Principais lições deste artigo
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A energia elétrica subiu 12,31% em 2025, quase três vezes o IPCA do ano, e a tendência para 2026 é de nova alta acima da inflação.
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Revisar o contrato de demanda é uma das formas mais diretas de reduzir a conta para empresas do Grupo A, aquelas atendidas em média ou alta tensão.
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Medidas de eficiência, como a troca por iluminação LED, reduzem o consumo sem exigir grandes investimentos.
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Migrar para o mercado livre de energia pode gerar economia, mas exige análise cuidadosa do perfil de consumo e dos riscos contratuais.
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Gerar a própria energia com um sistema fotovoltaico é a estratégia de maior impacto estrutural, e o financiamento pode ser uma alternativa para quem não quer desembolsar tudo de uma vez.
Controlar o gasto com energia virou um ponto central no dia a dia de muitas empresas. A conta de luz pesa no caixa e afeta desde pequenos comércios até indústrias, escolas, clínicas e propriedades rurais. Em muitos casos, o valor mensal subiu sem que a empresa tenha mudado tanto a rotina de consumo.
Nesse cenário, faz diferença entender quais caminhos podem ajudar a reduzir esse custo. Algumas medidas envolvem apenas ajustes de contrato e de hábitos. Outras exigem decisões mais estruturais, como migrar de ambiente de contratação ou investir em geração própria de energia.
Nas próximas seções, mostramos cinco estratégias práticas que podem ajudar a diminuir o peso da conta de luz em 2026. A ideia é apresentar opções que podem ser avaliadas em conjunto, sempre com atenção ao perfil de consumo e à realidade financeira de cada negócio.
Estratégia 1: revisar a tarifa e o contrato de demanda
Revisar a tarifa e o contrato de demanda pode reduzir a conta de luz de forma direta, principalmente para empresas do Grupo A. Muitas empresas seguem com o mesmo contrato por anos e pagam por uma estrutura que já não combina com o uso atual.
Empresas atendidas em média ou alta tensão, a partir de 2,3 kV, pertencem ao Grupo A. Para esse grupo, existem duas modalidades principais. A Tarifa Horária Azul diferencia o preço da energia e da demanda entre horário de ponta e fora de ponta. A Tarifa Horária Verde tem demanda única, mas tarifas de consumo diferentes por horário. Empresas menores, atendidas em baixa tensão, estão no Grupo B e podem ter acesso à Tarifa Branca, que varia o preço da energia conforme o horário do dia.
Para consumidores do Grupo A, a demanda contratada, que é o limite de potência reservado junto à distribuidora, pode representar de 30% a 50% da conta de energia. Um único pico de consumo pode encarecer toda a fatura do mês. Por isso, revisar se a demanda contratada está adequada ao uso real da empresa costuma ter grande potencial de redução de custo.
Quando a empresa contrata mais potência do que usa, paga por capacidade ociosa. Quando ultrapassa o limite contratado, paga multa. O ideal é alinhar a contratação ao perfil real de consumo, com uma margem de segurança razoável. Organizar a operação para deslocar cargas pesadas para fora do horário de ponta, quando a tarifa é mais cara, também ajuda a reduzir o impacto na fatura.
Estratégia 2: investir em eficiência energética e mudança de hábitos
Olhar para o uso diário de energia dentro da empresa costuma ser um passo simples e de baixo custo. Pequenas mudanças no uso dos equipamentos podem reduzir o consumo de forma consistente ao longo do tempo.
Algumas ações práticas:
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Trocar a iluminação por LED, que pode consumir bem menos energia do que lâmpadas convencionais.
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Manter os equipamentos com manutenção em dia, porque máquinas desreguladas tendem a consumir mais energia do que o necessário.
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Ajustar o uso do ar-condicionado, evitando temperaturas muito baixas e mantendo filtros limpos.
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Desligar equipamentos fora do horário de operação, como computadores, aparelhos de ar-condicionado e iluminação de áreas vazias.
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Espalhar o uso de cargas pesadas ao longo do dia, evitando ligar tudo ao mesmo tempo, principalmente no horário de ponta.
Essas medidas não resolvem sozinhas o problema estrutural da conta de luz. Mesmo assim, reduzem o consumo e criam uma base mais eficiente para qualquer outra estratégia que a empresa queira adotar.
Estratégia 3: avaliar a migração para o mercado livre de energia
A migração para o mercado livre de energia pode reduzir custos para alguns perfis de empresa. Nesse ambiente, a empresa escolhe de quem compra eletricidade e negocia diretamente preço, prazo e tipo de fonte. No mercado regulado, a tarifa é definida pela distribuidora local, sem possibilidade de negociação.
Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre, independentemente do volume de consumo, e já são mais de 90 mil empresas e pessoas físicas nesse ambiente, segundo a CCEE. A migração não exige mudança na infraestrutura elétrica. A distribuidora continua entregando a energia fisicamente. O que muda é o fornecedor da energia em si.
A migração, porém, não combina com todo perfil de empresa. Contratos de curto prazo ficam mais expostos à variação do PLD, que é o Preço de Liquidação das Diferenças, valor usado para liquidar diferenças entre o que foi contratado e o que foi consumido. Esse preço pode subir em períodos de seca severa. Antes de migrar, vale analisar o perfil de consumo, o prazo do contrato e os custos envolvidos no processo, de preferência com apoio técnico especializado.
Estratégia 4: gerar a própria energia com um sistema fotovoltaico
Instalar um sistema fotovoltaico pode reduzir de forma relevante o custo de energia no longo prazo. Um sistema fotovoltaico é o conjunto de painéis solares e equipamentos que transforma a luz do sol em eletricidade para uso na empresa.

O funcionamento é simples. Os painéis geram energia durante o dia. A energia usada no mesmo momento da geração não passa pela rede da distribuidora. O excedente vai para a rede e vira crédito de energia. Esses créditos podem ser usados para abater o consumo em outros momentos, como à noite ou em dias de menor geração.
A economia pode ser alta, mas o percentual depende de quanto a empresa consome durante o horário em que o sistema está gerando. Empresas que operam principalmente durante o dia, como comércios, clínicas, escolas e indústrias, costumam aproveitar melhor a geração, porque usam a energia no momento em que ela é produzida. Essa energia não passa pela rede e não sofre cobrança adicional.

Um ponto importante para 2026 é o Fio B, que é a parte da tarifa de distribuição cobrada sobre a energia que o sistema injeta na rede. Para sistemas novos, o consumidor paga 60% do Fio B sobre essa energia em 2026, conforme o Canal Solar em janeiro de 2026. Esse percentual incide apenas sobre a energia que vai para a rede e volta como crédito. Ele não incide sobre a energia consumida diretamente no momento da geração. Em 2027, esse percentual sobe para 75%, o que reforça a vantagem de avaliar o projeto com atenção ainda neste momento.
O sistema fotovoltaico tem vida útil de 25 a 30 anos, segundo o Canal Solar em janeiro de 2025. Isso significa muitos anos de geração própria depois de qualquer financiamento ter sido quitado.
Estratégia 5: usar financiamento para não desembolsar tudo de uma vez
O valor inicial do projeto costuma ser o principal obstáculo para instalar um sistema fotovoltaico. Para empresas que não querem ou não podem usar o caixa de uma vez só, o financiamento pode ser uma alternativa para viabilizar o projeto.
As parcelas são fixas, definidas no momento da contratação, o que facilita o planejamento financeiro. O financiamento pode cobrir o projeto completo, incluindo o sistema fotovoltaico, o inversor solar e a instalação. O inversor solar é o equipamento que converte a energia gerada pelos painéis na corrente que os aparelhos usam. Tudo isso depende da análise do perfil de crédito.

Indústria, comércio, escola, clínica e propriedade rural, inclusive para sistemas de irrigação, podem estar dentro do escopo do Financiamento Solar BV. Nós somos o banco mais lembrado pelos integradores de energia solar, de acordo com a pesquisa Greener de março de 2026, e ocupamos o primeiro lugar no ranking de financiamento de projetos de geração distribuída solar pela décima edição consecutiva do estudo.
Essa diferença entre um gasto com prazo definido e uma despesa que se repete todos os meses é um dos argumentos para considerar o financiamento. O financiamento tem prazo definido, enquanto a conta de luz continua chegando mês a mês.
Energia é insumo, e todo real economizado nela pode voltar para o negócio. O Financiamento Solar BV pode ajudar a viabilizar o projeto solar sem concentrar todo o pagamento de uma vez. Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar.
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Sujeito a análise. Consulte condições.
Conclusão: como combinar as estratégias para reduzir o custo de energia
As cinco estratégias formam um caminho que pode ser construído por etapas. A empresa pode começar pela revisão contratual e pelas mudanças de hábito. Em seguida, pode avaliar a migração para o mercado livre e, por fim, estudar a geração própria com sistema fotovoltaico.
Como vimos, o Fio B está em trajetória de alta, e as projeções apontam para novas elevações nas tarifas de energia. Esse cenário torna a discussão sobre custo de energia ainda mais relevante para o planejamento das empresas.
A geração própria com sistema fotovoltaico tende a ser a medida de maior impacto estrutural. O financiamento pode ajudar a viabilizar essa decisão sem concentrar o desembolso em um único momento, sempre sujeito à análise de crédito e às condições de cada contrato.
O Financiamento Solar BV pode ajudar a viabilizar o projeto de energia solar da sua empresa. Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar e conte com o banco BV como parceiro financeiro nessa decisão.
Simule o financiamento para o seu projeto de energia solar.
Sujeito a análise. Consulte condições. De acordo com a pesquisa Greener, março de 2026.
Perguntas frequentes
Minha empresa pode financiar energia solar?
Em geral, sim. Indústria, comércio, escola, clínica e propriedade rural, inclusive para sistemas de irrigação, podem estar dentro do escopo do Financiamento Solar BV. Toda contratação está sujeita à análise e aprovação conforme os critérios e políticas internas do banco BV.
Vale a pena migrar para o mercado livre de energia?
A decisão depende do perfil de consumo e do contrato. Empresas do Grupo A, atendidas em média ou alta tensão, podem migrar desde janeiro de 2024. A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026 da CNI mostrou que 73% das indústrias que migraram notaram redução de custos. Mesmo assim, é importante avaliar o volume de consumo, o prazo do contrato e os riscos de variação de preço no mercado de curto prazo antes de tomar a decisão.
Como funciona o Fio B em 2026?
O Fio B é a parte da tarifa de distribuição cobrada sobre a energia que o sistema fotovoltaico injeta na rede elétrica. Para sistemas novos, em 2026 o consumidor paga 60% do Fio B sobre essa energia. O percentual sobe para 75% em 2027 e 90% em 2028, conforme a Lei 14.300/2022. O Fio B não incide sobre a energia gerada e consumida no mesmo momento, ou seja, sobre o que a empresa usa diretamente durante o horário de geração.
A conta de luz zera com energia solar?
A conta de luz continua chegando com o valor mínimo de disponibilidade, que é a cobrança feita pela distribuidora pelo custo de manter a empresa conectada à rede. O sistema fotovoltaico reduz de forma significativa a parcela de consumo. A economia pode ser alta, dependendo do quanto a empresa consome durante o horário em que o sistema está gerando.
O banco BV instala as placas solares?
O banco BV atua como agente financeiro da operação. O projeto, os equipamentos, a entrega e a instalação são de responsabilidade do integrador, distribuidor ou instalador escolhido pelo cliente. O que fazemos é oferecer o financiamento, quando aprovado, e acompanhar a formalização do contrato. O papel de cada parte é claro. Nós cuidamos do crédito, e o integrador cuida da execução.
Esta página tem como objetivo compartilhar conteúdos sobre temas do mercado financeiro para estimular práticas conscientes relacionadas a produtos e serviços de crédito. O material publicado é meramente informativo, não constitui recomendação, orientação técnica ou garantia de resultados. Os textos são elaborados por empresa parceira. O banco BV e suas empresas coligadas não se responsabilizam por prejuízos decorrentes da utilização deste conteúdo como referência para tomada de decisão e/ou outros fins.
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