Confira as nossas análises sobre leilões de energia existente (LEE)

Neste post, analisamos o cenário dos leilões de energia existente no Brasil em 2020 e o que esperar nos próximos anos!

Categoria: Parceiro Solar

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Você conhece os leilões de energia existente? De maneira mais geral, eles são a principal forma de contratar energia no Brasil. Essa modalidade é uma das mais diretas, afinal, você está contratando energia que é gerada por usinas que já foram construídas e que já estão em operação. 

Então, se você quer aproveitar as possibilidades do mercado de energia e otimizar os gastos da sua empresa, continue lendo o post. Vamos conversar sobre nossas análises de leilões de energia existente em 2020 e fazer uma previsão de 2021.

Como os leilões de energia existente funcionam?

Entender como os leilões funcionam é relativamente simples. Esse sistema existe com o objetivo de permitir a livre concorrência entre os agentes do setor e novos empreendedores. Além disso, é possível contratar a prestação de qualquer serviço.

No Brasil, existem duas formas de contratação de energia: o ACR e o ACL. O primeiro é o Ambiente de Contratação Livre, em que geradores, consumidores e comercializadoras negociam livremente, sem interferência das distribuidoras.

O segundo modelo é o Ambiente de Contratação Controlada, que tende a ter contratos maiores, podendo chegar até a 30 anos. Esse é o modelo de contratação mais comum, feito quase exclusivamente por meio dos leilões.

Como se trata de um sistema de leilão, aqueles que oferecem a menor tarifa ganham a negociação. Quem controla o leilão é a CCEE, Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a partir de uma delegação da ANEEL.

Hoje em dia, o processo é todo automatizado, em uma intranet controlada pela ANEEL, que também determina o valor máximo que pode ser comercializado.

Como os eventos aconteceram em 2020?

O cadastramento para leilões foi feito na EPE ainda em janeiro de 2020, com uma portaria aberta em 2019. Foram mais de 87 projetos cadastrados, com os leilões previstos para acontecerem em abril. No total, foram mais de 40 GW em oferta, divididos entre A-4 e A-5.

A partir desses processos, foi possível determinar pontos interessantes. Primeiro, o estado do Rio de Janeiro foi o que teve maior potência cadastrada. A potência de A-4 no Rio é 3 vezes maior do que a do segundo colocado, Pernambuco. O estado também lidera no A-5, com a diferença que Pernambuco, Pará e Maranhão têm mais presença.

Ao analisar os principais players do mercado, a Norueguesa Golar e a Petrobrás têm grande destaque, tanto no A-4 quanto no A-5. Além delas, a Gera Maranhão é outra empresa que merece destaque.

Depois do processo de cadastro, foi preciso fazer a análise de escoamento da geração. Sem surpresas, o Rio de Janeiro mostrou a maior capacidade no A-4, especialmente nas regiões de Campos 2, Lagos e Seccionamento Campos 2 - Lagos. Além disso, três pontos não conseguiram margem de escoamento, o que impede projetos de conectarem a eles:

  • Capivara;
  • Seccionamento Atibaia II - Poços de Caldas;
  • Porto Velho.

Já no A-5, a região com maior margem foi São Luiz II, no Maranhão. Nesse caso, outros três pontos não conseguiram a margem de escoamento:

  • Joinville Sul;
  • Seccionamento Atibaia II - Poços de Caldas;
  • Porto Velho.

Enquanto tudo estava indo muito bem até essa parte do processo, 2020 foi um dos anos mais atípicos da história da humanidade, o que afetou também os leilões de energia existente. Primeiramente, o leilão de energia existente A-2, previsto para 4 de dezembro de 2020, foi cancelado.

Os leilões A-4 e A-5 citados acima foram suspensos por tempo indeterminado, de acordo com a Portaria MME n° 134, de 28 de março de 2020. O projeto ainda está suspenso.

Quais foram os principais LEE de 2020?

Enquanto boa parte dos leilões do ano não ocorreram por conta da pandemia e seus desdobramentos, ainda é interessante discutir sobre eles. Especialmente os leilões A-4 e A-5, que foram suspensos e voltarão em 2021.

Entre os principais destaques podemos citar as empresas Evolution Power Partner e Golar Power, que são donas das empresas de energia Ceiba e Cebarra. Juntos, eles têm 5.378 MW no A-4 e 6.387 no A-5. Na prática, foi a maior capacidade instalada nos leilões.

Outro projeto interessante é o Tupã, que tem 1.863,5 MW, e o projeto Jaci, com 621 MW. Ambos são de propriedade da Globalpar Energia, usam o gás natural como combustível e estão situados na cidade de Macaé, no estado do Rio.

A Petrobrás também marcou presença nos LEE em 2020, com 13 empreendimentos e 5.096 MW de capacidade instalada. Ao total, são 8 estados nos quais a empresa tem projetos.

Outro destaque foi o complexo EDF Norte Fluminense, com 2.012 MW. Ao todo são 3 projetos, também localizados em Macaé.

Por fim, existe um destaque para projetos em carvão mineral, como o complexo Jorge Lacerda, da Engie Energia, com 857 MW. O projeto Pampa Sul 2, com 340 MW, também é destaque.

Quais são as expectativas ligadas aos leilões de energia existente para 2021?

Para 2021 em diante, o objetivo é normalizar o calendário após as suspensões e cancelamentos de 2020. A notícia divulgada no início de dezembro pelo próprio Ministério de Minas e Energia traz o cronograma de leilões para os três próximos anos seguintes: 2021, 2022 e 2023.

A Portaria n° 436 de Dezembro de 2020 detalha as informações sobre os próximos leilões. Para 2021, são dois. O primeiro será em junho, promovendo leilões de energia existente A-4 e A-5. A portaria deixa claro que esses são os que foram suspensos esse ano. Também acontecerá um leilão A-1 e A-2 em dezembro.

Leilões de energia existente são uma ótima forma de economizar. Porém, existem outras opções no sistema de energia, como a energia fotovoltaica, um dos modelos mais interessantes de energia sustentável. Como o mercado de energia está em constante mudança, especialmente em um momento tão atípico como o atual, o ideal é ficar atento às notícias para não perder nenhuma oportunidade.

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