Energia solar: o guia completo para você investir!

Está quase tomando a decisão de investir em energia solar? Então, este guia completo é pra você. Confira!

Categoria: Financiamento para Energia Solar

Uma das maiores preocupações da população brasileira é o valor da conta de energia elétrica. Para resolver esse problema, muita gente tem procurado por soluções inteligentes, como a energia solar residencial. Além de aliviar o bolso dos impactos tarifários da fatura energética, essa alternativa contribui com um ambiente mais equilibrado e sustentável.

Para obter sucesso com esse sistema, é preciso considerar uma boa implementação e, claro, a qualidade dos materiais utilizados. Afinal de contas, é um investimento que precisa beneficiar toda a família por muitos anos.

Pensando nisso, elaboramos este guia completo sobre energia solar. Confira tudo sobre o tema e entenda como investir da melhor forma nesse recurso para sua residência.

O que é energia solar e para que serve?

É uma fonte energética que vem do Sol, por isso é considerada limpa e renovável, já que não gera e não lança resíduos na atmosfera e nos corpos d’água. Ela é captada por ferramentas próprias, que estão em constante evolução no mercado. É o caso do sistema fotovoltaico e do heliotérmico, que conheceremos a seguir.

Quais os tipos de energia solar?

Para utilizar essa fonte energética, há dois sistemas principais que estão disponíveis atualmente. Saiba mais sobre eles na sequência.

Energia solar fotovoltaica

Produz eletricidade por meio da conversão direta da radiação solar. Isso é possível graças às placas fotovoltaicas (popularmente chamadas de painéis solares), que captam a luz do sol direta ou difusa (ao redor). Assim, também é possível ter energia em dias chuvosos e nublados, embora a luminosidade recebida pelas placas esteja diretamente relacionada à sua produção.

As principais peças desse recurso são os painéis, a estrutura, os medidores de carga, baterias e inversores, entre outras que serão explicadas. Aqui, vale dizer que todos esses componentes devem ter certificação do Inmetro para que tudo funcione com eficiência.

Painel solar

É o coração do conjunto todo. Ele capta a energia solar e a transforma em eletricidade corrente contínua. O tamanho e a quantidade variam de acordo com a demanda da residência. Ou seja, se o consumo for alto, mais placas serão necessárias.

Para garantir o desempenho desses componentes, é necessário cuidar da manutenção, mas é um procedimento simples que pode ser feito por você ou por um profissional caso seja em um local perigoso e de difícil acesso. Antes de fechar o orçamento de um sistema, é preciso calcular a necessidade da residência, definir a melhor posição para instalação e o número necessário de placas.

Inversor solar

Quando a luz bate nas células fotovoltaicas, a energia produzida é chamada de corrente elétrica contínua (CC), que só pode ser usada por equipamentos de baixa voltagem, como componentes de informática, pilhas e baterias.

Nesse sentido, os aparelhos domésticos (TVs, refrigeradores, liquidificadores, máquinas de lavar etc.) funcionam somente com a corrente alternada (CA). Por isso, a energia produzida pelos painéis precisa ser transformada. Essa é a função do inversor solar, que também monitora e otimiza a geração de energia solar.

Nos sistemas solares caseiros, o inversor é fixado próximo ao quadro de luz, mas não é uma regra. O local de instalação vai depender da funcionalidade do equipamento e da estrutura de implementação do sistema. A conclusão é que o inversor é indispensável para usufruir da energia solar.

Caixa de junção

Também conhecida como string box, é um aparato fundamental para garantir a segurança do sistema. Em geral, elas são fixadas na parte de trás dos painéis solares, conectando todos eles. O aparelho contém componentes que impedem a corrente reversa, evitando a perda de energia durante a falta de iluminação e eventuais problemas que isso acarretaria aos equipamentos.

Medidor bidirecional

Toda casa tem um medidor que monitora o consumo de energia. Porém, após implementar um sistema fotovoltaico residencial, é necessário substituir esse aparelho por um bidirecional. Nesse caso, a fornecedora de energia faz a troca.

O medidor funciona assim: se a produção energética superar o consumo, ele gira no sentido contrário. Agora, se você consumir mais do que produz, o dispositivo gira no sentido horário (normal). Isso permite que os créditos sejam aplicados.

Estrutura

Contém materiais que apoiam as placas solares e os cabos. O tamanho dessa armação depende da dimensão dos painéis, do local, do material a ser usado e do nível de inclinação. Como existem placas de diversos tipos e tamanhos, é preciso montar uma base eficiente.

Já o cabeamento corresponde aos fios que direcionam a energia produzida para os inversores. O tipo de cabo varia conforme os painéis instalados e a distância para as demais peças.

Baterias

Na modalidade off-grid (que será explicada em breve), não há conexão com a rede pública. Nela, a eletricidade que não é imediatamente consumida vai para as baterias, garantindo o fornecimento energético da casa em períodos com pouca ou nenhuma incidência solar.

O funcionamento desses componentes depende do controlador de carga, que armazena e distribui energia, evitando desperdícios e sobrecargas. Vale reforçar que as baterias que estão no mercado apresentam capacidades e características distintas. A escolha é feita de acordo com as particularidades do sistema, considerando a demanda energética e o consumo do imóvel.

O retorno desse investimento varia muito, pois depende do volume energético que sua casa demanda. Independentemente disso, o benefício dessa alternativa está relacionado à economia: uma vez cumprido o período do retorno, a fatura de energia ficará no zero ou será mínima. Na categoria fotovoltaica, existem dois tipos de sistemas.

On-grid

Essa modalidade tem o diferencial de ser conectada à concessionária energética. Portanto, toda a energia gerada e não imediatamente consumida é direcionada para a rede pública, sendo convertida em créditos para o usuário.

Em contrapartida, quando o on-grid não produz toda a demanda do imóvel, a concessionária fornece a quantidade necessária. No final, o valor da fatura é calculado por meio da diferença entre o que foi gerado pelo sistema residencial (na forma de créditos inseridos na rede) e a quantia fornecida pela distribuidora.

Além disso, essa alternativa é vantajosa por não exigir a instalação de um sistema de armazenamento (baterias), sendo um atrativo para o consumidor em termos de custo-benefício.

Off-grid

Ao contrário do on-grid, o recurso off-grid não tem relação com a concessionária energética. Logo, toda a energia produzida e não gasta fica estocada em baterias que abastecem a casa em momentos em que a luz do Sol é baixa ou inexistente, como em dias nublados ou à noite.

Geralmente, por não depender do abastecimento convencional, esse sistema é ideal para quem vive longe dos centros urbanos, por exemplo, propriedades que não têm vínculo com empresas públicas de energia elétrica.

Energia solar heliotérmica

Outra maneira de produzir energia solar é por meio do aquecimento térmico. Nele, a luz do Sol é absorvida por coletores que ficam em telhados de residências ou edificações — os principais modelos são abertos, fechados, planos ou tubulares. Cada tipo apresenta uma eficiência energética única e aquece a água para uma necessidade específica.

Nesse caso, há sempre uma alternativa ideal, dependendo do objetivo de uso da água aquecida — que pode ser para aquecimento de ambientes, banhos, piscinas, entre outras finalidades. Para suprir a demanda de uma casa com quatro pessoas, são indicados 4 m² de coletores.

Embora esse sistema seja usado por residências, também há demanda para setores comerciais, como hospitais, hotéis, restaurantes e edifícios públicos.

O retorno do investimento dessa modalidade varia bastante, ficando entre 18 a 36 meses. A durabilidade de um aquecedor é estimada em 20 anos, o que torna o sistema vantajoso para quem deseja ter água quente disponível sem gastar energia elétrica.

Como funciona?

Os coletores apresentam uma camada de cobre ou alumínio em sua superfície pintada de uma cor escura a fim de potencializar a absorção da radiação solar e a transformação em calor. A alta temperatura é absorvida pela água presente no interior dos coletores, a qual é bombeada por tubos isolados até chegar ao reservatório de água quente.

A alternativa heliotérmica é mais barata em relação às anteriores, mas não atende a toda a demanda energética da casa. Nesse caso, é recomendável investir em um sistema fotovoltaico para gerar uma economia mais expressiva.

Quais as vantagens e desvantagens do uso da energia solar?

Neste momento, vamos mostrar os prós e contras da utilização desse recurso que é fundamental para a sustentabilidade. Confira!

Vantagens

Existem inúmeros motivos para instalar um sistema de energia solar. Abaixo, apresentamos os principais.

Economia na conta de energia elétrica

Ter essa estrutura em sua residência gera uma economia considerável na fatura de luz, chegando a 95%. Esse parâmetro é um dos grandes motivadores do investimento. Tudo isso funciona por meio do crédito energético. A eletricidade excedente cai na rede e vai para a distribuidora. Depois, a empresa usa essa carga e faz o abatimento na conta.

Sustentabilidade

Esse sistema é autossuficiente e limpo. Um imóvel usufrui dele para suprir sua demanda diária sem prejudicar o meio ambiente. Já em localidades remotas, em que a rede elétrica convencional não atende as propriedades rurais, uma boa estrutura de energia solar será suficiente.

Fácil instalação

Isso mesmo! A instalação do sistema é simples, mas deve ser realizada por profissionais capacitados, que saberão exatamente como manusear e fixar cada componente na estrutura. Como nosso país apresenta um índice elevado de incidência solar o ano todo (independentemente das estações), a instalação é plenamente indicada.

Manutenção simplificada

Em geral, a própria água da chuva é capaz de limpar as placas solares e manter a captação e a geração. Mesmo assim, é recomendável definir uma rotina de higienização, pois o acúmulo de resíduos e sujeiras (folhas, galhos, poeiras e excrementos de pássaros) compromete a eficiência dos painéis.

Um pano limpo e um balde com água resolvem a questão. Porém, se o local for de difícil acesso, contrate uma empresa para realizar o serviço com segurança.

Alta durabilidade

Em geral, a durabilidade do sistema é de 25 anos, podendo estender até 30. Esse tempo é um grande motivador para fazer o investimento. O início pode ser um pouco caro, mas, no futuro, essa quantia não sofre reajustes e distribui-se em vários anos.

Resistência a intempéries

As placas são resistentes a diversos tipos de intempéries. Variações climáticas (calor e frio), chuvas e ventanias não afetam as instalações na maioria dos casos. É claro que seu funcionamento depende da luz solar direta, portanto, se houver muitos dias chuvosos, a produção energética será reduzida, porém nosso país é tropical e esses períodos são raros na maioria das regiões.

Valorização do imóvel

A valorização da sua residência ou estabelecimento no mercado imobiliário é outro benefício e também um incentivo. No longo prazo, um imóvel com sistema de energia solar valoriza até 30%. É muito provável que compradores escolherão uma casa em que já tenha uma estrutura instalada a fim de economizar com a conta luz logo de cara.

Imunidade ao aumento das tarifas de energia

Esse tipo de investimento também previne o reajuste da tarifa de energia. O gasto inicial já terá sido quitado ou diluído em parcelas constantes, sem falar na economia significativa no uso da energia da concessionária — isso se a produção não suprir toda a demanda.

Desvantagens

Conheça alguns inconvenientes dessa alternativa sustentável.

Alto custo inicial

Sim, o investimento inicial é elevado, principalmente se a necessidade energética da sua residência for alta, pois exige um sistema mais robusto e oneroso. Ainda assim, existem muitas alternativas de crédito solar no mercado. Um exemplo são os financiamentos, que exigem planejamento financeiro do contratante para que o processo de pagamento seja mais tranquilo e agradável, sem prejudicar o orçamento familiar.

Sistema anti-ilhamento

Em situações de queda de energia, o sistema fotovoltaico conectado à rede concessionária também para de funcionar e produzir eletricidade. Isso ocorre por causa de uma funcionalidade de proteção chamada anti-ilhamento. Ela fica dentro dos inversores, que identificam a queda e impedem o funcionamento do sistema até que o problema seja resolvido pela rede pública.

É uma medida de segurança exigida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a fim de evitar que a eletricidade seja injetada na rede enquanto os profissionais fazem a manutenção necessária. Por isso, quando falta energia, imóveis com esse tipo de sistema também ficam “no escuro”.

Mudança estética do imóvel

Além das placas visíveis no telhado, há também os inversores que precisam ser instalados em locais de fácil acesso. Toda essa aparelhagem gera um impacto estético, que para pessoas mais conservadoras pode ser visto como um problema. Porém, quando se escolhe uma boa empresa de energia solar, os profissionais projetam a estrutura para que ela se encaixe da melhor forma no imóvel.

Como instalar energia solar na sua residência?

Como visto, os benefícios da energia solar são maiores que as desvantagens, especialmente quando a instalação é feita com eficiência. Para garantir que tudo funcione da melhor forma, esse processo deve seguir alguns passos importantes. Confira quais são.

Contratação de uma empresa especializada

Há uma boa variedade de empresas no mercado. Para encontrar a melhor e aproveitar a garantia e o suporte técnico, você precisa avaliar alguns critérios importantes antes de fechar negócio. Conheça alguns fatores importantes:

-tempo de atuação: quanto mais veterana for a instituição, maior é a experiência. Pesquise sobre o histórico da marca para tirar a prova;

-reputação: acesse sites de proteção ao consumidor, como Procon e Reclame Aqui, para conferir as avaliações da empresa;

-qualidade dos componentes: a eficiência do sistema depende de peças com qualidade comprovada. Elas devem ser homologadas pelo Inmetro;

-garantia: o sucesso do investimento depende da garantia. Muitas peças são feitas para durar até 30 anos, logo a empresa fornecedora precisa ser estável o bastante para atuar por três décadas;

-qualificação dos profissionais: a equipe de instalação deve ter pessoas com formação técnica para realizar as operações com eficiência e segurança;

-atendimento: o suporte deve ser satisfatório de ponta a ponta tanto na venda quanto no pós-venda. Isso mostra como a empresa trata seus clientes;

-customização: cada imóvel apresenta condições e demandas exclusivas, e a contratante deve ter o cuidado de garantir as melhores soluções.

Estudo de viabilidade

O estudo de viabilidade é feito durante a visita técnica. Um representante da empresa vai até a casa para fazer uma avaliação e definir a forma ideal de:

-instalar inversores;

-fazer conexão com a rede (caso seja on-grid);

-avaliar a área disponível;

-analisar o nível de segurança da estrutura;

-observar a incidência solar e o sombreamento.

Criação do projeto

Nessa etapa, são estimados os custos do investimento. O mais importante é o dimensionamento do sistema, que é feito no estudo de viabilidade. Assim, a empresa analisa o consumo diário do imóvel a fim de definir a quantidade de energia que deve ser produzida.

A partir desses dados, determina os tipos de equipamentos e materiais que serão usados. Esse cálculo deve ser feito por profissionais qualificados para que o sistema funcione com eficiência.

Instalação

Ao montar o planejamento com o consentimento do cliente, inicia-se a instalação do sistema por eletricistas, engenheiros e técnicos. Se for feito em uma casa, o processo é rápido e quase não interfere na rotina dos moradores.

Dessa forma, é feita a fixação dos painéis solares, a distribuição dos cabos e a instalação das baterias, caixas de junção e inversores. Tudo isso com o auxílio de ferramentas próprias. É importante reforçar que, caso você escolha o sistema on-grid, a rede pública deve fazer uma vistoria para aprovar o seu funcionamento.

Manutenção

A primeira fase da manutenção é a limpeza das placas e a avaliação de possíveis arranhões e rachaduras em sua superfície. Além dessas boas práticas, existem outros procedimentos que demandam uma equipe especializada. Vamos conhecer os tipos de manutenção e quando solicitar esses serviços.

Preventiva

Trata-se de deixar os painéis sempre limpos. Para isso, é necessário considerar uma periodicidade de seis meses. É importante desligar o sistema na hora de realizar a higienização e escolher um dia de sol para evitar acidentes.

Os produtos usados são: água, esponja macia e um pano limpo. Não use nenhum abrasivo, produto químico ou jato pressurizado. Por fim, na hora da limpeza, evite colocar força nos módulos. É recomendável utilizar um objeto de longo alcance.

Preditiva

É uma atividade de inspeção e monitoramento. A vistoria periódica dos módulos ajuda a detectar arranhões, manchas e sinais de quebra. Já a supervisão frequente do desempenho do sistema de energia solar mostra se está operando na normalidade, ou seja, gerando eletricidade com eficiência.

Corretiva

O serviço de reparo surge em último caso. Ou seja, se após a limpeza o sistema fotovoltaico gerar pouca energia, é recomendado falar com a assistência técnica. Dessa forma, é feito um diagnóstico detalhado e o conserto das peças defeituosas.

Quanto custa usar energia solar? Vale a pena?

Após ler até aqui, é provável que você esteja a fim de investir em um sistema de energia solar residencial, mas esteja se questionando sobre quanto custa a instalação do conjunto em sua casa. A estimativa média é entre R$ 10 mil e R$ 20 mil reais.

Portanto, se a sua fatura de luz é de R$ 200 por mês, você terá retorno dentro dos próximos quatro ou cinco anos. Ou seja, considerando a durabilidade dos painéis, essa opção é tão lucrativa quanto fazer outros investimentos, pois traz um retorno considerável.

O que é o financiamento solar e como funciona?

Ainda que seja a forma mais vantajosa de adquirir essa tecnologia verde, é evidente que o pagamento à vista foge do alcance de muita gente que deseja produzir sua própria energia. Dessa forma, algumas pessoas desenvolveram um pensamento que ter um recurso desse tipo é impossível para a maioria da população.

Felizmente, essa mentalidade não condiz com a realidade, pois existem diversas opções de financiamento solar. Cada uma apresenta suas peculiaridades, variando em carência, prazo de pagamento, taxas de juros e outros detalhes importantes. Nesse sentido, é preciso avaliar alguns pontos, como o valor a ser investido, condições de pagamento e parcelamento.

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