Open innovation: conheça a fundo o que significa esse termo

A open innovation revolucionou o cotidiano das empresas, em especial na hora de compartilhar conhecimento. Entenda como ele impacta seu negócio!

Categoria: Inovação

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A transformação digital gerou mudanças nas indústrias do mundo inteiro. Inclusive, essa palavra está na boca de profissionais de todas as áreas no Brasil que estão em constante busca por inovações capazes de alavancar os negócios. Nessa hora, é indispensável conhecer o conceito de open innovation — ou inovação aberta.

Se você já ouviu falar de open banking, provavelmente tem uma ideia do que se trata. Afinal, ambos englobam a ideia de compartilhar conhecimento. Contudo, apesar das semelhanças, como o fato de ambos romperem com o modo tradicional de operar, eles são bem diferentes.

Nós do banco BV sabemos disso e entendemos o quão importante é trazer essa informação a você. Então, acompanhe este guia completo que formulamos sobre o tema!

O que é open innovation?

Boa parte dos sistemas de gestão usados atualmente são disruptivos, ou seja, rompem com padrões tradicionais. Como você pode imaginar, com a inovação aberta, não é diferente. Esse termo foi criado por Henry Chesbrough, professor da Universidade de Berkeley que também foi integrante da base de talentos da tecnologia no Vale do Silício.

Quando cunhou essa ideia, Chesbrough acreditava que havia uma disparidade entre a gestão prática de um negócio e o conteúdo que era aprendido na universidade. Para confirmar sua ideia, observou que o método tradicionalmente usado pelas instituições para criar soluções estava obsoleto.

Isso porque as empresas lutavam para manter o conhecimento, os modelos de inovação e as estratégias de desenvolvimento de serviços apenas entre os membros das equipes internas. Aos olhos do professor, isso impedia que a modernização de processos e seus atributos dominassem a criatividade da equipe.

Sendo assim, propôs o conceito de inovação aberta, isto é, aquela que compartilha a propriedade intelectual e inovadora do negócio com profissionais externos, permitindo que contribuam no alcance de metas e objetivos. Segundo ele, essa ideia era capaz de garantir maior eficiência na conquista de resultados.

Ele estava certo — e comprovou isso por meio de um artigo que publicou em 2003. Desde então, organizações que desejam se manter na frente da concorrência investem em open innovation. Desse modo, apostam na construção de fluxos de disseminação de conhecimento.

Sem dúvidas, a implementação do conceito de open innovation traz alguns desafios, mas também garante vantagens. Conhecer ambos os lados, ajuda os empreendedores modernos a direcionar sua tomada de decisão, definindo se implementarão esse conceito ou não em seus negócios. É interessante ter em mente que esse é um processo que realizado tanto por uma única corporação quanto em parceria.

Qual é o objetivo da open innovation?

Conforme dito, o objetivo do idealizador do conceito de inovação aberta era reduzir a dissonância entre o que os empreendedores aprendiam e praticavam em seus negócios. De acordo com Chesbrough, a solução para a obtenção de modelos mais disruptivos e eficientes era a adoção de inovações focadas em colaboração.

Na prática, isso significa se preocupar com a disseminação de informações entre as organizações, trabalhando com pessoas capacitadas e dividindo experiências que otimizam os resultados da gestão.

Em vista disso, o objetivo da open innovation é descobrir novas propostas, desenvolvê-las e comercializá-las interna e externamente. Desse modo, as organizações fortalecem seus modelos de negócio com base em propriedades intelectuais sólidas. Com o tempo, se retroalimentam, culminando em um mercado que se renova constantemente.

Em resumo, a inovação aberta propõe que a propriedade intelectual das empesas não seja mais fechada. Porém, isso exige que a segurança seja uma prioridade. Afinal, falhas nesse sentido afetam todos os envolvidos no open innovation.

Sendo assim, os empreendimentos que desejam operar sob os ideais desse conceito não podem deixar de investir em engenharias de software que garantam trocas seguras desde o levantamento de requisitos até a implantação.

Quais sãos os princípios que norteiam a open innovation?

A inovação aberta renuncia a usar apenas recursos internos para desenvolver a tecnologia na empresa. Contudo, o trabalho conjunto não ocorre a esmo. Existem bases que solidificam os processos. Algumas delas incluem:

-       inclusão de parceiros de qualquer parte do globo. Isso envolve desde aqueles que fornecem dados e pesquisas até os que ofertam produtos;

-       priorização da eficiência — e não a vontade de entrar no mercado antes;

-       união entre as ideias externas coletadas e as internas;

-       deslocamento do lucro na cadeia de prioridades, o que leva à criação de pesquisas que se voltam a outras vantagens competitivas para as empresas;

-       utilização de mão de obra externa, entre outros.

Qual é a diferença entre inovação aberta e fechada?

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a open innovation, é hora de conferir suas principais diferenças em relação à inovação fechada — ou modelo tradicional de compartilhamento de propriedade intelectual. Basicamente, esses dois conceitos são inversos. Afinal, negócios com mindset fechado constroem testes, pesquisas, ideias, projetos e produções em sigilo, dentro da própria empresa.

Dessa maneira, a propriedade intelectual fica restrita aos limites da organização. Isso significa também que esse tipo de negócio se volta a chegar ao mercado antes de potenciais concorrentes — o que nem sempre é um benefício. Afinal, de nada adianta ser o primeiro se os próximos forem melhores do que você, certo?

Além disso, aqueles que se voltam à inovação fechada investem majoritariamente em conhecimento e tecnologias que ficam única e exclusivamente sob seu controle. Desse modo, não contribuem com suas comunidades. Por outro lado, a open innovation atua como uma espécie de economia colaborativa, em que todos se engajam e geram resultados.

Como consequência, essa troca de experiência faz com que os talentos desenvolvam cada vez mais habilidades, mantendo-se competitivos no mercado e crescendo exponencialmente. Tudo isso pelo fim das limitações de recursos e tecnologias que estimulam o progresso.

Qual é a importância da open innovation para a empresa?

O conceito de inovação aberta é frequentemente usado por fintechs e startups. Isso porque esses empreendimentos geralmente buscam por tecnologias sustentáveis e que sigam os ideais de negócios escaláveis. Contudo, não são apenas eles que se beneficiam dessa ideia.

A open innovation conecta novos talentos às organizações, algo importante para todos os segmentos de atuação. Afinal, são os colaboradores que geram valor para os empreendimentos. Com a expansão de networking qualificado e pronto para agir na empresa, é possível esperar uma boa otimização de resultados.

Além disso, esse mindset aberto permite que as companhias obtenham acesso a análises externas na hora de observar o mercado. Isso impede que se prejudiquem por vícios da sua própria cultura organizacional — que no modelo fechado não se renova. Em outras palavras, a inovação aberta expande os horizontes de empreendedores de todos os setores. É por isso, inclusive, que ela é uma grande tendência nos mercados.

Quais são as vantagens da open innovation?

Existem muitos benefícios ligados à implementação dessa prática. Eles atingem diferentes partes da organização, o que estimula um crescimento vertical acelerado. Confira alguns deles!

Ponto de partida para a inovação

Apesar de a transformação digital estar ativamente presente nos negócios da atualidade, nem todos se adaptaram às demandas do mercado. Isso significa que não estão alinhados às necessidades do consumidor — aquele que está relacionado ao uso da tecnologia, em especial na hora de se comunicar com as marcas.

Nesse sentido, a inovação aberta é um estímulo para que a organização se adéque o mais rápido possível às exigências de seu setor. Isso é importante para impedir que seja ultrapassada pela concorrência, o que, no pior cenário, significa ser colocada para fora do mercado.

Redução de tempo entre desenvolvimento e comercialização

O processo de Pesquisa e Desenvolvimento de uma empresa é chamado pela sigla P&D. Atentar a ele é fundamental, visto que o tempo dispendido para entregar um serviço ao consumidor final tende a ser imperativo para que ele se fidelize ao negócio. Por meio do open innovation, é possível diminuir esse período, o que impacta os resultados do negócio.

Em adição, esse ideal permite que os clientes se envolvam inteiramente com o processo de P&D, se assim desejarem. Por si só, esse fato aumenta a viabilidade da solução, visto que ela será construída imediatamente de acordo com as demandas do público.

Aumento do comprometimento do cliente

A vantagem acima se relaciona de forma direta a esta. Ao ser capaz de participar de todo o processo envolvido na comercialização de um produto, o cliente se sente centralizado e ouvido. Isso, em especial em um momento em que os consumidores buscam se conectar com as marcas para além de seus serviços, tende a melhor grandiosamente a percepção deles sobre a empresa, algo que consequentemente amplia o comprometimento e a fidelidade do público. Lembrando que isso não é um fator exclusivo do open innovation.

Possibilidade obter parcerias mais lucrativas

A colaboração com talentos externos é uma das portas mais simples para obter acesso de parcerias de qualidade. Ao compartilhar suas propriedades intelectuais, as empresas deixam de se enxergar como inimigas. Ao contrário, passam a colaborar para se desenvolverem continuamente e crescerem juntas. Sendo assim, terão sempre um potencial criativo expandido à disposição, mantendo-se relevantes em seus segmentos.

Melhoria no processo de captação de talentos

Assim como a inovação aberta amplia a possibilidade de encontrar novos parceiros, ela também otimiza a contratação de bons talentos. Afinal, aumenta o alcance que o negócio tem a profissionais altamente qualificados cujos gerentes já conhecem o potencial.

Diminuição dos custos das operações

Gerar ideias e insumos é um processo que tende a custar caro para as empresas. Afinal, os funcionários precisam se dedicar por horas para isso enquanto participam da implementação de inovações no negócio. Por outro lado, ao contarem com open innovation, eles economizam recursos, pois obtém informações preciosas de fontes externas. Por consequência, liberam horas de trabalho para focar no core business, o que impacta os custos de toda a produção da organização.

Otimização do desenvolvimento de novos serviços

Desenvolver novas soluções também não é um processo simples ou barato. Em vista disso, é interessante que as equipes contem com ideias novas e externas às que já têm diariamente. A inovação aberta oferece essa possibilidade, já que traz olhares diferentes para os processos.

 

Isso não só liberta os colaboradores dos vícios da cultura da organização, conforme apontado, mas também aprimora o desenvolvimento de novos serviços. É importante ressaltar que eles devem estar sempre alinhados às necessidades reais do público. Então, mesmo que a ideia externa pareça lucrativa, ela não deve ser adotada caso fuja das demandas da persona.

Amparo ao branding

Construir, consolidar e gerir uma marca exige grandes esforços de marketing. Nessa hora, investir em boas relações públicas faz muita diferença. A inovação aberta ajuda ao ampliar o alcance, impactar o networking e gerar valor para o consumidor. Esses são três atributos básicos para colocar uma empresa na mira de seu mercado.

Como implementar no meu negócio?

Agora que você conhece todas as vantagens da implementação do open innovation, é comum desejar saber como aplicá-la em seu negócio. O banco BV separou algumas dicas capazes de ajudar nessa missão. Acompanhe a seguir!

Invista em cocriações

A cocriação é, sem dúvidas, uma das ferramentas mais inovadoras da atualidade. Ela diz respeito ao convite feito de um negócio a terceiros — que podem ser clientes, outras organizações, fornecedores e curiosos — para contribuir com a otimização das operações. Desse modo, todos trabalham juntos.

Nesse cenário, os envolvidos levam o mérito pelo trabalho. Isso ocorre em função do estilo de atividade, o qual é colaborativo. Por isso, mesmo que o lucro não seja o foco, é interessante que a empresa que convida invista em premiações para ofertar aos inclusos.

Busque bons relacionamentos comerciais

A companhia que deseja implementar a open innovation pode buscar por parceiros que desejem compartilhar suas propriedades intelectuais, geralmente encontrando tanto negócios com ideias parelhas ao desenvolvimento do negócio quanto injetando recursos em projetos inovadores. No segundo caso, a organização tem a opção de criar programas de aceleração, abraçar projetos promissores e absorvê-los ao negócio.

Organize hackathons

As “maratonas de hacks” ou de programação são comumente usadas em inovações abertas. Isso porque são oportunidades de as empresas premiarem profissionais que se dedicam, muitas vezes por dias seguidos, a apresentar propostas inovadoras ou diferentes. Na prática, seu funcionamento é o seguinte:

-       a empresa abre a oportunidade de participar do hackathon;

-       os interessados se escrevem e devem se posicionar em equipes, que incluem profissionais de diferentes áreas;

-       são liberadas as condições envolvidas no processo, como o número de horas disponibilizadas aos participantes, o que levar etc.;

-       diferentes grupos engajam na competição e quem apresentar a melhor ideia é premiado.

Empresas de grande porte, como a Google, usam essa ferramenta para se manterem ativas no mercado. Por isso, é interessante considerar o uso desse tipo de estratégia. Nesse ponto, é super importante contar com a ajuda de profissionais especializados nesse tema, para que o hackathons seja proveitoso para todos os envolvidos.

Implante um programa de ideias

Apesar de divertidos, os hackathons têm a limitação de tempo para que pessoas externas à empresa apresentem ideias. Caso isso seja um desafio para você, é possível implementar um programa de ideias, isto é, um espaço aberto de coleta de insights que venham de consumidores, fornecedores ou pessoas interessadas no nicho.

As melhores ideias serão implementadas ao negócio, agregando valor à solução que chega ao cliente. Algumas formas de iniciar esse tipo de programa incluem:

-       criar uma comunidade on-line dedicada à empresa;

-       entrar em contato diretamente com clientes, parceiros e fornecedores a fim de solicitar feedbacks;

-       coletar informações em vários canais — como as redes sociais, que são espaços livres para que o consumidor se expresse.

Realize um crowdsourcing

Também conhecido como terceirização coletiva, é um processo usado por empresas que buscam por contribuições on-line para seus negócios. Muitas vezes, a coleta de dados ocorre por meio da publicação de desafios que serão resolvidos pelos interessados.

Como é possível perceber, essa prática se assemelha às outras apresentadas. A diferença é que ela é livre para definir as remunerações envolvidas no processo, além de decidir se os envolvidos receberão ou não o mérito por suas contribuições.

Promova a cultura da inovação no negócio

Para garantir trocas interessantes na open innovation, sua empresa também precisa contribuir, certo? Por isso, é essencial que todos os colaboradores tenham um mindset direcionado à inovação. Logo, implementar uma cultura organizacional voltada ao tema vai ajudar muito. Ao entrar em contato com ideias inovadoras todos os dias, esse processo se tornará muito mais simples.

Quais são os principais desafios dessa implantação?

Até o momento, falamos sobre os benefícios da inovação aberta. No entanto, também existem desafios relacionados a esse processo. Segundo uma pesquisa da AEVO Survey Report, alguns dos maiores obstáculos da open innovation envolvem o acompanhamento de tendências e a relação com empresas externas. Entenda!

Acompanhar o mercado de inovação

Mais de 40% dos profissionais envolvidos na pesquisa apontaram que não é fácil se manter atualizado em relação às inovações dos segmentos. Com novas tecnologias surgindo a todo momento e com o comportamento do consumidor se alterando rapidamente, costuma ser difícil obter respostas simples e ágeis para novos problemas.

Contudo, ao buscar pela constante aprendizagem na empresa, por meio do acompanhamento de tendências, se torna mais simples superar esse obstáculo. Isso inclui acompanhar portais de notícia, realizar o benchmarking e seguir páginas interessantes ao negócio nas redes sociais.

Gerenciar o relacionamento com as organizações

Quase 60% dos entrevistados acreditam que esse é o maior desafio da open innovation. Isso porque nem sempre é fácil alinhar modelos de negócio. Nesse cenário, imagine a parceria entre uma startup e uma organização de grande porte que existe há anos no mercado. Enquanto a primeira contará com processos ágeis e escaláveis, é provável que a segunda não deseje acompanhar o ritmo. Assim, surgem barreiras de compliance.

Uma das formas de solucionar esse problema é separar alguns processos. Ainda que a propriedade intelectual seja aberta e esteja à disposição, isso não significa que as empresas precisem caminhar no mesmo ritmo. É importante ter um planejamento estratégico para respeitar a conquista de metas e objetivos de cada modelo de negócio.

Encontrar a parceria certa

Por fim, mais de metade dos participantes alegam temer não encontrar a parceria certa para compartilhar sua propriedade intelectual. Nesse contexto, criar métodos de validação de parâmetros ajuda a superar o desafio. Eles permitirão que seu negócio capte informações atualizadas sobre parceiros interessados e que se certifique de trabalhar com aqueles que se alinham perfeitamente à companhia.

Como é possível perceber, muitos dos desafios trazidos pela pesquisa são solucionáveis. Porém, para isso, é importante que as empresas estejam preparadas para trabalhar na hora de encontrar as organizações certas.

Quais são os principais cases de sucesso?

Finalmente, é hora de conhecer três cases de sucesso cujos processos se basearem na open innovation. Confira na sequência!

Vallourec

O conglomerado francês realizou diversas parcerias por meio de programas de open innovation. Em 2018, no Mind 4.0, um programa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) permitiu que ela trabalhasse abertamente com as empresas TCS e Pix Force.

Lego

A empresa trabalha há anos com a ideia de open innovation. Nessa hora, conta com as opiniões dos próprios consumidores para prosperar. A coleta dos feedbacks acontece por um site especializado e inclui desde design de brinquedos até sugestões de novos produtos. Além disso, está aberta a receber opiniões de outras organizações.

Samsung

A organização é conhecida por sua inovação. Por estar no ramo de tecnologia, isso é fundamental. Diferentemente da Lego, a companhia aplica o modelo de inovação aberta de forma mais ampla, usando de programas diversos nesse sentido. Eles incluem:

-       parceiras;

-       aceleradoras.

O conceito de open innovation não fica apenas na teoria. Ele já é aplicado por grandes nomes de diferentes segmentos e garante diversas vantagens. Agora que você sabe como implementá-lo em seu negócio, que tal usar as informações deste artigo sempre que precisar para impulsionar a inovação? Assim, será possível conquistar resultados cada vez melhores!

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