Ler a etiqueta de eficiência energética do INMETRO exige olhar para dois campos principais: a escala de letras, que normalmente vai de A a G, e o consumo estimado do aparelho, informado em geral em kWh por mês.
A letra mostra o quanto o produto aproveita bem a energia que consome dentro da sua categoria, sendo A a faixa mais eficiente e G a menos eficiente. Com esses dados, você consegue comparar modelos parecidos e estimar quanto cada um deve pesar na conta de luz.
Neste guia, você vai ler sobre o que significa INMETRO, como interpretar cada campo da etiqueta, como funciona a eficiência energética e como calcular o consumo de energia de um aparelho. Vamos lá!
O que significa INMETRO e qual a função do selo de eficiência energética?
O INMETRO é o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, um órgão federal responsável por padronizar medições, avaliar a conformidade de produtos e serviços e garantir que o que está escrito na embalagem corresponda à realidade.
Na prática, o que costumamos chamar de selo de eficiência energética é a ENCE — Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, que faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).
Ela é aquela etiqueta colorida, com barras que vão do verde ao vermelho, e serve para permitir que o consumidor compare o desempenho energético de produtos semelhantes antes de comprar.
A etiqueta de eficiência energética também pode vir acompanhada do Selo Procel de Economia de Energia, concedido no âmbito do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica.
Leia também: Selo Procel: veja o que é e sua relação com a sustentabilidade
Como ler a etiqueta de eficiência energética?
A etiqueta muda um pouco de formato conforme o tipo de produto, mas a lógica de leitura é sempre parecida. Veja o passo a passo:
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Identifique a categoria do produto: no topo da etiqueta aparece o tipo de equipamento (refrigerador, ar-condicionado, lavadora, televisor). A comparação só faz sentido entre produtos da mesma categoria e classe de tamanho.
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Olhe a faixa colorida: a letra em destaque é a classificação energética. A seta indica em qual classe aquele modelo se encaixa.
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Leia o consumo de energia informado: em muitos produtos, ele vem em kWh/mês. Esse é o número mais útil para estimar impacto na conta de luz.
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Verifique os dados complementares: capacidade em litros, potência em watts, volume de carga, índices de eficiência específicos (no ar-condicionado, por exemplo, há indicadores próprios de desempenho).
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Compare com modelos concorrentes: dois refrigeradores parecidos podem ter consumos mensais bem diferentes.
Um ponto importante é que os valores da etiqueta são obtidos em vários testes de laboratório. Eles servem para comparar produtos em igualdade de condições, mas o consumo real depende de uso, clima, quantidade de vezes que você abre a porta e até de onde o aparelho está instalado.
Entendendo a classificação energética de A a G
A escala de letras é o principal ponto da etiqueta. Quanto mais próxima do A, mais o aparelho tende a entregar o mesmo resultado gastando menos eletricidade.
| Classe | Cor predominante | Leitura geral | |
| A | Verde-escuro | Mais eficiente da categoria | |
| B | Verde | Eficiência alta | |
| C | Verde-claro | Eficiência intermediária para alta | |
| D | Amarelo | Desempenho médio | |
| E | Laranja-claro | Eficiência abaixo da média | |
| F | Laranja/vermelho | Baixa eficiência | |
| G | Vermelho | Menos eficiente da categoria |
Dois pontos costumam gerar dúvida na hora de interpretar essa escala. O primeiro é que a classificação é relativa à categoria do produto: um ar-condicionado classe A e uma geladeira classe A não consomem a mesma quantidade de energia.
A letra indica que aquele modelo está entre os mais eficientes do seu grupo, e não que ele gasta pouco em termos absolutos.
O segundo é que as faixas podem ser revisadas ao longo do tempo, afinal, como a tecnologia evolui, os critérios são atualizados periodicamente, e comparar etiquetas de anos muito diferentes pode levar a conclusões equivocadas.
Aparelho antigo puxa mais energia?
Geralmente sim, aparelhos antigos tendem a consumir mais para entregar o mesmo resultado. Isso acontece porque tecnologias como compressores de rotação variável (inverter), melhores isolamentos térmicos e eletrônica de controle mais precisa só se popularizaram nos últimos anos.
No caso de uma geladeira puxando muita energia, além da idade do equipamento, alguns fatores costumam pesar:
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Borrachas de vedação gastas ou ressecadas, que deixam entrar ar quente;
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Acúmulo de gelo no congelador, o que reduz a troca de calor;
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Instalação inadequada, encostada na parede, sem ventilação ou perto de fogão, forno e luz solar direta;
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Porta aberta por muito tempo ou aberturas muito frequentes;
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Termostato regulado no máximo sem necessidade;
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Serpentina traseira suja, com poeira acumulada.
Antes de trocar o aparelho, vale revisar esses pontos pois muitas vezes a manutenção simples já ajuda. Mas, se a geladeira tiver mais de uma década de uso, comparar o consumo dela com o de um eletrodoméstico eficiente atual pode mostrar que a troca se paga com o tempo.
Como calcular o consumo de energia de um aparelho na prática?
Saber como calcular o consumo de energia de um aparelho ajuda a entender a conta de luz e a decidir compras com mais critério. A fórmula básica é:
- (Potência em watts × horas de uso por dia × dias de uso no mês) ÷ 1.000 = consumo em kWh/mês
Depois, para estimar o custo:
- Consumo em kWh/mês × tarifa da sua distribuidora (R$/kWh) = valor aproximado na conta
Veja um exemplo hipotético de passo a passo com um chuveiro elétrico de 5.500 W usado 10 minutos por dia:
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Converta o tempo: 10 minutos = 0,167 hora;
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Multiplique: 5.500 × 0,167 × 30 = 27.555;
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Divida por 1.000: 27,5 kWh/mês (aproximadamente);
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Multiplique pela tarifa. Considerando um valor hipotético de R$ 0,80/kWh: cerca de R$ 22 por mês.
Alguns detalhes fazem diferença nessa conta:
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Para geladeiras, freezers e alguns aparelhos, use o kWh/mês da etiqueta, não a potência. Esses equipamentos ligam e desligam ao longo do dia, então a multiplicação por 24 horas superestima muito o resultado.
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A tarifa não é só a energia. Na fatura entram tributos, taxa de iluminação pública e, dependendo do momento, bandeiras tarifárias. Consulte o valor efetivo na conta da sua distribuidora ou no site da ANEEL.
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Aparelhos em standby também consomem. Sozinhos são poucos, somados no mês aparecem.
4 dicas para escolher um eletrodoméstico eficiente e economizar na conta de luz
Agora que você já sabe interpretar a etiqueta, confira quatro dicas simples que ajudam a escolher um eletrodoméstico eficiente:
1. Priorize sempre a classificação energética A
Entre modelos com preço e recursos parecidos, a classificação energética A costuma ser a escolha mais coerente no médio prazo - especialmente em aparelhos de uso recorrente, como geladeira, ar-condicionado e máquina de lavar.
2. Calcule o custo de energia antes de comprar o aparelho
Um modelo mais barato na etiqueta de preço pode sair mais caro ao longo dos anos. Faça uma comparação simples:
| Cenário (exemplo ilustrativo) | Consumo mensal | Custo mensal estimado a R$ 0,80/kWh | Em 10 anos |
| Geladeira mais eficiente | 30 kWh | R$ 24 | R$ 2.880 |
| Geladeira menos eficiente | 55 kWh | R$ 44 | R$ 5.280 |
*Valores apenas didáticos, para demonstrar o método de cálculo.
3. Escolha o tamanho e a potência adequados para a sua necessidade
Um freezer grande demais ou um ar-condicionado superdimensionado gastam energia à toa. No caso do ar-condicionado, o cálculo de BTUs deve considerar o tamanho do ambiente, a incidência de sol e o número de pessoas.
4. Fique de olho nas funções de modo econômico (Eco)
Muitos aparelhos trazem programas Eco, sensores de carga e modos noturnos que ajustam o funcionamento conforme a demanda. Consultar o manual e usar esses recursos é uma forma gratuita de reduzir consumo.
Leia também: Como evitar desperdício de energia? Confira 7 dicas!
Placas de energia solar reduzem a conta de luz?
Sim, placas de energia solar tendem a reduzir a conta de luz. Isso porque parte da energia consumida passa a ser gerada no próprio imóvel, diminuindo o que você precisa comprar da distribuidora. O quanto essa redução representa varia conforme o tamanho do sistema, o perfil de consumo, a região e as regras da concessionária local.
Com um sistema fotovoltaico conectado à rede (on-grid), a energia produzida pelas placas durante o dia abastece a casa ou o negócio, e o excedente pode gerar créditos de energia, usados para compensar o consumo em outros períodos, conforme as regras vigentes de geração distribuída e as condições da sua distribuidora.
Também existem os sistemas off-grid, com baterias e sem conexão à rede, e os híbridos, que combinam as duas lógicas. A escolha depende do perfil de consumo, do local e do objetivo!
Como o Financiamento de Energia Solar do BV ajuda você a economizar?
Entender a etiqueta INMETRO ajuda a consumir menos. Mas a economia maior vem de gerar a sua própria energia, e não apenas de comprar menos energia da distribuidora.
O que costuma travar essa decisão é o valor do sistema, que exige um investimento inicial. É aí que entra o Financiamento de Energia Solar BV: você instala agora e paga aos poucos, enquanto a economia na conta de luz já começa a ajudar a pagar as parcelas!
Conheça as condições:
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Crédito de até R$ 500 mil para pessoa física e até R$ 3 milhões para pessoa jurídica;
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Parcelamento em até 96 meses;
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Primeira parcela em até 120 dias, o que dá espaço para o sistema começar a operar antes do primeiro vencimento;
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Financiamento de sistemas on-grid, off-grid e híbridos;
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Perguntas frequentes sobre a etiqueta do INMETRO
O que fazer com geladeira puxando muita energia?
Verifique a vedação da porta, limpe a serpentina traseira, descongele o freezer e afaste o aparelho da parede e de fontes de calor. Se o consumo seguir alto e a geladeira for antiga, compare o kWh/mês dela com o de modelos classe A, em alguns casos a troca pode compensar.
O que significam as letras no selo do Inmetro?
Indicam o nível de eficiência do produto dentro da sua categoria, de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). Quanto mais perto do A, menos energia o aparelho tende a consumir para o mesmo desempenho.
O que significa o selo Inmetro A+++?
É uma classe usada em algumas categorias para identificar produtos ainda mais eficientes que os antes classificados como A. As faixas variam por tipo de produto, então vale confirmar a escala vigente no site do INMETRO.
A etiqueta de eficiência energética é obrigatória em todos os produtos?
Não. A obrigatoriedade vale para categorias específicas definidas em regulamentação, e há produtos em que a etiquetagem é voluntária. A lista é atualizada periodicamente pelo INMETRO.
O consumo indicado na etiqueta é exatamente o que vou gastar?
Não necessariamente. O valor vem de testes padronizados em laboratório e serve principalmente para comparação entre modelos. O consumo real varia conforme uso, temperatura ambiente, instalação e hábitos da casa.
Vale mais a pena trocar os eletrodomésticos ou instalar energia solar?
As duas ações são complementares. Aparelhos eficientes reduzem o consumo e a energia solar reduz a dependência da energia comprada da distribuidora. Em geral, quanto maior a conta de luz, mais importante tende a ser avaliar a geração própria, e uma simulação ajuda a comparar os cenários.
*Sujeito a análise. O BV não se responsabiliza por prazo de entrega, qualidade, adequação, quantidade, vícios, instalação e/ou troca da placa solar, sendo de inteira responsabilidade do instalador/fornecedor escolhido por você. Use o crédito de forma consciente, antes de contratá-lo consulte os valores que compõem o Custo Efetivo Total (CET), como juros, tributos, tarifas, outras despesas financiadas e se o valor das parcelas cabe no seu bolso. As taxas reais serão apresentadas em tempo de proposta. Os seguros são opcionais. Nós nunca pedimos qualquer tipo de depósito ou dinheiro adiantado para liberação de crédito.


