Comprar um carro seminovo é, para muitos, a realização de um sonho. Contudo, para que essa conquista não se transforme em dor de cabeça, é preciso estar atento a todos os detalhes do veículo, principalmente ao odômetro. Infelizmente, há casos no mercado em que a quilometragem do veículo não reflete a realidade, o que pode levar o comprador ao erro.
Para evitar cair em golpes e garantir uma compra segura e tranquila, continue a leitura e saiba o que é o odômetro, sua importância e como evitar possíveis fraudes por adulteração.
O que é odômetro e qual a sua função no veículo?
O odômetro é um instrumento localizado no painel do seu carro, geralmente ao lado do velocímetro, e sua função é medir e registrar a distância total percorrida pelo veículo desde o momento em que ele saiu da fábrica.
Essa medição é expressa em quilômetros (km) na maioria dos países, incluindo o Brasil. Ele pode ser usado como um registro histórico que fornece informações para avaliar o estado de conservação do veículo, o nível de desgaste de seus componentes e, consequentemente, seu valor de mercado.
Um carro com baixa quilometragem geralmente indica menor uso e, em tese, menor desgaste de peças, e já uma quilometragem alta sugere que o veículo já está muito rodado, e seus componentes podem estar mais próximos do fim da vida útil.
Alterar o odômetro é uma prática ilegal no Brasil, podendo ser classificada como estelionato, conforme descrito no artigo 171 do Código Penal, com multa e pena de reclusão de 1 a 5 anos.
Qual a diferença entre odômetro total (ODO) e parcial (TRIP)?
O odômetro total (ODO), como o próprio nome indica, mostra a quilometragem acumulada durante toda a vida útil do veículo. Esse é o número que realmente importa na hora de avaliar o desgaste geral do carro e não pode ser zerado pelo motorista.
Por outro lado, o odômetro parcial (TRIP) é um contador de curta distância, projetado para ser zerado a qualquer momento, sendo útil para medir a distância de uma viagem específica, calcular o consumo de combustível em um trajeto determinado, ou até mesmo marcar o intervalo entre trocas de óleo.
Como funciona o odômetro?
Em carros mais antigos, o funcionamento de um odômetro é mecânico: um conjunto de engrenagens, conectado ao sistema de transmissão, gira um cabo que movimenta fisicamente os números no painel, mostrando a quilometragem percorrida.
O sistema mecânico mais simples e tátil é, infelizmente, mais suscetível a adulterações manuais, exigindo um olhar ainda mais atento para identificar fraudes.
Já nos veículos mais modernos, o sistema de odômetro é digital ou eletrônico. Nele, sensores estrategicamente instalados nas rodas ou na transmissão enviam pulsos elétricos para a Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do carro, que processa essas informações e exibe a quilometragem em um visor digital.
Embora esse sistema seja, em princípio, mais seguro e confiável que o mecânico, ele também pode ser adulterado com o uso de softwares e equipamentos específicos, tornando a fraude mais “sofisticada” e, consequentemente, mais difícil de ser detectada visualmente por um leigo.
Por que a quilometragem registrada no odômetro é tão importante?
A quilometragem é um dos fatores decisivos na hora de comprar e vender um carro usado, pois ela pode influenciar no preço final do veículo e serve como um guia do nível de desgaste de componentes essenciais.
Um carro com alta quilometragem tende a ter um desgaste considerável em peças como o motor, a suspensão, os freios, a transmissão e até mesmo o sistema de direção, o que pode significar que, em breve, você pode ter que arcar com custos de manutenção mais elevados.
Além disso, o registro do odômetro ajuda a seguir as manutenções preventivas recomendadas pelo fabricante, pois a troca de alguns componentes, como correia dentada, fluidos e filtros, é baseada na distância percorrida, resultando em quebras ou panes que colocam em risco a sua segurança e a de sua família.
Como saber se o odômetro foi adulterado?
Identificar a adulteração de um odômetro exige um olhar atento e, muitas vezes, a ajuda de profissionais. Não confie somente no número exibido no painel, combine diferentes métodos de verificação para ter um diagnóstico o mais preciso possível.
1. Verifique estado dos pneus, painel, sons e ruídos
A primeira verificação é da condição geral do carro, que deve ser compatível com a quilometragem informada.
Um veículo com baixa quilometragem não deveria apresentar componentes visível e excessivamente gastos, como couro desgastado ou a borracha lisa. Da mesma forma, bancos e estofados com espuma afundada e gasta podem indicar uso superior ao declarado.
Fique atento também aos pneus: se a quilometragem for baixa, eles deveriam ser os originais de fábrica ou, no máximo, o segundo jogo, com um desgaste uniforme. Pneus recém-trocados ou muito desgastados para uma baixa quilometragem podem merecer atenção, especialmente quando analisados junto a outros sinais.
Além do visual, procure por ruídos estranhos no motor, na suspensão ou no câmbio, geralmente indicando um desgaste mecânico maior do que uma baixa quilometragem sugere. Ao correlacionar esses elementos, é mais fácil começar a entender a real condição de um automóvel.
2. Peça o histórico de manutenções
Um proprietário cuidadoso guarda o manual do carro com os carimbos das revisões feitas na concessionária ou em oficinas de confiança, nos quais a quilometragem é anotada a cada serviço realizado.
Peça para ver esse histórico, verifique se há uma progressão lógica nos números e desconfie se o manual estiver em branco ou se as anotações parecerem inconsistentes, por exemplo, uma quilometragem menor em uma data posterior.
Faturas de serviços, trocas de óleo e até mesmo notas fiscais de peças são documentos valiosos que registram a quilometragem em diferentes datas, ajudando a traçar o histórico real do veículo e a confirmar se o odômetro está de acordo.
3. Contrate uma vistoria cautelar
Se você está inseguro em fazer a análise sozinho, a melhor alternativa é contratar uma empresa especializada em vistoria cautelar.
Esses profissionais qualificados farão uma análise completa do veículo, verificando quilometragem, estrutura, a pintura, a originalidade dos componentes e o histórico de leilões ou sinistros.
4. Consulte o Renavam do veículo
A consulta ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) pode revelar informações sobre o histórico do carro, como transferência de proprietário, mudanças de endereço e estado, eventos como emplacamentos, alterações estruturais, etc.
Faça a consulta e, embora essa consulta nem sempre seja uma garantia completa contra fraudes, ela pode apontar inconsistências flagrantes.
A importância da vistoria veicular antes de fechar negócio
A compra de um carro é um investimento e a vistoria veicular, oferece um panorama completo da saúde e da procedência do veículo e, ao final, você recebe um laudo detalhado que aponta todos os problemas encontrados, desde avarias estruturais até a regularidade da documentação.
Esse laudo pode oferecer mais segurança e poder de negociação para reduzir o preço ou, se os problemas forem graves, até mesmo desistir da compra sem arrependimentos.
Comece analisando a coerência entre a quilometragem exibida e o desgaste físico interno e externo do veículo, prestando atenção ao estado dos pedais, volante, bancos e pneus. Em seguida, solicite e examine detalhadamente todo o histórico de manutenção, procurando por registros de quilometragem e notas fiscais de serviços.
Por fim, utilize a consulta de documentos oficiais, como o Renavam, para cruzar informações e confirmar a procedência e o histórico do carro. Se ainda houver dúvidas ou inconsistências, não hesite em investir em uma vistoria cautelar profissional, que oferece uma análise técnica aprofundada e o uso de equipamentos de diagnóstico.
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