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25/11/25 15:10

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O que é o Custo Efetivo Total?

Mulher sorridente com os cabelos presos em coque, vestindo blusa de botões listrada e digitando no computador que está sobre uma bancada branca.

Se você busca por algum tipo de crédito, provavelmente já se deparou com termos como juros simples e compostos, amortização de parcelas e Custo Efetivo Total (CET). Esse último pode parecer complicado, ainda mais por envolver cálculo, mas é muito importante saber dele para, como diz o ditado popular, “não comprar gato por lebre”.

Isso porque o CET ajuda a entender se realmente um empréstimo pessoal é vantajoso ou se ele apenas parece ser bom, mas, na verdade, pode se tornar caro ao longo do tempo. Além disso, esse cálculo ajuda você a se programar para pagar as parcelas corretas do crédito, ou seja, sem surpresas, porque você saberá o valor total que desembolsará desde o princípio.

Ficou interessado em saber mais sobre o CET? Então, continue lendo e descubra o que é esse Custo Efetivo Total e como ele funciona!

 

O que significa o Custo Efetivo Total?

Ele é o valor total que a pessoa que contrata uma operação de crédito pagará ao final do prazo contratado. Ou seja, ele incluiu todas as despesas associadas às operações de crédito e que estão previstas no contrato. 

É comum confundirem a taxa de juros com a taxa CET. No entanto, a taxa do custo efetivo total vai além disso, porque engloba não apenas os juros, mas também tarifas, taxas de registro de contrato (quando aplicável), seguros (quando é contratado), impostos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), dentre outras despesas. 

Resumidamente, o CET é a soma de tudo que realmente será pago para o banco que viabiliza crédito. 

 

Como o CET funciona?

A Resolução nº 4.881/2020 do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada pelo Banco Central determina como o CET deve ser calculado e que seja informado na forma de taxa CET. Assim, a informação é dada na forma de percentual, igual é informada a taxa de juros.  

Além disso, essa norma determina que a taxa CET seja informada antes da contratação, permitindo que o consumidor, seja pessoa física ou microempresa, saiba exatamente o que pagará antes de assinar qualquer contrato.  

O funcionamento do custo efetivo total é pautado pela obrigatoriedade da informação prévia. As instituições financeiras devem apresentar o CET antes da contratação de qualquer operação, seja em financiamento de veículo, empréstimo pessoal ou até mesmo no uso do cartão de crédito. 

Vale ressaltar que, em operações de crédito rotativo (como o cheque especial ou o rotativo do cartão), o cálculo do custo efetivo total deve considerar um prazo padrão de 30 dias.  

 

Como calcular o Custo Efetivo Total 

Saber como calcular o custo efetivo total pode parecer uma tarefa difícil, pois a fórmula financeira oficial é bastante complexa e envolve fluxos de pagamento, datas de desembolso e prazos em dias corridos. No entanto, o mais importante não é fazer a conta na mão, mas entender a lógica por trás dela. 

O cálculo do CET considera a seguinte fórmula abaixo e cruza três pilares fundamentais descritos na norma: 

Fórmula do Custo Efetivo Total.

 

  • O valor líquido que você recebe (FC0): É o crédito que efetivamente entra na sua conta, já descontando tarifas ou despesas que tenham sido pagas antecipadamente; 
  • Tudo o que você paga de volta (FCj): Aqui entram não só as parcelas do empréstimo (amortização), mas também os juros, tributos, tarifas e seguros. Ou seja, qualquer custo periódico ou não que saia do seu bolso; 
  • O fator tempo (N e j): A fórmula considera o prazo exato do contrato em dias corridos. Ela calcula o intervalo de tempo entre o dia que o dinheiro foi liberado (d0) e a data de cada pagamento que você fará (dj). 

 

Por que se preocupar com a taxa CET? 

A principal razão para se atentar à taxa CET é a capacidade de comparação. Quando alguém precisa de dinheiro, é comum comparar apenas a taxa de juros ou se atentar para o valor da parcela, ignorando o montante final da dívida. 

Mas, o correto é comparar a taxa CET entre diferentes instituições financeiras, assim o tomador do crédito saberá qual instituição financeira é mais vantajosa. Um banco, por exemplo, pode oferecer uma taxa de juros menor para o empréstimo, mas cobrar tarifas de cadastro e seguros mais caros, tornando o empréstimo, no fim das contas, menos vantajoso do que outro com juros aparentemente maiores. 

Além disso, a taxa CET é vital para o planejamento financeiro de quem o está solicitando. Ao saber o custo real, evita que uma solução de crédito momentânea se torne um problema de longo prazo no orçamento familiar. 

Conhecendo a taxa CET e os seus componentes será mais simples analisar se vale ou não a pena contratar o crédito desejado, e asssim evitar um acordo que pese no bolso mais do que o esperado! 

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Importante: Este conteúdo é informativo e não substitui a necessidade de consultar as normas vigentes e recomendações do Banco Central. Para mais detalhes, acesse o site do Banco Central. 

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