Descubra aqui dicas de como fazer a declaração do Imposto de Renda!

A declaração do Imposto de Renda pode ser um processo mais simples, desde que você entenda bem como funciona. Confira!

Categoria: Orientação Financeira

Início do ano é tempo de planejamento e de organizar a vida financeira. Quem tem carro, por exemplo, começa a organizar o licenciamento e o seguro. No caso dos imóveis, é hora de decidir se vai parcelar o IPTU ou pagar à vista. Para todas as demais pessoas com vida econômica ativa, é o momento de reunir a documentação para entregar a declaração do Imposto de Renda (IR).

Apesar de essa ser uma obrigação anual, é comum termos dúvidas sobre como ela deve ser feita, dos documentos que precisam estar em mãos, qual o valor do teto e dos descontos, o que poderá ser deduzido e outras informações. Isso porque alguns desses dados mudam de um ano para outro.

Quer uma ajuda para entender melhor como declarar o IR? Confira as informações que trouxemos para você!

Como funciona a declaração do Imposto de Renda?

Essa obrigação com a Receita Federal deve ser cumprida todos os anos, normalmente, entre os meses de março e abril. Quando declara o Imposto de Renda, basicamente, você informa ao governo suas despesas e receitas do ano anterior ao da entrega.

O cálculo é feito automaticamente pelo programa disponibilizado para preenchimento e envio online do documento, que poderá ser feito de forma simplificada ou completa. Na declaração completa, há uma série de deduções possíveis. Na declaração Simplificada não são permitidas deduções, no entanto, é possível um desconto de até 20%, de acordo com os limitadores da Receita Federal.

Em ambas nem todas as receitas e despesas são tributáveis. Portanto, é preciso ficar atento. Quem tem imposto retido na fonte também desconta tal valor na hora da declaração.

 

Para o ano de 2021, por exemplo, o governo espera receber 32 milhões de declarações de IR. Uma novidade anunciada que deve estimular as pessoas a fazerem a entrega mais cedo é a antecipação das restituições. Elas serão pagas pelo leão em cinco lotes, começando em 31 de maio.

Comprovantes

Todos os comprovantes dos valores recebidos no ano anterior, assim como das despesas deduzidas do Imposto de Renda, devem ser guardados pelo contribuinte por, no mínimo, cinco anos.

A regra vale para aquele informe de rendimentos que você recebe de quem paga os valores (empresa contratante, órgão do governo etc.) e para os comprovantes de rendimentos que bancos e corretoras enviam para quem tem aplicações financeiras.

Veja alguns dos gastos que podem ser abatidos do cálculo do IR quando realizada a Declaração de forma Completa, cujas comprovações são necessárias, tanto suas quanto as dos dependentes:

- médicos, odontológicos e hospitalares, de consultas e exames;

- planos de saúde e odontológicos;

- gastos com educação.

- contribuições em planos de previdência privada PGBL até o limite de 12%

 

Quem deve fazê-la?

Se você mora no Brasil e seus rendimentos tributáveis no ano de 2020 foram superiores a R$28.559,70 (salário, por exemplo), então precisa declarar o IR. Também devem obedecer a essa regra aqueles que obtiveram mais de R$40.000 em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte. Veja os demais casos:

- quem tem atividade rural e ganha receita bruta maior que R$142.798,50 no ano;

- se os seus bens, somando veículos, imóveis e investimentos, eram maiores que R$300.000 no dia 31 de dezembro do calendário de 2020;

- quem aplicou na bolsa de valores, de futuros, de mercadorias ou similares no período, ou conseguiu ganhos de capital na alienação de bens ou direitos;

- pessoas que venderam imóvel do calendário de 2020 e usaram o dinheiro para a compra de outra moradia, se tiverem optado pela isenção do IR;

- quem passou a morar no Brasil nesse período.

- quem recebeu auxílio emergencial para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da doença causada pelo Coronavírus identificado em 2019 (Covid-19), em qualquer valor, e outros rendimentos tributáveis em valor anual superior a R$ 22.847,76 (vinte e dois mil, oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e seis centavos).

Você não está nessa lista? Então, está dispensado de entregar a declaração de Imposto de Renda.

Quais são os passos para declarar seu IR?

Para começar, vale a pena entender melhor a diferença entre a declaração simplificada e a completa. Muitas pessoas têm dúvidas sobre qual delas escolher, mas essa pode ser uma decisão simples.

O ideal é que você preencha todo o formulário de entrega da declaração de IR, usando o programa disponibilizado pela Receita Federal. No final, você poderá simular os dois modelos.

No modelo simplificado, por exemplo, o teto do desconto concedido é de R$16.754,34. Ele utiliza o desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo.

Entendida a diferença, veja o passo a passo para sua entrega:

- reúna os documentos, tanto seus quanto dos seus dependentes, como notas fiscais e informes de rendimento;

- entre no site da Receita Federal e baixe o programa da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF);

- preencha todos os formulários, aplicando como base os documentos necessários, além dos seus dados pessoais e dos seus dependentes;

- informe os rendimentos tributáveis e não tributáveis;

- preencha informações de pagamentos que podem ser deduzidos (você precisa usar, conforme a necessidade, os campos Imposto de Renda Retido na Fonte, Pagamentos Efetuados e Doações Efetuadas, além da aba Pagamentos com Carnê-Leão, se for o caso);

- para terminar, complete informando seus bens, ônus, dívidas e direitos, como carros, imóveis, saldo da poupança etc.;

- cheque se há pendências e verifique a melhor opção para você: simplificada ou completa;

- escolhido o tipo de declaração, é só enviar o documento utilizando o mesmo programa.

Se tiver de pagar o imposto, é só emitir o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) e quitar o valor.

Como declarar o financiamento de um carro?

Muita gente pensa que é complicado fazer a declaração do financiamento do carro, mas você verá que o procedimento é simples. Comece informando a posse do veículo na área de Bens e Direitos.

Ali, você precisará preencher o número do Renavam, que você encontra no documento do carro. Você também deve declarar os dados do vendedor e o valor pago, além de como foi feito o pagamento — é aqui que entrará a informação de financiamento veicular, se for o seu caso.

Se a compra do carro foi realizada no ano-base da declaração, você vai preencher isso na aba Situação em 31 de dezembro do ano calendário-base. Vai colocar as informações do valor pago até a data de 31 de dezembro.

No caso do financiamento, você somará o valor da entrada ao das parcelas já quitadas. Quando terminar de pagar o financiamento, poderá apenas citar o valor total do carro, repetindo os dados da declaração do IR no ano anterior.

Qual é a importância de declarar o IR?

A entrega da declaração do IR é obrigatória nos casos apresentados neste artigo. Ao não cumprir tal exigência do leão ou atrasá-la, você corre o risco de ser multado em, no mínimo, R$165,74. Esse valor deve ser pago mesmo se não tiver IR devido.

E agora, você se sente mais seguro para efetuar a declaração do Imposto de Renda? Se tiver dúvidas, uma boa opção é contar com o apoio de um contador.

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*Esse conteúdo tem o objetivo de ser informativo e não constitui como, assessoria, orientação ou consultoria tributária. A apuração da tributação é de responsabilidade do contribuinte, seguindo os termos da legislação. Modificações legislativas ou regulatórias podem alterar as informações desse texto. Não é permitido a reprodução ou divulgação desse material.

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