Sinais de alerta para o desequilíbrio financeiro. O que fazer para sair dessa situação?

Sinais de alerta para o desequilíbrio financeiro. O que fazer para sair dessa situação?

Texto:Inez de Oliveira / Revisão: Andy de Santis

O crédito ajuda a realizar sonhos e é uma mão na roda naqueles momentos em que você necessita adquirir um bem, reformar um imóvel, fazer uma viagem ou resolver qualquer imprevisto. Mas quando usado de maneira inadequada, pode levar ao descontrole. Saiba reconhecer os sinais de uso excessivo desse recurso e o que fazer para evitar essa situação.

A luz está vermelha se você:

# Usa o cheque especial como salário. Recorrer todo mês ao cheque especial para pagar as despesas indica um desequilíbrio no orçamento. Vale lembrar que, ao avançar no cheque especial, você precisa devolver o dinheiro acrescido de juros. Essa linha é adequada a emergências, quando você sabe que poderá cobrir a conta dentro de poucos dias.

# Paga sempre o mínimo do cartão. Optar frequentemente pelo pagamento mínimo, usando as opções de financiamento do cartão de crédito, é outro indicador de endividamento. O ideal é usar essa opção em situações esporádicas e excepcionais. 

# Faz créditos até para cobrir as necessidades básicas. Contratar com frequência diferentes linhas de créditos até mesmo para pagar as contas do dia a dia pode indicar que você está tentando manter um padrão de vida incompatível com sua renda. Fique atento!

# Deve mais de 30% do que ganha. A soma de todos os seus créditos e financiamentos, incluindo o cheque especial e cartão, não deve exceder 30% de sua renda mensal líquida, ou seja, do valor que você efetivamente recebe, após os descontos.

# Não consegue fazer sua reserva financeira crescer. Se você tiver uma poupança ou outros investimentos e frequentemente faz resgates para pagar as contas pode comprometer sua tranquilidade futura e impedir que você tenha uma reserva para situações emergenciais, como doença ou desemprego.

O que fazer para evitar ou superar essas situações:

# Organize seu orçamento pessoal e mapeie tudo que deve. Anote todas as suas entradas de dinheiro e todas as suas despesas, sem deixar nada de fora, nem mesmo pequenos gastos do dia a dia, como o cafezinho. Faça, também, uma lista de todos os créditos e financiamentos que você tem contratados, incluindo o valor total da dívida, o quando já pagou, o número de parcelas faltantes e o dinheiro que você precisa ter, mensalmente, para quitar. Busque na internet uma planilha de orçamento pessoal ou um aplicativo para celular, a exemplo do Guia Bolso. Ou invente sua própria maneira de controlar suas finanças.

# Corte gastos. Faça uma varredura em suas despesas e defina metas de redução de gastos para buscar o equilíbrio entre as receitas e despesas. Envolva a família no desafio de evitar compras supérfluas e economizar nas contas de água, luz, supermercado e outras.

# Negocie com seus credores. Se você está inadimplente, faça um plano para pôr as finanças em dia. Com organização e disciplina, é possível reorganizar a vida em função da renda que você possui. Fale com seus credores, negocie prazos, taxas e condições de pagamento e cumpra o que combinar com eles.

# Troque as dívidas mais caras por outras que custam menos. Se está difícil repor o limite do cheque especial ou quitar o total da fatura do cartão, uma opção é contratar um crédito com taxas menores para quitar as dívidas mais altas. Consulte opções como o crédito pessoal, o consignado ou linhas que, por exigirem um bem (carro, imóvel) em garantia, oferecem taxas mais reduzidas.

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