Como se preparar para a chegada do bebê?

A chegada do bebê é sempre motivo de muita alegria para uma família. Mas com a criança, sempre vem um monte de dúvida: o que não pode faltar no enxoval? Como preparar a casa? Como pagar por tudo isso? Neste artigo, respondemos todas essas perguntas.

Categoria: Crédito , Dicas Financeiras

Se tem uma coisa que mexe com o planejamento financeiro são os imprevistos. Muitas vezes, a chegada do bebê é um deles. O fato é que, até quando a criança é planejada, ela vira a vida dos pais de cabeça para baixo — no bom sentido, é claro. Portanto, é comum ter muitas dúvidas nesse momento.

Roupas, sapatos, mamadeiras, fraldas, carrinho, berço, guarda-roupas e a lista de coisas para comprar não para por aí. Sem contar nas adaptações que é necessário fazer na casa para receber o novo morador. Com tanto detalhe para cuidar, a ansiedade dos papais e das mamães só aumenta.

Identificou-se com esse dilema? Então este post é para você. Preparamos este artigo para ajudar quem está contando os dias (e até as moedas no bolso) para a chegada do bebê. Tem dica sobre o que não pode faltar no enxoval, como preparar a casa e até arrumar dinheiro para pagar tudo isso. Confira!

O que não pode faltar no enxoval?

O momento de montar o enxoval é muito especial. Afinal de contas, é nessa hora que os pais se conectam ainda mais com o bebê e começam a pensar no futuro. É tanta coisa fofa e pequenininha que desperta várias sensações boas e já faz você imaginar como será a sua vida depois da chegada daquele serzinho, não é mesmo?

É por isso que é difícil resistir à tentação de sair comprando tudo que vê pela frente. Esse desejo é super compreensível, principalmente quando se trata do primeiro filho. No entanto, é importante controlar os gastos por impulso para evitar desperdícios.

Não é incomum exagerar nas compras e, no final das contas, não conseguir usar tudo. A mamãe esquece aquela roupa um pouquinho maior na gaveta e, quando vai ver, já não serve mais. Além disso, lembre-se de que você vai ganhar muita coisa.

Então, a palavra-chave nesse momento é planejamento. A seguir, você vai ver o que é essencial colocar na lista — tudo separado por categorias.

Roupas e sapatos

Antes de tudo, é importante considerar em qual estação do ano que o bebê nascerá e a região que você mora. Se a criança for nascer no inverno e você vive em uma cidade mais fria, por exemplo, vai precisar de mais casacos grossos, meias, luvas e toucas.

Um dado interessante é que o bebê troca o tamanho de roupa, em média, a cada três meses. Então, tem que fazer as contas na hora de escolher a numeração das peças do enxoval.

Se a criança vai nascer em janeiro, por exemplo, não adianta comprar muitos casacos para recém-nascido. Afinal de contas, o frio só chega a partir de maio, ou seja, quando o bebê já estiver com 4 ou 5 meses. O que você comprou lá atrás já não vai mais servir. Entendeu qual é a lógica?

Outro aspecto importante é sobre o tecido das roupas. Como o bebê tem a pele mais sensível que a dos adultos, qualquer coisa pode causar irritações e alergias. É por isso que o ideal é optar pelas roupas de algodão e sem muitos detalhes como tachas, zíperes, bordados em pedraria etc. O recomendado é tirar até mesmo aquelas etiquetas que ficam dentro das roupas para não incomodar o pequeno.

Depois dessas informações preliminares, é hora de fazer a lista. Existem alguns itens coringas que você vai usar muito, mas vai ganhar também. É por isso que não precisa investir em tantas peças. Anote aí:

  • 6 bodies com mangas e 6 sem mangas (é o que você vai usar mais);
  • 4 shorts;
  • 4 calças;
  • 6 macacões curtos e 6 compridos (você vai usar muito também);
  • 6 culotes (são aqueles macacões fechadinhos no pé);
  • 2 casacos;
  • 6 pares de meias;
  • 3 pares de sapatos;
  • 3 pares de luvas;
  • 3 toucas.

Lembre-se de incluir nessa lista as roupinhas para a saída do hospital. Existe uma tradição brasileira de que a primeira roupa do recém-nascido deve ser amarela para atrair sorte. Já na saída da maternidade, o bebê deve usar algo na cor vermelha para ter proteção. É claro que isso é apenas uma superstição e você segue se quiser.

Cama e banho

A mesma regra sobre o material das roupas de vestir também vale para os itens de cama e banho: prefira tecidos naturais para não agredir a pele sensível do bebê. Veja quais são os itens dessa categoria:

  • 3 fraldinhas de boca;
  • 3 fraldinhas de ombro;
  • 3 toalhas-fralda;
  • 3 toalhas com capuz;
  • 3 jogos de lençóis;
  • 2 kits berço;
  • 2 protetores de carrinho;
  • 1 mosquiteiro;
  • 2 mantas ou cobertores (um mais leve e outro mais quentinho).

Não colocamos travesseiro nessa lista porque ele não é recomendado para o primeiro ano de vida do bebê. Então, deixe para comprar mais tarde.

Higiene e limpeza

Nessa categoria, entram as coisas necessárias para trocar fraldas, dar banho e cuidar da higiene do recém-nascido. Tudo para ele ficar com aquele cheirinho de neném inconfundível.

E vai um alerta: cuidado com os cosméticos porque eles podem causar reações alérgicas e nunca use produtos de adultos na criança. Todos os itens de higiene e limpeza precisam ser específicos para bebês porque são hipoalergênicos, não contêm álcool na fórmula e têm ingredientes mais suaves.

Se for usar colônia, não borrife diretamente na pele da criança, mas sim nas roupas para não causar irritações. Se fizer questão de usar óleos e hidratantes, não compre em grandes quantidades. Até mesmo os produtos desenvolvidos para bebês podem causar alergias aos pequenos. Então, sem exageros. Vamos para a lista:

  • 1 banheira;
  • 4 sabonetes;
  • 1 conjunto de xampu e condicionador;
  • 1 kit de cabelo (com escova e pente);
  • 1 kit de manicure baby (com cortador de unha, tesourinha e lixa);
  • 1 hidratante corporal;
  • 2 pacotes de algodão;
  • 1 caixa de hastes flexíveis;
  • 1 garrafa térmica;
  • 1 pomada antiassaduras;
  • 2 pacotes de lenços umedecidos;
  • 1 aspirador nasal;
  • 4 pacotes de fraldas descartáveis (só para começar).

As fraldas descartáveis merecem uma explicação à parte. Nas primeiras semanas de vida, a criança gasta, em média, oito fraldas por dia. Por mês, isso dá cerca 240 fraldas.

No entanto, não adianta fazer estoque em casa. Pode acontecer de a fralda de uma determinada marca causar alergia no bebê. Portanto, é importante fazer alguns testes para depois escolher aquela que mais se adaptar.

Além disso, atenção aos tamanhos. A fralda no tamanho RN, por exemplo, servirá para nenéns de até 3,5 kg, mas alguns já nascem com mais peso que isso e vão para o tamanho P direto.

Agora, se você for fazer um chá de fraldas, vai economizar muito com esse item — mas vai gastar também com o evento. Portanto, faça as contas direitinho para ver se vale a pena. O fato é que o chá de fraldas não é só para receber presentes, mas sim um momento de confraternização.

Apesar de você indicar o tamanho das fraldas desejadas nos convites, é difícil ter controle total sobre isso. Nesse caso, deixe para comprar o que estiver faltando só depois da festa.

Alimentação

Na teoria, tudo que o bebê precisa para se alimentar é o leite materno, não é mesmo? Mas existem diversos outros itens essenciais para auxiliar esse processo. Além do mais, nem todas as mamães conseguem amamentar — e não tem problema nenhum nisso! Nesse caso, a mamadeira é indispensável. Veja os itens que você precisa comprar nessa categoria:

  • 2 babadores;
  • 1 mamadeira;
  • 1 escova para lavar a mamadeira;
  • 1 protetor de seio;
  • 1 bombinha para tirar leite.

A chupeta não é exatamente um item de alimentação, mas se encaixaria nessa categoria caso você decida dá-la ao seu filho. No entanto, esse assunto dá o que falar. Enquanto a maioria das mães ama o objeto porque acalma os bebês, boa parte dos médicos tem horror.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a chupeta pode provocar o desmame precoce, atrapalhar o desenvolvimento da fala, incentivar a respiração bucal e alterar até a arcada dentária. Então, antes de dar a chupeta para o seu neném, converse com o pediatra.

Acessórios

Os acessórios não são itens indispensáveis — com exceção do bebê conforto que é obrigatório para andar de carro —, mas facilitam muito a vida da família. Por isso, vale a pena colocar alguns desses itens na sua lista:

  • 1 carrinho de bebê;
  • 1 bebê conforto;
  • 1 babá eletrônica;
  • 1 bolsa de passeio;
  • 1 berço desmontável.

Prontinho! Essa foi a lista de todos os itens necessários para o dia a dia do recém-nascido. Mas não precisa correr para comprar o enxoval assim que receber a confirmação da gravidez. Até porque, no início, você não saberá nem o sexo do bebê para comprar as roupinhas na cor certa.

O ideal é começar a se preocupar com o enxoval a partir da 14ª semana de gestação e deixar tudo pronto até, no máximo, a 35ª. Quando a gravidez chegar na reta final, é importante que tudo já esteja limpo.

Todo o enxoval precisa ser lavado separado do resto das roupas da família antes da chegada do bebê. A orientação geral é usar apenas sabão neutro ou de coco — jamais sabão em pó e alvejantes. Nem o amaciante é recomendado.

Como preparar a casa para a chegada do bebê?

O enxoval é só o começo. Ainda tem o quarto da criança, as adaptações de segurança no resto da casa e até eventuais reformas. E tem que fazer tudo com antecedência. Assim, se o seu bebê for apressadinho e decidir vir ao mundo antes da hora, o ambiente vai estar pronto para recebê-lo. Confira quais são os principais cuidados.

O quarto da criança

Assim como a seleção do enxoval, decidir cada detalhe do quartinho do bebê é um momento muito especial. No entanto, diferentemente das roupas, os itens para mobiliar e decorar o espaço, geralmente, os pais não ganham. É por isso que você precisa organizar a sua vida financeira muito bem para dar conta de tudo: mobília, pintura e decoração. Veja!

Mobília

A escolha dos móveis para o quarto do bebê depende de dois fatores fundamentais: do espaço e do orçamento disponível. Os principais móveis para o ambiente são:

  • berço e colchão;
  • cômoda;
  • guarda-roupas;
  • trocador;
  • cadeira para amamentação;
  • nicho organizador de brinquedos.

Ainda tem a lixeira e o cesto para roupa suja que não são móveis, mas também devem entrar nessa lista.

Se a grana estiver curta, a mobília pode se resumir a um berço e uma cômoda. Além de armazenar as roupinhas do bebê — que nessa fase são pequenas e cabem muito bem nas gavetas —, a cômoda também pode servir como trocador. Já o berço pode durar até os três anos de vida da criança se for daqueles modelos que viram uma minicama.

Mais: não encha o quarto de móveis porque você pode ficar sem espaço para andar. Já pensou entrar em um espaço super apertado no meio da madrugada para socorrer o bebê e chutar a quina de um móvel? Dói só de pensar, não mesmo? Priorize sempre a funcionalidade do ambiente, e não apenas a beleza.

Tem mais um detalhe: prefira móveis certificados, ergonômicos e com cantos arredondados. Eles são mais seguros e impedem que o bebê se machuque.

Pintura

São tantas cores, texturas e estampas super fofas que fica difícil escolher a opção mais linda. Mas uma coisa é certa: tenha atenção com a qualidade da tinta para a parede. O recomendado é que ela seja antialérgica, sem cheiro e com superfície lavável. Mesmo assim, é importante pintar o quarto com antecedência para não causar nenhum problema à saúde do bebê.

Ainda tem a opção de colocar papel de parede com estampas temáticas. Contudo, isso faz com que o quarto perca a “validade” mais rápido. Quando a criança crescer um pouquinho, você vai querer mudar as cores e vai precisar gastar dinheiro novamente para pintar.

Decoração

Tapetes, cortinas, pelúcias, brinquedos, abajures, quadros, nichos para a parede, prateleiras etc. Tudo isso dá um charme especial para o quarto. No entanto, será que é necessário mesmo?

O fato é que todos esses elementos acumulam muita poeira e você terá mais trabalho para deixar o quarto sempre limpo. E vamos combinar que nessa primeira fase da vida do bebê os pais não têm muito tempo para cuidar da casa, não é mesmo? Então, investir em uma decoração minimalista não é má ideia.

Os cuidados com o resto da casa

Todo cuidado é pouco quando se tem criança em casa. Afinal de contas, num piscar de olhos, eles podem se meter em confusão e provocar acidentes sérios, às vezes até fatais.

De acordo com a ONG Criança Segura, cerca de 3.700 mil crianças de zero a 14 anos morrem todos os anos vítimas de acidentes, entre eles os domésticos. Estão no ranking dos acidentes que mais matam o afogamento, o sufocamento, as queimaduras, as quedas e as intoxicações.

O pior é que tudo isso poderia ser evitado com medidas simples de segurança. Veja quais são elas:

  • não deixe o bebê sozinho no trocador, no sofá ou em uma cama que não tenha proteção lateral;
  • fixe os móveis à parede;
  • invista em travas para as gavetas, para as portas dos armários e até para a geladeira;
  • coloque protetores nas tomadas para evitar choques elétricos;
  • ponha protetores de silicone nas quinas dos móveis;
  • proteja as escadas com grades de segurança;
  • arrume redes e grades nas janelas;
  • guarde os produtos de limpeza, bebidas alcoólicas, medicamentos, fósforos, isqueiros e objetos cortantes — como facas, garfos e tesouras — longe do alcance das crianças;
  • prefira usar as bocas de trás do fogão e mantenha sempre os cabos para dentro;
  • use tapetes antiderrapantes no banheiro;
  • mantenha a tampa do vaso fechada, de preferência com uma trava;
  • não deixe baldes cheios de água no chão;
  • só dê para crianças brinquedos que são recomendados para a sua faixa etária;
  • coloque cerca na piscina e a mantenha coberta com lona;
  • não deixe a vista os fios dos eletrodomésticos ligados, nem o carregador do celular.

São cuidados bem simples que podem salvar a vida do seu bebê. E se acontecer algum acidente, mesmo com toda a casa blindada, procure ajuda médica imediatamente.

A reforma

Nem todo mundo tem a infraestrutura necessária para receber um novo membro na família. É por isso que, às vezes, é preciso mexer na casa: construir um quarto extra, quebrar paredes para ampliar o que já tem, dar uma arrumadinha no banheiro, resolver problemas de infiltrações, melhorar a acessibilidade e por aí vai.

O problema está em manter a reforma da casa dentro do orçamento. É aquela história de aproveitar a bagunça para trocar as janelas, as portas, o piso etc. Mesmo assim, resista às tentações e tenha foco. Como você terá poucos meses antes da chegada do bebê, é importante que o trabalho seja simples e curto para que a criança não tenha que conviver com barulho de obra e poeira.

Sendo assim, faça tudo com antecedência para dar tempo para o cheiro de tinta fresca sair do ambiente, limpar a casa, receber os móveis, decorar o ambiente e colocar todo o enxoval no seu devido lugar.

Agora que você já sabe tudo que precisa para preparar a casa para a chegada do bebê, deve estar se perguntando: como eu vou pagar por tudo isso, afinal? Veja a seguir.

Vale a pena pedir um empréstimo para esse momento?

Depende da sua situação financeira. O ideal mesmo seria organizar as finanças pessoais, planejar tudo e só engravidar quando o terreno já estiver preparado. O problema é que, na prática, não é bem assim que as coisas acontecem, não é verdade?

Dados de uma pesquisa do Instituto Nacional Sobre Parto e Nascimento, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelam que 55,4% das mulheres que tiveram filhos não planejaram a gestação. Ou seja, na maioria dos casos, não existe terreno preparado para isso.

Até mesmo quem anda com as finanças em dia e tem uma reserva de emergência pode passar sufoco com o imprevisto. Se a gravidez pegou você de surpresa, um empréstimo pode ser a sua salvação.

O nascimento de um filho é um dos momentos mais especiais na vida de uma família. É a realização de um sonho e motivo de muita alegria. No entanto, todos os gastos e as responsabilidades que vêm junto podem assustar um pouco.

A BV está aqui para ajudar você a tornar esse momento ainda mais especial. Pedir crédito para arcar com as despesas do bebê é uma forma de eliminar a tensão para curtir essa fase com mais tranquilidade.

Os tipos de crédito

O empréstimo pessoal, por exemplo, é uma boa alternativa para lidar com imprevistos, como a chegada do bebê. Como você não precisa justificar ao banco como vai usar o dinheiro, o processo é menos burocrático e o dinheiro cai na sua conta rapidinho. Tem ainda o crédito consignado que é descontado diretamente do seu salário. Ele também sai rápido e tem taxas menores que a do “pessoal”.

Existem outros tipos de crédito — como o crédito com imóvel em garantia e o crédito com o veículo em garantia — que são mais baratos. O problema é que o processo conta com mais algumas etapas e o dinheiro pode demorar um pouco mais para sair. Então, essa é uma boa alternativa para você que ainda está no início da gravidez, com mais tempo para se preparar para esse momento tão especial.

Independentemente da sua escolha de crédito, ainda é importante manter o pé no chão. Você vai estar com dinheiro no bolso, mas isso não significa que pode sair comprando tudo que vê pela frente. Siga a lista do enxoval, limite o orçamento da reforma, faça pesquisas de preços e escolha sempre os produtos de melhor custo-benefício. Lembre-se de que o empréstimo vai só aliviar a situação, mas você tem que cortar gastos e garantir recursos para pagar as parcelas em dia.

Cuidar de todos os detalhes para aguardar a chegada do bebê é um momento de muita alegria. No entanto, a ansiedade pode fazer com que você gaste mais que o necessário. Para curtir o nascimento do seu filho com tranquilidade, é importante preparar tudo com antecedência. Fazer um empréstimo nesse momento vale a pena porque é um investimento na saúde e segurança da criança que está chegando.

Gostou do conteúdo? Ficou com dúvidas sobre como manter as contas no azul, mesmo com a chegada do bebê? Então, leia também o artigo “Orçamento familiar: como manter o equilíbrio nas finanças da casa”.

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