Publicado em

16 jul 2026

Atualizado em

16 jul 2026

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16 jul 2026

O que é phishing corporativo? Saiba como proteger o seu negócio!

Tempo de leitura: 6 min
Pessoa sentada diante de um notebook, com as mãos na cabeça e expressão de preocupação, em um ambiente escuro — representando o estresse e os prejuízos causados por um golpe ou fraude digital.

O phishing é um tipo de golpe digital em que criminosos se passam por empresas, instituições ou pessoas de confiança para induzir a vítima a clicar em links falsos, baixar arquivos maliciosos ou fornecer dados sigilosos.  

No ambiente corporativo, esse golpe se torna ainda mais perigoso: uma única mensagem enganosa pode comprometer credenciais, sistemas inteiros e gerar prejuízos financeiros relevantes para o negócio. 

Neste guia, você vai entender como o phishing corporativo funciona, como ele se apoia na engenharia social para enganar colaboradores e o que a sua empresa pode fazer para se proteger. Continue a leitura!

 

O que é phishing e como ele funciona nas empresas? 

O phishing (uma referência à palavra "fishing", ou "pescar" em inglês) é uma tentativa de "fisgar" a vítima por meio de uma isca, com uma mensagem que parece legítima, mas que na verdade tem o objetivo de roubar informações ou obter acesso indevido a sistemas. 

Nas empresas, o golpe também costuma chegar por e-mail, vídeo, mensagem ou ligação, imitando comunicações de fornecedores, bancos, órgãos públicos ou até de colegas e gestores. O criminoso cria um senso de confiança (ou de urgência) para que o colaborador clique em um link, informe uma senha ou aprove uma transação sem desconfiar.  

Como as empresas concentram grande volume de dados e movimentações financeiras, elas se tornam alvos especialmente atrativos - e um único descuido pode abrir a porta para fraudes maiores.  

 

Qual a diferença entre o phishing comum e o phishing corporativo? 

O phishing comum costuma ter como alvo pessoas físicas, buscando dados pessoais, senhas de banco ou números de cartão de forma massiva e genérica. 

Já o phishing corporativo é mais direcionado e estratégico. Os criminosos estudam a empresa, identificam colaboradores-chave (como pessoas dos setores financeiros ou de TI) e criam mensagens personalizadas e convincentes.  

O objetivo nesse caso é maior: acessar sistemas internos, desviar pagamentos ou comprometer dados sensíveis do negócio.

 

O que é Engenharia Social e como funciona?  

A engenharia social é a técnica de manipulação psicológica que está por trás da maioria dos golpes de phishing. Em vez de "invadir" sistemas por meios técnicos, o criminoso explora diretamente os funcionários daquela empresa. 

Na prática, a engenharia social usa gatilhos como confiança, medo, urgência e autoridade para induzir a vítima a agir sem pensar - seja clicando em um link, fornecendo uma senha ou aprovando uma transferência.  

Um golpista pode, por exemplo, se passar por um diretor da empresa e pedir com urgência que um colaborador realize um pagamento, aproveitando-se da hierarquia e da pressão do momento. 

É justamente por explorar o comportamento humano, e não falhas de software, que os ataques de engenharia social são tão difíceis de detectar e tão eficazes, reforçando a importância de treinar e conscientizar as equipes.

 

Conheça os 3 principais tipos de engenharia social e phishing em empresas 

Existem diferentes variações de phishing, e algumas são especialmente perigosas para o ambiente corporativo. Conheça as principais: 

 

1. Spear phishing 

O spear phishing é um ataque altamente direcionado. Em vez de disparar mensagens genéricas para milhares de pessoas, o criminoso escolhe um alvo específico dentro da empresa e personaliza a abordagem com informações reais - como nome, cargo e projetos em andamento. 

Essa personalização torna a mensagem muito mais convincente e difícil de identificar como fraude, aumentando as chances de sucesso do golpe. 

 

2. Fraude do CEO (CEO Fraud) 

Na fraude do CEO, o golpista cria uma falsa identidade, se passando por um executivo ou pessoa de alto cargo da empresa (como o CEO ou um diretor financeiro). Ele envia uma mensagem a um colaborador solicitando, com urgência e confidencialidade, uma transferência de valores, o pagamento de um boleto ou o envio de dados sigilosos. 

O golpe se apoia na autoridade hierárquica e na pressão do "é urgente e confidencial", fazendo com que o colaborador cumpra a solicitação sem questionar. 

 

3. Phishing por telefone (Vishing) e SMS (Smishing) 

Nem todo phishing acontece por e-mail. No vishing (phishing por voz), o golpista liga se passando por um funcionário do banco, do suporte técnico ou de um fornecedor, tentando extrair informações confidenciais durante a conversa. 

Já o smishing utiliza mensagens de SMS (ou aplicativos de mensagem) com links falsos ou pedidos de dados, aproveitando a agilidade e a informalidade desses canais para enganar a vítima. 

 

Como os ataques de engenharia social acontecem?

Pessoa trabalha em um computador com a caixa de e-mail aberta, cercada por ícones de envelope — um deles com alerta vermelho, simbolizando mensagens suspeitas e o risco de phishing no ambiente corporativo.
Mensagens que criam senso de urgência estão entre as principais iscas do phishing. Na dúvida, não clique e valide pelos canais oficiais.

 

Entender como esses ataques se desenrolam ajuda a reconhecê-los antes que causem danos. Conheça os principais pontos: 

 

Os canais mais utilizados 

Os golpistas exploram os canais de comunicação mais comuns do dia a dia corporativo, como: 

  • Aplicativos de mensagem, como WhatsApp; 

  • Ligações telefônicas; 

  • SMS e mensagens de texto. 

Muitas vezes, os criminosos combinam mais de um canal para dar mais credibilidade ao golpe. Por exemplo, o golpista envia um e-mail e, em seguida, liga para "confirmar" o recebimento e a solicitação. 

 

Os gatilhos mentais do phishing 

Os ataques de engenharia social costumam usar gatilhos psicológicos para induzir a ação rápida da vítima, como:  

  • Urgência: "faça isso agora ou haverá consequências"; 

  • Autoridade: mensagens que parecem vir de um superior ou de uma instituição; 

  • Confidencialidade: o pedido de sigilo para evitar que a vítima confirme com outras pessoas; 

  • Confiança: o uso de nomes, logos e informações reais para parecer legítimo. 

 

O que os golpistas costumam solicitar?  

Durante o golpe, os criminosos geralmente buscam:  

  • Senhas e credenciais de acesso a sistemas; 

  • Códigos de autenticação e tokens de segurança; 

  • Dados cadastrais e financeiros da empresa; 

  • Aprovação de pagamentos ou transferências; 

  • Alteração de dados bancários de fornecedores para desviar pagamentos. 

 

Possíveis impactos do phishing na sua empresa 

Um ataque de phishing bem-sucedido pode gerar consequências sérias para o negócio, que vão muito além do prejuízo imediato. Veja os principais impactos:

 

Comprometimento de credenciais corporativas 

Ao obter as senhas e credenciais de um colaborador, o criminoso passa a ter acesso a e-mails, sistemas e informações confidenciais da empresa, podendo usar esses dados para novos ataques. 

 

Acesso indevido a sistemas  

Com as credenciais em mãos, o golpista pode acessar sistemas internos, plataformas financeiras e bancos de dados, comprometendo informações estratégicas e a segurança de toda a operação. 

 

Realização de operações financeiras não autorizadas 

Um dos objetivos mais comuns do phishing corporativo é o desvio de dinheiro. Os criminosos podem induzir pagamentos indevidos, redirecionar transferências ou alterar dados bancários de fornecedores, causando prejuízos financeiros diretos. 

 

Risco de efeito cascata 

Em grupos econômicos ou empresas com múltiplas contas e sistemas integrados, o comprometimento de um único acesso pode se espalhar rapidamente. Um ataque inicial pode abrir caminho para novas fraudes em diferentes áreas ou empresas, ampliando o impacto do golpe. 

 

Como prevenir ataques de phishing nas empresas? 

A boa notícia é que grande parte dos ataques pode ser evitada com medidas de prevenção e conscientização. Veja as principais. 

 

1. Treinamento contínuo de colaboradores 

Como a engenharia social explora o fator humano, a educação das equipes é a primeira defesa. Treinamentos frequentes ajudam os colaboradores a reconhecer mensagens suspeitas, entender os riscos e saber como agir diante de uma tentativa de golpe. Por isso, criar uma cultura de segurança digital é essencial. 

 

2. Implementação de processos rigorosos de dupla validação 

Adotar processos de dupla verificação para operações sensíveis - como pagamentos e transferências - também reduz o risco de fraudes. Além disso, confirmar solicitações por um segundo canal e exigir mais de uma aprovação para transações relevantes evita que um único colaborador seja enganado sozinho. 

 

3. Uso de ferramentas tecnológicas de proteção 

Investir em tecnologia também é fundamental. Recursos como filtros de e-mail, antivírus corporativos, autenticação multifator (MFA) e monitoramento de acessos ajudam a identificar e barrar tentativas de ataque antes que causem danos. 

 

4. Uso de senhas fortes e exclusivas 

Boa parte dos golpes começa com o comprometimento de uma senha frágil. Por isso, orientar os colaboradores a criarem senhas fortes e a usarem senhas diferentes para cada acesso é uma medida simples e muito eficaz.  

Leia também: senha forte: como criar e proteger seus acessos na empresa? 

 

Conte com o Banco BV para um ambiente mais seguro! 

Proteger o ecossistema financeiro da sua empresa exige processos sólidos e o apoio de parceiros de confiança. No banco BV, a segurança é um compromisso permanente! 

Trabalhamos continuamente para aprimorar nossos processos, tecnologias e práticas, contribuindo para um ambiente de negócios cada vez mais seguro para você e para o seu negócio. 

Por isso, reforçamos um ponto muito importante: o banco BV não solicita dados confidenciais, como senhas ou códigos de autenticação, por e-mail, telefone ou qualquer canal não oficial. 

Em caso de dúvida ou suspeita, conte sempre com os nossos canais oficiais de atendimento.  

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