6 razões para não contratar o consignado em nome de terceiros

6 razões para não contratar o consignado em nome de terceiros

Texto:Andy de Santis / Revisão: Inez de Oliveira

Considerada uma das opções mais econômicas de crédito, o consignado tem conquistado cada vez mais a preferência dos funcionários públicos e de empresas privadas e os beneficiários do INSS. Como nesse tipo de produto as parcelas são debitadas diretamente da folha de pagamento de quem conta com um emprego ou benefícios da Previdência, o risco de inadimplência é mínimo, o que permite às instituições financeiras operarem com taxas de juros muito mais atrativas do que outras modalidades de crédito pessoal.

Por essa razão, é cada vez mais comum ocorrerem casos de consignados feitos em benefício de terceiros, como amigos ou parentes que não tem acesso às mesmas condições de contratação, principalmente por aposentados e servidores públicos. Na vontade de ajudar, essa prática pode acabar prejudicando a todos os envolvidos. Veja porquê:

1. Imprevistos acontecem: O consignado pode ter prazos mais longos do que outras opções de crédito. No caso de pensionistas e aposentados do INSS pode chegar a 72 meses e servidores têm até 96 meses para pagar. Ao contratar esse produto para auxiliar outra pessoa, você estabelece um compromisso de longo prazo com a instituição financeira, e fica difícil prever se nesse período seu amigo ou parente manterá as mesmas condições financeiras para lhe pagar o que deve, por diversas razões, como desemprego, problemas de saúde, entre outras. Ou seja, as chances de você acabar tendo que assumir a dívida são grandes, fique atento.

2. Desorganização financeira: Mesmo que você mantenha suas contas em ordem e resolva ajudar, não dá para garantir que a outra pessoa também seja organizada. Caso ela comece a atrasar os pagamentos combinados com você, pode gerar um descontrole no seu planejamento mensal, levando-o a sacar recursos de suas reservas ou até a contratar outros créditos para repor o dinheiro necessário para pagar os atrasados para evitar que você entre na lista de inadimplentes.

3. Laços rompidos: Emprestar dinheiro para amigos e parentes gera um grande risco de ter a relação rompida. Basta que o amigo atrase ou deixe de pagar uma das parcelas, para fazer crescer o sentimento de cobrança, a dúvida e a dificuldade de comunicação. Por mais doloroso que seja dizer “não” a quem se ama, se você deseja preservar esse relacionamento, talvez essa seja a resposta mais indicada.

4. Nome sujo na praça: Imagine ter seu nome na lista de restrições dos órgãos de proteção ao crédito por causa de uma conta que não é sua. Esse é um dos riscos que você deve levar em conta antes contratar créditos em seu nome para amigos ou familiares. Quando entra nessa situação, você terá dificuldade para comprar a prazo, financiar bens ou até mesmo poderá ter suas reservas financeiras bloqueadas em caso de ações judiciais.

5. Improdutividade ou problemas de saúde: O estresse gerado por todos os riscos acima pode levar você a ter dificuldades de concentração no trabalho, além de efeitos na saúde e qualidade de vida.

6. Outras formas de ajudar: Recusar dinheiro não significa “dar as costas” a seu amigo ou parente. Existem inúmeras maneiras de apoiar alguém em dificuldades. Você pode, por exemplo, auxiliar a pessoa a encontrar um emprego ou trabalho temporário que amplie a renda e permita obter o recurso que necessita. Pode oferecer seu tempo, ajudando-a em alguma atividade para gerar renda extra, como trabalhos manuais, culinária, entre outras. Pode cuidar dos filhos dela enquanto sai para uma entrevista. Pode também oferecer seu apoio emocional e acolhimento nas horas difíceis ou oferecer sua casa para ela celebrar datas comemorativas com economia.

Como regra geral, só é recomendável auxiliar alguém financeiramente nas situações em que você tem total controle de suas contas e dinheiro próprio sobrando. Mesmo nessa situação, separe uma reserva suficiente para cobrir suas próprias emergências por alguns meses. O restante pode ser usado para auxílio a amigos ou parentes, desde que você não conte com esse recurso e tenha consciência do risco de não recebê-lo de volta.

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