Entenda por que pode valer a pena comprar carro usado

Tenha atenção aos principais detalhes e ao estado do automóvel

Categoria: Financiamento de Veículos

É comum ter dúvidas na hora de fazer uma compra, você não acha? Para tomar a melhor decisão, é preciso ter paciência e comparar todas as alternativas, a fim de saber qual delas é mais adequada.

Nesse sentido, dependendo da situação, pode valer a pena comprar carro usado — basta ter atenção aos principais detalhes e ao estado do automóvel. Afinal, há uma série de benefícios envolvidos, como parcelas menores em relação a um modelo novo.

Pensando nisso, preparamos este texto. Durante a leitura, você entenderá quais pontos devem ser analisados antes de fechar negócio e por que se trata de uma boa opção. Acompanhe até o fim e aproveite as dicas!

8 benefícios que mostram que vale a pena comprar carro usado

Conforme dados divulgados pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) em julho de 2019, o mercado de usados continua estável. Ou seja, as pessoas enxergam valor nesse tipo de aquisição.

Levando isso em consideração, comprar carros usados pode valer a pena por uma série de motivos: custo menor, grande número opções e assim por diante. Veja, a seguir, as principais razões e entenda como essas vantagens tendem a ser positivas para o seu bolso.

1. Valor das parcelas

Além de terem um valor total menor que o cobrado em modelos novos da mesma categoria, os usados costumam a apresentar parcelas mais baixas. Na prática, isso significa que você precisará arcar com um custo mensal menor para ter um automóvel dentro da sua garagem.

Em um cenário econômico incerto e cheio de mudanças, o compromisso com altas parcelas pode comprometer um orçamento, não é mesmo? O fato de serem mais baixas ajuda bastante na hora de se planejar. Assim, você pode se preparar com mais tranquilidade para pagá-las.

Como a margem para negociar também é ampla se comparada aos carros novos, é possível assumir menos parcelas. Dessa forma, você terminará de quitá-las em um período menor e retomará a liberdade financeira rapidamente.

2. Oportunidade para negociar

Mesmo quando a venda é feita por meio de uma concessionária, a oportunidade para negociar é bem maior. Afinal, o proprietário pode ter alguma urgência para concluir a operação — a partir disso, há como combinar formas de pagamento, quantidade de parcelas, o valor total do carro e a maneira de financiar. No financiamento, as taxas de juros são mais baixas do que as praticadas na comercialização dos carros novos.

Esse é o momento propício para usar a sua criatividade e pensar em como deixar as condições de negociação favoráveis para você. Algumas técnicas comuns, como tentar abaixar ainda mais o preço e/ou fazer melhorias no carro antes da compra, podem ser usadas.

Acredite: é possível encontrar ótimas ofertas no mercado de usados, porque os donos atuais podem ter alguma pressa para contar com o dinheiro. Ainda assim, caso encontre valores irreais, muito menores do que a média cobrada por determinado modelo, desconfie e certifique-se a respeito do estado de conservação.

3. Seguro mais barato

O valor cobrado em um seguro de carro depende de inúmeras variáveis:

- idade, perfil e histórico do(s) motorista(s);
- endereço de moradia;
- trajetos percorridos;
- atratividade do carro;
- presença de garagem na residência;
- entre outras.

Se compararmos com os carros novos, em casos de roubo ou perda total, você gastará menos com a franquia. Além disso, o valor que é pago anualmente à seguradora costuma a ser menor.

Lembre-se de que, independentemente do local onde você mora ou da frequência de uso do automóvel, contar com essa proteção é fundamental — ela deixará o seu patrimônio protegido contra furtos, incêndios e acidentes. Em um zero quilômetro, pagar por uma proteção completa pode implicar altos gastos. É por isso que o valor do seguro precisa ser considerado ainda no momento de escolha.

Vale lembrar que, nesse caso, são estabelecidos limites para a idade do automóvel: na maioria das vezes, eles podem ir de 10 a 15 anos de uso. Quando o modelo já saiu de linha e em outras ocasiões, existe a chance de a seguradora recusar a prestação desse serviço. Portanto, não se esqueça disso ao fechar negócio.

4. Documentação em conta

Você sabia que emplacar um 0km pode custar até R$1.200,00? Os gastos com a regularização e a transferência de um usado são bem mais baratos. No Brasil, a média dessa taxa é menor que R$200,00 em boa parte das vezes. Essa noção também vale para outras documentações.

Outro ponto a ser considerado é o valor do IPVA (Imposto para Veículos Automotores), que é mais baixo para usados. Como é cobrado anualmente, é preciso adicioná-lo ao seu planejamento orçamentário para evitar qualquer tipo de surpresa em suas contas.

5. Grande variedade de opções

Você quer dirigir um Toyota Corolla, um Volkswagen Gol ou um Honda Fit? Ao entrar em uma concessionária de usados, você encontrará diversas opções, bem variadas entre si e em diferentes estados de conservação. Dos modelos econômicos aos mais robustos, será possível escolher o que atende às necessidades de seu dia a dia.

Pense bem: será que vale a pena adquirir uma versão básica de um zero quilômetro ou comprar um carro usado com vários itens adicionais? Para tomar a melhor decisão, entenda quais são as suas prioridades.

Quem tem filhos pequenos pode fazer questão de contar com algumas comodidades que contribuem para a segurança, por exemplo. Alguns acessórios que podem fazer a diferença em seu cotidiano são:

- sensores de estacionamento;
- travas elétricas;
- ar-condicionado;
- centrais multimídia;
- bancos de couro;
- mais airbags;
- entre outros.

No entanto, nem sempre é viável escolher todos os acessórios de um usado ou personalizá-lo do jeito que você quer. Muitas vezes, ele já vem pronto e, por mais que seja possível fazer alterações depois de um tempo, tais mudanças terão os seus custos. Ou seja, aproveite o fato de haver várias opções disponíveis e encontre aquela que mais combina com o que você precisa.

6. Alguns modelos já vêm com garantia

Geralmente, as montadoras oferecem garantias estendidas, que podem ser de 3 anos ou mais. Sendo assim, você pode comprar um carro que ainda tem a garantia de fábrica concedida ao primeiro dono.

Outra garantia que merece ser destacada é a obrigatória, prevista no Código de Defesa do Consumidor. Segundo a lei, qualquer pessoa jurídica que revende um carro deve oferecer um período de garantia equivalente a 90 dias.

Além disso, várias revendedoras disponibilizam planos próprios, que podem contribuir para que você dirija com o máximo de tranquilidade. Como muitas pessoas têm medo de comprar carro usado e se deparar com algum problema depois de um tempo, é bacana saber que existe uma garantia à disposição.

7. A manutenção pode ser mais barata

Via de regra, as manutenções em carros novos representam gastos mais baixos — como não foram usados, é bem provável que as peças não precisem de reparo tão cedo. Desse modo, não há a necessidade de se preocupar com o custo dos consertos.

Porém, ao contrário do que muitos pensam, você nem sempre terá que gastar com as manutenções em um usado só porque ele já foi de outra pessoa. Para alcançar isso, tente escolher um modelo cujas peças de reposição sejam baratas e fáceis de encontrar.

Também vale ficar de olho nas garantias oferecidas por quem revende, principalmente em relação ao câmbio e ao motor. Assim, um modelo usado com peças e consertos acessíveis pode ter uma manutenção mais em conta do que um novo.

8. Desvalorização

Quando um carro novo acaba de sair da concessionária, ele já passa por uma desvalorização de 15%, aproximadamente. Ao longo dos três primeiros anos de vida útil, ele continuará perdendo bastante do valor que foi pago. Ou seja, caso você compre um 0 km, é bem provável que ele fique bem desvalorizado depois desse período.

Como se trata de um bem de consumo, que vale bastante dinheiro, é essencial levar em conta a valorização, e não somente o preço.

Para exemplificar essa questão, pense em uma balança. De um lado, estão os gastos com a manutenção do usado, que quase sempre são mais caras. De outro, está o custo da depreciação do carro novo, que nunca foi utilizado. Nessa comparação, é bem provável que a desvalorização represente um peso maior no seu bolso.

Se pensarmos na revenda em relação ao investimento inicial, proporcionalmente, você ganhará menos dinheiro ao revender um carro que foi comprado como novo, porque ele desvalorizará mais.

Dicas para não errar na escolha do carro usado

Agora que você já sabe por que vale a pena comprar carro usado, é hora de entender como acertar nessa escolha. Como mencionado, o mercado oferece infinitas possibilidades, mas é preciso ter atenção a inúmeros detalhes para não tomar uma decisão equivocada.

De acordo com o consultor automotivo Leandro Mattera, em entrevista concedida à revista Exame, é melhor comprar um bom modelo com 100 mil quilômetros rodados do que um ruim que já andou bem menos do que isso. Marcas desconhecidas, ofertas incompatíveis com a realidade do mercado e carros que foram pouco vendidos ao redor do mundo são péssimos sinais, por exemplo.

Veja, logo abaixo, algumas recomendações que serão bastante úteis para escolher o que é melhor para você!

Pesquise muito

O fato de ter chegado a este conteúdo demonstra que você se preocupa em pesquisar, concorda? Contudo, é preciso dar sequência à busca, porque as informações serão as suas grandes aliadas para conquistar esse sonho. Isto é, quanto mais conhecimento, melhor!

Um bom jeito de entender como estão os preços praticados pelo mercado é acessar a Tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) — este vídeo ajuda a entender como ela funciona.

Em poucas palavras, a Tabela serve para levantar a média dos preços de cada carro. Para isso, a organização considera os anúncios feitos pelos vendedores no mercado nacional. Os dados não são necessariamente os que são praticados na realidade: servem apenas como parâmetro para as negociações.

Tenha em mente que os preços cobrados variam em função de diversos aspectos, como:

- região;
- cor;
- modelo;
- estado de conservação;
- acessórios;
- entre outros.

Se você ainda está por fora dos preços, a Tabela Fipe é uma excelente forma de começar a entender quais carros você poderia comprar até R$30.000,00, por exemplo. Você pode buscar pelo site da instituição: basta informar a marca, o modelo e o ano/modelo na ordem que desejar.

Outra maneira de fazer um levantamento sobre os modelos é procurando na internet — o site Meu Carro Novo é ótimo para isso! Não é necessário realizar a compra via web, mas a busca em vários portais pode ser útil para entender quais preços são praticados pelo mercado e o que as pessoas que já usaram determinado modelo têm a dizer: se é econômico, confortável e por aí vai.

Verifique o histórico da marca

Se você está querendo comprar um carro, é provável que não esteja pensando em revendê-lo logo, não é mesmo? Apesar disso, não custa nada já considerar a revenda. Afinal, um dia ela acontecerá.

Por isso, tente conhecer bastante o histórico da marca desejada com o objetivo de entender se ela desvaloriza mais do que as outras, se tem procura e assim por diante. Nesse sentido, os carros que saíram de linha são más escolhas — a manutenção fica mais cara e a substituição de peças também, o que afastará futuros compradores.

Prefira marcas conhecidas pelo grande público, com resenhas positivas em sites e revistas especializadas. Assim, você enfrentará menos obstáculos ao tentar revender.

Tome cuidado com as cores

Pode parecer só mais um detalhe, mas é preciso tomar cuidado com a cor do carro, principalmente com as tonalidades mais extravagantes. Elas podem parecer legais e até fazem sucesso quando o carro é lançado. Apesar disso, modelos com essa característica ficam um bom tempo encalhados nas lojas, porque não podem ser utilizados para todas as finalidades.

Os amarelos e os brancos, frequentemente usados como táxis, também saem menos, porque geram desconfiança sobre a quilometragem em quem vai comprar. Dê preferência às cores neutras.

Avalie se o carro sofreu um acidente

Colisões e acidentes tendem a desvalorizar demais um automóvel. Embora as piores batidas sejam identificadas com facilidade, há pequenas avarias que podem passar despercebidas aos olhos menos atentos.

Portanto, antes de comprar, observe o carro em um local iluminado e certifique-se de que ele está seco e limpo. Ao avaliar, preste atenção nos seguintes pontos:

- diferenças na pintura;
- simetria entre as portas;
- estado do teto;
- condições dos para-choques;
- quinas do capô;
- ondulações ao longo do carro;
- marcas na lataria.

Caso não encontre nenhuma dessas marcas, entre no carro e sinta o cheiro — isso é um jeito de detectar se o auto ficou preso em uma enchente ou alagamento, o que é péssimo para diversos componentes relacionados ao desempenho.

O estofamento dos bancos e os carpetes também devem ser analisados. Tecidos estragados são sinais de que o carro ficou preso na enxurrada e/ou está com problemas de vedação. Algumas lojas colocam sachês de perfume para disfarçar o odor. Portanto, vale ter atenção à presença de barro ou outras impurezas nos cantos mais escondidos.

Fique de olho na quilometragem

A quilometragem é um dos fatores que mais interferem na valorização de um usado. Os que rodaram menos são mais procurados por vários motivos: menor necessidade de manutenção, melhor estado, menos uso etc.

Isso não quer dizer que, só por ter uma quilometragem maior, você deve desconsiderar um carro. Como mencionamos, é mais indicado comprar um bom modelo com alta rodagem do que um que foi menos usado, mas não atende às suas demandas rotineiras.

De qualquer forma, caso opte por um que já percorreu mais de 100 mil quilômetros, por exemplo, dedique-se no momento da vistoria. Os pneus, o estepe, a bateria e o motor são os itens mais delicados.

Tome cuidado com eventuais fraudes. São frequentes os casos de carros com a quilometragem alterada no hodômetro. Caso desconfie disso, faça pequenas verificações nos pedais do acelerador e do freio — nos autos com poucos quilômetros rodados, eles não podem estar desgastados demais.

Conte com a ajuda de um mecânico de confiança

Você pode entender muito sobre carros, mas por que não contar com a ajuda de quem é especialista no assunto? Afinal, esse será um investimento para os próximos anos de sua vida e é importante que tudo saia conforme o planejado, concorda?

Com uma visão imparcial e acostumada a esse tipo de vistoria, um profissional com experiência pode verificar pontos que precisam de atenção. Às vezes, o suporte de um mecânico em quem você confia pode livrá-lo de uma verdadeira armadilha. A boa notícia é que o procedimento não demora tanto e traz grandes benefícios.

Analise o estado de conservação como um todo

Existem várias formas de conservar um automóvel. Alguns donos são cuidadosos e vendem o carro em perfeito estado. Por outro lado, algumas pessoas não têm tanto zelo. Isso faz a diferença para quem vai comprar um usado — ele pode não ter sofrido nenhuma batida e, ainda assim, estar em más condições. Alguns sinais negativos são:

- ferrugem;
- vazamentos de óleo;
- manchas no escapamento;
- queima excessiva de óleo no motor;
- ruídos e estalos ao andar;
- suspensão e amortecedor danificados.

Desgastes irregulares nos pneus indicam problemas no alinhamento. Se estiverem carecas e/ou com mais de 60 mil quilômetros rodados, eles devem ser trocados, porque já atingiram o limite de uso, o que representa um gasto adicional. Também vale a pena conferir o estado dos freios. Pequenos barulhos quando são utilizados mostram que as pastilhas precisam ser substituídas.

Confira as revisões

Confira no manual do proprietário por quais revisões o carro já passou e quais ainda não foram feitas. Caso muitas revisões ainda estejam sobrando, cobre isso do dono atual ou da concessionária e tente negociar a partir disso.

Às vezes, é possível conseguir um bom desconto e ainda garantir que o automóvel passou pelas revisões periódicas necessárias. Nesse momento, é importante não ter vergonha de barganhar.

Faça um test drive

Você pode ter o olhar mais atento do mundo ou ter contratado o melhor mecânico da região — isso não dispensa a necessidade de se fazer um test drive com o carro. Afinal, alguns detalhes só são descobertos com ele em movimento.

Se possível, dê uma volta em terrenos acidentados e regulares. Ande na cidade, na estrada ou faça um trajeto que você precisará percorrer no dia a dia. Assim, você conseguirá perceber se o carro está fazendo algum barulho estranho e sentir a sua dirigibilidade.

Por mais que você saiba que determinado modelo é econômico, tem boas chances de ser revendido depois de uns anos, é de baixa manutenção e tem peças de reposição disponíveis no mercado, é preciso testá-lo para saber como está a performance.

Como isso nem sempre é possível de fazer na concessionária, tente alugar o mesmo modelo em uma locadora de carros e passe um ou dois dias com ele. Dessa forma, você poderá analisá-lo com tranquilidade e saber se é realmente o que você deseja.

Conheça a procedência do carro

É fato que nem sempre há como saber quem era o dono anterior de um carro. Porém, isso não quer dizer que não seja possível obter informações a respeito de sua procedência.

Lembre-se de que a vida útil de um motor pode durar até 400 mil quilômetros. Ou seja, ele pode ter um bom desempenho por bastante tempo.

Por mais que a quilometragem ainda esteja dentro desse limite, o auto pode ter passado por várias alterações. Então, sempre pergunte o motivo da venda, quando foi comprado, se houve alguma modificação nas peças originais etc.

Não se deixe levar pela aparência

O carro pode parecer ótimo por fora, mas estar em péssimas condições. Carros importados e/ou antigos são sonhos de consumo para algumas pessoas. Entretanto, caso uma peça quebre, você pode não encontrar nada capaz de substituí-la e o automóvel perderá a sua principal funcionalidade.

Portanto, pense muito antes de decidir. De pouco adianta conquistar algo incompleto: um carro bonito, mas pouco econômico e com seguro caro. Isso fará com que você tenha um grande gasto ao longo dos anos e prejudicará as suas finanças.

Ao longo deste conteúdo, mostramos por que vale a pena comprar carro usado. Embora seja uma ótima opção, é fundamental ter atenção a inúmeros detalhes antes de escolher entre um modelo ou outro.

Se você gostou do texto e quer conhecer algumas opções de carros usados, vá até o site Meu Carro Novo e fique por dentro!

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