Publicado em:

12/06/2026

por

Equipe BV Economia

Cenário BV | Cenário confirma instabilidade

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09:09:32 - São Paulo, 12 de junho de 2026

A piora do quadro externo expõe as fragilidades locais e pressiona câmbio, inflação e juros. O crescimento, no entanto, segue preservado.

Cenário confirma baixa previsibilidade. A hipótese de baixa previsibilidade e volatilidade financeira foi confirmada nos primeiros cinco meses do ano. Não apenas a política externa norte-americana gera surpresas contínuas, como a questão das tarifas e os eventos com Venezuela e Groenlândia, mas a guerra no Irã traz informações desencontradas. Após o otimismo observado em janeiro e fevereiro, os mercados mostraram maior tensão como início do conflito em março. Em abril, a expectativa de um confronto curto trouxe novo otimismo, sentimento que perdeu força em maio. O mal-estar vem sendo reforçado com as reações dos bancos centrais e as preocupações com o setor de tecnologia.

Ambiente global explicita fragilidades locais. A expectativa de alta de juros nos Estados Unidos trouxe impactos nos mercados emergentes. No Brasil, os ingressos de capitais mostraram queda, com as fragilidades locais ganhando relevância. Em especial, o quadro eleitoral elevou as dúvidas em relação a um ajuste fiscal em 2027.

Juros mais elevados por mais tempo. Diante deste quadro, alguns ajustes nas projeções se tornaram necessários. O mais importante é na taxa de juros. Com a mudança de patamar dos preços de petróleo no mercado internacional e a piora no mercado cambial, é natural que o espaço para calibragem se reduza. O quadro tem sido agravado pelo anúncio de estímulos fiscais e parafiscais, estimulando a economia e permitindo, com isso, espaço para repasse de custos. O resultado é uma pausa no processo de corte de juros, com a Selic encerrando o ano em 14,25%. Para o final de 2027, a taxa seria de 11,25%, convergindo gradualmente para o patamar de 9,5%. Do ponto de vista do crescimento, os estímulos de governo e os impactos positivos que a guerra gerou sobre a indústria extrativa e as exportações, o PIB deste ano foi revisto para melhor, de 1,5% para 1,9%, sem alteração para os próximos anos.

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