“Estou endividado: o que fazer?” — essa é uma pergunta que traduz a realidade de muitos brasileiros. Embora as finanças pessoais sejam um fator determinante para a qualidade de vida, diversas pessoas têm dificuldade em mantê-las em ordem.
De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, levantamento feito mensalmente pela Serasa, os dados de novembro de 2025 atestam que já são 80,6 milhões de pessoas inadimplentes no país, com uma soma de 321 milhões de dívidas ativas.
Pensando nesse cenário e em colaborar para o não comprometimento da sua renda, apresentamos, neste conteúdo, 7 dicas que podem te ajudar a sair do endividamento e reconstruir o seu planejamento de vida financeira com segurança. Continue a leitura e confira os detalhes!
Quais as diferenças entre endividamento e superendividamento?
De acordo com a Cartilha de Superendividamento da Caixa Econômica Federal, uma pessoa pode ter um grau de endividamento alto, médio ou baixo. Quando as dívidas estão em atraso, isso implica no acréscimo de juros e multas, o que pode aumentar o valor final e desorganizar o orçamento familiar.
Ao fugir totalmente do controle, chegando em um momento em que não é mais possível pagar as dívidas sem comprometer o mínimo para ter uma vida digna, estamos diante de uma situação de superendividamento.
A Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, não elimina dívidas automaticamente, mas garante direitos para que o consumidor renegocie seus débitos preservando o mínimo existencial da dívida e permitindo um planejamento mais saudável.
Afinal, o que fazer quando se está endividado?
Tendo em mente que as dívidas em atraso podem culminar em uma situação de superendividamento, conforme comentamos acima, separamos 7 dicas que você pode implementar em seu dia a dia para evitar vivenciar esse cenário:
1. Liste todas as suas dívidas
Para muitas pessoas, o ciclo do endividamento é o mesmo: elas fazem mais contas do que realmente podem pagar, perdem o controle sobre elas, tentam a todo custo equilibrá-las com o orçamento já apertado, acabam deixando-as se acumularem e, por fim, ficam com o nome sujo.
Por isso, é importante que o primeiro passo para mudar esse cenário seja identificar quais são os seus débitos (e respectivos credores), assim como a que pé eles andam e o valor atual de cada um.
Vamos a um exemplo prático? Suponha que você tenha 10 dívidas, sendo todas de empresas diferentes. Apesar de o número ser grande, elas não são iguais entre si.
Algumas podem ser mais recentes e ainda não terem sido registradas nos órgãos de proteção ao crédito. Outras, por sua vez, não só foram incluídas nesses órgãos, como já são frequentemente cobradas por ligações e mensagens de texto. Há a possibilidade, ainda, de um ou outro débito ter sido protestado em cartório. É comum que empresas façam a cessão de dívidas para outras instituições especializadas em negociação. Por isso, o nome do credor pode ser diferente do original, mas é um procedimento previsto em lei.
Portanto, caso não reconheça um ou outro credor, faça um levantamento rápido sobre eles na internet. É provável que isso tenha acontecido com você e agora seja necessário negociar com eles.
2. Defina uma estimativa de valor
Depois da listagem anterior, é hora de avaliar o quanto você tem disponível por mês para pagar as suas dívidas. Para tanto, coloque o seu orçamento na ponta do lápis, tomando nota de suas fontes de renda (CLT e/ou extra) e conferindo o quanto dos seus ganhos está comprometido com despesas fixas e variáveis.
Assim, mesmo que esse valor disponível não passe de R$ 100,00 no início, por exemplo, ele será um ponto de partida. A partir de então, à medida que você for quitando os primeiros débitos, perceberá que a sua renda vai ficando mais livre. Com isso, é possível destinar mais dinheiro para as outras contas pendentes.
3. Negocie os valores junto aos credores
O terceiro passo para resolver a pergunta “Estou endividado, o que fazer?” é o seguinte: com os nomes dos credores em mãos e ciente do quanto de verba você tem para pagar as contas, entre em contato com as empresas que deve.
O objetivo, nesse caso, é fazer uma negociação ou mesmo uma renegociação de dívidas, sondando a possibilidade de abatimentos no valor total, de retirada de juros e multas extras e, em especial, sobre as alternativas para pagamento à vista e parcelado. Dessa forma, você pode fechar um acordo conforme as suas condições financeiras e que melhor se encaixe no seu orçamento.
4. Reduza os gastos
Nesse período em que você está quitando suas dívidas, é importante reduzir os gastos, em especial aqueles que são supérfluos ou as compras por impulso – que dificultam a sua reeducação financeira.
Isso é necessário para manter o seu orçamento em dia e garantir que a verba disponível para os débitos continue a existir mensalmente (e até mesmo aumente).
5. Tenha controle das finanças
Ao organizar a vida financeira, é sempre útil ter um controle regular das suas finanças. Para isso, há muitos aplicativos de controle financeiro que podem te ajudar nessa tarefa, como o Organizze e o Minhas Economias, por exemplo.
Isso pode ser eficaz não apenas para rever as suas despesas ao longo do mês, como também para identificar quais gastos consomem mais a sua renda e avaliar se o seu orçamento atual está ou não alinhado ao padrão de vida que deseja.
6. Crie uma reserva de emergência
Em paralelo às dicas anteriores, invista na criação de uma reserva de emergência. Ela pode começar com um valor simbólico e ir aumentando à medida que as suas dívidas vão acabando, por exemplo. Outra possibilidade é você utilizar um percentual da sua renda (como 5%, 10% ou 15%) para poupar.
No início, você vai sentir vontade de recorrer a esse dinheiro para gastos do dia a dia. Porém, em poucos meses, esse hábito de poupar vai se tornar parte da sua rotina e permitir que você possa lidar com problemas ou imprevistos da vida sem recorrer ao cartão de crédito e sem gerar mais dívidas que afetem o seu orçamento.
7. Consuma conteúdos de educação financeira
Além de todas as dicas que apresentamos anteriormente, você também pode consumir conteúdos disponíveis na internet e fazer cursos gratuitos para organizar as suas finanças de uma maneira mais adequada.
O Banco Central do Brasil disponibiliza um curso on-line sobre Gestão de Finanças Pessoais. Da mesma maneira, a plataforma Meu Bolso em Dia, organizada pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), oferece diversos materiais de livre acesso para você aprender a ter uma vida financeira mais tranquila.
Por isso, não deixe de explorar todas as funcionalidades dessas plataformas e ferramentas. Conte, ainda, com a expertise do banco BV em assuntos de finanças e fique por dentro das publicações que fazemos na categoria de Orientação Financeira do blog BV Inspira!
Conte com o BV para se organizar!
Como mostrado ao longo deste conteúdo, respondemos de forma precisa a respeito do que fazer quando se está endividado. Portanto, agora é o momento de você seguir as nossas dicas e se empenhar para assegurar o seu planejamento.
Para isso, você também pode contar com o banco BV, um parceiro estratégico no oferecimento de soluções financeiras inteligentes para a sua vida. Com a Conta BV, por exemplo, você pode organizar melhor o seu próprio dinheiro, aproveitando os benefícios dos nossos envelopes personalizados.
Gostou deste artigo? Então, já que falamos sobre como sanar as suas dívidas, aproveite a oportunidade para ficar por dentro de como economizar mais e leia o conteúdo “Guardar Dinheiro: organize suas finanças com a Conta BV”.
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