Publicado em por Equipe BV Inspira

5 estratégias para reduzir o custo de energia da empresa

Tempo de leitura: 12 min

5 estratégias para reduzir o custo de energia da empresa

Principais lições deste artigo

  • A energia elétrica subiu 12,31% em 2025, quase três vezes o IPCA do ano, e a tendência para 2026 é de nova alta acima da inflação.

  • Revisar o contrato de demanda é uma das formas mais diretas de reduzir a conta para empresas do Grupo A, aquelas atendidas em média ou alta tensão.

  • Medidas de eficiência, como a troca por iluminação LED, reduzem o consumo sem exigir grandes investimentos.

  • Migrar para o mercado livre de energia pode gerar economia, mas exige análise cuidadosa do perfil de consumo e dos riscos contratuais.

  • Gerar a própria energia com um sistema fotovoltaico é a estratégia de maior impacto estrutural, e o financiamento pode ser uma alternativa para quem não quer desembolsar tudo de uma vez.

Controlar o gasto com energia virou um ponto central no dia a dia de muitas empresas. A conta de luz pesa no caixa e afeta desde pequenos comércios até indústrias, escolas, clínicas e propriedades rurais. Em muitos casos, o valor mensal subiu sem que a empresa tenha mudado tanto a rotina de consumo.

Nesse cenário, faz diferença entender quais caminhos podem ajudar a reduzir esse custo. Algumas medidas envolvem apenas ajustes de contrato e de hábitos. Outras exigem decisões mais estruturais, como migrar de ambiente de contratação ou investir em geração própria de energia.

Nas próximas seções, mostramos cinco estratégias práticas que podem ajudar a diminuir o peso da conta de luz em 2026. A ideia é apresentar opções que podem ser avaliadas em conjunto, sempre com atenção ao perfil de consumo e à realidade financeira de cada negócio.

Estratégia 1: revisar a tarifa e o contrato de demanda

Revisar a tarifa e o contrato de demanda pode reduzir a conta de luz de forma direta, principalmente para empresas do Grupo A. Muitas empresas seguem com o mesmo contrato por anos e pagam por uma estrutura que já não combina com o uso atual.

Empresas atendidas em média ou alta tensão, a partir de 2,3 kV, pertencem ao Grupo A. Para esse grupo, existem duas modalidades principais. A Tarifa Horária Azul diferencia o preço da energia e da demanda entre horário de ponta e fora de ponta. A Tarifa Horária Verde tem demanda única, mas tarifas de consumo diferentes por horário. Empresas menores, atendidas em baixa tensão, estão no Grupo B e podem ter acesso à Tarifa Branca, que varia o preço da energia conforme o horário do dia.

Para consumidores do Grupo A, a demanda contratada, que é o limite de potência reservado junto à distribuidora, pode representar de 30% a 50% da conta de energia. Um único pico de consumo pode encarecer toda a fatura do mês. Por isso, revisar se a demanda contratada está adequada ao uso real da empresa costuma ter grande potencial de redução de custo.

Quando a empresa contrata mais potência do que usa, paga por capacidade ociosa. Quando ultrapassa o limite contratado, paga multa. O ideal é alinhar a contratação ao perfil real de consumo, com uma margem de segurança razoável. Organizar a operação para deslocar cargas pesadas para fora do horário de ponta, quando a tarifa é mais cara, também ajuda a reduzir o impacto na fatura.

Estratégia 2: investir em eficiência energética e mudança de hábitos

Olhar para o uso diário de energia dentro da empresa costuma ser um passo simples e de baixo custo. Pequenas mudanças no uso dos equipamentos podem reduzir o consumo de forma consistente ao longo do tempo.

Algumas ações práticas:

  • Trocar a iluminação por LED, que pode consumir bem menos energia do que lâmpadas convencionais.

  • Manter os equipamentos com manutenção em dia, porque máquinas desreguladas tendem a consumir mais energia do que o necessário.

  • Ajustar o uso do ar-condicionado, evitando temperaturas muito baixas e mantendo filtros limpos.

  • Desligar equipamentos fora do horário de operação, como computadores, aparelhos de ar-condicionado e iluminação de áreas vazias.

  • Espalhar o uso de cargas pesadas ao longo do dia, evitando ligar tudo ao mesmo tempo, principalmente no horário de ponta.

Essas medidas não resolvem sozinhas o problema estrutural da conta de luz. Mesmo assim, reduzem o consumo e criam uma base mais eficiente para qualquer outra estratégia que a empresa queira adotar.

Estratégia 3: avaliar a migração para o mercado livre de energia

A migração para o mercado livre de energia pode reduzir custos para alguns perfis de empresa. Nesse ambiente, a empresa escolhe de quem compra eletricidade e negocia diretamente preço, prazo e tipo de fonte. No mercado regulado, a tarifa é definida pela distribuidora local, sem possibilidade de negociação.

Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre, independentemente do volume de consumo, e já são mais de 90 mil empresas e pessoas físicas nesse ambiente, segundo a CCEE. A migração não exige mudança na infraestrutura elétrica. A distribuidora continua entregando a energia fisicamente. O que muda é o fornecedor da energia em si.

Além disso, a Sondagem Especial Indústria e Energia 2026 da CNI, realizada com 1.498 indústrias, mostrou que 41% delas migraram para o mercado livre desde 2024, e 73% das que migraram notaram redução de custos.

A migração, porém, não combina com todo perfil de empresa. Contratos de curto prazo ficam mais expostos à variação do PLD, que é o Preço de Liquidação das Diferenças, valor usado para liquidar diferenças entre o que foi contratado e o que foi consumido. Esse preço pode subir em períodos de seca severa. Antes de migrar, vale analisar o perfil de consumo, o prazo do contrato e os custos envolvidos no processo, de preferência com apoio técnico especializado.

Estratégia 4: gerar a própria energia com um sistema fotovoltaico

Instalar um sistema fotovoltaico pode reduzir de forma relevante o custo de energia no longo prazo. Um sistema fotovoltaico é o conjunto de painéis solares e equipamentos que transforma a luz do sol em eletricidade para uso na empresa.

Vista aérea de um telhado totalmente coberto por painéis solares fotovoltaicos.
Do dimensionamento à instalação, o projeto é do integrador parceiro; o crédito é do banco BV. Financiamento de até 100% para casa, negócio ou condomínio, com a solidez de um banco de mais de 38 anos — crédito para suas conquistas.

O funcionamento é simples. Os painéis geram energia durante o dia. A energia usada no mesmo momento da geração não passa pela rede da distribuidora. O excedente vai para a rede e vira crédito de energia. Esses créditos podem ser usados para abater o consumo em outros momentos, como à noite ou em dias de menor geração.

A economia pode ser alta, mas o percentual depende de quanto a empresa consome durante o horário em que o sistema está gerando. Empresas que operam principalmente durante o dia, como comércios, clínicas, escolas e indústrias, costumam aproveitar melhor a geração, porque usam a energia no momento em que ela é produzida. Essa energia não passa pela rede e não sofre cobrança adicional.

Para indústria, comércio, escola, universidade, clínica ou propriedade rural, a conta de energia virou uma das maiores linhas de custo. Um projeto solar completo aparece como solução, apoiado pelo Financiamento Solar BV.
Para indústria, comércio, escola, universidade, clínica ou propriedade rural, a conta de energia virou uma das maiores linhas de custo. Um projeto solar completo aparece como solução, apoiado pelo Financiamento Solar BV.

Um ponto importante para 2026 é o Fio B, que é a parte da tarifa de distribuição cobrada sobre a energia que o sistema injeta na rede. Para sistemas novos, o consumidor paga 60% do Fio B sobre essa energia em 2026, conforme o Canal Solar em janeiro de 2026. Esse percentual incide apenas sobre a energia que vai para a rede e volta como crédito. Ele não incide sobre a energia consumida diretamente no momento da geração. Em 2027, esse percentual sobe para 75%, o que reforça a vantagem de avaliar o projeto com atenção ainda neste momento.

O sistema fotovoltaico tem vida útil de 25 a 30 anos, segundo o Canal Solar em janeiro de 2025. Isso significa muitos anos de geração própria depois de qualquer financiamento ter sido quitado.

Estratégia 5: usar financiamento para não desembolsar tudo de uma vez

O valor inicial do projeto costuma ser o principal obstáculo para instalar um sistema fotovoltaico. Para empresas que não querem ou não podem usar o caixa de uma vez só, o financiamento pode ser uma alternativa para viabilizar o projeto.

As parcelas são fixas, definidas no momento da contratação, o que facilita o planejamento financeiro. O financiamento pode cobrir o projeto completo, incluindo o sistema fotovoltaico, o inversor solar e a instalação. O inversor solar é o equipamento que converte a energia gerada pelos painéis na corrente que os aparelhos usam. Tudo isso depende da análise do perfil de crédito.

O Financiamento Solar BV é a solução de crédito do banco BV para quem quer gerar a própria energia, financiando o projeto solar completo.
O Financiamento Solar BV é a solução de crédito do banco BV para quem quer gerar a própria energia, financiando o projeto solar completo.

Indústria, comércio, escola, clínica e propriedade rural, inclusive para sistemas de irrigação, podem estar dentro do escopo do Financiamento Solar BV. Nós somos o banco mais lembrado pelos integradores de energia solar, de acordo com a pesquisa Greener de março de 2026, e ocupamos o primeiro lugar no ranking de financiamento de projetos de geração distribuída solar pela décima edição consecutiva do estudo.

Essa diferença entre um gasto com prazo definido e uma despesa que se repete todos os meses é um dos argumentos para considerar o financiamento. O financiamento tem prazo definido, enquanto a conta de luz continua chegando mês a mês.

Energia é insumo, e todo real economizado nela pode voltar para o negócio. O Financiamento Solar BV pode ajudar a viabilizar o projeto solar sem concentrar todo o pagamento de uma vez. Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar.

Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar.

Sujeito a análise. Consulte condições.

Conclusão: como combinar as estratégias para reduzir o custo de energia

As cinco estratégias formam um caminho que pode ser construído por etapas. A empresa pode começar pela revisão contratual e pelas mudanças de hábito. Em seguida, pode avaliar a migração para o mercado livre e, por fim, estudar a geração própria com sistema fotovoltaico.

Como vimos, o Fio B está em trajetória de alta, e as projeções apontam para novas elevações nas tarifas de energia. Esse cenário torna a discussão sobre custo de energia ainda mais relevante para o planejamento das empresas.

A geração própria com sistema fotovoltaico tende a ser a medida de maior impacto estrutural. O financiamento pode ajudar a viabilizar essa decisão sem concentrar o desembolso em um único momento, sempre sujeito à análise de crédito e às condições de cada contrato.

O Financiamento Solar BV pode ajudar a viabilizar o projeto de energia solar da sua empresa. Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar e conte com o banco BV como parceiro financeiro nessa decisão.

Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar.

Sujeito a análise. Consulte condições. De acordo com a pesquisa Greener, março de 2026.

Perguntas frequentes

Minha empresa pode financiar energia solar?

Em geral, sim. Indústria, comércio, escola, clínica e propriedade rural, inclusive para sistemas de irrigação, podem estar dentro do escopo do Financiamento Solar BV. Toda contratação está sujeita à análise e aprovação conforme os critérios e políticas internas do banco BV.

Vale a pena migrar para o mercado livre de energia?

A decisão depende do perfil de consumo e do contrato. Empresas do Grupo A, atendidas em média ou alta tensão, podem migrar desde janeiro de 2024. A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026 da CNI mostrou que 73% das indústrias que migraram notaram redução de custos. Mesmo assim, é importante avaliar o volume de consumo, o prazo do contrato e os riscos de variação de preço no mercado de curto prazo antes de tomar a decisão.

Como funciona o Fio B em 2026?

O Fio B é a parte da tarifa de distribuição cobrada sobre a energia que o sistema fotovoltaico injeta na rede elétrica. Para sistemas novos, em 2026 o consumidor paga 60% do Fio B sobre essa energia. O percentual sobe para 75% em 2027 e 90% em 2028, conforme a Lei 14.300/2022. O Fio B não incide sobre a energia gerada e consumida no mesmo momento, ou seja, sobre o que a empresa usa diretamente durante o horário de geração.

A conta de luz zera com energia solar?

A conta de luz continua chegando com o valor mínimo de disponibilidade, que é a cobrança feita pela distribuidora pelo custo de manter a empresa conectada à rede. O sistema fotovoltaico reduz de forma significativa a parcela de consumo. A economia pode ser alta, dependendo do quanto a empresa consome durante o horário em que o sistema está gerando.

O banco BV instala as placas solares?

O banco BV atua como agente financeiro da operação. O projeto, os equipamentos, a entrega e a instalação são de responsabilidade do integrador, distribuidor ou instalador escolhido pelo cliente. O que fazemos é oferecer o financiamento, quando aprovado, e acompanhar a formalização do contrato. O papel de cada parte é claro. Nós cuidamos do crédito, e o integrador cuida da execução.


Esta página tem como objetivo compartilhar conteúdos sobre temas do mercado financeiro para estimular práticas conscientes relacionadas a produtos e serviços de crédito. O material publicado é meramente informativo, não constitui recomendação, orientação técnica ou garantia de resultados. Os textos são elaborados por empresa parceira. O banco BV e suas empresas coligadas não se responsabilizam por prejuízos decorrentes da utilização deste conteúdo como referência para tomada de decisão e/ou outros fins.

Qualquer produto ou serviço do banco BV está sujeito à análise e aprovação conforme critérios e políticas internas. O banco BV não se responsabiliza por prazo de entrega, qualidade, adequação, quantidade, vícios, instalação e/ou troca da placa solar, sendo de inteira responsabilidade do instalador/fornecedor escolhido por você. Use o crédito de forma consciente: antes de contratá-lo, consulte os valores que compõem o Custo Efetivo Total (CET), como juros, tributos, tarifas e outras despesas financiadas, e avalie se o valor das parcelas cabe no seu bolso.

O banco BV nunca solicita senhas e nunca pede qualquer tipo de depósito ou dinheiro adiantado para liberação de crédito.


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