7 dicas financeiras sobre o que fazer para sair do vermelho!

Para equilibrar seu orçamento, é preciso investir nas dicas financeiras certas. Veja o que fazer para ter sucesso e alcançar seus objetivos!

Categoria: Orientação Financeira

Como está seu orçamento? Se você fez aquela cara de preocupação, saiba que há mais pessoas nessa situação. Na verdade, a falta de educação para usar o dinheiro de forma consciente é um grande problema no Brasil. Por isso, é normal pesquisar sobre dicas financeiras.

Provavelmente, é o que você está fazendo agora. Afinal, chegou até aqui por algum motivo, certo? Mais do que isso, é possível que queira dar um fim às dificuldades. Falas como "sobra mês ao final do dinheiro" e "limite é renda" são prejudiciais às suas finanças — e você já sabe disso.

Para mudar esse cenário, criamos este post com 7 dicas financeiras para sair do vermelho. Aqui, você entenderá qual é o contexto da inadimplência no Brasil — spoiler: muito ruim —, quais são as recomendações para melhorar seu orçamento e qual é a importância de manter as contas em equilíbrio.

Achou interessante e quer saber mais? Continue lendo!

O panorama da inadimplência no Brasil

Há alguns meses, o total de inadimplentes no Brasil registra altas históricas. Para você ter uma ideia, em janeiro de 2019, o total era de mais de 62,1 milhões. O resultado aumentou e chegou a janeiro de 2020 com mais de 63,7 milhões. Os dados são da Serasa Experian.

Em 2020, a alta desse resultado foi de 2,6%, quando comparado ao mesmo mês de 2019. As principais dívidas foram nos seguintes segmentos:

  • bancos e cartões: 28%;
  • utilities: 20,5%;
  • telecomunicações: 10,7%;
  • varejo: 12,3%;
  • serviços: 11,1%;
  • financeira: 9,9%.

Apesar disso, o economista da Serasa Experian Luiz Rabi destacou que a expectativa é de estabilização até o final de 2020. As razões eram a melhoria da economia, que deveria gerar a redução do desemprego. Inclusive, isso já vinha acontecendo.

Em janeiro de 2020, por exemplo, a taxa de desocupação chegou a 11,2%, o que significa que 11,9 milhões de pessoas estavam sem um espaço no mercado de trabalho. No entanto, o índice era 0,8 ponto percentual menor do que no mesmo mês de 2019. Um ponto positivo, correto?

O que ninguém esperava era a ocorrência de uma pandemia, que mudaria todas as projeções — inclusive a sua, provavelmente. O cenário ficou pior, e exige ainda mais dicas financeiras para colocar o orçamento em equilíbrio.

Os dados da pandemia

É preciso observar que o comportamento dos brasileiros sofreu algumas modificações devido ao novo coronavírus. Com o impedimento às atividades não essenciais — decretado em algumas cidades —, muitas empresas fecharam suas portas.

Um levantamento do Sebrae mostrou que, pelo menos, 600 mil micro e pequenos negócios encerraram seu funcionamento. Isso gerou a demissão de 9 milhões de pessoas. Sem dúvidas, esse cenário também leva ao aumento da inadimplência.

Em março de 2020, o indicador de inadimplência do consumidor da SPC Boa Vista registrou alta de 1,2% no total de devedores. O número foi comparado a fevereiro.

Já em abril de 2020, o resultado foi pior. Um estudo do Instituto Locomotiva mostrou que 91 milhões de brasileiros deixaram de pagar uma ou mais contas naquele mês. Esse número representa 58% da população adulta. Em outras palavras, de cada 10 pessoas, quase 6 ficaram com alguma dívida.

Isso acontece porque muitos brasileiros estão sem dinheiro guardado. Durante 2019, apenas 10% conseguiram ter alguma reserva — uma das principais dicas de finanças. Esse cenário é gerado tanto pela falta de emprego quanto pela ausência de educação financeira.

Inclusive, já ficou comprovado que 45% dos brasileiros não controlam seu orçamento. Dos que fazem o monitoramento, 59% têm dificuldade nessa atividade. Ou seja, se você considerar todos os que cuidam de seus ganhos e gastos, mais de metade nem sabe se faz isso da forma certa.

Outro detalhe é que 57% das pessoas não planejam o mês. Basicamente, a regra é: gastos ao sabor dos ventos. Tem dinheiro? Ótimo. Não tem? A compra passa no crédito ou no boleto. Essa realidade precisa mudar. Por isso, selecionamos as dicas financeiras que você vai ver abaixo!

7 dicas financeiras para sair do vermelho

O orçamento desequilibrado gera várias dificuldades. Além de você nem sempre pagar as contas em dia, isso causa prejuízos ao seu score. Essa pontuação é a que determina seu relacionamento com o mercado. Por isso, indica qual será a sua facilidade em conseguir acesso aos diferentes tipos de empréstimo.

De modo geral, o processo funciona da seguinte maneira: tem um score baixo? Dificilmente receberá algum tipo de crédito e, se tiver esse acesso, as taxas de juros serão mais elevadas. Por outro lado, se a pontuação for alta, ficará mais fácil conquistar esse benefício.

Apesar de não ser o único caminho, ter acesso ao crédito é uma forma de renegociar suas dívidas, pagar menos e equilibrar as finanças. A partir disso, é possível guardar dinheiro. Aliás, essa é a principal meta financeira para 49% da população.

Se você também está nesse barco, tenha calma, paciência e disciplina. Com as dicas para seu orçamento, ficará mais fácil mudar a situação. É só considerar as recomendações a seguir.

1. Faça um planejamento financeiro

O primeiro passo é deixar as desculpas e a preguiça de lado. Você deve encarar sua situação com seriedade. Para isso, faça um diagnóstico preciso e planeje suas finanças. Primeiro, mapeie gastos e ganhos, o que pode ser feito ao anotar todos os valores em um papel e analisar os resultados.

Se necessário, faça esse processo por um mês, para ter certeza dos dados. Pode parecer desnecessário, mas uma pesquisa mostra que 41% dos brasileiros têm poucas informações sobre suas contas básicas. Além do mais, 59% desconhecem os valores de produtos e serviços comprados no crédito, e 38% dos inadimplentes vivem fora do seu padrão de renda.

Então, o que fazer para planejar sua vida financeira? Algumas dicas importantes são:

  • ajuste seu padrão de vida ao seu orçamento;
  • conheça todos os gastos e acompanhe a movimentação do dinheiro na sua conta bancária;
  • compre somente o necessário — use a ideia do consumo consciente e evite o desperdício. É isso que algumas das pessoas mais ricas do mundo fazem;
  • economize sempre — compare preços, evite comer fora de casa e lembre-se da regra do Julius, de "Todo Mundo Odeia o Chris": "Se eu não comprar nada, o desconto é maior";
  • faça seu dinheiro render — depois de pagar todas as suas dívidas, aplique em investimentos e na compra de bens.

Todo esse processo precisa ser feito em alguma planilha ou aplicativo financeiro. Liste todos os dados e analise a situação atual. Aproveite e coloque os valores dos próximos meses que já estão empregados, por exemplo, no caso do crédito consignado. Assim, você já sabe que, naquele período, o salário recebido será menor.

Também categorize os gastos. Divida-os, por exemplo, em moradia, transporte, educação, alimentação, lazer etc. Essa é a maneira mais eficiente de entender como estão os valores supérfluos, para reduzi-los ou eliminá-los.

Aqui, é importante lembrar que não há regra clara. Tudo depende do que tem mais valor para você. Por exemplo, para uma pessoa, a TV a cabo pode ser dispensável. Para outra, não. Por esse motivo, a análise do seu orçamento precisa ser individual.

A partir disso, vale a pena estabelecer percentuais de gastos. Uma forma de fazer isso é com a ajuda de alguma metodologia específica, como a 50-15-35. Ela prevê a divisão da sua renda da seguinte forma:

  • 50% para gastos essenciais: são aqueles necessários para se manter no dia a dia. Por exemplo: moradia, saúde, educação, alimentação e transporte;
  • 15% para prioridades financeiras: se você tem dívidas, esse percentual deve ser usado para quitá-las. Caso contrário, pode construir sua reserva de emergência e começar a investir;
  • 35% para manter seu estilo de vida: para entretenimento, lazer e outros gastos importantes para você, como TV a cabo, salão de beleza, bares e baladas, academia e compras.

O objetivo dessa e de outras metodologias é permitir que você gaste de forma consciente. Assim, não precisa deixar seus hábitos de lado. Você apenas dará preferência para o controle do orçamento. Com isso, aplicar essa dica financeira se torna muito mais fácil.

2. Tenha um controle financeiro

O próximo passo é controlar as suas finanças. Para tanto, anote todos os seus gastos diariamente. Isso vale até para os menores, viu? Somente dessa forma é possível saber exatamente como seu dinheiro vai embora.

Com base no diagnóstico feito antes, faça pequenas trocas para mudar seu estilo de vida. Por exemplo, seu principal problema é com as idas a restaurantes? Comece a fazer em casa. Teste novas receitas, chame seus amigos para um jantar caseiro e tenha um prato-chave, para evitar o delivery quando estiver sem tempo para fazer uma refeição.

Em relação aos passeios, opte por aqueles gratuitos. Parques, praças e praias podem ser boas pedidas. Em algumas cidades, também há apresentações de cinema e teatro de graça ou com preço baixo. Outra boa possibilidade são os serviços de streaming. Assim, você maratona várias série e assiste aos filmes sem investir um valor muito alto para isso.

3. Negocie as dívidas

O endividamento é um problema sério — você deve ter percebido isso com os dados da inadimplência. Por isso, a dica financeira agora se refere ao pagamento dos débitos em aberto. Essa deve ser uma prioridade.

Por quê? Principalmente, porque os juros pagos são sinônimo de dinheiro jogado fora. Portanto, pagar as dívidas é a mesma coisa que valorizar seu salário. Para isso, já preveja um valor específico no seu planejamento.

Também, negocie com os credores. Primeiro, veja quanto é possível pagar por mês ou se tem alguma quantia máxima para quitar o débito à vista. Em seguida, entre em contato com os credores e verifique a taxa de juros paga. Veja qual é a oferta disponível e se pode encaixá-la no seu orçamento. Se for impossível, anote todos os valores em aberto com os respectivos detalhes. Depois, busque um empréstimo pessoal online.

Tenha em mente que essa deve ser a última alternativa, mas é uma boa opção quando for para pagar menos juros. Por exemplo, se você tem uma dívida grande no cartão de crédito, com taxas de juros de 8% ao mês, veja quanto ficaria para quitar o débito à vista.

Em seguida, busque uma linha de crédito com taxa de juros mais baixa. O consignado tem índices de até 3% ao mês. Assim, você paga menos, equilibra as finanças e garante que a parcela caberá no seu orçamento.

Apenas tenha cuidado com os empréstimos falsos. Existem muitos golpes no mercado. Por isso, opte por instituições conhecidas e com boa reputação. Ainda, nunca pague quantias antecipadamente. Essa prática é proibida, ok?

4. Diminua os gastos

Os valores desnecessários devem ser revistos. Gastos supérfluos precisam ser eliminados ou reduzidos, porque essa é a chave para uma vida financeira saudável. Para isso, é preciso de disciplina.

Por meio dela, você ajusta seu modelo de vida ao seu orçamento. Mais do que isso, garante que todas as etapas realizadas até aqui serão efetivadas. Com o tempo, as dívidas estarão pagas, e você poderá criar uma reserva de emergência

A ideia, com isso, é simples: ter uma quantia guardada para usar em caso de imprevistos. Isso pode ocorrer ao perder o emprego, ter uma queda brusca na renda, precisar de um tratamento de saúde ou fazer uma viagem inesperada.

Essa reserva de emergência depende da forma como você trabalha. A média é de seis meses de salário. Então, se você ganha R$3.000,00, deve ter R$18.000,00 guardados. No entanto, essa quantia pode ser menor ou maior.

Caso seja um servidor público, que tem mais estabilidade no trabalho, essa equivalência pode ser de três meses. Ou seja, em vez dos R$18.000,00, poderia ter R$9.000,00. Por outro lado, se atuar como autônomo ou empresário, aumente o prazo para nove meses. Assim, de R$18.000,00, passe para R$27.000,00.

Essa dica financeira vai garantir sua preparação para qualquer situação que apareça na sua vida. Além disso, é fundamental para essa reserva de emergência que você se acostume a poupar, pelo menos, 10% da sua renda. Se puder economizar mais, melhor.

5. Aumente as receitas

A sua organização financeira sempre deve considerar sua renda. Mesmo ganhando pouco, é possível alcançar esse objetivo. No entanto, uma ideia é elevar as suas receitas. Pode ser por meio de um aumento, mudança de emprego ou realização de um trabalho extra.

Existem várias opções para ganhar mais. Algumas dicas são:

  • vender roupas que não usa mais;
  • trabalhar com redação, tradução, transcrição, consultoria ou outro tipo de prestação de serviços;
  • passear com cachorros;
  • ser um pet sitter, ou seja, uma pessoa que cuida dos animais quando os donos estão viajando;
  • alugar sua casa ou um quarto no AirBnB;
  • dar aulas particulares;
  • fazer artesanato.

Sua decisão depende das suas habilidades e preferências. Aqui, o que vale é a criatividade. Assim, você consegue aumentar sua renda e, ainda, fazer o que gosta.

6. Defina metas

Os objetivos pessoais ajudam a ter disciplina e continuar em frente. Então, pense sobre o que deseja conquistar no curto, médio e longo prazo. Considere o que quer fazer após pagar todas as dívidas — mas seja realista ao traçar as metas! Aqui, podem estar contemplados:

  • compra de casa e carro;
  • realização de uma viagem internacional ou de um intercâmbio;
  • conquista da aposentadoria.

Veja quanto custa, em média, cada um dos seus sonhos e defina quanto pretende economizar por mês. Estabeleça, também, um prazo para alcançar cada um dos objetivos. Isso deixa mais claro o que é preciso fazer.

Você também pode colocar como meta a possibilidade de fazer investimentos. De toda forma, os objetivos devem ser divididos por períodos:

  • curto prazo: são as metas alcançadas em apenas alguns meses. Por exemplo, pagar as dívidas e começar a economizar dinheiro ou sua reserva de emergência;
  • médio prazo: abrange objetivos maiores, que envolvem uma quantia mais elevada. Costumam ser atingidos em um ou dois anos. É o caso da realização de um intercâmbio, uma viagem internacional ou uma festa de casamento ou, ainda, a compra de um carro;
  • longo prazo: contempla as metas que precisam de mais planejamento e investimentos. É o caso da compra de uma casa e a programação para a aposentadoria.

Para determinar essas metas, vale a pena usar a metodologia SMART. Apesar de não ser uma dica financeira, o método pode ser adaptado para essa finalidade. Basta criar um objetivo que seja:

  • específico;
  • mensurável;
  • alcançável;
  • relevante;
  • temporal, ou seja, atrelado a algum prazo.

Por exemplo, em vez de dizer que deseja comprar um carro, defina seu objetivo da seguinte forma: "Quero adquirir um automóvel nos próximos dois anos. Para isso, vou economizar R$20.000,00 para dar de entrada, e o restante vai ser financiado. Então, vou guardar R$800,00 por mês e aplicar esse valor no Tesouro Direto, para ter um retorno".

Entendeu a diferença? Você já deixa claro o que deseja e como vai atingir o seu objetivo, em vez de conquistá-lo “quando der”. Isso faz parte do planejamento financeiro e é uma dica fundamental.

7. Estude sobre finanças

A última dica financeira é investir no conhecimento. Quanto mais você ler e estudar sobre o assunto, mais conseguirá economizar, poupar e investir. Assim, mais do que gastar menos do que a sua renda, vai sobrar dinheiro, e você poderá alcançar seus objetivos.

Para estudar, aproveite livros, textos de blogs, vídeos do YouTube e até cursos online — há muitos gratuitos! Entre os títulos que tratam de finanças pessoais de maneira simples, estão:

  • Os Segredos da Mente Milionária, de T. Harv Eker;
  • Pai Rico, Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki;
  • Como Organizar sua Vida Financeira, de Gustavo Cerbasi;
  • O Homem mais Rico da Babilônia, de George S. Clason;
  • A Mente Acima do Dinheiro, de Ted Klontz e Brad Klontz;
  • O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham;
  • O Milionário Mora ao Lado, de Thomas J. Stanley e Danko Will;
  • Quero Ficar Rico, de Rafael Seabra;
  • Os Axiomas de Zurique, de Max Gunther;
  • Terapia Financeira, de Reinaldo Domingos;
  • Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi.

Em todas essas obras, você encontra dicas que vão ajudar a colocar suas finanças em dia. Ainda, existem cursos na internet que complementam esse conhecimento. Alguns deles são:

A importância de manter as contas em equilíbrio

Organizar suas finanças é uma forma de ter mais qualidade de vida. Sem se preocupar com as contas, você evita os problemas que surgem do descontrole do orçamento. Mais do que isso, essa é a chave para um futuro tranquilo — inclusive, com uma aposentadoria melhor.

Afinal, se você mal sabe quanto ganha e o total gasto em um mês, como vai tomar decisões inteligentes? Somente com as informações em mãos, é possível definir o que fazer, controlar seu dinheiro e ajustar sua rotina.

Nesse processo, lembre-se de envolver toda a sua família. Esse objetivo deve ser compartilhado, além de ser uma forma de incentivar a educação financeira entre todos os participantes. Com o objetivo em comum, cada um vai mudar suas relações com o dinheiro.

Por fim, as dicas financeiras também são relevantes para evitar o endividamento, especialmente aquele com o cartão de crédito, por ser um dos mais caros. Para você ter uma ideia, a média da taxa de juros ficou em 326,4% ao ano em março de 2020.

Assim, você usa o cartão apenas quando precisar e de forma controlada, evitando as compras diárias. O resultado é manter o pagamento das suas contas em dia, e a sua conta-corrente no azul.

O que acha de colocar essas dicas financeiras em prática? Aproveite o conteúdo e use as recomendações a seu favor. Você verá que vale a pena, porque os resultados serão os melhores possíveis.

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