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17 ago 2026

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17 ago 2026

Como proteger o celular corporativo com autenticação de dois fatores?

Tempo de leitura: 7 min
Um executivo de terno escuro segura e utiliza um smartphone com as duas mãos enquanto está sentado à mesa. Na mesa de trabalho, observam-se óculos de leitura e uma xícara de café.

A autenticação de dois fatores (2FA) é um recurso de segurança que exige duas etapas de verificação para liberar o acesso a uma conta ou aplicativo. No celular corporativo, ela funciona como uma camada extra de proteção, ou seja, mesmo que alguém descubra a sua senha, não conseguirá acessar os sistemas da empresa sem o segundo fator de confirmação. 

Em um momento no qual os golpes digitais estão cada vez mais elaborados, esse cuidado se tornou muito importante. Afinal, o celular corporativo concentra e-mails, sistemas internos, dados sensíveis e até aprovações financeiras. 

Por isso, reunimos neste conteúdo dicas práticas para você proteger o seu celular corporativo no dia a dia. Continue a leitura!  

 

O que é celular corporativo e por que ele exige cuidados extras? 

O celular corporativo é o aparelho fornecido pela empresa para que o colaborador realize suas atividades profissionais. Nele, geralmente ficam concentrados e-mails de trabalho, aplicativos internos, arquivos, contatos de clientes e, em alguns casos, acessos a sistemas financeiros e plataformas de gestão. 

É justamente essa junção de informações que faz o celular exigir cuidados extras. Um celular corporativo comprometido pode abrir portas para:  

  • Acesso indevido a e-mails e sistemas da empresa; 
  • Vazamento de informações confidenciais e de clientes; 
  • Aprovação de pagamentos ou transações não autorizadas; 
  • Golpes aplicados em nome do colaborador ou da organização. 

Por isso, o uso do aparelho deve seguir boas práticas de segurança da informação. Tanto por parte da empresa quanto do colaborador!

 

Como proteger o celular corporativo no dia a dia? 

Para proteger o celular corporativo temos que unir a tecnologia e o comportamento. Na tecnologia, recursos como senhas fortes, biometria, autenticação de dois fatores e atualizações em dia formam uma barreira de proteção. 

Já no comportamento, algumas ações como desconfiar de links suspeitos, evitar uso de redes wi-fi públicas, não compartilhar suas credenciais e manter o aparelho sempre bloqueado quando não estiver em uso, são ótimas práticas de segurança. 

Leia também: O que é phishing corporativo? Saiba como proteger o seu negócio! 

 

O que é autenticação de dois fatores (2FA)? 

A autenticação de dois fatores, também conhecida como 2FA (sigla em inglês para two-factor authentication), é um recurso de segurança que exige duas formas de comprovação de identidade para liberar o acesso a uma conta, sistema ou aplicativo. 

Na prática, além da senha (o primeiro fator), o usuário precisa confirmar quem é por meio de um segundo elemento, seja ele um código temporário, um aplicativo autenticador ou a biometria. 

Sendo assim, se a sua senha for descoberta ou vazar em algum ataque, o criminoso ainda não conseguirá entrar na conta, porque não terá acesso ao segundo fator. É uma proteção simples de ativar e que aumenta bastante a segurança dos acessos corporativos.

 

Como funciona a autenticação de dois fatores? 

Em serviços que exigem mais segurança, como e-mails corporativos e sistemas internos da empresa, após inserir a senha, é necessária uma segunda forma de comprovação de identidade para concluir o acesso. 

As principais formas de confirmar a identidade na segunda etapa são: 

  • Código por SMS ou e-mail: um código numérico temporário é enviado ao usuário, que deve inseri-lo para concluir o acesso; 
  • Aplicativo autenticador: apps como Google Authenticator ou Microsoft Authenticator geram códigos que mudam a cada poucos segundos, sendo mais seguros que o SMS; 
  • Biometria: a confirmação é feita pela impressão digital ou pelo reconhecimento facial, aproveitando os recursos do próprio celular; 
  • Token de segurança: dispositivo (físico ou digital) que gera códigos únicos para validar acessos e transações. 

 

Como ativar a autenticação de dois fatores? 

Uma jovem mulher sorri enquanto segura um smartphone, do qual emerge um holograma azul brilhante de um cadeado trancado, simbolizando a segurança digital dos dados no dispositivo.
No ambiente corporativo, proteger os acessos é responsabilidade de todos.

 

A ativação da autenticação de dois fatores é gratuita, rápida e feita diretamente nas configurações de cada serviço. Embora o caminho varie conforme o aplicativo, o processo costuma seguir estes passos: 

  1. Acesse as configurações de segurança (ou "Conta e segurança") da plataforma/app; 
  2. Localize a opção "Autenticação de dois fatores" ou "Verificação em duas etapas"
  3. Escolha o método de verificação desejado (aplicativo autenticador, SMS, biometria); 
  4. Siga as instruções na tela para vincular o método escolhido - no caso do app autenticador, geralmente é preciso escanear um QR Code; 
  5. Salve os códigos de recuperação, quando disponibilizados, em um local seguro. Eles servem para recuperar o acesso caso você perca o aparelho. 

 

Como ativar em e-mails e aplicativos corporativos? 

Nos serviços corporativos, a ativação segue a mesma lógica, mas com uma diferença importante. Em muitos casos, a empresa define a política de segurança e pode tornar o 2FA obrigatório para todos os colaboradores. 

Se a sua empresa utiliza plataformas como Google Workspace ou Microsoft 365, a autenticação de dois fatores pode ser ativada nas configurações de segurança da conta - ou já vir habilitada pela administração de TI. 

Em caso de dúvida, o ideal é procurar a equipe de tecnologia ou de segurança da informação da sua empresa, que pode orientar sobre o método recomendado e ativar o recurso nos sistemas internos. 

 

5 dicas para proteger o celular corporativo 

Além da autenticação de dois fatores, alguns hábitos simples aumentam bastante a segurança do aparelho. Confira: 

 

1. Use bloqueio de tela e biometria 

Mantenha sempre o bloqueio de tela ativado, com senha, PIN ou padrão, e ative a biometria (digital ou reconhecimento facial) sempre que o aparelho permitir. Configure também o bloqueio automático em poucos segundos de inatividade, para que o celular não fique desprotegido caso você se afaste dele. 

 

2. Proteja os aplicativos com senha 

Alguns aplicativos permitem adicionar uma senha ou biometria própria para serem abertos, criando uma camada extra de proteção. Vale ativar esse recurso principalmente nos apps mais importantes, como e-mail corporativo, aplicativos bancários e plataformas internas da empresa. 

Leia também: Senha forte: como criar e proteger seus acessos na empresa? 

 

3. Mantenha o sistema e os apps sempre atualizados 

As atualizações não trazem apenas novidades visuais, elas também corrigem falhas de segurança que podem ser exploradas por criminosos. Por isso, mantenha o sistema operacional e os aplicativos sempre na versão mais recente e, se possível, ative as atualizações automáticas. 

 

4. Evite redes Wi-Fi públicas para acessos corporativos 

Redes públicas - de aeroportos, cafés, lojas e shoppings - costumam ser pouco protegidas e podem ser usadas por criminosos para interceptar dados. Evite acessar e-mails corporativos, sistemas internos ou realizar transações financeiras conectado a esse tipo de rede. Se possível, prefira os dados móveis ou vá até um local com uma conexão confiável. 

 

5. Não instale aplicativos de fontes desconhecidas 

Baixe aplicativos apenas nas lojas oficiais (Google Play e App Store) e desconfie de links que oferecem instalações fora delas. Aplicativos de fontes desconhecidas podem conter programas maliciosos capazes de capturar senhas, dados e até assumir o controle do aparelho. 

 

O que fazer se o celular corporativo for perdido ou roubado? 

Nesses casos, agir rápido é o que faz a diferença para proteger os dados da empresa. Veja o que fazer: 

 

Avise a empresa imediatamente 

Comunique o seu gestor e a equipe de TI ou de segurança da informação o quanto antes. Assim, a empresa pode bloquear acessos remotamente, encerrar sessões ativas e adotar as medidas de proteção necessárias. 

 

Bloqueie o aparelho remotamente 

Utilize as ferramentas de rastreamento do próprio celular, como "Encontre Meu Dispositivo" (Android) ou "Buscar" (iPhone), para localizar, bloquear a tela ou até apagar os dados do aparelho à distância. 

 

Bloqueie o chip com a operadora 

Entre em contato com a operadora e solicite o bloqueio da linha. Essa medida evita que golpistas usem o seu número, inclusive para receber códigos de verificação e tentar acessar as suas contas. 

Você também pode cadastrar seu aparelho no aplicativo Celular Seguro, do Ministério da Justiça. Em caso de perda, furto ou roubo, a ferramenta permite emitir um alerta rapidamente para bloquear a linha telefônica e outros serviços vinculados ao dispositivo, ajudando a reduzir riscos de uso indevido. 

 

Altere as senhas dos acessos importantes 

A partir de outro dispositivo seguro, troque as senhas dos principais acessos, priorizando o e-mail corporativo, sistemas internos, aplicativos bancários e demais plataformas sensíveis. 

 

Encerre os acessos e sessões ativas 

Nas configurações de segurança das contas, desconecte o aparelho perdido e encerre todas as sessões abertas nele. Esse passo impede que alguém continue usando os acessos que já estavam logados no celular. 

Vale destacar que é justamente nessas situações que a autenticação de dois fatores mostra o seu valor. Mesmo que alguém tenha o aparelho em mãos, sem o segundo fator de verificação fica muito mais difícil acessar os aplicativos e sistemas corporativos. 

 

O banco BV é uma instituição segura para você e sua empresa!

Um grupo corporativo diversificado está reunido ao redor de uma mesa de escritório, unindo as mãos ao centro em um gesto de celebração e trabalho em equipe. 
Boas práticas de segurança digital protegem o colaborador e a empresa.

 

A autenticação de dois fatores adiciona uma camada extra de proteção às suas contas, mas ela não elimina a necessidade de atenção no dia a dia. Por isso, reforçamos um ponto muito importante: o banco BV não solicita senhas, códigos de autenticação ou qualquer outro dado confidencial por e-mail, telefone ou canais não oficiais. 

Se receber uma mensagem com esse tipo de solicitação, desconfie. Não clique em links, não abra anexos e não compartilhe informações sem antes verificar a autenticidade do contato. 

Ao identificar um e-mail suspeito, utilize o botão “Relatar Phishing” disponível no Outlook. Essa ação permite que a mensagem seja analisada pela equipe responsável e ajuda a proteger toda a organização contra possíveis ataques. 

Em caso de dúvida ou suspeita de comprometimento da conta, comunique imediatamente seu gestor e a equipe de TI ou Segurança da Informação. Quanto mais rápido o incidente for reportado, mais rapidamente poderão ser adotadas medidas de proteção, como o bloqueio de acessos e o encerramento de sessões ativas. 

Gostou do conteúdo? Continue navegando e confira outros materiais sobre o universo corporativo aqui no blog BV Inspira! 

Esta página tem como objetivo compartilhar conteúdos sobre temas do mercado financeiro para estimular práticas conscientes relacionadas a produtos e serviços de crédito. O material publicado é meramente informativo, não constitui recomendação, orientação técnica ou garantia de resultados. Os textos são elaborados por empresa parceira. Qualquer produto ou serviço do banco BV está sujeito à análise e aprovação conforme critérios e políticas internas. O banco BV e suas empresas coligadas não se responsabilizam por prejuízos decorrentes da utilização deste conteúdo como referência para tomada de decisão e/ou outros fins. O banco BV nunca solicita senhas e não pede depósitos antecipados para liberação de crédito.

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