O que é melhor na hora de financiar? Uma entrada maior ou mais parcelas?

O que é melhor na hora de financiar? Uma entrada maior ou mais parcelas?

Texto:Renata Bortoleto / Revisão: Andy de Santis

É muito comum surgirem dúvidas na hora de financiar a compra ou troca de um veículo. O que é mais vantajoso? Esperar acumular uma quantia considerável para a entrada, aliviando, assim, o valor e o número de parcelas ou optar por um financiamento de longo prazo, contando com mais tempo para pagar?

O caminho seguro e tranquilo do planejamento

Antes de comentar as duas opções, vale lembrar que esta compra não deve ser feita por impulso, mesmo quando você pode pagar à vista. Um bem como este precisa lhe trazer tranquilidade e qualidade de vida, não o contrário. Portanto, conheça sua atual condição financeira e faça um planejamento.

Faça uma previsão de todas as contas que precisa pagar, além das parcelas do carro, como água, luz, transporte, alimentação, saúde, educação, etc., e lembre-se que imprevistos acontecem. Guardar um valor maior para dar uma boa entrada pode ajudar você a organizar melhor suas finanças, pois contratos mais curtos reduzem o risco de ser pego de surpresa com mudanças inesperadas ao longo do contrato, como desemprego, problemas de saúde, entre outros.

Quanto maior o número de parcelas, maior será o período de incidência de juros, o que altera (para mais) o valor final do financiamento. E quanto mais rápido você conseguir quitar este compromisso, mais rápido poderá fazer novos planos.

Se você não pode esperar e precisa do carro agora, tudo bem. Que bom que existem produtos financeiros feitos para viabilizar sua compra para momentos que realmente necessita. Porém, mais do que nunca, é preciso fazer contas. Acesse a calculadora do cidadão do Banco Central para fazer simulações de valores de parcelas e taxas de juros que caibam no seu orçamento. E lembre-se que você pode usar outras entradas (como bônus e décimo terceiro salário) para ir saldando seu financiamento.

Para ajudá-lo a decidir, veja algumas situações em que cada opção pode ser mais vantajosa:

Vale a pena aumentar a entrada quando:
- Você não tem tanta urgência e pode esperar um pouco mais para poupar um valor maior;
- Você recebe 13º, bônus e outras rendas extras que podem ser usadas para formar ou complementar o valor da entrada;
- Você tem disciplina para poupar dinheiro;
- Você deseja finalizar rapidamente a aquisição do veículo para liberar o dinheiro para realização de outros planos no médio prazo.

Vale a pena alongar o prazo quando:
- Você tem pressa para adquirir o veículo e não pode esperar o tempo necessário para poupar o suficiente para uma entrada maior;
- Você sente dificuldade ou não tem hábito de poupar dinheiro e precisa de um carnê para ajudá-lo a realizar suas conquistas;
- Você pretende usar o veículo para gerar renda, como táxi ou transporte particular – nesse caso, o valor das parcelas poderá ser abatido do faturamento do seu negócio.

Seja qual for a opção escolhida, lembre-se que um veículo exige uma série de cuidados e custos adicionais que precisam ser calculados antes da compra. Listamos, abaixo, alguns deles, que você deve considerar no seu orçamento:

IPVA: imposto pago anualmente por proprietários de veículos. Seu custo varia entre 1% a 6% do valor do veículo, preço médio estabelecido pela Tabela FIPE.

Seguro: custo anual para proteção do carro - este valor é resultado de uma análise feita pela própria seguradora. Antes de escolher o modelo do veículo, vale a pena pesquisar este custo.

Combustível: Faça uma estimativa de quantos quilômetros rodará no mês (considerando trajeto para trabalho, passeios, viagens...) e multiplique pelo custo do litro do combustível em sua cidade. Se achar mais fácil, pode usar uma calculadora online.

Estacionamentos: dependendo da cidade onde você mora, é importante considerar o custo de estacionamentos. Em grandes cidades, pode ser difícil ou perigoso parar o carro na rua, mesmo para fazer um simples passeio.

Pedágios: se você gosta de fazer viagens curtas aos finais de semana, mapeie os valores dos pedágios e multiplique pelo número de deslocamentos que fará no mês.

Depreciação: leve em conta que a cada ano que passa, o veículo perde, em média,10% do seu valor de venda e gera maior custo de manutenção.

Manutenção e revisões periódicas: troca de óleo, pequenos reparos e revisões periódicas são rotinas fundamentais na utilização do carro. Uma dica é consultar a tabela de preços de revisão no site do fabricante e, depois, cuidar bem do carro para que ele lhe dê o menor custo possível.

Coloque tudo na ponta do lápis e tome uma decisão consciente.

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