Consórcio ou financiamento? O que levar em conta na hora de escolher

Consórcio ou financiamento? O que levar em conta na hora de escolher

Texto:Renata Bortoleto / Revisão: Mariana Menezes

Comprar ou trocar um carro pode ser uma tarefa simples para quem busca informações e faz um bom planejamento. Porém, antes de conhecer os caminhos possíveis para a realização deste projeto, é importante refletir como essa compra se encaixa no seu atual momento de vida.

Ter um carro é uma prioridade para você? Comparando com outras opções de transporte, o automóvel particular é o que melhor atende às suas necessidades? As parcelas para o pagamento do modelo escolhido cabem no seu bolso? E as demais despesas que o carro vai gerar (combustível, seguro, IPVA, estacionamento...), cabem também?

Essas são algumas perguntas que você pode se fazer antes de tomar uma decisão. E se a opção final for pela compra, então é hora de estudar a melhor alternativa para a sua concretização. Para ajudá-lo, compartilhamos com você um rápido comparativo entre os dois principais produtos financeiros disponíveis para esta finalidade: consórcio e financiamento.

CONSÓRCIO

Esta é uma boa opção para quem pode esperar um pouco mais para ter o bem em suas mãos. Se você pensa em trocar de carro, mas não tem pressa, ou quer presentear o filho que fará 18 anos daqui a algum tempo, por exemplo.

Também pode ser uma alternativa para quem não tem como cumprir todas as condições exigidas em um financiamento, como a comprovação da renda mensal.

Como funciona:

O consórcio é um sistema de autofinanciamento em grupo, que funciona mediante sorteios. Ou seja, cada participante paga uma parcela mensal, que vai para uma “poupança coletiva”. Parte desse montante financiará a carta de crédito das pessoas contempladas naquele mês.

Há duas maneiras de ser contemplado:

Por sorteio: mensalmente os cotistas participam de sorteios que definem quem vai receber a carta de crédito.

Por lance: aqueles que não quiserem ou não puderem esperar pelo sorteio, podem tentar adiantar o recebimento do carro dando um lance (um percentual do valor total que você vai receber). O cotista que oferecer o lance mais alto é contemplado. Para isso, portanto, é preciso ter uma parte do valor necessário para pagar o bem. Todos os meses é possível dar novos lances e, assim, aumentar as chances de ser beneficiado mais rapidamente.

Ao ser contemplado, o cotista recebe uma carta de crédito no valor do consórcio que contratou. É com essa carta que ele faz o pagamento do carro ao vendedor. As contribuições mensais são mantidas até que todo o valor esteja quitado.

Quais as vantagens:

A principal vantagem do consórcio é que não há incidência de juros nem IOF, apenas a taxa de administração. Isso significa que o valor total que você vai pagar é muito próximo do valor do bem que será adquirido, parcelado em até 84 meses.

O único reajuste, que acontece anualmente, está atrelado ao aumento do valor do carro. Afinal, com o passar do tempo, o valor dos carros também muda e os cotistas devem preservar seu poder de compra. 

FINANCIAMENTO

Este é o produto mais adequado para quem não pode ou não quer esperar. Se você está entrando numa nova fase de vida – mudou de cidade, arrumou um novo emprego ou acabou de se casar – e ter um carro se tornou uma prioridade importante, o financiamento é uma boa opção.

Como funciona:

A liberação do financiamento está condicionada a uma análise de sua documentação e perfil de renda, com o objetivo de verificar a sua capacidade de pagamento. Caso seja aprovado, você recebe o dinheiro em sua conta corrente.

Quais as vantagens:

A principal vantagem do financiamento é que você começa a usufruir dos benefícios do seu carro novo enquanto quita o pagamento. Com o financiamento, também é possível fazer um planejamento financeiro que vá manter seu orçamento saudável. Aqui vão algumas dicas:

Considere a possibilidade de dar uma boa entrada, seja utilizando uma reserva financeira já formada ou fazendo uma economia antes da contratação do financiamento. Assim, você pode diminuir o valor das parcelas e/ou o tempo para pagar.

Para reduzir o valor pago em juros, use entradas financeiras extras (como férias e 13o salário) para antecipar a quitação de parte da dívida.

Leia também:
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