, você pode tentar negociá-la e diminuir o valor.

Fique de olho nos contratos

Jamais assine algum contrato sem antes conhecer os termos que estão nele. Ao fazer uma negociação, solicite uma cópia e leve para a casa, a fim de ler com calma. Se tiver alguma dúvida, vale a pena contar com a ajuda de algum advogado e entender melhor o que cada um deles fala, se existem condições específicas, entre outras coisas.

Lembre-se dos gastos que terá com o carro

Você já analisou a sua situação financeira, planejou o valor das parcelas, escolheu um possante com um preço que cabe no seu bolso, tudo certo? Não. Se você esqueceu de considerar os gastos que terá com o carro depois da compra, está fazendo o planejamento financeiro errado — volte 3 casas.

A seguir, explicamos melhor quais são esses gastos e como eles podem impactar as suas finanças.

IPVA

Certamente você já conhece esse imposto, cobrado para todos os veículos. Como ele é pago anualmente, você já precisa se programar para incluir esse gasto sempre nos primeiros meses. Muita gente usa o 13º salário para ajudar a arcar com esse custo e evitar ter um gasto de última hora. O pagamento pode chegar até 4% do valor do carro.

Seguro

Você não vai querer andar por aí com um veículo que acabou de comprar, correndo o risco de sofrer algum furto ou roubo e não conseguir o ressarcimento dos valores, né?

Então, planeje também a contratação de um seguro, avaliando diversas opções disponíveis no mercado, as coberturas e as franquias, por exemplo. Aqui, o pagamento pode custar cerca de 5% do valor do carro, com variáveis que envolvem o modelo, o ano e até mesmo a idade do condutor.

Combustível

A gente nem precisa falar muito sobre isso, né? Sem o combustível, você não tem como usar o veículo para nada. O gasto aqui é bem variável e depende da frequência com que você sai e também da forma como dirige. Sabia que algumas práticas podem aumentar o gasto de gasolina?

Então, se você pretende usar o veículo para se deslocar para o trabalho, já precisa estar ciente que terá um gasto bem alto no fim do mês, diferente de quem só usa para sair aos finais de semana, por exemplo.

Manutenções

As manutenções são essenciais para garantir o seu veículo funcionando bem e evitar que ele deixe você na mão por aí. Lembra que falamos que elas são feitas periodicamente para evitar um conserto grande?

Esses pequenos reparos contribuem para que você gaste menos dinheiro do que quando se precisa fazer uma manutenção corretiva de urgência, quando o problema se desenvolveu e ficou grande e difícil de resolver. Isso sem contar no risco de causar um acidente no trânsito, por causa de alguma falha.

Limpezas

Se você gosta de andar com o carro limpinho, cheiroso e higienizado, mas não tem paciência ou tempo para fazer isso em casa, precisa colocar o gasto com o lava-jato no seu orçamento mensal também.

Os valores vão depender da sua região, de quem está prestando o serviço e, principalmente, do tipo de limpeza que será feita. Mesmo que seja apenas R$30,00, deve entrar no seu controle financeiro para evitar surpresas no fim do mês, certo?

Fazer um financiamento é uma tarefa que dá um certo trabalhinho e precisa de muito planejamento. Isso é essencial para manter você longe de algumas furadas e para preservar o seu dinheiro suado. Isso sem contar na tranquilidade de fazer um compromisso sabendo que vai conseguir arcar com as parcelas sem passar sufoco.

E aí, bateu a curiosidade de saber como ficaria o seu financiamento e qual seria o valor das parcelas? Então, aproveite e faça uma simulação agora mesmo. É online, fácil e bem rápido!

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