Tudo, exatamente tudo, o que você precisa saber sobre o Pix

O Pix surgiu e deixou muita gente confusa a respeito de seu funcionamento. Neste artigo, explicamos tudo que você precisa saber sobre ele. Confira a seguir!

Categoria: Orientação Financeira

Para os mais atentos às redes sociais, notícias ou mesmo quem sempre entra na conta do banco pelo aplicativo, já deve ter ao menos ouvido falar do Pix. Mas, afinal, de que se trata essa nova tecnologia que todos os bancos, fintechs e outras instituições financeiras tanto falam?

Pois bem! Aqui vamos abordar esse assunto tão comentado no momento, além de explicar como ele funciona e para que serve esse método de pagamento que promete revolucionar as transferências e pagamentos do cenário brasileiro.

Quer entender melhor essa tecnologia nas finanças que chegou recentemente no Brasil? Continue neste texto!

O que é o Pix?

O Pix é uma nova tecnologia idealizada e desenvolvida pelo Banco Central (BC) para realizar transferências e pagamentos de uma forma fácil. Ele será oferecido tanto para fintechs quanto para grandes bancos a partir do final deste ano (2020), em meados de novembro.

O Pix foi fruto de um grande trabalho iniciado pelo Banco Central em 2013, quando começou a incentivar o desenvolvimento de um novo sistema de pagamentos instantâneos de amplo acesso para a população.

Posteriormente, em 2018, o BC concluiu que deveria liderar a construção, criando um grupo de trabalhos com o objetivo específico de idealizar as diretrizes que pautariam a criação do novo sistema.

Após muitas discussões (relacionadas a questões práticas e técnicas), o Banco Central encerrou as atividades deste grupo de trabalho em 21 de dezembro de 2018 e, em agosto de 2019, atualizou os requisitos fundamentais que esse novo sistema de pagamentos instantâneos deveria ter, por meio do Comunicado nº 34.085 do Banco Central.

Por fim, em coletiva de imprensa feita pelo Banco Central em fevereiro de 2020, a população tomou conhecimento da criação do Pix, novo sistema de pagamentos visando a criação de um ecossistema de pagamentos instantâneos composto pelo Banco Central e pelos vários agentes do mercado financeiro.

Atualmente o sistema se encontra na fase de registro de chaves, procedimento que será explicado adiante, e a expectativa é que ele entre em plenas atividades na metade do mês de novembro.

Por ele, será possível fazer transferências bancárias e pagamentos que vão demorar no máximo 10 segundos, ou seja, serão praticamente instantâneos. Além disso, o serviço funcionará 24h por dia, durante os sete dias da semana e em todos os dias do ano. Sim, isso também inclui domingos e feriados.

A expectativa é que, além de revolucionar o sistema de pagamentos e transferências bancárias, o Pix também mude nossa relação com o dinheiro. Isso ocorrerá porque o sistema do Pix não funcionará na modalidade crédito, apenas utilizando valores que estão em nossas contas, ou seja, no débito.

Você também verá no curso deste texto que o Pix não tem tarifas para pessoas físicas, situação completamente distinta da constatada na maioria dos TEDs e DOCs dos grandes bancos.

É bem factível que o advento do Pix aumente as chances de que o uso do cartão de crédito seja desestimulado, pois a conveniência de transferências imediatas facilitará muito o consumo da população, que se verá tendendo à opção de utilização da modalidade “débito” com mais frequência.

Em quais instituições posso usar o Pix?

Todos os bancos e instituições financeiras que têm mais de 500 mil contas ativas devem oferecer Pix aos seus clientes. Porém, a expectativa não é parar por aí. Afinal, por se tratar de um jeito prático, econômico e rápido de efetuar pagamento, a tendência é que mesmo empresas financeiras que não têm o número de contas necessárias também se esforcem para aderir ao sistema.

Caso você utilize algum aplicativo de uma conta digital ou tenha uma conta em alguma fintech, você já terá tido contato com o Pix, que já deve ter sido instituído nessas empresas.

O que é pagamento instantâneo?

Um pagamento instantâneo é uma transferência eletrônica na qual a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade do valor na conta da pessoa que o recebe ocorrem em tempo real.

Por meio do Pix, as transferências ocorrem diretamente entre as contas envolvidas na transferência, sem a necessidade de intermediários, assim superando um entrave burocrático das modalidades de pagamentos tradicionais que estamos acostumados. 

Ao contrário do TED e do DOC, que só funcionam no horário de funcionamento dos bancos, que podem variar entre si, no Pix, tudo acontece em poucos segundos. Isso significa que não será mais necessário observar o prazo específico dentro do horário de cada dia útil no qual a transferência pode ser feita.

Além disso, outra inconveniência superada pelo Pix é a de que, antes, as transferências bancárias demoravam até um dia para serem compensadas, ou seja, para cair na conta de quem vai receber o dinheiro. Isso não acontece com essa nova tecnologia, porque seu uso permite que o valor caia na hora, por meio do já mencionado pagamento instantâneo.

Mas aqui entra uma observação importante sobre educação financeira: o fato de o Pix ser instantâneo pode representar um grande perigo às pessoas que tendem a fazer compras por impulso, então é muito importante ter isso em mente! Lembre-se sempre de guardar dinheiro para situações de emergência.

Como o Pix funciona?

O Pix é feito por meio de uma chave de segurança cadastrada na sua instituição financeira, o que possibilita que a transação seja feita utilizando apenas essa informação. Isso facilita na hora de preencher os dados ou, até mesmo, compartilhar com alguém.

A utilização dessas chaves facilitará a realização de transferências. Atualmente, o modelo para a TED e para o DOC necessita que os usuários informem uma série de dados para identificar a operação realizada, como o CPF ou CNPJ, o número de agência, tipo da conta que receberá o valor e o número da conta.

Com o Pix, tudo isso será coisa do passado. Basta utilizar a chave que identifica o usuário e você terá todas as informações necessárias para que a transferência do dinheiro aconteça automaticamente.

Vale destacar que caso a pessoa que vai receber o dinheiro não tenha chave Pix, todos os dados usuais, como número da conta, agência (entre outros) ainda serão necessários para fazer a transferência.

O mais interessante do sistema Pix é que ele é extremamente simples e seguro. Basta que a pessoa tenha uma chave Pix cadastrada, que será vinculada ao seu telefone, CPF, CNPJ ou e-mail, para que tal informação substitua todos os demais dados.

Qual é a diferença entre DOC, TED e Pix?

Já parou para pensar sobre a razão que justifica a existência das taxas TED e DOC? Uma das grandes vantagens oferecida pelos bancos digitais quando fizeram sua estreia no Brasil foi a possibilidade de realizar este tipo de transferência sem pagá-las.

Isso levou muitas pessoas a criarem contas nessas instituições e, certamente, contribuiu com o crescimento delas no país. Diante disso, algumas pessoas se questionaram sobre o motivo por trás desses bancos conseguirem funcionar sem cobrar taxas. Quer saber qual é?

Acontece que os bancos são livres para cobrar quanto quiserem por TED e DOC. Ou seja, a taxa que você sempre pagou para realizar transferências não está bancando os custos de sua operação financeira. Afinal, o único custo dos bancos é o de manter seus sistemas funcionando, e isso é feito de qualquer modo.

E onde entra o Pix nisso? Bom, como as taxas nunca foram uma obrigatoriedade para a realização de transferências de valores entre bancos, o Banco Central definiu como um dos requisitos o fato de que as pessoas físicas poderão realizar transferências e pagamentos gratuitamente.

Observe que isso tem potencial de representar uma economia enorme para milhões de brasileiros e brasileiras. De acordo com o Banco Central, o TED pode custar até R$18,53, se for feito digitalmente, e, se for feito pessoalmente no banco, pode chegar até a R$24,50.

Outra situação positiva que o Pix traz é que as transferências entre instituições realizadas por essa modalidade de pagamento cairão na mesma hora na conta da pessoa que a recebe.

Qualquer pessoa que já realizou transferências entre bancos sabe como às vezes elas demoram para ser concretizadas. Isso acontece em razão da forma como as ordens de pagamentos são processadas nos sistemas bancários, mas com o Pix, transações feitas entre bancos diferentes caem na mesma hora.

E tem mais! Outra vantagem do uso do Pix é que ele não é restrito ao horário bancário para funcionar. Chega de aguardar o dia seguinte para receber valores transferidos fora da restrita janela de 10h às 16h.

O que vai mudar com o Pix

Além da rapidez de fazer transferências e pagamentos, há alguns pontos relevantes de se falar sobre o Pix. Ele exige bem menos dados para concluir a transação bancária. Basta um CPF ou CNPJ, número de telefone ou e-mail e sua transferência e seu pagamento já pode ser feito.

Além disso, como já mencionado, o dinheiro cai na mesma hora, o que proporciona uma situação em que as partes correm menos riscos de perder algum prazo por conta do tempo de espera.

Outro aspecto bastante relevante é o de que, em razão da gratuidade das transferências por Pix para pessoas físicas e jurídicas, o cenário mais provável é de que ele acabe por “substituir”, em vários casos, o TED e o DOC.

Mais uma consequência positiva da instantaneidade e gratuidade do sistema é de que isso facilita que pessoas andem com menos dinheiro na mão, ou seja, menos dinheiro físico.

Afinal, quase todos os requisitos que fazem com que um pagamento em dinheiro seja interessante também estão presentes no Pix, que ainda tem algumas vantagens exclusivas. Isso aumenta a segurança da população que, em caso de um assalto, por exemplo, não perderia o dinheiro físico de sua posse.

Quais são as vantagens do Pix?

O Pix conta com diversas mudanças em relação aos modos de transferência de dinheiro que já conhecemos hoje e, consigo, traz diversas vantagens também. Vamos conversar sobre algumas delas e detalhar os pontos mais importantes.

Além das vantagens que serão destacadas abaixo, é interessante observar que a busca por meios de educação financeira é uma vantagem indireta que pode ser proporcionada pela expansão do Pix como meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. 

Assim, o pagamento por Pix funciona da mesma forma que uma passada de cartão de débito. A diferença é que não precisa de cartão e, portanto, não há taxa de maquininhas para o uso. 

É gratuito

Pela determinação do Banco Central, o Pix é gratuito para todas as pessoas físicas. Ou seja, quem geralmente usa TED ou DOC para fazer qualquer transferência ou pagamento no dia a dia não precisará pagar por isso.

Essa opção visa facilitar o acesso dos clientes majoritários de bancos, bem como impedir que a parcela da população com menor poder de compra não tenha gastos desnecessários com taxas bancárias.

É importante frisar que as pessoas jurídicas poderão ser cobradas pelo uso do Pix, mas os valores para utilização do serviço ainda não foram divulgados. 

Acontece em poucos segundos

Permitir que o pagamento seja feito de forma instantânea, ou seja, tudo acontece em poucos segundos, é mais uma das vantagens do Pix. Diferentemente dos métodos que já são utilizados no Brasil, transferências por TED e DOC não ocorrem na mesma hora que a ordem é dada. 

Apesar de alguns bancos possibilitarem que TEDs feitos até 17h caiam na conta da pessoa que recebe os valores no mesmo dia, transferências por DOC geralmente tem prazo de um dia útil para serem depositadas nas contas.

Obviamente, isso só ocorre se a transferência for realizada dentro do prazo comercial, o que também é relevante pontuar. Do contrário, o pagamento poderá demorar um dia útil para ser compensado a partir do dia útil seguinte à transação.

Funciona sempre

O Pix pode ser tanto agendado, por opção do usuário, quanto feito imediatamente. Ele funciona também fora dos horários de bancos em que TED e DOC geralmente são limitados. Esse é outro ponto que o diferencia das demais opções.

A data inicial de funcionamento do Pix é a partir do dia 6 de novembro de 2020, mas já é possível antecipar o cadastro das chaves nos bancos em que você tem uma conta. O prazo para esta etapa do procedimento iniciou em 5 de outubro do mesmo ano.

O Pix é realmente seguro

Para quem ainda tem dúvidas, o Pix tem as mesmas medidas de segurança que o TED e o DOC proporcionam. Sendo assim, todo usuário deve saber que, ao usar o Pix, ele está usando um serviço tão seguro quanto qualquer outro oferecido pelo seu banco.

A chave de registro Pix é um facilitador para seu recebimento pelo sistema, mas ela não substitui sua senha ou biometria necessárias para acessar sua conta.

Isso significa que a chave Pix não oferece maior risco ao usuário. Ela é apenas um atalho para que, ao receber a transferência, esta possa ser feita apenas com esse dado do recebedor, assim suprimindo a necessidade de preenchimento total dos demais campos necessários em TEDs e DOCs.

Quais são as medidas de segurança do Pix?

As mesmas etapas e camadas de autenticação e de criptografia que são utilizadas para garantir a segurança de DOCs e TEDs também são aplicadas no Pix. É importante que todos saibam que o Pix é tão seguro quanto os outros meios de pagamento que estamos acostumados.

Além disso, há os próprios sistemas de autenticação do aplicativo do banco, como senha e biometria. Assim, o Pix conta com a mesma segurança das suas transações comuns, que já são feitas no seu dia a dia, com o aplicativo.

Vários sistemas de blindagem

O Pix conta com diversos sistemas de blindagem que garantem sua segurança. Todas as transações financeiras feitas com ele, assim como o procedimento de assinaturas digital das chaves de segurança necessárias para realizar pagamentos pelo sistema (e eventuais alterações dessas chaves), deverão ser feitas por meio de mensagens digitalmente assinadas pela instituição financeira emissora das chaves.

Dessa forma, há uma noção completa do sistema do que está acontecendo a todo momento de uso do Pix pelo celular. Assim, ele é uma entre as tantas formas de comunicação entre todas as instituições financeiras com o Banco Central do Brasil que conta com alta segurança.

Para a validação de informações, como CPF ou CNPJ, a instituição financeira vai confirmar com os dados previamente fornecidos pelo usuário na abertura da conta, afinal, esses itens são documentos necessários de comprovação muito antes da existência do Pix.

Com a confirmação destes pela documentação que a instituição financeira já tem, o sistema se mostra extremamente efetivo e com alto potencial de rastrear as operações realizadas com ele, o que garante alto grau de segurança às operações feitas.

QR Codes Especiais

Importante destacar que os QR Codes utilizados dentro da sistemática do Pix não são do tipo comum que você encontra em panfletos de divulgação ou oferecendo material complementar a livros. Eles, na verdade, seguem um padrão único instituído pelo Banco Central em sua Circular nº 3.989/20, chamado BR Code.

O Pix possibilita a utilização de QR Codes para identificar a operação a ser realizada, que será possível ser lido a partir de qualquer tipo de smartphone. Caso você esteja se perguntando sobre o que é um QR Code, são aquelas imagens com pontinhos e quadrados pretos em um fundo branco que costumamos a ver por aí. É como se fosse uma espécie de código de barras um pouco diferente.

O QR Code, abreviação para “quick response code”, que pode ser traduzido como “código de resposta rápida”, é uma tecnologia que usa gráficos 2D que podem ser processados por uma câmera de celular, gerando uma determinada informação pré-programada, como no nosso caso, uma ordem de pagamento. 

A padronização de funcionamento do QR Code é fundamental para o bom funcionamento do Pix, de modo a evitar possíveis situações de dificuldade de leitura desses códigos. 

Além disso, o fato de ser apenas um padrão de QR Code facilita o procedimento de transferências pelos usuários que estão transferindo valores ou realizando pagamentos. 

Quem pode usar o Pix?

Achou que o sistema é bom demais para ser verdade e que deve ter algum custo extra ou taxa oculta? Bom, felizmente, para toda a população brasileira, como o sistema foi idealizado e desenvolvido pelo Banco Central, um de seus princípios é proporcionar um ambiente acessível para o maior número de pessoas possível.

Isso significa que tanto pessoas físicas quanto jurídicas poderão recorrer ao Pix para pagar todas as despesas do seu dia a dia, incluindo até mesmo a realização de pagamentos à União.

É possível sintetizar os usos do Pix da seguinte maneira: 

  • pessoas físicas pagando outras pessoas físicas;
  • pessoas físicas pagando empresas;
  • empresas pagando empresas;
  • pessoas físicas pagando o governo. 

Como posso fazer transações com o Pix?

Antes de mais nada, será necessário realizar o cadastro de sua chave Pix na sua instituição financeira. Após esta fase, acontecerá o início do registro no Banco Central, com posterior lançamento do Pix em 16 de novembro. A partir deste momento, será possível começar a fazer transações com ele.

As operações serão realizadas com o oferecimento da chave da parte que receberá o valor. De posse dessa informação, quem realizará o pagamento preencherá a chave Pix ao realizar sua transferência, que bastará para que a operação aconteça.

A lógica é a mesma para operações realizadas com QR Code. A parte que vai receber o dinheiro especifica no aplicativo de seu banco qual o valor que deverá ser recebido em uma transferência e encaminha este QR Code para a pessoa que vai pagar.

A pagadora utiliza a câmera do seu celular para escanear o código, o que vai gerar um comando de transferência do valor especificado pela pessoa que gerou o QR Code.

Quais cuidados devem ser tomados para evitar golpes?

A tecnologia mal chegou e alguns golpes já estão conhecidos na internet. Basicamente, existem três deles que foram divulgados pela Kaspersky (empresa de segurança online):

  1. envio de links (por meio de SMS e e-mail, por exemplo) de sites falsos como isca para pegar os seus dados pessoais;
  2. envio de links para sites falsos, semelhantes aos dos bancos, que indicam o download de algum aplicativo ou software malicioso, que vai coletar informações pessoais no dispositivo (celular ou computador);
  3. o chamado phishing, que coleta os dados pessoais e os utiliza para cadastrar no Pix (nesse caso, ao contrário dos outros, a ferramenta não é apenas a isca para conseguir as informações).

Para evitar cair em qualquer um desses golpes, não clique em quaisquer links ou arquivos estranhos que receber via SMS, WhatsApp e e-mail. Na hora de cadastrar suas chaves no Pix, dê preferência para os canais oficiais disponibilizados pelo seu banco. Na dúvida, sempre entre em contato com a central de atendimento para confirmar a solicitação, combinado?

Esperamos que todas as informações sobre o Pix, seu uso e funcionamento estejam claras! É sempre importante conhecer cada funcionalidade que nos é oferecida e qual é a melhor forma de usar tais serviços.

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