Emissões de carbono: como o cenário mundial mudou na pandemia?

As emissões de carbono no mundo diminuíram em 2020. As do Brasil aumentaram, devido às queimadas. Mas muito pode ser feito para reverter o problema.

Categoria: Parceiro Solar

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Em 2020, o planeta enfrentou muitos desafios, não é mesmo? A pandemia de coronavírus trouxe à discussão diversos temas sobre saúde e economia. Com indústrias paradas e lockdowns decretados em diversas cidades, a vida cotidiana foi impactada.

Uma das grandes diferenças foi quanto às emissões de carbono. Com menos fábricas e comércios em funcionamento, devido ao isolamento social, menos poluição foi liberada. Em diversos casos, as pessoas conseguiram ver e sentir um ar mais puro.

Entretanto, será que essa diferença foi suficiente para frear os problemas ligados às mudanças climáticas? Neste texto discutiremos o assunto e entenderemos como o Brasil tem se saído.

Quer entender nosso cenário? Então, venha conosco. Boa leitura!

O cenário pré-pandemia e a emissão de carbono

Antes da pandemia, o cenário era preocupante. As emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2), um dos principais poluentes, a partir de combustíveis fósseis, atingiram níveis recordes em 2019. Com isso, a Global Carbon Project classificou todo o globo com risco de sofrer mudanças climáticas em níveis alarmantes.

Entre 2014 e 2016, aparentemente, vivíamos em um platô. Entretanto, esses níveis voltaram a crescer em 2017 (1,5%), 2018 (2,1%) e 2019 (0,6%). Com isso, o mundo entendia a necessidade de fazer cortes profundos para minimizar os efeitos climáticos.

A relação da pandemia com as emissões de carbono

Entretanto, em tempos de coronavírus, algumas coisas mudaram — pelo menos, provisoriamente. Com lockdowns e restrições às atividades econômicas, houve grande desaquecimento da economia mundial.

Isso impactou as emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo. Já na primeira semana de abril, as emissões caíram 17%, já que os maiores produtores mundiais estavam, em algum nível, em distanciamento social. A queda girou em torno de 17 milhões de toneladas por dia a menos em nossa atmosfera.

No Brasil, o impacto até os primeiros dias de abril foi próximo de 25%. Está incluído nesse cálculo as emissões que envolvem eletricidade, transporte, indústria, comércio e residências. Não foram incluídos nos cálculos os famosos problemas com desmatamento, o que faz muita diferença para o Brasil.

Entretanto, à medida que os níveis de isolamento social foram baixando, as reduções também foram caindo.

A mudança não afeta o cenário global

Ainda com as quedas, o impacto na concentração de C02 do planeta não será grande. Como o gás leva muito tempo para se dissipar, a queda será apenas leve.

Para exemplificar, a concentração recorde de 418 ppm (partículas por milhão) de C02 na atmosfera seria apenas 0,4ppm mais alta caso não tivéssemos passado pela pandemia de coronavírus e todas as restrições.

Entretanto, ainda que a redução atual não seja definitiva para a resolução do problema, a batalha não pode ser dada como perdida. Aliás, podemos chegar a várias conclusões importantes.

O Brasil que está na contramão da tendência

O mundo fechou o ano com queda de 7% na emissão de CO2 na atmosfera. Mesmo sendo motivada, principalmente, pela pandemia (indicando volta no acréscimo para o futuro), a queda representou um recorde nas emissões mundiais.

A expectativa do Observatório do Clima é que as emissões do Brasil sejam consolidadas em 2020 com acréscimo entre 10% e 20%, se comparadas com o último em que se tem dados, 2018.

Mas, se a emissão global diminuiu, por que a brasileira aumentou? De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o grande desmatamento na Amazônia derrubará toda a conquista gerada a partir do isolamento social, com diminuição no setor energético industrial. Além disso, é preciso lembrar das fortes queimadas que aconteceram no Cerrado.

Conclusões mundiais e nacionais

Mesmo com a pandemia, pode-se reforçar algumas ideias sobre as emissões de carbono e o futuro climático global. Entenda quais são as lições do coronavírus.

A produção mundial de CO2 é muito grande

Mesmo em um período em que a atividade comercial e industrial foi muito impactada, o planeta continuou liberando mais de 80% da quantidade anterior. Isso mostra que simplesmente ficar em casa não resolverá o grande problema climático e ambiental que temos, embora seja interessante conquistar uma renda extra sem sair de casa.

Ou seja, a queda foi pequena. Com toda restrição mundial, era de se esperar que as emissões tivessem uma queda muito mais acentuada.

O acréscimo de temperatura deve ser limitado

Para que os efeitos das emissões de CO2 não sejam mais devastadores (prejudicando tanto a vida humana quanto a fauna e a flora), a temperatura global não deve aumentar mais que 1,5 grau Celsius, considerando o período pré-industrial.

Evitar esse cenário, entretanto, não é uma tarefa fácil. É necessário reduzir as emissões em cerca de 7,6% por ano até 2030.

Embora difícil, uma mudança não é impossível

Não devemos cair na tentação de que o jogo já está perdido. Ao contrário, precisamos nos esforçar para minimizar ao máximo os problemas, contando com a colaboração em níveis individuais, coletivos e governamentais. Cada um precisa fazer sua parte.

Brasil: uma grande contradição

Embora as notícias ruins sobre as emissões de carbono pareçam não acabar, a verdade é que também temos bons resultados. Em 2018, por exemplo, houve queda de 5% nas emissões do ramo de transportes. Isso se deve ao uso de etanol (que é fonte de energia limpa) no transporte público.

Por outro lado, as queimadas e desmatamentos ainda contribuem negativamente para uma melhora ambiental acentuada brasileira.

O Brasil pode mudar o cenário

Além de reduzir o desmatamento, é possível diminuir o problema com a adoção de ações ambiciosas para gerar energia mais limpa, restaurar florestas e minimizar as emissões de carbono.

Com uma economia mais verde nas cidades do país, é possível gerar mais empregos e, principalmente, reduzir as emissões, diminuindo o número de mortes evitáveis causadas pela poluição.

Diminuir as emissões de carbono não é nem será uma tarefa fácil. Mas todas as pessoas podem ajudar nisso. Em primeiro lugar, adotar uma vida mais consciente e natural. Quanto mais evitarmos processos que precisam de energia fóssil, mais incentivaremos alternativas limpas e benéficas.

Depois, precisamos cobrar das autoridades a adoção de protocolos cada vez mais eficientes para a diminuição das emissões de carbono na atmosfera. Assim, faremos nossa parte na construção de um mundo mais limpo e saudável.

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