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Publicado em

18/08/25 09:00

por

Equipe BV Inspira

Onshore e offshore: saiba mais sobre essas operações!

Globo terrestre de vidro, apoiado em suporte metálico, com um fundo de tela com gráficos financeiros coloridos, que refletem no globo e simbolizam operações onshore e offshore.

Quando alguém escuta falar em onshore e offshore, a primeira imagem que costuma vir à mente é a de empresas abertas em paraísos fiscais, só que o universo de Corporate & Investment Banking também usa esses conceitos para a classificação de operações financeiras feitas dentro ou fora do país.

Em outras palavras, onshore e offshore vão além da estrutura societária: eles moldam a forma de captar recursos, financiar o comércio exterior e gerir riscos de câmbio.

Neste conteúdo, você vai saber as principais características e diferenças entre operações onshore e offshore. Prepare-se para entender onde cada modalidade se encaixa e como beneficiar o seu negócio. 

 

O que são operações onshore e offshore

As operações onshore são aquelas contratadas e liquidadas no mercado doméstico, sob jurisdição brasileira. Podem envolver moeda nacional ou estrangeira, e estão sujeitas à regulamentação local, como a supervisão do Banco Central. 

Já as operações offshore são contratadas fora do país, geralmente em moeda estrangeira — como dólar ou euro).

 

Como elas impactam as operações de trade finance

Trade finance é o guarda-chuva de produtos que sustentam exportações e importações. As operações de trade finance podem ser classificadas como onshore ou offshore, dependendo da jurisdição e da moeda envolvida. No modelo onshore, os recursos vêm de instituições financeiras nacionais, enquanto no offshore, o funding é obtido por meio de bancos estrangeiros.

Produtos como Nota de Crédito de Exportação (NCE) e Adiantamento sobre Operação de Câmbio (AOC) são típicos do onshore, oferecendo crédito em reais para exportadores. No offshore, destacam-se o Financiamento à Importação (FINIMP) e o Pré-Pagamentos de Exportação (PPE), que envolvem contratos internacionais e liquidação via câmbio.

A escolha entre os modelos depende de fatores como custo, prazo, flexibilidade documental e a necessidade de hedge cambial. Ambos são fundamentais para viabilizar operações de comércio exterior com eficiência e segurança. 

 

Principais produtos onshore

Pessoa segurando um tablet exibindo um mapa-múndi com gráficos de dados, sugerindo planejamento de operações onshore e offshore.
Descubra quais são os principais produtos onshore e offshore disponíveis.

 

A seguir, explicamos um pouco mais sobre dois instrumentos recorrentes no mercado corporativo para quem busca crédito em reais, alinhado ao ciclo de exportação. Confira:

 

Nota de Crédito à Exportação (NCE)

A Nota de Crédito à Exportação (NCE) é um financiamento à exportação e às atividades fundamentais e complementares à exportação. Destina-se, sobretudo, a empresas exportadoras, fornecedores de insumos e prestadores de serviços essenciais para exportadores.

Em resumo, o seu funcionamento é assim: a companhia apresenta contratos de venda ao exterior, comprova embarques ou pedidos firmes e, em troca, recebe recursos antecipadamente. O pagamento futuro do comprador estrangeiro servirá de garantia ao banco.

Entre os benefícios dessa operação, podemos mencionar os seguintes: 

 

  • Inaplicabilidade de IOF e Imposto de Renda (IR), desde que haja comprovação exportação;
  • Funding local ou externo; 
  • Inexistência de restrição de prazo. 

 

Além disso, no banco BV, contamos com duas modalidades de NCE, sendo elas: 

 

  • NCE/CCE Exportador (Direta): financiamento em reais ou em moeda estrangeira para a produção e exportação de bens e/ou serviços;
  • NCE/CCE Fornecedor (Indireta): financiamento em reais ou em moeda estrangeira para empresas que fornecem bens e/ou serviços integrantes e fundamentais à exportação. 

 

Adiantamento sobre Operação de Câmbio (AOC)

O Adiantamento sobre Operação de Câmbio (AOC) permite a antecipação, parcial ou total, na fase pré-embarque e pós-embarque, de recursos decorrentes das exportações futuras de mercadorias ou serviços, de clientes exportadores.

O desembolso da operação é efetuado em reais, convertido pela taxa de câmbio do contrato e disponibilizado por meio de crédito na conta corrente ou por meio de transferência bancária.

A liquidação de principal é feita em moeda estrangeira pelo importador ou com recursos da conta exportadora do cliente, diretamente no exterior. Os juros também são pagos pelo exportador, diretamente no canal bancário (local) do banco BV.

O prazo máximo de uma operação de AOC é de até 1.500 (mil e quinhentos) dias, contados da contratação da operação até a efetiva liquidação, independentemente de a fase ser pré ou pós-embarque/prestação de serviço.

As principais vantagens são: 

 

  • Custos mais competitivos em relação aos produtos em moeda local;
  • Benefício fiscal, desde que as exportações sejam comprovadas; 
  • Financiamento de até 100% (cem por cento) do valor da exportação. 

 

Principais produtos offshore

Quando o funding em dólar se mostra mais barato ou quando a empresa quer desalocar o risco cambial do balanço, entram em cena as operações offshore. Veja, a seguir, as principais delas: 

 

Financiamento à Importação (FINIMP)

O Financiamento à Importação (FINIMP) é um financiamento concedido por uma agência externa do banco BV em moeda estrangeira para empresas que precisam adquirir produtos e serviços no exterior.

Com essa solução, o exportador recebe o pagamento à vista e o importador paga a dívida junto à agência externa do banco BV a prazo.

No banco BV, o FINIMP é acompanhado da contratação de garantia bancária internacional para assegurar o pagamento dos valores. Ainda, para neutralizar o risco de variação cambial inerente à transação, a operação pode ser associada a um instrumento de hedge que espelha os fluxos de caixa, trocando dólares para reais (taxa Pré, %CDI ou CDI+). 

 

Pré-Pagamentos de Exportação (PPE)

O Pré-Pagamento de Exportação (PPE) é um financiamento concedido por uma agência externa do banco BV para antecipação de recursos em moeda estrangeira provenientes das exportações futuras do cliente.

Os recursos em moeda estrangeira são disponibilizados pelo banco BV e o ingresso é feito por meio da contratação de câmbio pelo cliente. A liquidação de principal se dá com recursos no exterior, pagos diretamente pelo importador. A dos juros, por sua vez, acontece por meio de fechamento de câmbio pelo cliente para remessa de recursos ao exterior.

Algumas de suas características são

 

  • Não há restrição de valores ou de prazo;
  • Possibilidade de benefício fiscal, desde que as exportações sejam comprovadas; 
  • Custo de financiamento competitivo em relação aos financiamentos locais; 
  • Contrato em português, sob leis brasileiras. 

 

Gestão de riscos em operações onshore e offshore

Assim como em qualquer operação financeira, existem alguns riscos em transações onshore e offshore. Os principais são: 

 

  1. Risco cambial: O risco cambial é a chance de perdas financeiras causadas pela variação no valor de moedas estrangeiras frente ao real. Em trade finance, ele ocorre quando há contratos em dólar, euro ou outras moedas, e o câmbio muda entre a contratação e o pagamento. Isso afeta o custo da operação e o valor a receber ou pagar. Para reduzir esse risco, empresas usam instrumentos de hedge, como contratos futuros e swaps, garantindo maior previsibilidade nos fluxos internacionais.
  2. Risco de taxa de juros: CDI e SOFR podem andar em direções opostas. Swaps e travas de taxa fixa protegem a margem. 

 

Conte com o banco BV para as suas operações financeiras!

Quer explorar soluções sob medida em operações onshore e offshore? Fale agora com o time de especialistas do banco BV e descubra nossos produtos de trade finance que podem turbinar o fluxo de caixa e proteger o seu negócio.

Através do nosso blog você tem acesso às informações atualizadas e relevantes do mercado financeiro. No entanto, as informações aqui apresentadas têm como única intenção o caráter informativo, estando baseadas em dados de conhecimento público, não significando, portanto, quaisquer compromissos por parte do banco BV e não constituem uma obrigação ou um dever para o leitor. O conteúdo disponibilizado é elaborado por terceiros e publicado pelo banco BV. O banco BV e suas empresas coligadas se eximem de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material e de seu conteúdo. O banco BV nunca solicita o envio da sua senha. Nós não pedimos depósitos antecipados para liberação de crédito.

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