Carro parado na garagem? 10 cuidados para evitar dor de cabeça!

Carro parado não é motivo para descuidar dele. Portanto, veja dicas para mantê-lo em ótimas condições mesmo estacionado na garagem.

Categoria: Dicas Financeiras , Financiamento de Veículos

Está com o carro parado por causa do período de quarentena provocado pelo coronavírus? Saiba que mesmo sem uso, é importante cuidar dele para que fique preservado e não apresente problemas posteriores, ou seja, quando você voltar a circular com ele. E isso independentemente de ele ser um carro novo ou usado, entendido?

Embora esteja desligado e sem consumir combustível, ele pode acumular poeira, apresentar manchas na pintura se for exposto a sol forte e a chuvas ácidas e, ainda, ter peças enferrujadas, especialmente em áreas em que tenha maresia. Por isso, mesmo que esteja tranquilo em seu canto, só aguardando o momento de voltar à ativa, é importante cuidar do carro implementando algumas medidas de proteção e conservação.

Ficou curioso em saber que cuidados são esses? Para começar, são 10 e estão acompanhadas de dicas para colocá-los em prática. Para não perder tempo, eles estão listados a seguir. Acompanhe!

1. Ligue o carro

É recomendado ligar o carro mesmo que ele fique parado, a cada cinco dias ou ao menos uma vez por semana, de vinte a trinta minutos. Há automóveis que podem ficar ligados por apenas 10 minutos ou por vinte minutos a cada duas semanas. Essa frequência e esse tempo poderão variar de modelo para modelo, por isso é recomendado conferir o manual do proprietário.

Porém, é coisa simples, só colocar e girar a chave, deixando o carro ligado ali por um tempo. Isso possibilita que sistemas internos dele voltem à ativa de modo a assegurar o perfeito funcionamento do carro. Por exemplo:

  • os fluidos internos circulam novamente pelo motor e outras partes;
  • os pistões são lubrificados;
  • o motor alcança a temperatura de funcionamento;
  • o sistema de arrefecimento circula etc.

Ao ligar o carro, deixe-o em marcha lenta. Nesse caso, é importante conduzi-lo um pouco para fora da garagem, caso ela seja fechada, para evitar que o monóxido de carbono fique nesse ambiente. Afinal, você está nele e dificilmente vai querer inalar esse gás, não é mesmo?

Se ele estiver estacionado em local aberto, isso não é necessário — desde que os gases do escapamento tenham como sair e se dispersar. Além disso, existem ações importantes a fazer, como:

  • engatar todas as marchas (carro manual);
  • orientar ou mover a marcha em todas as posições (carro automático);
  • virar o volante para ambos os lados para que o sistema de direção seja ativado;
  • andar por um curto trajeto com o carro para que a lubrificação de peças seja mais eficiente, como os rolamentos de rodas. Além do mais, isso ajuda a evitar que os pneus se deformem (veremos mais sobre isso na dica 4);
  • ligar o ar-condicionado apenas quando o motor chegar na temperatura de trabalho. Isso é importante porque se ligá-lo de início, o motor tende a demorar mais para se aquecer. O ar-condicionado funcionando ativa sistemas internos que agem na lubrificação de mangueiras, tubulações, pistões, compressor e embreagem do compressor;
  • ligue o ar-condicionado de duas a três vezes por mês, mantendo-o ativado por ao menos três minutos.

2. Mantenha o carro abastecido

É importante ter cuidado com o nível de combustível presente no tanque do carro, por causa de duas situações. A primeira é que se ele ficar por muito tempo quase vazio, na reserva, ao ligar o carro o sistema poderá levar impurezas do fundo do tanque para o motor.

A segunda é que se ele ficar muito tempo cheio, o combustível, especialmente gasolina ou etanol, tende a decantar e a perder propriedades. Isso pode ocorrer após dois ou três meses, que é o prazo em que o combustível não danifica o sistema de injeção ou ignição quando se dá a partida. Após isso, se houver decantação, poderão surgir borras que entopem bicos injetores e bomba e levam ao mau funcionamento do motor.

No caso, o recomendado é que o veículo fique com o reservatório meio cheio ou com uma quantidade mínima que não gere entupimento, tampouco deixe o tanque sem nada, ou seja, seco. Essa quantidade também é importante para caso surja uma emergência e seja preciso ligar o carro e sair com ele. É preciso estar precavido para momentos assim, não é mesmo?

Lembre de abastecer o carro com combustível de boa qualidade, a fim de prevenir outros danos potenciais, e leve-o para isso de tempos em tempos para renovar o combustível no tanque. Como mencionado, o limite para isso é de dois a três meses.

Caso o carro fique parado por mais tempo que isso, é indicado usar combustíveis de alta octanagem ou com altas estabilidades de oxidação. Por exemplo, combustíveis premium. Esse tipo consegue ficar mais tempo parado no tanque sem gerar problemas para o carro.

No caso da gasolina, serve a aditivada, especialmente por conter agentes antioxidantes, algo que a comum não apresenta. Se o seu veículo é movido a diesel que contém biodiesel em sua composição, é preciso ficar atento à proliferação de bactérias por conta do material orgânico. Contudo, ao rodar com o carro, o diesel se aquece e as bactérias são diluídas.

Em modelos de carro mais sustentável, como híbridos e elétricos, é indicado manter uma boa carga de energia em suas baterias de alta-tensão, evitando que fiquem parados por três meses com menos da metade da capacidade carregada. Nesse caso, lembre-se de deixar o carro próximo a um ponto de recarga para, de vez em quando, carregá-lo e poder ligar os seus sistemas.

3. Cuide da limpeza interna e externa

Lave a parte de fora do carro antes de deixá-lo parado, pois se tiver sujeira, lama, fezes de pássaros etc. esses dejetos podem corroer o verniz da pintura, provocando manchas difíceis de limpar e, até mesmo, permanentes. Você não vai querer seu carro nesse estado, certo?

Limpe o veículo internamente para evitar que o lixo acumulado em cantos provoque odores fortes. O mau cheiro pode impregnar no estofado e se tornar difícil de tirar depois. Use um aspirador de pó para aspirar tecidos, cantos difíceis de alcançar, carpetes etc. No painel, passe um pano com álcool isopropílico, que também é utilizado na higienização de eletrônicos, ou com detergente neutro.

O acúmulo de poeira, lixo, detritos e outros materiais podem reduzir o tempo de vida útil de peças do automóvel, gerando a necessidade de consertos e até mesmo uma desvalorização no valor do carro.

Por outro lado, uma higienização frequente contribui para a preservação de peças internas do automóvel, evitando que elas degradem. Isso, inclusive, colabora para a redução do custo com manutenções futuras e previne trocas e reparos. De quebra, você ainda consegue economizar!

Após higienizar o carro, quando estiver seco, você poderá cobri-lo com uma capa automotiva protetora para evitar que fique exposto. Em certos casos, ela ajuda a protegê-lo de sol, chuvas, fezes de pássaros e diferentes tipos de sujeiras.

No entanto, é preciso ter cuidado com isso, pois em um local de sol muito forte e calor intenso, a capa pode funcionar como uma estufa, degradando a pintura e acelerando a corrosão em partes do carro, além de derreter e grudar na lataria. Também é preciso cuidado para não colocá-la sobre sujeira, pois isso pode gerar riscos no carro.

4. Calibre os pneus

Assegurar que os pneus tenham a pressão correta também é fundamental para a qualidade deles, pois evita desgastes que podem levar à deformação de partes internas e à perda de propriedades. E você não vai querer sair por aí com os pneus prejudicados, não é mesmo?

Ainda que estejam parados, os pneus continuam sendo pressionados pelo peso do restante do carro. Isso, com o passar do tempo, prejudica a cinta de aço que reforça a estrutura e que está localizada abaixo da borracha (e essa camada também), gerando um achatamento.

Por causa disso, pode-se ficar com o “pneu quadrado”, que pode dificultar a direção quando o carro voltar a funcionar, gerando desbalanceamento das rodas, trepidação e até estouro do pneu, em velocidades maiores.

Para evitar isso, é recomendado que a calibragem seja feita uma vez por semana. Como isso nem sempre é possível em casa, o indicado é pôr a pressão máxima na hora de calibrar, ou seja, para carga máxima ou automóvel ocupado, tanto de pessoas quanto de malas.

Mesmo que, com o tempo, ele perca pressão, ainda poderá se manter dentro do padrão para quando você voltar a ligar e dirigir o carro. Para saber qual é esse limite, consulte o manual do proprietário.

Outra opção é tentar sair com o carro mesmo que para fazer compras perto e, no caminho, passar em um posto de combustível ou oficina para fazer a calibragem dos pneus. Qualquer motivo para sair de casa poderá se tornar uma boa desculpa para calibrá-los! Só se lembre de higienizar bem as mãos após usar o calibrador, a fim de se proteger do coronavírus. Além disso, tente ir em horários de menor movimento.

5. Deixe o carro em cima de cavaletes

Como mencionado, para não deformar os pneus é importante sair com o carro para dar uma volta, pois se ele fica muito tempo parado, o peso do veículo pressiona as rodas. Se isso não for possível, tente ao menos mudá-lo de posição na garagem ou estacionamento em que estiver.

Caso essa alternativa também não seja viável, por conta do tamanho reduzido do espaço ou por outro motivo, existe a opção de colocar o carro sobre um ou mais cavaletes, deixando-o suspenso. Isso tirará o peso do restante do carro de cima dos pneus, de modo que eles sofrerão menos pressão e permanecerão com suas formas originais.

Você precisará de um macaco hidráulico e de uma ajuda para isso. Também há muito material educativo na Internet, ensinando como colocar o carro sobre cavaletes, que poderá ser consultado. Basta fazer uma pesquisa rápida, ok?

Lembrando que é importante ter cuidado toda vez que precisar dar uma volta com o carro ou chamar alguém para ajudar a mexer nele. Higienize cada parte interna que for tocada com materiais desinfetantes, até mesmo álcool em gel 70%, para se proteger da contaminação por coronavírus. A sua saúde também precisa de cuidado quando estiver no carro ou trabalhando para deixá-lo melhor!

6. Verifique os níveis de óleo

É importante trocar o óleo do carro antes de deixá-lo parado, especialmente se estiver velho e sujo, pois, ao religar o veículo, ele poderá gerar complicações para o motor. Isso porque não terá a mesma eficiência de evitar atrito e desgaste das peças, uma vez que perdeu parte de seu efeito lubrificante.

Aliás, o óleo lubrificante também se degrada ao longo do tempo, sendo que seu prazo de validade é de, em média, seis meses. Portanto, deixar o motor desligado por muito tempo não vai preservar o óleo, de modo que ao ligar o carro, ele já estará envelhecido.

Caso esse período de pausa seja muito longo, é indicado trocar o óleo antes de voltar a usar o carro normalmente. Lembre-se de adquirir um fluido de boa procedência e de boa qualidade. Dessa forma, ele poderá retornar a sua atividade rotineira com mais eficiência.

7. Tenha cuidado com a bateria

A bateria descarrega mesmo quando o automóvel não está ligado, pois, alguns sistemas, como o de alarme, continuam a consumi-la até que a sua carga acabe. Outro que faz isso é o sistema de rastreamento, que busca continuamente a localização do automóvel. Por isso, quando pegar o carro para dirigi-lo novamente, após um longo tempo parado, é capaz de ele não dar a partida.

A solução parece ser desligar a bateria, mas além de desligar esses sistemas essenciais para a segurança do carro, pode-se desconfigurar o sistema eletrônico do carro. Portanto, haverá outros problemas durante e depois de o carro ficar parado.

Nesse caso, a dica é ligar o carro por um tempo e dar uma volta com ele para que a bateria possa ser recarregada pelo alternador. Além disso, para evitar enfraquecer ainda mais a bateria ao fazer o carro funcionar, evite ligar o ar-condicionado e o rádio simultaneamente à partida. Isso evitará sobrecarregá-la.

Se ela estiver quase zerada, então dê uma volta antes com o carro para que ela seja recarregada e, depois de um tempo de carga, ligue esses aparelhos (caso seja possível esperar para isso).

Por outro lado, se você tentou ligar o carro e não conseguiu porque a bateria está sem energia, então poderá apelar para a transferência de carga, também conhecida como “chupeta”. Ao fazer isso, ligue polos positivos e negativos corretamente. Uma recomendação importante é consultar o manual do seu carro para entender bem como fazer isso.

Essa conferência do manual também é importante para entender se o seu modelo de carro permite esse tipo de transferência de energia. Isso porque, há modelos que contam com pontos específicos no cofre do motor em que deve ser feita a ligação, ou seja, não é diretamente pela bateria.

8. Não se esqueça do seguro

Além das dicas de conservação, não se esqueça de buscar seguros de automóvel e contratar um para o seu carro mesmo que ele esteja parado. Afinal, ele ainda está exposto a riscos, como passar por uma enchente, pegar fogo, ser roubado etc.

São situações desagradáveis que podem afetar o seu bem, portanto, vale a pena buscar um seguro para amenizar os efeitos delas e conseguir consertar o seu carro caso ocorra algo assim ou, até mesmo, obter um novo. Além disso, seguradoras podem oferecer outros serviços, por exemplo, socorro para quem ficou com a bateria descarregada em casa.

Outra modalidade que pode ser útil é o seguro de garantia mecânica. Ele oferece tranquilidade e proteção para quem deseja comprar um carro já com um tempo uso, que precisa de uma atenção maior em relação a sua mecânica. Ele é destinado a futuros donos de carros que tenham até 10 anos de uso. Além disso, são veículos que não são mais cobertos pelo tempo de garantia fornecido pelo fabricante.

Esse serviço cobre falhas mecânicas relacionadas ao câmbio (automático ou manual) e ao motor, que podem acontecer por causa da utilização normal do carro ao longo do tempo. Isso evita que você fique na mão em uma situação dessas, sem poder usar o automóvel.

9. Cuide para que o freio de mão não fique comprometido

Usar o freio de estacionamento ou freio de mão para estacionar o carro é o habitual, só que em períodos prolongados, as lonas podem ficar coladas ao tambor. No caso de freio a disco, as pastilhas podem ficar grudadas ao disco.

Isso acontece por conta da umidade que pode acumular ou afetar esses componentes. Nesse caso, a dica é estacionar com o freio de mão abaixado, porém calçando as rodas para que o carro não saia por aí sozinho e você tenha que correr atrás dele, ok? O indicado é usar travas próprias para isso.

Essa dica é mais útil em terrenos planos, pois quem estaciona em declives terá mais dificuldades em fazer com que o carro fique parado. Se essa é a sua situação, de modo que precisa usar o freio de estacionamento, então não se esqueça de levar o carro depois para um mecânico verificar a situação dessa parte do automóvel. Isso é importante para a sua própria segurança!

A umidade pode afetar os freios a disco também, gerando oxidação neles. Isso ocorre principalmente em carros que ficam mais suscetíveis às variações do clima. Contudo, ao voltar a movimentar o carro, essa camada tende a ser removida.

10. Faça pequenos reparos, trocas e manutenções

Aproveite também o tempo de carro parado para fazer pequenos reparos, como:

  • trocar palhetas;
  • fazer manutenção nos filtros de ar ou até mesmo trocá-los;
  • checar e trocar para-brisa, pois a borracha deles se desgasta com o passar do tempo;
  • checar as lâmpadas e, se preciso, trocá-las. O procedimento costuma ser simples, sendo necessário desparafusar a proteção para remover a lâmpada com defeito e colocar a nova. Depois, é só parafusar de novo a proteção;
  • polir os faróis para deixá-los mais eficientes e otimizar a sua visibilidade nas estradas;
  • corrigir arranhões superficiais. Há produtos de polimento que ajudam nisso;
  • trocar a antena do carro etc.

Existem muitos ajustes que podem ser realizados em sua própria residência, então já que está em casa mesmo, por que não aproveitar o tempo e fazer algumas trocas e reparos? Você não só melhorará o seu carro, como também poderá aprender mais sobre ele!

Quando voltar a usar seu carro com frequência, tente conferir cada item mencionado nas dicas anteriores. Para tanto, monte uma lista e cheque item por item para ter maior segurança de que o carro pode voltar à ativa normalmente. No entanto, nem sempre basta observar os itens destacados aqui, especialmente se o seu carro for usado e mais antigo.

A depender da situação, como ao notar problemas na direção ou ruídos estranhos, podem ser necessárias algumas checagens em peças mais complexas, especialmente as do interior do carro.

Nesse caso, a recomendação é que, antes de voltar a usá-lo, leve-o para manutenção em uma oficina mecânica da sua confiança. Lembre de pedir para checarem o motor, a bateria, os níveis de óleo e outras partes internas mais difíceis de serem vistoriadas em casa. Afinal, algumas podem necessitar de instrumentos específicos que nem sempre temos guardados em uma gaveta.

Essa vistoria no mecânico é ainda mais importante se você usou bastante o veículo antes de deixá-lo parado. Por exemplo, no caso de quem usa ele para trabalhar, como um carro para aplicativo de motorista particular. Mesmo que o carro tenha permanecido parado por um bom tempo, ele pode precisar de uma boa revisão mecânica antes de ser usado novamente. Isso dará maior segurança para você!

E ai, gostou das dicas? Aproveite agora para descobrir, de uma maneira simples e ilustrada, como trocar de carro!

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