Os veículos de duas rodas estão cada vez mais populares em nosso país. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), por exemplo, já circulam mais de 6 milhões de motonetas no Brasil, que convivem lado a lado com as clássicas motos de câmbio manual.
A motoneta, na realidade, é bastante popular em áreas urbanas, pois oferece agilidade e praticidade para enfrentar o trânsito diário.
Se você quer entender com mais detalhes o que é uma motoneta, quais são as suas vantagens e como compará-la a outros tipos de veículos de duas rodas, continue a leitura deste conteúdo. Nas próximas linhas, vamos abordar as diferenças técnicas, falar de economia, conforto e mostrar qual combina melhor com a sua rotina.
O que é considerado uma motoneta?
De acordo com a definição da Senatran, a motoneta é um veículo automotor de duas rodas com motor de combustão interna, que o condutor conduz com as pernas juntas, na posição sentada. Ela pode ser usada tanto para transporte de passageiros quanto de cargas.
Leve, econômico e pensado para o uso urbano, esse tipo de veículo se tornou popular entre as pessoas que buscam um transporte mais barato para o dia a dia. Algumas de suas características principais são:
Câmbio semiautomático
A maioria das motonetas utiliza o câmbio rotativo, em que o piloto troca marchas com o pé esquerdo, mas sem apertar a embreagem. Esse sistema simplifica a pilotagem no trânsito, reduz a fadiga e facilita o aprendizado de iniciantes.
Como o motor fica sempre em rotações ideais, o consumo de combustível também tende a se manter baixo.
Quadro step-through e plataforma para os pés
O chassi “vazado” permite, literalmente, passar a perna pelo meio da estrutura, sem ter de jogar a perna por cima do banco como nas motos comuns. O resultado é agilidade para subir e descer várias vezes durante o dia.
A base plana garante conforto ao apoiar os dois pés, além de oferecer boa estabilidade em ruas esburacadas.
Motor de baixa cilindrada
Quase todos os modelos de motonetas trabalham entre 110 e 125 cilindradas. A potência é modesta, mas suficiente para médias de 90 km/h, velocidade mais que adequada para vias urbanas e estradas de acesso.
Peso reduzido e assento acessível
Em ordem de marcha, uma motoneta pesa em torno de 100 kg, e o assento costuma ficar abaixo de 770 mm do chão. Isso atrai pessoas de menor estatura e profissionais que precisam manobrar o veículo várias vezes no mesmo turno.
Quais os tipos de motonetas?
Embora compartilhem a mesma arquitetura, as motonetas se dividem em três perfis principais:
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Motonetas de entrada: ideais para quem está começando a dirigir, uma vez que elas possuem motores de até 125 cc;
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Motonetas mais potentes: recomendadas para distâncias maiores;
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Motonetas elétricas: para quem é adepto à sustentabilidade, esses modelos são ótimos para reduzir a emissão de poluentes.
Independentemente da versão, todas mantêm câmbio semiautomático, quadro step-through e roda dianteira maior, diferenciando-se apenas nos acessórios, acabamento e eletrônica.
Quais as vantagens e desvantagens desse tipo de veículo?
A motoneta, assim como outros veículos, apresenta suas vantagens e desvantagens. Abaixo, resumimos algumas delas.
Vantagens
No geral, as motonetas são modelos que contam com vantagens que brilham aos olhos, como, por exemplo:
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Consumo de combustível: tende a ser inferior ao consumo de outros tipos de moto;
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Seguro e IPVA mais baratos: o valor venal baixo diminui os valores a serem pagos;
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Manutenção simples: contam com peças mais baratas e mão de obra rápida;
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Liquidez: fáceis de revender, sobretudo em grandes centros urbanos;
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Facilidade no trânsito: estrutura leve, estreita e com boa ergonomia para paradas constantes.
Desvantagens
Em relação às desvantagens desse tipo de veículo, podemos mencionar:
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Velocidade final limitada: acima de 90 km/h, o motor já trabalha no limite;
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Menor capacidade de carga: sem baú, sobra pouco espaço, mas, mesmo com esse acessório, a carga útil não chega a uma moto 150/160 cc;
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Estabilidade em rodovias: a roda traseira pequena e os pneus mais finos podem sofrer com ventos laterais.
É preciso CNH para dirigir motoneta?
Sim. A legislação brasileira obriga o condutor a possuir Carteira de Habilitação (CNH) na categoria A para dirigir motoneta.
Além disso, é necessário emplacar o veículo, fazer o licenciamento todos os anos e usar equipamentos de proteção, como capacete com viseira, luvas e calçados fechados. As regras são idênticas às aplicadas a qualquer motocicleta.
Qual a diferença entre motoneta, scooter e moto?
Para facilitar a visualização das diferenças entre motoneta, scooter e moto, resumimos as características em um quadro comparativo que reúne exemplos práticos de modelos de cada um desses veículos. Confira:
| Característica | Motoneta (ex.: Honda Biz) | Scooter (ex.: Honda PCX) | Moto convencional (ex.: Honda CG 160) |
| Tipo de câmbio | Semiautomático | CVT automático | Manual com embreagem |
| Quadro | Step-through (vazado) | Step-through | Berço duplo ou tubular, fechado |
| Rodas | Dianteira 17” / traseira 14” | 12” a 14” ambas | 18” dianteira / traseira variável |
| Armazenamento | Pequeno espaço sob o banco | Amplo porta-capacete sob o banco + assoalho fechado | Sem espaço interno, depende de baú |
| Conforto | Banco macio, mas suspensões curtas | Suspensões macias, proteção aerodinâmica | Melhor equilíbrio em viagens, tanque maior |
| Manutenção | Barata, peças abundantes | Intermediária, transmissão por correia | Barata, peças fartas |
| Preço médio | R$ 13 mil | R$ 21 mil | R$ 16 mil |
Leve em conta que a motoneta une simplicidade mecânica e rodas maiores, enquanto a scooter investe em conforto extra, proteção de carenagem e câmbio totalmente automático. Já a moto tradicional, por sua vez, oferece robustez e desempenho superior em trajetos mistos.
Como escolher a melhor opção para você?
Agora que você já conhece as características das motonetas e sabe as diferenças em relação às motos convencionais e scooters, chegou o momento de decidir a melhor opção para as suas necessidades.
Para isso, é preciso levar em consideração os seguintes pontos:
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Rotas diárias: deslocamentos curtos, muitas paradas e ruas estreitas favorecem motonetas ou scooters. Já trajetos mistos e viagens pedem uma moto convencional;
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Orçamento de compra: os preços variam de acordo com os modelos disponíveis e, portanto, é essencial avaliar o quanto você pode gastar;
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Preferência de câmbio: é importante analisar os prós e contras entre o câmbio manual e o semiautomático;
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Possíveis viagens: os tanques volumosos das motos com mais de 160 cc, por exemplo, rendem melhor nas rodovias.
Em resumo, o equilíbrio entre economia, praticidade e potência definirá a sua escolha ideal.
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