O uso do cartão de crédito se tornou comum e facilitou a vida dos brasileiros, desde a compra na padaria a investimentos de maior valor. Mas, juntamente com essa solução, também apareceram as fraudes, incluindo o golpe da maquininha. Ele costuma acontecer de diferentes formas, mas o resultado tende a ser o mesmo: prejuízo financeiro.
Nós sabemos que, quando se trata de dinheiro, a segurança é a maior prioridade. Por isso, trouxemos um conteúdo que te explica quais são os tipos de golpe, como evitar e o que fazer se algum deles acontecer com você. Boa leitura!
Afinal, como ocorre o golpe da maquininha?
Ele acontece principalmente através da manipulação do visor da máquina ou com a troca do cartão físico. Geralmente, o golpista aproveita um momento de distração ou de pressa e cobra um valor maior do que o real.
É um golpe que costuma ser mais comum em entregas e táxis, além de também poder ser praticado por vendedores ambulantes ou até mesmo por falsos garçons.
É normal que, nessas situações, o criminoso crie cenários de urgência, como alegar que o sinal ou a bateria da maquininha estão fracos, para te forçar a concluir a transação sem conferir os detalhes.
Outra tendência é usar a máquina de cartão no celular de forma maliciosa e fazer a cobrança com um aplicativo modificado, que simula a interface verdadeira de pagamento e esconde o valor ou captura seus dados em tempo real, sem que você possa conferir os dados durante a transação.
Quais são os tipos de golpe?
Eles variam entre manipulação de valores ao uso de dispositivos adulterados para roubar dados e facilitar a clonagem de cartão. Abaixo, nós explicamos detalhadamente os principais golpes da maquininha. Confira:
1. Maquininha adulterada ou com visor falso
É uma das fraudes mais sofisticadas, em que o valor exibido na tela da máquina não é igual ao debitado da sua conta. Isso é feito com a modificação do hardware ou software do dispositivo para enganar quem está comprando.
É assim que funciona o golpe da maquininha quebrada: o golpista usa um aparelho com a tela quebrada, adesivo ou coberta com o dedo. O valor exibido para você é o combinado mas, internamente, a máquina processa uma cobrança maior.
Isso significa que sua compra de R$ 150,00, por exemplo, pode se tornar um débito de R$ 1.500,00.
2. Troca de cartão
Nesses casos, o golpista aproveita um momento de distração ou aglomerações para trocar o seu cartão real por um falso. Ele faz isso observando e memorizando a senha enquanto você usa o seu dispositivo em maquininhas e caixas eletrônicos. Então, criam uma “confusão” e fingem ajudar, devolvendo um cartão semelhante ao seu no lugar do verdadeiro.
Essas distrações são criadas justamente para que você solte ou derrube o cartão. Depois da troca, ele aproveita a senha memorizada e o cartão para realizar saques e compras.
3. Cobranças duplicadas
Nesse tipo de golpe, o fraudador costuma dizer que aconteceu um erro na transação ou na conexão da maquininha e te induz a passar o cartão uma segunda vez, quando na verdade, a compra já foi aprovada na primeira tentativa. O golpista pode trocar de máquina, para que o banco não identifique duplicidade imediatamente.
É um golpe da maquininha bastante comum e, em alguns casos, podem usar software adulterado para captar a sua senha enquanto processam o segundo pagamento.
4. Golpe da senha antecipada
Você recebe a maquininha já na tela de digitação de senha, sem conseguir conferir o valor que foi digitado, geralmente com o argumento de que é para agilizar o atendimento. Ao digitar a senha, o criminoso consegue cobrar qualquer montante e, em alguns casos, gravar os números para futuras fraudes.
5. Clonagem de cartão
Esse é um golpe da maquininha clássico, em que os golpistas usam aparelhos adulterados para copiar os dados da tarja magnética e capturar a sua senha. Uma das formas são os aparelhos “skimmers”, leitores instalados em máquinas legítimas ou falsas para fazer a cópia das informações do cartão de forma imediata.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou que esse golpe é o que mais acontece no Brasil. Por isso, é importante saber como evitar clonagem de cartão, usando versões virtuais em compras on-line, ativando notificações instantâneas de transações e desconfiando de links ou ligações suspeitas.
6. Golpe da aproximação
Nesse golpe, você não precisa digitar senha, sendo tudo rápido e silencioso. Os golpistas aproveitam a tecnologia de aproximação e, então, aproximam suas máquinas perto do seu bolso ou da sua bolsa (de 4 a 10 cm) em locais movimentados, com cobranças baixas, para que o golpe seja aplicado sem você perceber.
7. Taxa de entrega falsa (delivery)
O golpe da taxa de entrega falsa é aplicado em pagamentos feitos no momento da entrega. O golpista cobra um valor indevido ou superfaturado, geralmente usando maquininhas adulteradas, com o visor quebrado ou falso para esconder o preço real.
Os golpistas mudam as táticas, mas o objetivo é sempre o mesmo. A boa notícia é que, com informação e atenção, é possível proteger o seu bolso no dia a dia.
A seguir, preparamos um guia prático com dicas essenciais para você evitar essas situações. Vamos lá!
Como se proteger desses tipos de golpe?
Nunca entregue o seu cartão ao vendedor, faça você mesmo a introdução ou aproximação na maquininha e lembre-se de sempre conferir o valor no visor antes de digitar a senha. Se a tela estiver danificada ou ilegível, desconfie e tente usar meios alternativos, como o Pix, por exemplo.
As principais ações para não cair no golpe da maquininha e se proteger são:
- Não deixe o vendedor passar o cartão por você;
- Se entregou o cartão a alguém, verifique se o devolvido a você é o real;
- Prefira pagar por aproximação (NFC) com celular ou relógio;
- Se não quiser usar aproximação, desative essa função no aplicativo do banco;
- Mantenha alertas de transação e monitore, para que qualquer compra cobrada indevidamente possa ser cancelada imediatamente e o cartão bloqueado para novos golpes.
Dobre a atenção em lugares lotados
Espaços com muita gente ajudam na aplicação do golpe da maquininha, especialmente o por aproximação. Por isso, tente usar carteiras com bloqueio RFID, que impedem a leitura do chip através do tecido e fique atento a esbarrões acidentais.
Algumas pessoas com más intenções podem usar essa tática para trocar cartão ou roubar pela aproximação.
Caí no golpe da maquininha, e agora?
O primeiro passo é entrar em contato com o seu banco, reportar a compra suspeita e bloquear o seu cartão. Na dúvida, siga o passo a passo abaixo:
- Solicite bloqueio e cancelamento: use o aplicativo do banco ou o canal de SAC para contestar a compra e bloquear o cartão. Caso possua uma Conta BV, acesse nossos canais de atendimento;
- Faça um boletim de ocorrência: registre o B.O detalhado junto à delegacia virtual do seu estado;
- Troque a senha: faça a troca de todas as senhas, incluindo de acesso ao aplicativo do banco e de confirmação de transação.
E, se o pagamento acontece via pix na maquininha, acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central. Eles conseguem fazer o bloqueio e recuperar o valor se ainda houver saldo na conta do golpista.
Saiba mais sobre segurança com o banco BV!
Aqui no banco BV, garantir a sua tranquilidade financeira é uma das nossas principais missões. Por isso, temos o Selo de Prevenção a Fraudes 2025, um reconhecimento internacional que garante o nosso compromisso com a proteção dos seus dados.
Você também tem monitoramento em tempo real das suas compras com cartão e pode controlar as suas preferências de segurança no App BV, incluindo cartão de crédito, se for necessário. A funcionalidade do Modo Protegido te ajuda a proteger as transações quando estiver fora de redes Wi-Fi seguras.
O banco BV também avalia o seu perfil e pode oferecer o Seguro Cartão Protegido, que oferece reembolso em casos de perda, roubo, furto e até compras feitas sob coação. Conte com o banco BV para se proteger contra o golpe da maquininha!
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