As motocicletas ocupam um espaço cada vez maior no trânsito brasileiro, seja nas entregas, nos deslocamentos diários ou no lazer do fim de semana. De acordo com projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção de motos no país deve crescer 7,5% em relação ao ano de 2024.
Diante desse cenário, compreender os cuidados básicos de manutenção da moto deixa de ser um detalhe e passa a ser parte importante da segurança de quem pilota e da vida útil do veículo.
A revisão preventiva periódica não serve apenas para cumprir orientações do manual, mas também para evitar danos caros e acidentes que poderiam ser prevenidos. Neste conteúdo, vamos explicar por que a revisão da moto deve ser feita com frequência e quais itens precisam de atenção. Continue a leitura!
Por que a manutenção da moto é tão importante?
A motocicleta representa um conjunto compacto em que cada parte influencia diretamente a outra. Para exemplificar, os pneus calibrados na pressão correta mantêm a área de contato ideal com o asfalto, melhorando a aderência nas curvas e contribuindo para distâncias de frenagem menores.
Por isso, além da questão da segurança, a manutenção da moto também é importante pelo fator financeiro: um cronograma de revisão realizado no tempo adequado costuma custar menos do que consertos emergenciais, que podem exigir a substituição de múltiplas peças.
Há, ainda, um terceiro ponto que motiva a manutenção preventiva: a valorização do veículo na revenda. Motos com histórico de revisões registradas em nota fiscal ou carimbo da concessionária despertam maior confiança em compradores, facilitando negociações futuras.
Portanto, cuidar da manutenção se traduz em um triplo benefício: proteção à vida, economia a longo prazo e preservação de valor de mercado.
Com quantos km se faz a primeira revisão da moto?
A quilometragem indicada para a primeira revisão da moto varia bastante entre fabricantes, mas costuma ficar entre 500 e 1.000 km rodados. Esse período corresponde ao assentamento inicial das peças internas, quando pequenos ajustes ocorrem naturalmente no motor e na transmissão.
Após essa primeira checagem, no entanto, é preciso continuar com as manutenções preventivas, a fim de evitar possíveis dores de cabeça e gastos inesperados.
O estilo de pilotagem, por exemplo, interfere nessa programação. Quem utiliza a moto apenas em vias expressas, mantendo rotações constantes, tende a sofrer menor desgaste do conjunto. Já os percursos urbanos, com acelerações curtas e paradas frequentes, exigem atenção redobrada.
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Principais itens a revisar na manutenção da moto
A lista de componentes que merecem inspeção periódica não é extensa, mas cada um desempenha um papel fundamental para uma condução mais segura.
A seguir, apresentamos os principais itens que precisam ser revisados na manutenção, independentemente do tipo de moto que você tem. Confira:
Pneus
Os pneus constituem o único ponto de contato do veículo com o solo, de modo que seu estado impacta diretamente a pilotagem da moto. Pressão fora do indicado aumenta o consumo de combustível e compromete a estabilidade em curvas.
Mas, além da pressão, o condutor deve prestar atenção no Tread Wear Indicator (TWI) — indicador de desgaste presente nas ranhuras da banda de rodagem. Quando a borracha atinge essa marca, a substituição se apresenta como a medida mais segura.
Em pisos molhados, sulcos rasos elevam os riscos de aquaplanagem, diminuindo o controle em frenagens de emergência.
Cuidar dos pneus, portanto, não só contribui para a segurança, como também previne gastos. Ao rodar com pneus desgastados, a pessoa está sujeita a ser autuada com uma multa de R$ 195,23 e mais cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Bateria
A bateria também é um item essencial a ser revisado na manutenção da moto. É importante fazer a limpeza dos polos do dispositivo, evitando a oxidação e, consequentemente, o descarregamento.
Mesmo em motos que utilizam bateria selada, terminações corroídas ou cabos frouxos podem ocasionar falhas na partida e desligamentos inesperados durante o trajeto. Para motos que ficam paradas por longos períodos, um carregador de manutenção costuma prolongar a vida útil.
Corrente de transmissão
A corrente é responsável por transferir a potência do motor para a roda traseira, sendo um componente indispensável para o bom funcionamento do sistema de transmissão. Por isso, a lubrificação adequada reduz o desgaste entre pinos e roletes, além de proteger contra a oxidação.
Geralmente, os manuais costumam recomendar a limpeza e reaplicação de graxa a cada 500 quilômetros rodados ou após rodagem em chuva intensa. O ideal é sempre buscar uma oficina mecânica de sua confiança para realizar ajustes, quando forem necessários.
Cabos de freio e embreagem
Nas motos que utilizam acionamento por cabo, a lubrificação interna do componente assegura curso leve e resposta rápida do manete. Cabos ressecados aumentam o esforço necessário para acionar a embreagem ou o freio.
Nos sistemas hidráulicos, o fluido de freio absorve umidade com o tempo e perde eficiência, devendo ser trocado com uma certa periodicidade para preservar a capacidade de frenagem.
Nível de óleo
O óleo do motor cumpre três funções principais: lubrificar, refrigerar e limpar.
Por esse motivo, andar com a moto abaixo do nível mínimo de óleo acelera o desgaste de bronzinas e virabrequim, elevando a temperatura interna e favorecendo o entupimento de canais de lubrificação.
O controle do nível desse fluido deve ser realizado com o motor aquecido, após alguns minutos de espera, para garantir a leitura correta no visor ou vareta.
Além disso, também é preciso considerar a troca do óleo com uma determinada frequência, pois ele acaba perdendo as suas propriedades com o tempo e, como consequência, corroendo o sistema.
Benefícios da manutenção preventiva da moto
Agora que você já conhece os principais itens que devem ser revisados na moto, chegou a hora de conhecer os benefícios da manutenção preventiva. São eles:
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Maior durabilidade do conjunto mecânico e redução de desgaste nos pneus;
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Menor probabilidade de acidentes provocados por falha de componentes críticos;
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Economia obtida ao evitar reparos emergenciais e ao manter o consumo de combustível estável;
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Pilotagem mais suave.
Se você ainda não tem um veículo de duas rodas, mas está cogitando adquirir um, que tal conhecer as nossas dicas sobre como comprar a primeira moto? Aproveite!
Dúvidas sobre manutenção da moto
A prática da manutenção da moto pode gerar algumas dúvidas. Pensando nisso, respondemos algumas delas a seguir:
Quando fazer a manutenção da moto?
Para uso urbano moderado, revisões semestrais ou a cada seis mil quilômetros costumam atender às exigências de fábrica.
Motos que percorrem grandes distâncias diárias, em serviços de entrega ou aplicação profissional, precisam de intervalos mais reduzidos, por volta de três mil quilômetros. Longos períodos de inatividade, por outro lado, justificam inspeção prévia antes de retomar a pilotagem, mesmo que a quilometragem prevista ainda não tenha sido atingida.
Quanto custa uma revisão da moto?
O investimento na manutenção da moto depende da cilindrada, da marca e do tipo de serviço incluso. Independentemente do valor, o trabalho realizado em oficinas de confiança costuma compensar, pois peças genuínas e mão de obra qualificada reduzem retrabalho.
Barulho na corrente da moto: o que pode ser?
Ruídos metálicos costumam indicar corrente excessivamente seca ou folgada. Um chiar contínuo sugere desgaste dos roletes, enquanto estalos intermitentes podem apontar dentes quebrados na coroa ou pinhão.
A persistência desses sons, mesmo após lubrificação, indica a necessidade de reparos. Em caso de dúvidas, portanto, não hesite em buscar uma oficina mecânica de sua confiança.
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