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07/07/2026

por

Equipe BV Economia

Cenário BV | Crescem os riscos para 2027

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15:06:45 - São Paulo, 7 de julho de 2026

Juros internacionais elevados e incertezas fiscais locais aumentam a preocupação com as projeções para o próximo ano.

Juros internacionais mais elevados ganham destaque. O cenário de instabilidade global observado ao longo do primeiro semestre do ano tem incentivado a leitura de que os juros podem ficar mais elevados por mais tempo na economia internacional. No caso norte-americano, a sucessão de choques explica um cenário de não convergência da inflação e, no Japão e na Europa, os bancos centrais já retomaram um ciclo de aperto monetário. Com isso, há maior instabilidade nos fluxos de capitais e nos mercados acionários.

Câmbio, crescimento e clima pressionam o Banco Central. Este quadro global tem justificado uma mudança no patamar do câmbio, elevando as dúvidas em relação ao tamanho e ao ritmo do ciclo de afrouxamento monetário no Brasil. Os estímulos ao consumo e a maior convicção no efeito El Niño, ainda que haja dúvidas em relação à sua intensidade, reforçam a dificuldade para se ancorar as expectativas.

Juros mais elevados por mais tempo. Diante de um cenário de juros mais elevados por mais tempo no Brasil e no mundo, o pessimismo com 2027 é crescente. Além das dúvidas em relação ao ajuste fiscal, a preocupação com uma piora no mercado de crédito e na dinâmica da dívida do governo podem levar a uma desaceleração econômica, agravando os problemas financeiros e fiscais.

Baixa convicção não aconselha mudanças de projeções. Com baixa convicção nos cenários de juros internacionais e de contas públicas no Brasil, a opção foi por aguardar mais informações antes de qualquer ajuste nas projeções.

Juros altos moderam crescimento em meio a pressão por ajuste fiscal. A Selic deve caminhar gradualmente para 11,25% em 2027 reduzindo o ritmo de crescimento do PIB para 1,5% e aproximando a inflação da meta, mas ainda em 4,0%. A pressão por um ajuste mais rigoroso das contas públicas, associado a uma nova regra fiscal mais robusta, deve trazer volatilidade aos principais ativos financeiros. Para o câmbio, esperamos que encerre 2027 em R$/US$ 5,30.

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