Você sabe como funciona uma API? A gente te explica

O cadastro feito pela rede social, o saldo da conta corrente na tela do celular ou o pagamento em poucos cliques no aplicativo de delivery.

Categoria: Open Banking

Categoria: Open Banking

O cadastro feito pela rede social, o saldo da conta corrente na tela do celular ou o pagamento em poucos cliques no aplicativo de delivery: vivemos em uma arquitetura digital que só é possível, como a conhecemos, graças à Application Programming Interface, mais conhecida pela sigla API. Mas, afinal, o que é e como funciona uma API? E, mais, o que ela tem a ver com a revolução no sistema financeiro brasileiro protagonizado pelo Open Banking?
Quer entender como a API faz parte do mundo em que vivemos e o que vem a seguir? É só continuar na leitura.

O QUE É E COMO FUNCIONA UMA API?

Se quisermos fugir dos termos técnicos, podemos dizer que uma API é a ponte entre duas aplicações (que podem ser um aplicativo e um banco de dados; dois softwares; um sistema operacional e um site ou qualquer outra combinação).
Em outras palavras: uma API é um protocolo ou um conjunto de padrões e rotinas, que permite que uma aplicação tenha acesso a partes de uma outra.
A aplicação "A", por meio da API, vai até a aplicação "B" e busca uma informação.
Pense no Google Maps, por exemplo, e em como é comum vê-lo espalhado por todo tipo de site. Isso é possível graças ao fato da Google abrir seus códigos (conjuntos de padrões e rotinas) para que terceiros possam utilizá-los por meio dessas APIs.
Um outro exemplo ainda mais cotidiano: você baixa um aplicativo qualquer e, ao invés de preencher um cadastro campo a campo, logo você clica na opção de se cadastrar utilizando seu e-mail ou alguma rede social, certo? Como isto é possível? - APIs. Ou então aquele campo em que você sempre digita o seu CEP em sites ou aplicativos de e-commerces e rapidamente recebe o valor do frete: mais uma vez, nossa amiga API.
A lista de exemplos é grande e poderíamos seguir por mais uns bons parágrafos, mas o mais interessante é notar que as APIs fazem um trabalho silencioso, de bastidor, enquanto o que (mais) interessa ao usuário final é o resultado, o que ele vê na interface.
Mas, será que essa troca de informação é seguro? Vamos continuar falando um pouco mais sobre como funciona uma API.

COMO FUNCIONA UMA API DO PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA?

Quando falamos, nos exemplos acima, de redes sociais ou do serviço de mapas do Google, estamos citando APIs abertas e que lidam com um baixo nível de sensibilidade nas suas informações.
Porém, quando o assunto são sistemas de gestão de clientes, gestão de empresas, de serviços bancários ou de uma instituição financeira, como nós do banco BV, as coisas mudam um pouco de figura e muitas das informações contidas dentro de sistemas e bancos de dados precisam circular com a máxima segurança.
É exatamente neste ponto — segurança — que as APIs ganham ainda mais importância. Quando uma operadora de cartão de crédito, por exemplo, cria uma API para sites ou aplicativos de e-commerces, ela consegue escolher exatamente quais informações poderão ser acessadas por aquela API. Ou seja, um acesso limitado e seguro ao mínimo necessário de informações apenas para que o pagamento seja realizado.
Em termos práticos, toda forma de aplicação moderna trabalha com um grande número de APIs e são elas que permitem a integração com quaisquer outras aplicações, sejam elas de terceiros ou internas, criando uma arquitetura de programação. O funcionamento, no dia a dia, é uma ponta fazendo uma solicitação e a outra oferecendo, ou não, uma resposta.

COMO FUNCIONA A API DO OPEN BANKING?

A essa altura é possível que você já tenha esbarrado com notícias sobre a chegada do Open Banking ao sistema bancário brasileiro. O Open Banking é a implementação de um modelo de sistema financeiro mais aberto e já é uma realidade em alguns lugares do mundo, por exemplo, no Reino Unido. Por aqui, ele já está aprovado tanto pelo Banco Central (Bacen) quanto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e não é opcional a aderência das instituições financeiras dos segmentos S1 e S2 (porte igual ou superior a 1% do PIB brasileiro e categoria na qual nos encaixamos).
Feitas as introduções, você pode estar pensando no que isso muda na vida de um cliente de um banco, e o que isso tudo tem a ver com o funcionamento de uma API. Por isso, vamos por partes.
A ideia, segundo o próprio Bacen, é alinhar o sistema bancário à Lei Geral de Proteção de Dados (que deve entrar em vigor ainda em 2020). Em termos simples, o Open Banking vem para garantir que os clientes saibam quais informações os bancos e instituições financeiras possuem sobre ele.
Se o cliente decidir trocar de uma instituição para outra, ou adquirir um produto financeiro qualquer de uma empresa pela primeira vez, passa a ser possível o acesso menos burocrático das informações, como dados, histórico e perfil.
Na prática, a ideia é que seja possível que uma empresa acesse o histórico de uma pessoa (sendo cliente ou não, mas com o consentimento dela) para realizar uma análise de crédito ou perfil, por exemplo. Ou, então, essa pessoa autorizar que seu app favorito de gestão financeira tenha acesso a toda sua rede de relações bancárias e atualize informações automaticamente. Isso possibilitará um sistema financeiro mais democrático e aberto para novas possibilidades de mercado.
E as APIs? São elas que vão tornar tudo issotecnicamente viável e seguro. Para ter uma quantidade tão grande de empresas e instituições públicas trocando informações de maneira flexível e protegida, é preciso que seus respectivos bancos de dados conversem na mesma língua — é aí que entram as APIs. Basicamente, são elas as responsáveis por criar as tais pontes e estabelecer os padrões entre todos esses sistemas.
É importante notar que esse modelo já está em funcionamento no Reino Unido desde de 2018 e foi, em 2019, implementado na Austrália. Ainda que o Brasil não seja o pioneiro, é inegável que o sistema financeiro brasileiro está se colocando na linha de frente dessa transformação.
Aqui no banco BV já temos uma estrutura tecnológica focada para entregar uma API robusta, flexível e segura, pois acreditamos que essa liberdade de dados pode tornar a vida financeira das pessoas e empresas mais leve.
O mais importante é entender como funciona uma API e como ela já está presente em nosso dia a dia, pois isso faz parte do futuro que estamos construindo.
E se você gostou deste conteúdo e quer ficar por dentro de tudo que acontece aqui no banco BV, não deixe de nos seguir nas nossas redes sociais: LinkedInFacebook e Instagram.

Atendimento BV

Este site usa cookies e outras tecnologias semelhantes de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade, o que pode acarretar no tratamento de dados pessoais. Ao continuar navegando, você declara estar ciente dessas condições.