Como funciona o parcelamento do saldo do cartão de crédito?

Você sabia que parcelar o cartão de crédito pode valer a pena para não se atrapalhar com o planejamento financeiro? Entenda!

Categoria: Cartões

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A oportunidade de parcelar o cartão de crédito é um recurso importante para lidar com imprevistos no seu orçamento, sem deixar que sua fatura fique em aberto. Essa estratégia é bem comum e pode ajudar se você estiver passando por um aperto momentâneo.

No entanto, é claro que o parcelamento do saldo do cartão de crédito também pode complicar a sua situação no longo prazo. Por isso, você só deve optar por essa ferramenta com responsabilidade financeira e muito planejamento.

Quer saber como parcelar o cartão de crédito e de que forma usar esse recurso do jeito certo, sem se complicar? Então siga a leitura para aprender!

Como funciona o parcelamento do saldo do cartão de crédito?

Por mais que a gente planeje e aprenda como controlar os gastos em casa, ainda assim é possível ter alguns meses complicados aqui e ali. São muitos imprevistos e elementos fora do nosso controle que podem atrapalhar as nossas contas.

Assim, pode chegar o dia em que a sua fatura do cartão de crédito venha maior do que você consegue pagar. E aí, quais são as suas opções para resolver esse problema? Nesse caso, há duas alternativas de parcelamento do saldo do cartão de crédito:

-entrar no crédito rotativo;

-parcelar a fatura.

As duas opções significam deixar o pagamento para o futuro, mas de maneiras diferentes. No crédito rotativo, você paga um valor acima do mínimo da fatura do cartão, mas abaixo do valor total dela. O restante vai direto para a fatura em aberto do mês seguinte, além de uma dose de juros.

Dessa forma, para resumir, se você optar pelo crédito rotativo, sua próxima fatura ficará assim:

valor da fatura normal + dinheiro devido da fatura anterior + juros do rotativo + IOF = total da fatura

Já o parcelamento do saldo do cartão de crédito é outra forma de lidar com a fatura que você não consegue pagar naquele mês. Nesse caso, o valor que não foi quitado é dividido em um número específico de parcelas, e adicionado nas próximas faturas. É como se tivesse parcelado a compra de um eletrodoméstico.

Por exemplo, se sua fatura de janeiro do cartão deu R$700,00, mas você só conseguiu pagar R$500,00, então os R$200,00 restantes serão divididos em, digamos, cinco meses. Isso significa que terá de pagar mais R$40,00 (além de juros e IOF) nas faturas de fevereiro, março, abril, maio e junho.

Quais são as regras do Banco Central sobre o assunto?

Como tudo que envolve dinheiro, existem normas bem específicas para o parcelamento do saldo do cartão de crédito. Afinal, a ideia é o recurso ajudar quem precisa renegociar dívida, sem que isso prejudique a sua situação financeira.

Quem define as regras sobre o assunto é o Banco Central, que tem a autonomia de avaliar a situação e determinar como os bancos e operadoras de cartão de crédito devem agir nesses casos.

A primeira regra na hora de parcelar cartão de crédito é que o consumidor só pode usar o crédito rotativo uma vez. Isso porque essa modalidade tem os maiores juros do mercado brasileiro e impedir o seu uso prolongado é uma forma de proteger o seu bolso. Depois de usado, aquele valor deve ser parcelado.

Antes dessa regra, era muito comum as pessoas entrarem na seguinte situação: elas não conseguiam pagar a fatura e ia tudo para o rotativo. Os juros aumentavam o problema e, no mês seguinte, tudo se repetia. Eventualmente, a bola de neve ficava tão grande que era quase impossível quitar o valor total da fatura.

A segunda regra é que as condições do parcelamento devem ser melhores do que as do crédito rotativo. Essa condição foi criada para incentivar o consumidor a parcelar o dinheiro restante, em vez de deixar o problema acumular com os maiores juros do mercado.

Por fim, o Banco Central exige que a instituição financeira ofereça informações precisas e claras para o consumidor tomar a sua decisão. Dessa maneira, não é permitido esconder as condições nas chamadas "letrinhas miúdas" do contrato.

Vale a pena parcelar a fatura do cartão de crédito?

O ideal é sempre pagar o total da fatura do seu cartão de crédito — até para aumentar o seu Score. No entanto, isso nem sempre é possível, em especial, para aquelas pessoas que passam por uma demissão, uma doença grave ou outros fatores que possam prejudicar seu orçamento mensal.

Nessas horas, é importante avaliar as nossas opções e entender qual delas é a melhor alternativa, adequada ao seu perfil e a suas condições financeiras. Pensando nisso, será que vale a pena fazer o parcelamento do saldo do cartão de crédito? Sim, vale, mas com muito cuidado e planejamento.

O parcelamento é uma opção muito melhor do que o crédito rotativo, pois limita o tamanho do problema. Ele ficará controlado a uma quantidade de parcelas pré-determinada, com um valor específico, ou seja, é uma situação com data para acabar e sem aumentar com o tempo.

Outro benefício é que você ganha mais margem de manobra no seu orçamento. Como o valor a ser pago está dividido em alguns meses, poderá cortar alguns gastos no período para acomodar esse novo compromisso. Além disso, saberá exatamente quanto deverá pagar por mês e quais as taxas cobradas nesse processo.

Quando usar o parcelamento do cartão de crédito?

Parcelar a fatura do cartão de crédito é uma opção, como dissemos, para as situações emergenciais, em que não é possível pagar o valor total da dívida. Ela é válida, por exemplo, como uma alternativa ao crédito rotativo, que costuma ter taxas de juros muito mais elevadas.

Você deve usar essa alternativa quando:

-os juros do parcelamento forem mais atrativos do que do crédito rotativo;

-para não usar o limite do cheque especial para quitar a fatura;

-se parcelar for mais barato do que tomar um empréstimo pessoal;

-se não conseguir melhores condições em alternativas de crédito, como o consignado;

-quando não for possível antecipar o décimo terceiro ou a restituição do imposto de renda para pagar a dívida;

-se a sua única opção for, simplesmente, não pagar a fatura.

Vale lembrar que o não pagamento da fatura do cartão de crédito pode trazer sérios prejuízos para você. Além da cobrança de juros altos, você poderá ter a pontuação muito baixa no score de crédito, entrar nas listas de restrição do mercado e levar muito mais tempo para se recuperar financeiramente.

Quando você parcela o cartão de crédito, não estará inadimplente e, por isso, não terá restrições no mercado. A ação apenas ajudará você a postergar o pagamento do valor, em prestações que cabem no seu bolso, evitando problemas maiores nos meses seguintes.

Como acertar no momento de parcelar o cartão de crédito?

Se você considera que o parcelamento do saldo do cartão de crédito é uma alternativa válida para sua situação, então precisa se preparar para usá-lo da maneira certa. Veja algumas dicas abaixo!

Analise as opções oferecidas

Em primeiro lugar, avalie quais são as opções ofertadas pela instituição financeira, a fim de entender se o parcelamento é a sua melhor alternativa mesmo. Às vezes, pode existir uma boa solução para o seu problema que você nunca considerou.

Negocie

Algumas operadoras de cartão de crédito oferecem condições automáticas de parcelamento. No entanto, todas estão abertas para negociar com o cliente em situações pontuais. Portanto, use essa vantagem para iniciar uma conversa e tentar obter condições mais vantajosas, que favoreçam o seu planejamento orçamentário.

Não acumule parcelamentos

Entenda que parcelar o cartão de crédito é um recurso de emergência. O ideal é sempre procurar pagar o valor total da fatura, todos os meses, para ter um controle melhor das suas finanças e não arcar com taxas de juros. Sendo assim, o parcelamento não deve ser feito a todo momento.

Isso porque, se você acumular vários parcelamentos, poderá se ver em uma situação na qual o seu comprometimento de renda fica muito maior.

Quais são os principais erros que você deve evitar?

Quando bem utilizado, o cartão de crédito pode nos ajudar a controlar as finanças. Mas isso só acontece se você souber utilizá-lo com organização. Uma ideia é fazer o monitoramento dos gastos, anotando em planilhas ou utilizando aplicativos que auxiliam no seu monitoramento de entradas e saídas de recursos.

Mas há algumas pessoas que acabam usando o saldo do cartão como se fosse uma complementação de renda. Geralmente, são esses os casos em que há descontrole e o valor da fatura fica alto demais, sendo necessário parcelar o cartão de crédito para não entrar no rotativo. Entenda mais sobre os erros que devemos evitar para que isso não aconteça.

Não acompanhar os gastos

O primeiro passo para que você consiga utilizar o cartão de crédito como aliado do seu orçamento é fazer o monitoramento dos valores que você (e outras pessoas da sua família) recebe e de quanto gasta diariamente. Vale incluir, aqui, até mesmo pequenos gastos, como um cafezinho no meio da tarde ou o cinema no fim de semana.

Dessa forma, você conseguirá saber exatamente quanto pode utilizar, tanto nas compras feitas com cartão de crédito quanto naquelas feitas em dinheiro. Esse controle de despesas faz com que evite surpresas e consiga manter as contas em dia, podendo, inclusive, economizar e até fazer investimentos para o dinheiro render mais.

Deixar que a dívida vire uma bola de neve

Mesmo para as pessoas que fazem esse monitoramento muito bem detalhado, é possível se atrapalhar. Pode ser com uma despesa inesperada (casos de saúde, por exemplo) ou com uma demissão que não estava nos seus planos. Então, a fatura do cartão de crédito talvez não se encaixe no orçamento, momentaneamente.

Tudo bem, não é preciso se desesperar, pois como vimos, há alternativas para que você não entre na bola de neve do crédito rotativo. Use as dicas que viu no post e escolha a melhor opção de parcelamento do valor da dívida para que consiga quitá-la com mais tranquilidade, enquanto sua situação financeira volta a entrar nos eixos.

Não procurar entender as taxas e juros envolvidos no uso do cartão de crédito

Um dos grandes erros que muitas pessoas cometem ao usar o cartão de crédito é não entender exatamente como funcionam suas taxas e juros. Se ler o contrato for uma opção difícil para você, pode ser interessante conversar com o atendente da operadora do cartão para que tudo seja explicado em detalhes e você não se perca nas contas.

Lembre-se de que é preciso enxergar a fatura do cartão como um todo, ou seja, avaliar os valores além da parcela. Assim, saberá exatamente o que precisa pagar para quitar sua dívida. Portanto, saiba qual o valor das parcelas fixas, dos juros e taxas, além dos impostos, descobrindo, enfim, o Custo Efetivo Total (CET) da operação.

Não ter uma reserva de emergência

Nem sempre isso é possível para todos, mas você já deve ter ouvido falar em reserva de emergência. Trata-se de um recurso que você deve guardar até que alcance, pelo menos, o valor equivalente a seis meses da sua renda mensal.

Com esse dinheiro, o ideal é fazer um investimento que tenha boa liquidez, ou seja, que possa ser resgatado facilmente, sem prejuízos. Assim, se acontecer algum problema que afete seu planejamento financeiro, será possível contar com esse recurso. Além de pagar o valor total da sua fatura, poderá se manter até que consiga resolver seus problemas financeiros com mais tranquilidade.

Agora você já entendeu como funciona o parcelamento do saldo do cartão de crédito e a importância de ter esses cuidados sempre em mente. Além disso, vale a pena ter um banco parceiro e que proponha soluções quando a situação se complica. Portanto, é válido optar por cartões de crédito de operadoras que facilitem a sua vida na hora de parcelar a fatura.

O BV, por exemplo, é assim. Nosso sistema para parcelar o cartão de crédito permite a cobrança de uma taxa de juros reduzida, justamente quando você precisar de mais tempo para resolver o problema. Assim, será possível pagar menos e ganhar um intervalo maior para se organizar.

Quer saber mais sobre como os nossos cartões de crédito podem ajudar na sua vida financeira? Confira todas as opções que temos disponíveis para você!

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