Como funciona o FGTS na visão do consignado e como evitar golpes?

O FGTS no consignado é uma garantia adicional ao empréstimo. Neste artigo, vamos explicar direitinho como isso funciona.

Categoria: Crédito Consignado Privado

O dinheiro do FGTS serve para várias coisas: dar segurança ao trabalhador após uma demissão involuntária, realizar o sonho de comprar a casa própria, ajudar em caso de doença grave etc. Mas você sabia que o saldo da conta também pode ser usado como garantia em um empréstimo? É o caso do FGTS no consignado.

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é tipo uma poupança criada pelo empregador no nome do funcionário e vinculada ao contrato de trabalho. A empresa deve depositar mensalmente 8% do salário bruto do colaborador — sem descontar nada da folha de pagamento ou holerite —, e o dinheiro acumulado nesse fundo serve como apoio ao funcionário em determinadas situações. Amortizar a dívida de um empréstimo consignado em caso de demissão sem justa causa pode ser uma delas.

Tem dúvidas sobre como isso funciona e quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura para entender o que é FGTS no consignado e saber como se proteger contra golpes!

Como funciona o FGTS na visão do consignado?

O empréstimo consignado é aquele em que os descontos são feitos direto na folha de pagamento, sabe? Isso quer dizer que as parcelas do empréstimo são abatidas automaticamente do salário do trabalhador.

Essa modalidade de crédito serve para funcionários públicos, beneficiários do INSS e para quem trabalha com carteira assinada, desde que a empresa privada tenha convênio com o banco que concede o empréstimo.

Por ser uma modalidade de crédito relativamente segura, as taxas são bem mais em conta. Se o trabalhador oferece o FGTS como garantia no consignado privado, as instituições podem baixar ainda mais os juros.

Sabe por que? Quanto mais alto for o risco de calote, mais caro o banco cobra pelo crédito. Os empréstimos com imóvel ou veículo em garantia, por exemplo, têm taxas mais camaradas, porque se você não pagar, o banco pode tomar o bem para quitar a dívida.

A lógica do FGTS no consignado é bem parecida. Com a autorização do cliente, a instituição financeira pode visualizar o saldo do fundo e bloquear uma porcentagem a fim de garantir o pagamento, caso o trabalhador saia da empresa antes de terminar de pagar.

Mas veja bem: no máximo 10% do FGTS pode ser usado para amortizar a dívida. Então, em caso de demissão involuntária, o trabalhador não fica sem dinheiro não, viu? O restante poderá ser sacado para você conseguir manter as despesas de casa até conseguir um trabalho novo.

Além do mais, mesmo com o FGTS como garantia, continua ocorrendo um desconto de até 30% do valor líquido da rescisão. O FGTS só é utilizado se esse valor não for suficiente para quitar a dívida do consignado.

Já a multa rescisória — aqueles 40% extras aplicados ao saldo do FGTS —, essa sim pode ser usada integralmente com o objetivo de abater o saldo devedor. É por causa dessa garantia adicional que os bancos cobram mais barato pelo crédito. Vale lembrar que o BV oferece consignado privado com FGTS em garantia.

Quais são os principais golpes do FGTS?

Na teoria, o FGTS só pode ser sacado pelo titular e em situações específicas como:

  • demissão involuntária;
  • aposentadoria;
  • compra da casa própria e amortização do financiamento habitacional;
  • doenças graves como câncer.

Ainda existe o saque-aniversário que permite a retirada de parte do dinheiro que tem no fundo uma vez ao ano, no mês do aniversário. Se o trabalhador escolher essa modalidade, ele perde o direito de sacar o FGTS quando for mandado embora sem justa causa.

O problema é que os criminosos têm diversas artimanhas para driblar as regras e se apossar do que não é deles, não é mesmo? É por isso que é comum a pessoa que tem direito a retirar o fundo ir sacar o dinheiro e descobrir que ele já foi tirado por outra pessoa.

E como isso é possível? Com roubo de dados. Presencialmente, é necessário apresentar documentos pessoais e até assinar a transação. Se você perdeu seus documentos e bandidos os encontraram, eles podem tentar não só sacar o FGTS em seu nome, mas também fazer empréstimos, financiamentos etc. Muitos golpes ainda envolvem a falsificação desses papéis.

Mas o que mais pega hoje em dia são os golpes pela internet. Quando o Governo anunciou o novo saque do FGTS para amenizar os efeitos negativos da crise causada pela pandemia, por exemplo, os criminosos aproveitaram a oportunidade para enganar pessoas que precisavam muito de dinheiro.

Aí foi uma chuva de mensagens por WhatsApp, SMS, e-mail, além de sites e aplicativos maliciosos para roubar dados. O apelo é sempre algo assim: “saque agora o seu FGTS emergencial” ou coisas do tipo. Aliás, isso também está acontecendo com o cadastro das chaves do Pix.

O cliente vai lá, clica em links maliciosos, fornece dados pessoais em sites falsos — que, geralmente, são bem parecidos com os verdadeiros —, e dá até a senha. Com essas informações em mãos, os criminosos conseguem entrar no aplicativo oficial para limpar a conta e aplicar diversos outros tipos de golpes.

Como se proteger desses golpes?

O dinheiro do FGTS é seu, e independentemente do destino que você pretende dar a ele, é necessário proteger o seu patrimônio. Se você pretende fazer um consignado e oferecer o dinheiro do fundo como garantia, esse cuidado é ainda mais importante. Afinal de contas, o banco verificará o saldo durante a análise de crédito para decidir se é seguro ou não emprestar dinheiro nessas condições.

Portanto, é legal tomar alguns cuidados. Aliás, as dicas que vamos mostrar valem para proteger os seus dados contra golpes do FGTS, empréstimos, cartões de crédito, boletos falsos e diversos outros que podem render prejuízos financeiros. Olha só!

Não clique em links suspeitos

Quando você pede a mudança de senha de algum site ou aplicativo, é comum receber uma mensagem com link para fazer a alteração. No entanto, se você não solicitou nada, não faz sentido receber conteúdos assim, certo? Portanto, desconfie das mensagens com links vindas por e-mail, SMS, WhatsApp.

Vale ainda ficar de olho no remetente para saber se a oferta é verdadeira. Um banco nunca envia mensagens para os clientes pelo Gmail, Yahoo ou Outlook, por exemplo. As mensagens de SMS também não chegam de números de celular comuns com nove dígitos. Então, esses são alguns sinais de alerta.

Se tiver qualquer dúvida sobre a confiabilidade da mensagem, não clique em nada e entre em contato com os canais de comunicação oficiais do banco.

Não forneça a sua senha a terceiros

Banco nenhum pede atualização de dados e senha via e-mail, SMS, WhatsApp ou por telefone. Esse tipo de informação só deve ser inserido no aplicativo ou site oficial na hora de fazer login ou concluir uma transação. Portanto, nunca forneça senhas, informações pessoais e dados de acesso em outros sites ou aplicativos.

As instituições financeiras também não solicitam o código de verificação do WhasApp ou de qualquer outro aplicativo. Logo, nunca compartilhe esse número com terceiros, não importa a justificativa que foi dada para a necessidade desse dado.

Tenha atenção na hora de instalar aplicativos

Evite baixar apps fora das lojas oficiais: Play Store (Android) e Apple Store (iOS). Muitas vezes, aqueles links maliciosos podem redirecionar para páginas com aplicativos falsos que servem só para roubar dados.

Portanto, sempre que for instalar algum app, baixe diretamente da loja do celular e observe as seguintes informações para saber se ele é verdadeiro:

  • desenvolvedor — esse dado fica embaixo do nome do aplicativo. O ideal é que apareça o nome do banco de novo ali;
  • contato do desenvolvedor— apps oficiais do Governo costumam ter endereços de e-mail com final “.gov.br”. Para bancos privados, o final precisa ser com o nome do banco, e não Gmail, Yahoo ou Outlook, como já explicamos ali em cima;
  • avaliações — muitas vezes, os próprios criminosos enchem esse campo com opiniões positivas para enganar os usuários. Mas fique de olho bem aberto. Avaliações contrastantes (apenas 1 e 5 estrelas, por exemplo) podem entregar um app malicioso. 

Usar o FGTS no consignado é uma oportunidade para conseguir crédito com taxas ainda menores. Afinal de contas, o fundo é uma garantia adicional ao banco, pois reduz os riscos de calote. No entanto, para manter esse dinheiro bem guardadinho, é importante proteger os seus dados para não cair em golpes, combinado?

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