Uma pesquisa feita pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) – e divulgada pela CNN Brasil, mostrou que o percentual de companhias onde já são implementadas iniciativas de sustentabilidade passou de 71% para 76%. Esse é um avanço muito relevante e mostra como o tema vem ganhando espaço no mundo corporativo. O próximo passo é ampliar esse movimento, unindo inovação às práticas verdes para gerar cada vez mais valor de forma contínua.
Mais do que nunca, existe a oportunidade de criar soluções que tragam retorno financeiro, social e ambiental de forma integrada, fortalecendo tanto os negócios quanto a sociedade.
Neste artigo, você vai descobrir o que é inovação e sustentabilidade, por que elas se complementam, quais são os pilares da inovação sustentável e como colocar tudo isso em prática dentro da sua operação para uma gestão eficiente. Siga a leitura!
Afinal, o que é inovação e sustentabilidade?
Inovação, no dicionário corporativo, significa criar ou aprimorar produtos, processos e modelos de negócio que gerem vantagem competitiva. Sustentabilidade, por sua vez, é atuar de modo que o negócio atenda às necessidades de hoje sem destruir as possibilidades das gerações futuras.
Atuando em conjunto, inovação e sustentabilidade formam uma dupla poderosa: ideias novas, responsabilidade ambiental e social, bem como viabilidade financeira.
Praticamente qualquer empresa pode adotar a dupla sustentabilidade e inovação, seja automatizando processos para evitar desperdícios ou desenvolvendo produtos com menor pegada de carbono. O segredo é encarar as metas ambientais como fonte de oportunidade, não somente de custo.
Por que inovação e sustentabilidade são indissociáveis?
Inovação e sustentabilidade caminham lado a lado na construção de um futuro mais equilibrado e consciente. Em um cenário de desafios ambientais e sociais crescentes, inovar deixou de ser apenas criar o novo — tornou-se essencial para garantir soluções duradouras.
Essas duas frentes são inseparáveis na busca por impacto positivo pelos seguintes motivos:
- Métricas ESG sólidas atraem investidores e podem reduzir custo de capital;
- Consumidores escolhem marcas com propósito verde, gerando vantagem competitiva;
- Energia limpa (solar, eólica, biogás) corta despesas e protege contra oscilações tarifárias;
- Conformidade ambiental antecipada evita multas e garante posição de mercado;
- Projetos sustentáveis engajam equipes e facilitam a atração e retenção de talentos.
Os três pilares da inovação sustentável
Mais do que uma tendência, a abordagem ESG é essencial para empresas que buscam crescer com responsabilidade e ter uma gestão sustentável. Veja como cada pilar contribui para transformar ideias em soluções duradouras:
Sustentabilidade ambiental (E)
Este pilar foca na interação da empresa com o meio ambiente. Envolve redução de emissões, gestão hídrica, uso de energias renováveis, proteção de biodiversidade e design de produtos de baixo impacto.
Inovar nesse campo significa adotar materiais reciclados e de origem responsável, desenvolver embalagens biodegradáveis ou reutilizáveis, investir em eficiência energética, otimizar rotas logísticas para diminuir emissões de CO₂ e ampliar o uso de fontes limpas, como solar e eólica.
Também pode incluir soluções baseadas na natureza, como projetos de reflorestamento, agricultura regenerativa e a valorização da economia circular — em que resíduos voltam a ser insumos produtivos.
Em resumo, a sustentabilidade ambiental vai além de reduzir impactos: ela abre espaço para novas formas de gerar valor, fortalecer a reputação da empresa e responder às demandas crescentes de consumidores e investidores por práticas responsáveis.
Sustentabilidade social (S)
A sustentabilidade social está relacionada à forma como a empresa interage com colaboradores, comunidade e sua cadeia de suprimentos. Isso envolve oferecer condições de trabalho justas, promover diversidade e inclusão, além de apoiar fornecedores locais e iniciativas que fortaleçam o desenvolvimento regional.
A inovação social pode se manifestar em programas de capacitação de mão de obra, aplicativos de engajamento comunitário, iniciativas de bem-estar no ambiente de trabalho ou, ainda, em parcerias com organizações sociais para ampliar o impacto positivo.
Sustentabilidade econômica e de governança (G)
Aqui, o objetivo é gerar lucro de maneira ética e responsável. A sustentabilidade econômica e de governança engloba transparência, compliance, gestão de riscos e visão de longo prazo.
Inovar em governança pode significar adotar inteligência artificial para monitorar riscos de compliance, ou implantar dashboards de ESG em tempo real, permitindo que o conselho e a liderança tomem decisões mais rápidas, baseadas em dados confiáveis.
Como aliar inovação e sustentabilidade?
Alinhar inovação e sustentabilidade é um passo estratégico para empresas que desejam se manter relevantes e responsáveis. Confira como aliar os dois pilares em seu negócio:
Adote energias renováveis
A utilização de fontes de energia limpa, como painéis solares, turbinas eólicas ou contratos de fornecimento de energia renovável reduz de forma significativa a conta de luz e a pegada de carbono.
No Brasil, a abundância de sol faz da energia fotovoltaica a opção mais acessível. Com um sistema on-grid (conectado à rede elétrica) é possível gerar energia em momentos de maior irradiação solar, injetar o excedente na rede e receber créditos que reduzem a fatura de energia.
Além disso, o uso de energias renováveis contribui para a autonomia energética, protege contra oscilações de preços e fortalece o compromisso com a descarbonização da matriz elétrica. Empresas e residências que investem em soluções como painéis solares não apenas economizam, mas também podem obter selos verdes, linhas de crédito sustentáveis e benefícios fiscais.
A agricultura sustentável alia inovação, produtividade e preservação ambiental. Para o setor rural, isso significa integrar lavoura, pecuária e floresta em sistemas produtivos mais eficientes, utilizando tecnologias como drones para aplicação precisa de insumos, sensores para monitoramento do solo e biofertilizantes que ajudam a restaurar áreas degradadas.
Essas práticas reduzem o desperdício, aumentam a produtividade, diminuem as emissões de gases de efeito estufa (como o N₂O, óxido nitroso), e promovem a captura de carbono no solo.
Outros exemplos incluem a agrofloresta, que combina árvores, cultivos e animais em um mesmo espaço, regenerando ecossistemas e melhorando a fertilidade da terra, e o uso de irrigação inteligente, que economiza água. Além dos benefícios ambientais, a agricultura sustentável fortalece a segurança alimentar, valoriza a produção local e pode gerar novos mercados de créditos de carbono para o agronegócio.
Incorpore a economia circular
No modelo linear (extrair-produzir-descartar), sempre sobra resíduo. Na economia circular, o design do produto já prevê reciclagem, reaproveitamento ou upcycling. Nesse modelo, o conceito de resíduo deixa de existir, transformando-se em recurso para novos ciclos produtivos.
Um exemplo prático é o design circular, no qual móveis são produzidos com madeira de reflorestamento e peças antigas são recuperadas, ou ainda empresas de cosméticos que adotam refis e embalagens retornáveis para reduzir o descarte. Há também marcas que utilizam matérias-primas recicladas, como tecidos feitos de garrafas PET ou borracha reaproveitada na produção de calçados.
A economia circular traz benefícios econômicos, reduz custos com matéria-prima, cria novos modelos de negócio (como o aluguel de produtos em vez da compra) e contribui para reduzir a poluição. Ao mesmo tempo, fortalece a imagem das empresas junto a consumidores cada vez mais atentos às práticas sustentáveis.
Contribua com a mobilidade urbana
Frotas corporativas elétricas, incentivo ao home office e parcerias com caronas compartilhadas reduzem emissões de transporte. No setor público, aplicativos de transporte coletivo integrados a bicicletas alugadas ajudam a reduzir o congestionamento e a poluição.
Preze por inclusão social interna e externa
Diversidade no quadro gera visões diferentes e mais inovação. Ter programas de mentoria para grupos sub-representados, compras de fornecedores locais e acessibilidade em produtos ampliam o impacto social positivo.
Como o BV apoia sustentabilidade e inovação?
No BV, sustentabilidade e inovação caminham juntas para gerar impacto positivo na sociedade e nos negócios. O banco vem avançando em iniciativas que reforçam esse compromisso, como o desenvolvimento de produtos financeiros sustentáveis — entre eles, debêntures verdes, sociais e sustentáveis, que canalizam recursos para projetos de baixo carbono e inclusão social.
Um dos destaques é o compromisso do BV de compensar as emissões de carbono dos veículos financiados até 2030, uma iniciativa pioneira no setor financeiro que reforça a responsabilidade do banco com a transição para uma economia mais sustentável. Além disso, o BV oferece linhas de financiamento para energia solar, incentivando a geração distribuída limpa, e apoia a mobilidade sustentável com soluções de crédito para veículos híbridos e elétricos.
O banco também evoluiu na gestão das emissões financiadas, utilizando a metodologia da PCAF para refinar os cálculos.
Na dimensão social, o BV ampliou projetos de educação financeira e apoio ao empreendedorismo feminino, além de fortalecer sua atuação em diversidade, equidade e inclusão, com programas de mentoria e iniciativas para ampliar a representatividade em seu quadro de colaboradores.
A inovação também se reflete no incentivo à economia circular e soluções digitais, como parcerias para reduzir impactos ambientais e apoiar startups de impacto socioambiental.
Assim, o BV reafirma seu papel como um agente transformador, que promove crescimento econômico aliado à responsabilidade ambiental e social.
Gostou de ver como inovação e sustentabilidade andam juntas? Então, conheça mais sobre as nossas iniciativas e acompanhe dicas práticas no BV Inspira para tornar seu negócio — e sua vida — mais verde e rentável.