A conta de luz não para de subir
A conta de luz residencial vem subindo ano após ano, quase sempre acima da inflação. Em 2025, a energia elétrica foi o item que mais pesou sozinho no IPCA, respondendo por 0,48 ponto percentual, segundo o IBGE. As projeções para 2026 apontam para uma alta adicional em torno de 8%.
Muitas famílias encaram esse aumento como algo inevitável. A energia solar muda essa lógica. Em vez de pagar cada vez mais pela energia comprada da distribuidora, o imóvel passa a gerar parte da própria eletricidade a partir da luz do sol.

Antes de decidir, vale entender como funcionam hoje as regras que impactam a economia com energia solar, em especial o Fio B.
As regras mudaram com a Lei 14.300 e o Fio B
Desde 2023, quem instala um sistema de energia solar em casa convive com uma regra nova chamada Fio B. Esse termo é técnico, mas a ideia é simples. Quando os painéis produzem mais energia do que a casa está usando naquele momento, o excedente vai para a rede elétrica e gera créditos que podem reduzir a conta de luz nos meses seguintes.
O Fio B é uma cobrança que incide sobre essa energia excedente que vai para a rede, não sobre a energia que a casa consome diretamente enquanto os painéis estão gerando. A energia usada na hora, durante o dia, não sofre essa cobrança. Só o que sobra e é injetado na rede é afetado.
A cobrança do Fio B aumenta ano a ano, seguindo o cronograma da Lei 14.300/2022, apresentado pelo Canal Solar em janeiro de 2026:
|
Ano |
Fatia do Fio B sobre energia injetada |
Aplica-se a |
|---|---|---|
|
2023 |
15% |
Sistemas protocolados a partir de 07/01/2023 |
|
2024 |
30% |
Sistemas protocolados a partir de 07/01/2023 |
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2025 |
45% |
Sistemas protocolados a partir de 07/01/2023 |
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2026 |
60% |
Sistemas protocolados a partir de 07/01/2023 |
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2027 |
75% |
Sistemas protocolados a partir de 07/01/2023 |
|
2028 |
90% |
Sistemas protocolados a partir de 07/01/2023 |
Fonte: Canal Solar janeiro de 2026. Sistemas protocolados até 06/01/2023 ficam isentos dessa cobrança até 2045.
Outro ponto importante é o valor mínimo de disponibilidade. A distribuidora continua cobrando esse valor todo mês para manter o imóvel conectado à rede elétrica. Por isso, mesmo com energia solar, a conta de luz não zera.
Energia solar ainda gera economia relevante em 2026
Com o Fio B em 60% sobre a energia injetada em 2026, a economia com energia solar continua existindo, mas passa a depender mais do jeito de usar a energia em casa. O horário de consumo ganha peso na conta.
Quem usa mais energia durante o dia, enquanto os painéis estão gerando, aproveita a eletricidade diretamente, sem passar pela rede. Essa energia não sofre cobrança do Fio B. Já quem consome principalmente à noite injeta mais excedente durante o dia e usa créditos depois, e é sobre esse excedente que o Fio B incide.
Por isso, o perfil de consumo define quanto cada imóvel pode economizar. Na prática, a redução na conta de luz pode ser bastante alta para quem tem um perfil favorável, mas o percentual varia de casa para casa. O resultado real depende da combinação entre horário de consumo, região do país, tarifa da distribuidora local e espaço disponível para instalar os painéis.
O tempo para o sistema se pagar, ou seja, para a economia acumulada igualar o valor investido, varia de cerca de 3 anos em estados como Minas Gerais a 5,5 anos no Amapá, conforme levantamento da Greener publicado pelo Canal Solar. Essa diferença acontece por fatores como irradiação solar, tarifa local e outras condições regionais. Esses números servem como referência de mercado, não como garantia de resultado.
Depois desse período, o sistema continua ajudando a reduzir a conta de luz por muitos anos. A vida útil típica de um sistema fotovoltaico residencial fica entre 25 e 30 anos. O financiamento tem prazo para acabar. A conta de luz não.
Como viabilizar o projeto sem desembolsar tudo de uma vez
O valor inicial do projeto costuma ser o principal obstáculo para quem pensa em colocar energia solar em casa. Muitas pessoas enxergam a economia no longo prazo, mas não querem ou não podem pagar todo o valor de uma só vez.

Nesse cenário, o Financiamento Solar BV pode ser uma alternativa para viabilizar o projeto sem concentrar todo o desembolso em um único momento. O crédito pode ser utilizado para custear a compra e a instalação do sistema, sempre sujeito à análise e aprovação conforme critérios internos.
Nós temos mais de 38 anos de atuação em crédito e usamos dados e tecnologia para analisar o perfil de pagamento de cada pessoa com cuidado. Segundo o Estudo Estratégico de Soluções Energéticas Distribuídas (SED) 2026 da Greener, divulgado em março de 2026 com 9.669 respostas de integradores, nós somos o banco mais lembrado por esses profissionais para financiamento de energia solar. O estudo também aponta o Financiamento Solar BV como primeiro colocado no ranking de financiamento de projetos de geração distribuída solar pela décima edição consecutiva.
Quem quer entender quanto um sistema assim pode custar para a própria casa pode simular os valores de forma rápida. Simule quanto pode custar financiar um sistema para a sua casa e veja uma estimativa de parcelas e prazos disponíveis para o seu projeto.
Perguntas frequentes
Com o Fio B em 2026, energia solar ainda vale a pena?
A energia solar pode continuar fazendo sentido mesmo com o Fio B em 2026. Essa cobrança incide apenas sobre a energia que o sistema injeta na rede elétrica, não sobre a energia que a casa usa diretamente enquanto os painéis estão gerando. Quem consome mais durante o dia tende a aproveitar melhor o sistema e fica menos exposto ao Fio B.
Além disso, a tarifa de energia segue em alta acima da inflação, o que aumenta o peso da economia ao longo do tempo. A redução na conta pode ser significativa, mas o resultado real varia conforme região, horário de consumo e tarifa da distribuidora local.
A conta de luz zera com energia solar?
A conta de luz não zera com energia solar. A distribuidora continua cobrando o valor mínimo de disponibilidade mencionado anteriormente, que é o custo de manter o imóvel conectado à rede elétrica. A energia solar reduz a parte variável da conta, ligada ao consumo, mas não elimina esse custo fixo.
Preciso pagar tudo à vista para instalar energia solar?
Não é obrigatório pagar tudo à vista. O Financiamento Solar BV pode ser uma alternativa para quem prefere não desembolsar o valor total do projeto de uma vez só. As condições dependem da análise do perfil de crédito de cada pessoa e das políticas internas vigentes.
Para ter uma ideia do que pode estar disponível para o seu caso, vale usar o simulador. Conheça as condições do Financiamento Solar BV e avalie como os valores se encaixam no seu orçamento.
A economia começa assim que o sistema é instalado?
O início da geração de energia depende da instalação e dos trâmites com a distribuidora local. Quem cuida dessas etapas é o profissional ou empresa que instala o sistema, não o banco. O Financiamento Solar BV cuida da parte financeira. A entrega e o funcionamento do sistema ficam a cargo do integrador escolhido por você.
Conclusão
A energia solar segue como uma forma concreta de reduzir a conta de luz em 2026. A economia existe, mas varia conforme o horário de consumo, a região, a tarifa local e o tamanho do sistema instalado. O Fio B incide apenas sobre a energia excedente que vai para a rede, não sobre a energia usada diretamente na casa. Ao mesmo tempo, a conta de luz continua subindo acima da inflação, o que torna esse tipo de projeto cada vez mais relevante no longo prazo.
Para quem quer dar esse passo sem desembolsar tudo de uma vez, o Financiamento Solar BV pode ajudar a viabilizar o projeto, sempre sujeito à análise e aprovação de crédito. Descubra se o financiamento cabe no seu orçamento simulando valores, prazos e parcelas para o seu caso.
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