Volatilidade econômica

Confira no artigo de Roberto Padovani, os impactos e previsões para o cenário de volatilidade econômica atual.

Categoria: Planejamento Patrimonial

São Paulo, 16 de maio de 2022

Roberto Padovani

 

 

O cenário desenhado para 2022, segundo as análises, possui dois pilares: o aumento de risco gerado pela retirada de estímulos monetários globais e as incertezas políticas no Brasil. E estas hipóteses se mantêm.

No entanto, o que tem chamado atenção até o momento é o comportamento dos mercados.

Após um início de ano marcado por bolsa de valores em alta e dólar em queda, o começo do segundo semestre contou uma história diferente. E isso pode ser, de certa forma, um sinal de adequação dos ativos financeiros a um cenário de maior instabilidade.

 

Panorama internacional

 

O gatilho para este ajuste foi uma combinação de três eventos. Além da estratégia de retirada dos estímulos monetários dos Estados Unidos, a guerra na Ucrânia e a nova onda da pandemia na China reforçam as preocupações com o crescimento global.

De fato, a combinação de uma nova onda na China e guerra na Europa produz impactos diretos sobre produção e consumo, prolongando os desequilíbrios de logística e de cadeias produtivas.

Além disso, novas pressões em preços de bens industriais e matérias primas representam novos choques em um cenário já complicado, reforçando a urgência da retirada de estímulos monetários dos Estados Unidos.

Não por outro motivo, entrou no radar dos investidores o risco de uma recessão global ou, na melhor das hipóteses, de uma convergência mais rápida do crescimento em direção à média histórica. Várias instituições passaram a revisar - para pior - suas projeções de PIB.

No entanto, a desaceleração global não deverá ser homogênea. Com uma economia mais aquecida, é natural que o ciclo de aperto monetário norte-americano esteja à frente do observado na Europa e Ásia, o que implica um quadro de dólar forte no mundo. 

Com menor demanda global e dólar alto, há pouco espaço para a continuidade das altas dos preços de matérias primas. Isso pode levar a riscos adicionais para os mercados emergentes - tradicionais exportadores de commodities.

 

Panorama nacional

 

Dentro deste contexto, o Brasil possui riscos adicionais. Após diversos impactos pontuais em 2021, os índices de preços mostram uma importante disseminação de reajustes. Com novos choques neste momento, a inflação ainda está em aceleração

Ademais, neste caso, o Banco Central brasileiro deverá continuar pressionando, uma vez que cresce a probabilidade de não cumprimento das metas de inflação por três anos consecutivos. E esta pressão pode implicar em um ciclo de aperto monetário mais longo, com juros mais elevados por mais tempo.

Não menos importante, o debate eleitoral deverá elevar as dúvidas sobre a agenda fiscal e a dinâmica da vida pública. O resultado deverá ser de riscos maiores, menor atratividade aos fluxos de capitais e maior pressão cambial

 

E para os investimentos?

 

O cenário à frente, portanto, está cheio de desafios. Menor crescimento global, novos choques na inflação e nos juros e piora da confiança devem impactar o crescimento local. 

Neste caso, as melhores estratégias de investimento serão aquelas que estão atentas ao ambiente de volatilidade e ao monitoramento contínuo das condições de preço e liquidez dos mercados. 

O ambiente segue sendo atipicamente instável e imprevisível.

Entenda melhor porque o cenário econômico se mostra favorável, apesar dos riscos previstos para 2022, no artigo "Risco crescente", de Roberto Padovani.

 

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