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15/05/23 19:06

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Desempenho econômico: País está resistente a choques externos

A imagem mostra números e gráficos de acompanhamento econômico. Além disso, há um globo terrestre na imagem.

Roberto Padovani

Outubro, 2022

As últimas semanas mostram um comportamento diferente nos mercados financeiros e na economia brasileira. Apesar de um cenário externo adverso, os indicadores econômicos do crescimento local seguem favoráveis e os preços dos principais ativos mostram relativa estabilidade.

O desempenho econômico local sempre esteve ligado ao ciclo global. Não apenas há uma correlação e causalidade entre os indicadores mensais de PIB no Brasil e nos Estados Unidos (IBC-Br e ISM), por exemplo, mas a bolsa, o câmbio e os juros são altamente ligados às oscilações externas também.

Como está o desempenho econômico do Brasil?

A dependência dos indicadores econômicos brasileiros com o ciclo global, seria preocupante, neste momento, quando o quadro global se apresenta bastante desfavorável. Atualmente, há uma revisão dos impulsos monetários globais e temas geopolíticos, sanitários e climáticos que impactam diretamente a produção, consumo e desempenho econômico no mundo.

Com piores condições de renda, riqueza, crédito e confiança, os sinais são de desaceleração nos Estados Unidos e na Europa, com uma retomada ainda frágil na Ásia.

Apesar deste contexto, os indicadores econômicos do Brasil mostram um bom desempenho, já que os dados de balanço de pagamentos, contas públicas, inflação e crescimento têm mostrado uma tendência positiva. Da mesma forma, a bolsa, os juros e o câmbio têm acompanhado com menor intensidade as variações externas.

Tanto o desempenho econômico quanto os indicadores econômicos do Brasil vem apresentando bons resultados, dado o cenário mundial.

Por que os indicadores econômicos locais estão bons?

Parte da explicação para que os indicadores econômicos do Brasil estejam bons pode estar relacionado às reformas realizadas a partir de 2016. Além do avanço do programa de concessões e das reformas trabalhistas e previdenciárias, o Banco Central ganhou mais autonomia e avanços de marcos regulatórios importantes, como nos casos do gás e saneamento.

Do ponto de vista político, a experiência desde a redemocratização tem mostrado que as transições não são acompanhadas por mudanças institucionais abruptas, o que eleva a previsibilidade e confiança.

Definir os efeitos das reformas no desempenho econômico do país, normalmente dispersos no tempo, não é algo simples. No entanto, parece claro que estas mudanças favorecem o crescimento e os indicadores econômicos ao melhorar a produtividade e atrair investimentos privados.

A reforma trabalhista pode estar beneficiando a formalização da mão de obra e reduzindo a insegurança jurídica, o que ajuda o emprego. Já a mudança nas regras da previdência junto a independência do Banco Central melhoram a estabilidade e previsibilidade da economia, enquanto os marcos regulatórios atraem investimentos.

Estes avanços, no desempenho econômico do país, em um contexto externo desafiador, podem incentivar desvios de comércio e investimento a favor da economia brasileira. Por isso, o comportamento da bolsa e dos indicadores econômicos talvez seja um sinal de que o Brasil está preparado para atravessar bem as turbulências globais. É possível que as reformas tenham, efetivamente, tornado o País mais resistente a choques externos.

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