Financiamento estudantil: vale a pena?

Para boa parte dos alunos de graduação, a faculdade só se tornou uma realidade graças ao financiamento estudantil. Mas o processo ainda gera algumas dúvidas. É hora de entender em detalhes como ele funciona!

Categoria: Crédito

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O acesso ao ensino superior é considerado por muitas pessoas a realização de um sonho. Criar uma carreira de sucesso e financeiramente segura passa diretamente por esse caminho. Entretanto, antes de se dedicar aos estudos, muita gente se depara com o desafio de pagar pela faculdade — e o financiamento estudantil surge como uma alternativa extremamente interessante.

Ainda assim, é natural se ver em meio a algumas dúvidas. Afinal, como exatamente funciona esse tipo de crédito estudantil? Qual é a diferença entre o FIES e o financiamento privado? Vale a pena investir nisso? Como fica meu planejamento financeiro ao longo dos anos de estudo? Quais são as condições de pagamento?

Criamos este artigo completo para tirar todas as dúvidas que você possa ter sobre o assunto. Então, vamos começar pelos conceitos básicos!

O que é financiamento estudantil

A versão mais recente do Censo da Educação Superior mostra que o Brasil tinha, em 2017, mais de 2.000 instituições privadas, enquanto o setor público tem cerca de 200. Consequentemente, a maioria dos ingressantes do ensino superior opta por cursos pagos. O total de novos alunos supera os 2,3 milhões apenas no setor privado.

Contudo, dependendo do curso no qual o estudante deseja se matricular, o custo envolvido pode se tornar um obstáculo. Foi pensando nisso que o financiamento estudantil foi criado. Estamos falando de uma modalidade de crédito que tem como objetivo viabilizar o acesso das pessoas às instituições de ensino particulares.

O serviço costuma ser oferecido pela própria faculdade. Para isso, ela forma uma parceria com uma instituição financeira ou com o Governo Federal. Em alguns casos, a própria faculdade pode oferecer uma linha de crédito para novos estudantes, ainda que isso seja mais raro e com regras bem específicas para a participação.

Resumidamente, os principais tipos de financiamento estudantil são dois: o público e o privado. Entenda como eles funcionam e as particularidades de cada um.

Como é o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES)

Criado em 1999 para substituir o Programa de Crédito Educativo (PCE), o FIES entrou em vigor em 2001, por meio da Lei nº 10.260/01, com o objetivo de financiar o ensino superior de estudantes brasileiros que não tenham condições de arcar com os custos. Bastante acessado em um primeiro momento após sua criação, o FIES passou a enfrentar uma competitividade maior nos últimos anos.

Os motivos incluem a aplicação de regras de participação mais rígidas pelo Governo Federal e o desenvolvimento de modelos de crédito estudantil privado mais interessantes. Desde 2010, o FIES é operado pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável por diversas políticas de educação pública do Ministério da Educação.

Quais são as regras de participação do FIES?

Após sofrer algumas alterações na sua estrutura, o FIES passou a reconhecer diferentes modalidades de financiamento. A determinação da categoria na qual o estudante se encaixa depende da sua renda. O objetivo dessa mudança foi proporcionar juros zero para quem mais precisa do benefício, enquanto os outros estudantes podem continuar a contar com um sistema de financiamento acessível.

Para se inscrever, basta ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos em todas as disciplinas. Além disso, o estudante não pode ter zerado na prova de redação. A renda bruta da família, por sua vez, deve ser inferior a três salários mínimos por pessoa.

Quem se enquadra nesses critérios tem acesso ao financiamento sem taxa de juros. A outra modalidade é destinada a estudantes cuja renda familiar per capita é de até cinco salários mínimos. Também chamada de P-Fies, essa categoria recebe incentivos de diferentes fundos, inclusive de instituições privadas participantes.

Como é feito o pagamento?

Se aprovado, o participante terá acesso a um contrato de financiamento no qual ele assumirá a responsabilidade de coparticipação. Isso significa que, enquanto estiver estudando, deverá fazer o pagamento de uma parcela referente ao crédito. A primeira categoria, como mencionamos, não paga juros, enquanto a segunda tem condições que variam de acordo com a realidade da família de cada estudante.

Após o término da graduação, ele deve realizar o pagamento do restante do valor em aberto. As condições desse pagamento, por sua vez, dependem da sua realidade financeira daquele momento. O objetivo é que o profissional formado consiga um emprego e possa pagar o saldo devedor.

Entretanto, caso ele não tenha condições, o valor das parcelas será reduzido até que ele tenha condições de pagar suas contas. Vale destacar que o FIES é adotado como uma política de ingresso no ensino superior, o que significa que ele não acontece por meio de uma prova específica.

O processo seletivo, como explicamos, parte de uma avaliação do desempenho no Enem e das condições financeiras da família do candidato. Isso ocorre no início e no meio de cada ano letivo, possibilitando que o estudante tente o ingresso a cada 6 meses.

Para conferir os editais e as datas exatas de inscrição, é preciso acompanhar as notícias do Portal do FIES.

Quais são as regras do financiamento privado

O financiamento estudantil oferecido por instituições privadas é similar ao FIES em seu objetivo — viabilizar o acesso de estudantes ao ensino superior —, mas difere em muitas outras questões. A própria oferta de vagas e as condições de pagamento, por exemplo, são muito mais variadas, dependendo exclusivamente de cada empresa e dos acordos firmados com cada Instituição de Ensino Superior (IES).

O financiamento pode incluir, por exemplo, cursos de graduação, pós-graduação, MBA etc. O processo de inscrição e participação também varia de acordo com a instituição. Se quer ver um exemplo real, continue a leitura e confira mais à frente como isso é feito.

Algumas outras particularidades que valem ser ressaltadas são as seguintes:

  • para participar, você não precisa necessariamente comprovar notas do ENEM ou mesmo ter realizado a prova;
  • não há limite máximo de renda (individual ou familiar), já que as condições são estabelecidas pela própria instituição financeira;
  • o financiamento pode ser total ou parcial;
  • o benefício pode ser usado em conjunto com outros (FIES, ProUni, bolsas de estudo etc.).

Em geral, é bem fácil encontrar a opção de crédito estudantil em bancos. Na maioria dos casos, eles fazem uma análise de crédito e, se aprovado, o candidato recebe o valor equivalente a um semestre de estudos. Em outras palavras, o banco quita o semestre e você paga as parcelas em um período mais longo, geralmente o dobro do tempo de estudos.

A renovação deve ser negociada e feita a cada novo semestre. Afinal, será necessário fazer uma nova análise de crédito. Somado a isso, um outro fator a se ter em mente é que se qualquer banco está apto a oferecer o serviço, é fácil concluir que as condições de pagamento variam bastante.

Nesse sentido, é fundamental que esse contrato seja feito com uma instituição confiável e transparente. Porém, não se preocupe, daremos algumas dicas essenciais para ajudar você na hora de fazer essa escolha. Veja agora qual é o processo de contratação do financiamento estudantil privado!

Como acessar esse crédito?

O primeiro passo é consultar as condições de participação da instituição em questão. Vejamos, por exemplo, o financiamento estudantil da BV. O serviço foi desenvolvido em parceria com a PRAVALER, uma das grandes referências em crédito universitário no Brasil.

Nesse caso, a BV indica que os interessados podem entrar em contato diretamente com a PRAVALER. A seguir, será feito um cadastro do estudante, cujos documentos solicitados serão usados como base para a análise de crédito.

A etapa é bem simples. O estudante precisa comprovar que sua renda é de até duas vezes o valor da mensalidade do curso. Além disso, não pode haver qualquer restrição de crédito para o participante — ou seja, você precisa estar com o nome limpo.

Já as condições de pagamento serão as seguintes:

  • parcelamento em até duas vezes a duração dos estudos;
  • possibilidade de financiamento sem juros (em instituições conveniadas);
  • financiamento de 100% da mensalidade (em instituições conveniadas).

No caso da isenção de juros, o único ajuste feito é referente à correção monetária. Vale destacar que o financiamento de cada semestre pode ser feito sem que as parcelas se acumulem, ou seja, você não corre o risco de assumir o pagamento de dois valores no mesmo mês.

Por que fazer um financiamento estudantil privado: 5 vantagens

Os benefícios de um financiamento estudantil podem ser notados até mesmo no âmbito social. Graças a esse tipo de crédito, o número de profissionais com formação de nível superior cresceu significativamente nas últimas duas décadas, melhorando a qualidade de vida das pessoas e aquecendo os mais variados setores do mercado.

Em relação ao próprio estudante, podemos destacar cinco vantagens principais. Entenda quais são elas.

1. Facilita o acesso à educação

É inegável que, sem o financiamento estudantil, milhares de pessoas não teriam condições de dar continuidade à sua formação profissional, sobretudo no ensino superior. Os cursos de graduação, pós-graduação, MBA e até mesmo tecnólogo tendem a custar caro e pesar no bolso da maioria da população.

Com um financiamento à disposição, o acesso à educação de qualidade se torna mais fácil e um número maior de pessoas pode construir uma carreira mais sólida no mercado de trabalho.

2. Reduz o valor pago mensalmente

Se comparado à mensalidade normal de um curso, o financiamento oferece uma parcela reduzida, que cabe no orçamento do estudante. Essa é uma questão fundamental, principalmente durante os anos de estudo. Além de permitir que você de fato ingresse no ensino superior, o crédito garante a tranquilidade financeira que você precisa para focar nos estudos.

Outro impacto significativo que isso gera é a possibilidade de construir uma carreira sólida desde os primeiros passos na graduação. Um bom exemplo é a realização de estágio, uma etapa obrigatória da grade curricular de boa parte dos cursos. Somado a isso, o estudante certamente quer aproveitar essa oportunidade para ter uma primeira experiência no mercado e melhorar seu currículo.

Porém, a remuneração do estágio pode não ser suficiente para sustentar uma parcela cheia de um curso. Assim, o valor reduzido do financiamento estudantil serve como alternativa de segurança para que você faça o estágio, adquira a experiência enriquecedora que deseja e, ao mesmo tempo, não deixe de pagar em dia as parcelas da faculdade.

É muito comum, por exemplo, que o estagiário conquiste uma oportunidade e seja efetivado dentro da empresa ao término da graduação. Logo, sua renda passará a ser maior e ele poderá quitar em menos tempo o restante das parcelas. Isso nos leva a uma próxima vantagem que merece destaque.

3. Aumenta o controle financeiro

Com uma parcela mais acessível, você pode dar passos importantes na carreira profissional sem abrir mão do seu controle financeiro. Imagine, por exemplo, que você deseja cursar Engenharia ou Administração, sendo que hoje trabalha em uma área totalmente diferente.

O estágio, nesses casos, desempenha o papel fundamental de colocar você em um primeiro contato com empresas desse novo mercado de trabalho. Para isso, você pode precisar deixar o emprego atual. As parcelas reduzidas, como destacamos, ajudarão nessa fase de adequação, sobretudo se você decidir acessar um estágio com remuneração mais baixa em um primeiro momento.

Ao longo do curso, você mantém o controle das suas finanças e se planeja para o futuro. Depois de formado, então, você pode conquistar a vaga que sonhava com um salário melhor e quitar a dívida. Se achar interessante, pode até optar pela antecipação de parcelas para ter descontos nos juros e concluir o financiamento ainda mais cedo.

4. Possibilita o intercâmbio

Em geral, programas de intercâmbio funcionam com modalidades específicas de financiamento estudantil — o que não significa que você não pode acessar um crédito para isso. Pelo contrário: as opções de crédito para intercâmbio são cada vez mais comuns e interessantes.

No entanto, o que queremos destacar aqui é a segurança que o financiamento estudantil oferece para quem quer planejar esse tipo de viagem. A dica aqui é conversar diretamente com a instituição financeira para conferir em que momento as parcelas desse crédito serão cobradas.

Vale destacar o peso que essa experiência internacional traz para seu currículo. Trata-se de um diferencial enorme para quem quer impressionar na disputa por uma vaga de emprego.

5. Possibilidade de isenção de juros

Algo que no início era o grande destaque do FIES, hoje pode ser encontrado também no financiamento privado: a isenção da taxa de juros. Créditos estudantis criados por meio de parcerias, como é o caso do serviço oferecido pela BV com a PRAVALER, já trazem esse tipo de benefício.

O resultado é, na prática, uma extensão do prazo total para pagamento do curso — o que gera, é claro, uma redução valor da mensalidade.

Como acertar na escolha do financiamento estudantil

O chamado crédito estudantil acompanhará você por todo o período de estudos e por algum tempo depois disso. Logo, é preciso tomar alguns cuidados para que o serviço ofereça os benefícios que mencionamos acima, sem gerar preocupações desnecessárias. Veja o que você deve fazer para garantir que isso aconteça!

Procure uma instituição confiável

Dois critérios essenciais para a escolha do financiamento são segurança e confiabilidade. A empresa que oferece o serviço deve transparecer ambas as coisas. Portanto, consulte o histórico da sua atuação no mercado, ouça o que outros beneficiários têm a dizer e solicite informações detalhadas sobre todo o processo.

É fundamental ter a certeza de que o crédito estará disponível durante toda a sua graduação. Você não quer trocar de banco no meio do caminho e correr o risco de acumular parcelas, não é mesmo?

Consulte as taxas de juros praticadas

As taxas de juros são um dos fatores cruciais para avaliar a viabilidade do financiamento. No entanto, é comum que algumas pessoas não estejam familiarizadas aos cálculos e às comparações entre esse tipo de serviço. Se for o seu caso, temos uma dica bastante útil.

Procure por uma instituição que ofereça uma simulação gratuita das condições de financiamento. Isso pode ser feito até mesmo pela internet, sem a necessidade de reunir uma série de documentos pessoais. Basta que você informe dados como sua renda e o valor das parcelas do curso (ou o total do semestre) para que o cálculo seja feito.

Lembre-se de consultar também o prazo para pagamento das mensalidades. Afinal, pouco adianta você ter um financiamento estudantil que, depois da sua formatura, se transforme em parcelas pesadas que não caibam no seu bolso.

Conheça as parcerias

Além das condições de pagamento, outro critério fundamental a ser levado em consideração é a própria qualidade das instituições de ensino vinculadas ao financiamento. No caso de crédito sem taxa de juros, por exemplo, é possível que o serviço seja exclusivo para os estudantes de uma determinada IES.

Nesse caso, vale a pena fazer uma avaliação cuidadosa dos cursos, suas notas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), da grade curricular, do quadro de professores, as eventuais parcerias com empresas para estágio etc. São questões que farão toda a diferença na sua formação profissional.

Certifique-se de que a empresa é transparente

Todas as informações sobre o processo de contratação e o período de pagamento devem ser disponibilizadas de forma didática e objetiva. Consulte, por exemplo, o que exatamente é definido no contrato e quais são as regras específicas que você deve seguir.

Verifique também quais são os canais de atendimento que você terá à disposição após fechar o contrato. O controle de pagamento, o vencimento das parcelas e a possibilidade de antecipação também devem ser de fácil entendimento. É preciso levar em conta que as dúvidas sempre acabam surgindo — e uma instituição responsável é aquela que se prontifica a ajudar você nesse momento.

Encontre um curso que seja a sua cara

A escolha do curso superior pode ser um desafio para muita gente. Contudo, ela tende a ser mais fácil quando colocamos as coisas na balança. A dica é buscar um equilíbrio entre suas aptidões, seu interesse naquela área, o momento do mercado e o custo dessa formação.

Um setor aquecido agilizará seu acesso a um bom emprego e, consequentemente, facilitará a quitação do financiamento. Entretanto, aptidão e interesse são fatores que pesam no desenvolvimento da carreira. Mesmo em um mercado mais concorrido, um profissional completo tem muito mais chances de se destacar.

Por fim, relacionar o custo da formação com o salário inicial da profissão vai ajudar você a ter uma noção de quão confortável você estará, financeiramente falando, para quitar o financiamento depois de concluir o curso.

Tendo isso em vista, se quer acertar na hora da escolha, conte com quem mais entende do assunto e trabalha em parceria com instituições de referência nacional e internacional.

Como é o financiamento estudantil da BV

A BV é especialista em realizações pessoais e serviços financeiros como crédito, compra e venda. Líder em financiamento de veículos e uma das principais marcas do mercado brasileiro de soluções de crédito, a empresa desenvolveu programas voltados a quem sonha com a conquista de uma formação profissional de alto nível. A realização pessoal, por exemplo, pode ser:

  • a reforma de uma casa ou um apartamento;
  • o refinanciamento de uma dívida;
  • o investimento em pequenos negócios;
  • uma viagem de férias (ou de intercâmbio);
  • a realização de um casamento;
  • entre outros.

O financiamento estudantil BV, por sua vez, foi desenvolvido em parceria com o PRAVALER, uma das maiores referências em crédito estudantil. As modalidades do serviço são voltadas à formação em graduação, pós-graduação e MBA, seja em cursos presenciais, seja no ensino a distância (EAD).

Os diferenciais da BV, que podem ser notados pelo alto nível dessas parcerias, se estendem ainda às condições do financiamento e o próprio processo de contratação. Todas as etapas podem ser realizadas 100% online, da simulação de condições de pagamento até o fechamento do contrato.

A análise de crédito é rápida e o parcelamento pode ser feito em até duas vezes o tempo de estudo. Além de garantir que as parcelas não serão acumuladas em um mesmo mês, a BV oferece ainda juros zero para estudantes de instituições parceiras.

Como você pôde ver, o financiamento estudantil é uma alternativa mais do que interessante para quem quer acessar o ensino superior. Sobretudo para quem tem hoje uma renda mais baixa, o crédito é o principal meio de conquistar essa formação. Então, o que está esperando? Vá em busca desse sonho!

Se quer entender em detalhes como isso pode ser uma realidade na sua vida, confira mais sobre o financiamento estudantil em nossa página oficial!

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