Conheça algumas usinas solares flutuantes e entenda essa tendência

As usinas solares flutuantes se tornarão cada vez mais populares. Sabia que já existem 2 no Brasil? Leia a seguir para saber mais!

Categoria: Financiamento para Energia Solar

Que a energia solar tem o potencial para resolver vários dos problemas energéticos do mundo ninguém discute. Por causa disso, novas maneiras de explorar esse potencial estão surgindo atualmente em diversos lugares do mundo. Um exemplo interessante são as usinas solares flutuantes.

Instaladas em países como Japão, China, França, Coréia do Sul e aqui no Brasil, elas devem se tornar a principal fonte de geração de usina solar no futuro próximo. Inclusive, a demanda é grande. A Aneel estipula que, só no Brasil, teremos quase 1 milhão de unidades consumidoras de energia solar até 2024. No resto do planeta, esse número deve ser muito maior.

Em muitos casos, especialmente os domésticos, a unidade consumidora também é geradora. No entanto, em muitos outros, é necessário ter um sistema mais centralizado. É aí que as usinas solares flutuantes aparecem com destaque. Quer saber mais sobre elas? Então, siga a leitura deste artigo!

O que é uma usina solar flutuante?

Como o nome já indica, é um complexo gerador de energia solar instalado sobre a superfície da água. Normalmente, essa estrutura é montada em lagos, lagoas e fiordes por serem grandes espaços de água com pouco movimento.

No entanto, uma tendência recente é a de instalar essa tecnologia nas represas de usinas hidrelétricas. Assim, dá para aproveitar não só a água, mas também a estrutura de distribuição da energia gerada. Inteligente, né?

Em 2018, de acordo com o Banco Mundial, as usinas solares flutuantes eram responsáveis por produzir algo próximo de 1,1 gigawatts no mundo inteiro. No entanto, a própria instituição admite que essa capacidade produtiva pode subir para algo entre 400 a 1.000 gigawatts em um futuro próximo.

Para entender o que isso significa, hoje o Brasil é capaz de produzir 170 gigawatts de energia com todas as suas fontes. Ou seja: perto de 17% do potencial que só as usinas solares flutuantes terão, sem falar em outras fontes renováveis e outros tipos de usinas solares. É muita coisa!

Como esse tipo de usina funciona?

O primeiro passo para instalar uma usina do tipo é montar uma estrutura de flutuadores. Eles podem ser puros (feitos com plástico reforçado com fibra de vidro) ou ter suportes de metal (a base é de plástico, mas conta com uma estrutura de metal para fixar a placa fotovoltaica).

Esses flutuadores precisam ser muito resistentes, porque uma única placa fotovoltaica pesa até 25 quilos. Depois que os painéis estão instalados e que os flutuadores estão todos conectados, a estrutura completa em si é ancorada no local.

Isso é feito por meio de linhas de amarração. Elas são planejadas com antecedência para acomodar tensões que possam surgir, além de variações no nível da água no local. Essa estrutura flutuante é então ancorada à margem do corpo d'água em que está instalada, ao fundo do local ou em ambos os lugares, dependendo de cada projeto.

Quais são as 5 principais usinas flutuantes?

Agora que você já entendeu o que são as usinas solares flutuantes, é hora de ver alguns exemplos de instalações reais que já estão operando por aí. Tem até uma que é no Brasil, sabia? Siga a leitura para descobrir!

1. Kyocera Floating Solar Plant (Japão)

Essa usina é uma das maiores existentes atualmente, capaz de produzir 13,7 megawatts. Está instalada em uma represa na cidade de Ichihara, no Japão, e é gerenciada pela Kyocera. No total, a usina conta com 50.904 painéis solares, o que geraria energia o suficiente para cerca de 4.970 casas da região. A energia é vendida para a distribuidora de energia elétrica local, atendendo à comunidade em que a represa está instalada.

2. O’MEGA1 (França)

Trata-se de uma usina solar flutuante instalada em Piolenc, uma cidade na França com cerca de 5.000 habitantes. Toda a energia elétrica consumida pelos habitantes é gerada por essa usina, que é gerenciada pela Akuo Energy.

No total, o projeto gera ao redor de 17 megawatts usando cerca de 47 mil painéis solares. Ela está instalada em um lago que foi feito no terreno de uma antiga mina local. Anualmente, é um dos projetos mais importantes em termos de sustentabilidade, pois economiza mais de 1000 toneladas de CO2 por ano.

3. Usina solar flutuante de Balbina (Amazonas, Brasil)

Uma das primeiras usinas solares flutuantes do mundo é do Brasil. Instalada na hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo (Amazonas), a estrutura foi criada para incrementar a produção energética local, uma vez que a seca reduziu bastante a capacidade produtiva daquela hidrelétrica. Ela contribui com 5 MW para a produção da hidrelétrica, o suficiente para atender a 9 mil famílias.

4. Hapcheon Dam (Coréia do Sul)

Em teoria, essa usina solar flutuante ainda não existe. No entanto, isso mudará muito em breve, pois ela já está em construção. Dito isso, a trouxemos para este conteúdo por causa do seu tamanho: a usina flutuante da Represa Hapcheon (Hapcheon Dam), na Coréia do Sul, será a maior do planeta quando finalizada.

Ela terá capacidade de gerar 41 megawatts, fornecendo energia solar para mais de 60 mil pessoas (que é mais do que a população de Hapcheon, que tem 44 mil). Toda a energia será vendida para a distribuidora local, abastecendo a cidade.

Além disso, um destaque do projeto é a sua estética: a usina será composta por vários módulos no formato de flores de Umê espalhadas pela represa, uma árvore típica da região. Além disso, é um passeio tradicional ver o desabrochar das suas flores na primavera.

5. Usina de Huainan (China)

Enquanto o projeto sul-coreano não fica pronto, vale mencionar a atual detentora do título de maior usina solar flutuante do mundo: a Usina de Huainan. Ela tem capacidade de produzir 40 megawatts e é instalada numa área inundada que tem profundidade de água entre 4 e 10 metros.

Quais são os impactos e vantagens desse tipo de usina?

As usinas solares flutuantes contam com várias vantagens, além da óbvia produção de energia barata, limpa e renovável. Veja a seguir:

-diminuem a temperatura da água, impedindo a proliferação de algas;

-reduzem a evaporação da água ao diminuir sua temperatura — em alguns projetos, até 70% do volume;

-liberam o uso da terra para outras ações sustentáveis, especialmente em lugares onde é mais escassa;

-como a água resfria o sistema, têm uma melhora na eficiência energética;

-permitem a aplicação do tracking (rastreamento), tecnologia que movimenta a placa com base na posição do Sol. Assim, sempre produzem o máximo possível.

Pronto! Agora você já sabe mais sobre usinas solares flutuantes e pode comentar com seus amigos. No entanto, lembre-se de que esse tipo de tecnologia não é muito indicado para o uso doméstico. Mesmo que você tenha uma propriedade com um corpo d’água, como um lago, o melhor é instalar as placas no telhado da sua casa. As usinas flutuantes são apenas para a geração em massa de energia, ok?

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