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Equipe BV Economia
Cenário BV | Aguardando mais informações
12:29:38 - São Paulo, 15 de outubro de 2026
Em um contexto de aversão a risco global e vulnerabilidade fiscal doméstica, a imprevisibilidade política sugere cautela para mudar projeções.
Quadro global mostra risco crescente. A continuidade das incertezas geopolíticas e a sobreposição de choques globais têm explicado a reação dos principais bancos centrais. A taxa básica de juros vem subindo na Ásia, Europa e Estados Unidos e sustentam um quadro que, historicamente, não favorece os mercados emergentes. Reforça este movimento o endividamento público das economias desenvolvidas: o desequilíbrio no mercado de títulos intensifica a pressão sobre o custo de capital e eleva as preocupações com o setor de tecnologia.
Situação fiscal torna economia vulnerável. Diante deste cenário de maior aversão a risco, os temas locais ganham destaque. No momento, a trajetória de aumento da dívida pública expõe a economia a choques e eleva as dúvidas sobre o mercado cambial. Junto com a questão climática, o espaço para a continuidade de redução da taxa de juros se reduz e agrava as condições de crédito. O desenvolvimento deste cenário não tem sido positivo com a expansão fiscal observada no ciclo eleitoral, elevando o desafio de ajuste e reduzindo sua credibilidade.
Dúvidas sobre os ajustes locais. A boa notícia é que as principais candidaturas têm indicado disposição em corrigir os rumos das contas públicas, mesmo diante de um quadro eleitoral bastante competitivo. O que não é claro é a intensidade e suficiência deste ajuste.
Incertezas não apoiam mudanças nas projeções. Diante da baixa previsibilidade do cenário político, a opção continua sendo por aguardar mais informações. Embora haja um viés positivo para algumas projeções, a opção foi por manter a estimativa de câmbio em R$ 5,20 e R$ 5,30. Para o IPCA, os números para este ano e o próximo são de 5,0% e 4,3%. Estes números são compatíveis com as projeções atuais da Selic: 13,75% ao final deste ano e 11,0% no próximo ano. O PIB pode mostrar variação de 1,9% neste ano e 1,5% em 2027.


