Ações durante a pandemia: entenda o que fizemos aqui no banco BV

Entrevistamos o nosso gerente de Sustentabilidade Tiago Soares para contar os projetos e resultados!

Categoria: Futuro , Sustentabilidade

Categoria: Futuro , Sustentabilidade

O cenário trazido pelo coronavírus gerou desafios a todos, como incertezas e medos naturais e inevitáveis. Contudo, para as famílias mais vulneráveis Brasil afora, os impactos foram ainda maiores. Pensando nisso, nós, do banco BV, investimos em algumas ações durante a pandemia. Elas vieram na intenção de ajudar a zelar pela saúde, bem-estar e serenidade dos brasileiros, em especial, na situação de maior desamparo.

Para contar mais sobre essas ações, entrevistamos Tiago Soares, nosso gerente de Sustentabilidade. Ele falou um pouco sobre as medidas sociais e emergenciais adotadas durante esse período, principalmente aquelas que apoiaram as famílias vulneráveis e a infraestrutura hospitalar do país, e, é claro, os nossos clientes não ficaram de fora dessas iniciativas.

Continue a leitura para saber mais.

Qual foi o cenário percebido?

O passo inicial na captação de informações fundamentais à tomada de decisões foi o monitoramento próximo do avanço da pandemia. Em seguida, buscamos pela compreensão sobre o panorama enfrentado. Alguns dados iniciais sustentaram a nossa tomada de ação. Eram eles:

  • 41% das famílias de baixa renda não conseguiram o auxílio emergencial;
  • 84% delas não tinham contratos formais de trabalho;
  • 84% perceberam aumentos nas despesas em casa.

Com esses dados, elaboramos soluções a fim de cumprir com nosso compromisso de responsabilidade social. Os dados são do Barômetro Covid, da Fundação Getúlio Vargas, Pesquisa Kantar e Fiocruz.

A implementação trouxe bons resultados. Ao todo, mais de 550 mil pessoas foram impactadas.

Quais foram as ações durante a pandemia?

A primeira ação foi garantir a segurança dos nossos colaboradores, com o trabalho remoto adotado em larga escala. E de maneira a atender as necessidades financeiras fundamentais dos clientes, nossos serviços bancários continuaram em funcionamento. E focado na sociedade, destinamos um valor considerável para ajudar e criamos uma campanha de doações. Nesse ponto (que tange ações fora da nossa organização), o Tiago vai explicar no detalhe de como foi esse processo.

Definição dos pilares

Tiago explica: “nosso principal desafio era entender quais as melhores formas de ser relevante, principalmente às pessoas com menos acesso. Nesse momento, escolhemos dois pilares: o apoio às famílias vulneráveis e à infraestrutura hospitalar. A partir disso, todos nossos esforços, ações e planejamentos se direcionaram de modo a apoiar essas duas vertentes”.

Linha de crédito

Para cumprir a proposta, abrimos três frentes de trabalho. Segundo Tiago, “a primeira delas foi uma linha de crédito específica aos produtores de materiais hospitalares nacionais ou que (sendo estrangeiros) operam no Brasil. Nós tínhamos produtores que estavam passando por problemas de fluxo de caixa, por exemplo”.

Ao abrir uma linha de crédito de 50 milhões de reais a preço de custo, facilitamos a compra de matérias-primas e otimizamos as contratações de pessoas e a produção de materiais importantes para a saúde da população.

Doações

Outra de nossas ações durante a pandemia foi a campanha Abrace Uma Causa. Ela contou com um aporte inicial de 30 milhões de reais. “Nós conversamos com nossos projetos parceiros para fazer esse recurso chegar a quem mais precisa e tivemos vários aprendizados nesse processo”, explica Tiago.

Ele ainda complementa: “uma das nossas primeiras ideias era comprar cestas básicas e repassá-las a projetos que as levassem às pessoas. Logo, nesse momento, conversamos com um dos fundadores da CUFA (Central Única das Favelas)”.

O encontro foi decisivo na definição da terceira frente de trabalho. “Ele nos apresentou uma visão simples, mas que não tínhamos enxergado: as pessoas estavam em casa, sem renda, e boa parte dos produtos de cesta básica demanda gás e fogão. Várias dessas pessoas estavam sem gás, especialmente com o preço do botijão disparando”, Tiago reforça.

Com essa informação, decidimos pelo início das parcerias com a Alelo e a Ticket no lugar da compra das cestas básicas. Tiago finaliza: “em vez de dar a refeição, dávamos o recurso no cartão. As pessoas, com esse cartão, podiam comprar o que elas realmente precisavam”.

Campanha de arrecadação

Essa foi a terceira ação. Montamos uma plataforma para doações a partir de 10 reais. Em seguida, criamos o match BV. Com ele, a qualquer doação feita, era aportado o mesmo valor. Portanto, uma doação de 100 reais virava de 200, por exemplo. Tal campanha entrou no começo de abril e se estendeu até o dia 30 de junho, tendo a duração total de 3 meses. Ao todo, ela arrecadou 2,6 milhões de reais.

Quais foram os resultados?

Alguns dados que apoiaram os resultados obtidos pelas nossas ações durante a pandemia incluem, em média:

  • doação de 26 mil kits de higiene a idosos;
  • cerca de 30 mil cartões vale-alimentação entregues, além de 780 cestas básicas;
  • apoio a 44 projetos em território nacional;
  • compra de mais de 3,5 milhões de EPIs (equipamentos de proteção individual);
  • construção de 200 leitos no Hospital de Campanha do Rio de Janeiro.

Para conquistar esses resultados, contamos com diversos parceiros. Entre eles, a Fiocruz cumpriu um papel fundamental no combate aos efeitos do coronavírus. Foi construída uma fábrica de vacinas contra a Covid-19, visando mais autonomia no abastecimento desse item, e nós apoiamos essa causa.

Ações voltadas para os clientes

Além de todas as iniciativas sociais, nossas ações durante a pandemia levaram, inclusive, os nossos clientes em consideração. Prazos de pagamentos e refinanciamentos, por exemplo, foram abertos à negociação.

Uma das formas de renegociação usadas no início da pandemia, foi a extensão do prazo para pagamento de alguns contratos em 60 dias, sem cobrar nenhum juros ou taxas adicionais por isso.

Ainda que as medidas apresentadas sejam relevantes, sabemos que é preciso ir além e que nosso trabalho deve continuar mesmo após a reabertura de todo o comércio, auxiliando na adaptação ao “novo normal”.

O que está sendo pensado para a reabertura do comércio nacional?

Aqui no banco BV, levamos a sustentabilidade muito a sério. Acreditamos na importância desse tema. Por isso, sempre nos preocupamos em ir além e a nossa proposta é manter as pessoas protegidas, mesmo depois da pandemia.

Junto a esses ideais, acataremos todas as recomendações de órgãos oficiais, estabelecendo boas práticas de amparo à saúde dos nossos funcionários e clientes. Além disso, conservaremos, sempre, os canais de comunicação abertos.

Assim, será possível construir, junto aos que confiam no nosso trabalho, um futuro alinhado às necessidades do "novo normal".

Esperamos que nossas ações durante a pandemia tenham ajudado um pouco nos desafios enfrentados pelas famílias que conseguimos impactar. Por fim, reforçamos que compromisso é, sempre, cumprir com nosso papel em termos de responsabilidade social. É nisso que acreditamos.

Se você deseja saber mais sobre as nossas ações de sustentabilidade, siga a nossa conta no Instagram e no LinkedIn, pois sempre compartilhamos as novidades lá.

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