Na prática: entenda como usar o Open Banking na sua empresa

A inovação tecnológica levou os serviços financeiros a um outro patamar de qualidade e presença na vida das pessoas. Entenda como o Open Banking potencializa ainda mais essa realidade!

Categoria: Open Banking

Categoria: Open Banking

Entre os avanços que a transformação digital impulsionou nos últimos anos, o Open Banking se destaca pelos benefícios que traz para as empresas e principalmente para as pessoas. Agora, essa tecnologia tão aguardada chega ao Brasil em 2021 para revolucionar os serviços financeiros. Mas, afinal, você já sabe como isso funciona e de que forma sua empresa pode tirar proveito das novas oportunidades?

Para responder a essas e outras questões, criamos este conteúdo especial em parceria com um especialista no assunto. Fabrício Violin é o gerente do nosso BV Open, uma das primeiras iniciativas de Open Banking no Brasil, e traz a seguir uma série de dicas sobre como esse serviço pode mudar radicalmente nossas relações com os serviços financeiros. Confira!

O que é Open Banking?

O conceito de Open Banking, cuja tradução literal seria banco aberto, se refere a uma mudança de fundamento na prestação de serviços financeiros: o cliente passa a ter o controle sobre os seus dados e com quem deseja compartilhá-lo.

Fabrício Violin explica que "no fim do dia, o cliente de uma instituição financeira poderá compartilhar dados de suas movimentações financeiras (transferências, pagamentos e compras), dados cadastrais (nome, endereço, contatos) e dados de produtos contratados (empréstimos, financiamentos e investimentos)".

Níveis de segurança

A primeira preocupação que surge com o Open Banking é a segurança. Como evitar que os dados de clientes caiam nas mãos erradas?

Para resolver esse problema, foram adotadas as mais modernas soluções de segurança para evitar o acesso indevido aos seus dados bancários. A título de exemplo, seus dados serão transmitidos de uma instituição para a outra de forma criptografada e, por isso, dificilmente poderão ser roubados.

Adicionalmente, Fabrício destaca "O consumo dessas APIs será monitorado. Assim como sua fatura do cartão é monitorada, o banco olha a fatura do seu cartão e te liga falando 'olha, essa compra aqui está muito estranha', o mesmo vai acontecer com a API. 'Olha, tem essa instituição aqui que está constantemente consumindo seus dados. É isso mesmo?'".

O banco pode suspender o acesso ou manter a autorização, de acordo com o consentimento do cliente. É importante ressaltar que o consentimento estará aderente à Lei Geral de Proteção de Dados.

Vejamos, então, que novidades chegam para os clientes.

Quais são os benefícios para os usuários finais?

Fabrício faz um paralelo interessante com a história da indústria telefônica, quando as empresas de telecomunicações deixaram de ter o controle total sobre o número do celular das pessoas. Nessa transição, a portabilidade passou a ser um direito do usuário, algo que se mantém até hoje: basta solicitar a uma nova operadora e seu número será transferido para ela.

Agora, algo similar poderá ser feito com os serviços financeiros. "Hoje, um comportamento observado no consumidor brasileiro é a concentração de serviços financeiros em uma única instituição: conta, cartão, seguro, financiamento etc. Com o Open Banking, o cliente passa a ter a sua disposição ferramentas de comparação de serviços financeiros. Assim, é esperado que o brasileiro desenvolva o hábito de comparar, aprimore sua educação financeira e contrate produtos de diferentes instituições”. Por que ele vai buscar outra instituição? Ou porque o serviço é melhor, ou porque é mais barato", explica Fabrício.

Quer solicitar um cartão em outro banco? Basta compartilhar os seus dados, e o banco poderá fazer a análise de crédito com base em todo o seu histórico em outras instituições. O limite do novo cartão provavelmente será maior do que um cartão solicitado por meios tradicionais.

Como isso beneficia as empresas?

Uma das grandes motivações do Banco Central com a iniciativa do Open Banking é promover a competição e a inovação no sistema financeiro nacional.

Fabrício destaca que “nós do banco BV somos pioneiros na oferta de serviços via APIs, que permitem aos nossos parceiros ofertar serviços financeiros aos seus clientes sem a complexidade de se tornar um banco. A padronização promovida pelo open banking potencializa essa dinâmica de parcerias.”

Do ponto de vista das Fintechs, o acesso facilitado aos dados dos clientes é um terreno fértil para o desenvolvimento de experiências e serviços inovadores. “Através de parcerias, Fintechs podem levar seus serviços aos clientes de grandes instituições financeiras em uma relação benéfica para todas as partes.”

Já na perspectiva das pequenas e médias empresas, o gerente do BV Open destaca que é esperado que elas se beneficiem em ao menos três situações:

- Redução de taxas e tarifas praticadas no mercado em função do aumento da competição

- Formas de pagamento mais eficientes e de menor custo que eliminam intermediários

- Aumento da segurança em transações através de novos métodos de verificação de identidade

Quais serviços o usuário poderá acessar?

A iniciativa do Open Banking no Brasil é mais abrangente que em qualquer outra região e será implantada em fases. Conforme o avanço de cada fase, novas experiências e serviços estarão à disposição do cliente, como você pode ver a seguir.

Fase 1: dados de produtos e serviços

Em vigor desde 1º de fevereiro, permite o surgimento de comparadores de serviços financeiros, tornando mais fácil comparar taxas e tarifas praticados no mercado.

Fase 2: dados cadastrais, saldo e extrato de movimentações

Já na fase 2, o acesso aos dados cadastrais e às movimentações financeiras de um cliente permitirá que instituições financeiras reconheçam um bom pagador mesmo não sendo seu correntista, permitindo oferecer taxas de juros mais competitivas, por exemplo. Outra aplicação que merece destaque nessa fase são os gerenciadores financeiros, serviços que ajudam o cliente a controlar seus gastos e dão dicas de como economizar ou até mesmo investir.

Fase 3: pagamentos e crédito

A fase 3 implementa dois serviços bem distintos:

- Iniciação de pagamentos: permitirá que clientes façam uma transferência ou paguem uma conta através de um aplicativo de mensagens ou um e-commerce, sem precisar acessar o aplicativo de seu banco.

- Encaminhamento de propostas de crédito: APIs facilitarão o desenvolvimento de marketplaces de crédito, serviços que permitem simular crédito em diferentes instituições simultaneamente, e contrate a que melhor atender suas necessidades.

Fase 4: PREVIDÊNCIA, SEGUROS E INVESTIMENTOS

O portfólio tende a crescer cada vez mais, conforme novas soluções são desenvolvidas com base nos dados disponíveis. Alguns exemplos são os marketplaces de investimentos, seguros e previdência personalizados .

 

EVOLUÇÕES FUTURAS

As fases acima não cobrem todo o portfólio de serviços financeiros do mercado brasileiro. Dessa forma, é esperado que mais fases do Open Banking sejam anunciadas no futuro, bem como a evolução das APIs das fases previstas acima, conforme o amadurecimento do mercado revele novas oportunidades.

Como você pode ver, uma grande revolução está chegando com o Open Banking. Vale a pena ficar de olho nas novidades e conhecer os produtos oferecidos por quem já é referência em serviços de API!

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