Aprenda como calcular a margem consignável

Entenda o que é a margem consignável e veja como é simples calculá-la com base na sua renda!

Categoria: Crédito Consignado Privado

Obter um empréstimo é uma solução para resolver problemas financeiros que não podem esperar. No caso do crédito consignado, porém, há um limite para os valores a serem solicitados, o que é chamado de margem consignável.

No post, vamos explicar mais detalhadamente o assunto, mostrar o que diz a lei, ensinar a calcular a margem com base na sua renda líquida e trazer algumas dicas para não errar na hora de contratar o crédito consignado. Leia até o fim!

O que é crédito consignado?


Trata-se de uma modalidade de empréstimo na qual os valores das parcelas são debitados diretamente da folha de pagamento ou do benefício previdenciário de quem contrata.

O que é margem consignável?

A margem consignável, então, é o valor máximo que pode ser debitado como pagamento de uma parcela do crédito consignado. No Brasil, a lei estipula que esse valor seja de até 35% da renda total do contratante, sendo 30% para operações de empréstimos com desconto em folha de pagamento e os outros 5% restantes podem ser usados, exclusivamente, para custear despesas com cartão de crédito consignável.

Claro, o crédito consignado só pode ser solicitado por quem tenha um salário fixo ou pelos aposentados, que recebem seu benefício mensalmente. Profissionais autônomos não têm como comprovar uma renda fixa e, portanto, devem optar por modalidades de crédito diferentes.

Qual é a influência da margem consignável nos empréstimos?

A margem consignável influencia diretamente a contratação de um empréstimo, já que o valor máximo a ser emprestado deve se enquadrar na capacidade de pagamento do contratante mês a mês.

Além disso, caso o interessado no serviço já tenha outro empréstimo em andamento, a margem consignável é ainda menor, pois a soma dos valores de todos os empréstimos pode chegar apenas ao limite máximo de 35%.

O que a legislação fala sobre a margem consignável?

A Lei 10.820, de 17 de dezembro de 2003, é a que regula os empréstimos consignados e, consequentemente, a margem que limita a contratação desse serviço financeiro no Brasil. A legislação detalha a possibilidade de os trabalhadores com carteira assinada terem valores descontados em folha.

Os empregadores são responsáveis por repassar os valores descontados para a instituição financeira que concedeu o empréstimo, seguindo acordos feitos entre a empresa e os bancos, desde que os sindicatos das categorias envolvidas participem do processo. Outros detalhes podem ser conferidos na Constituição Federal.

Como calcular margem consignável?

Como o limite da margem consignável é de 35% da renda líquida do contratante, é necessário utilizar como base a quantia recebida mensalmente após todos os descontos. Então, você deve multiplicar esse valor por 0,35.

Por exemplo, para quem recebe R$1.500,00 mensais, o valor que corresponde à margem consignável é de R$525,00 por mês. Para quem ganha R$2.000,00 líquidos mensais, o valor da margem será de R$700,00, e assim por diante.

Afinal, como contratar um empréstimo consignado da forma correta? 3 passos

A contratação de um empréstimo consignado pode resolver muitos problemas para quem não tem uma reserva de emergência para auxiliar na organização de suas contas, mas deve ser feita somente depois de bastante planejamento. Acompanhe as dicas para não perder o controle das contas!

1. Planeje o seu orçamento

Por mais que o limite permitido na contratação de um empréstimo consignado seja de um comprometimento de renda de até 35% ao mês, isso não significa que você precise "preencher" todo esse valor. Se for conseguir pagar e necessitar desse montante, tudo bem. Caso contrário, é possível contratar um empréstimo de valor mais baixo.

Além disso, é fundamental garantir que os pagamentos não vão impactar sua renda de forma a prejudicar a quitação das contas básicas, como com alimentação, moradia, educação e saúde. Apesar de o empréstimo consignado ter a vantagem de ser descontado em folha — o que evita esquecer o pagamento e ter de arcar com juros —, só assuma esse compromisso se realmente tiver necessidade.

2. Invista na sua educação financeira

A educação financeira ajuda as pessoas a se tornar autossuficientes e, assim, alcançar a estabilidade financeira, sem passar por apertos.

Ler a respeito do assunto, assistir a vídeos de educadores reconhecidos no YouTube e, até mesmo, fazer alguns cursinhos sobre o tema pode ser bastante útil para quem deseja aprender mais a respeito de como lidar com o dinheiro.

Esse é um problema bastante sério no nosso país, em que quase metade da população não costuma ter um controle rígido sobre suas finanças. Uma pesquisa desenvolvida pelo SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 45% dos brasileiros estão nessa condição. Quando se fala apenas do público masculino, 51% deles não têm controle sobre as finanças.

Entre as pessoas que têm controle sobre seu orçamento (55% do total), 28% usam o bom e velho caderno de anotações, 18% registram as informações em uma planilha no computador e 9% usam apps para não se perder nas contas.

Outro dado que chama a atenção diz respeito à educação financeira: somente 9% das pessoas fizeram algum curso sobre o assunto. Não é à toa que 66,6% dos brasileiros estavam endividados no começo de 2020, conforme revelou outro estudo, este realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Desses, 77,6% tinham suas principais dívidas ligadas ao cartão de crédito.

3. Escolha uma boa parceria

Há muitas instituições financeiras sérias no mercado, mas também há aquelas que só querem tirar vantagem de seus clientes. Especialmente funcionários públicos e aposentados, que já têm uma renda mais garantida — pois não correm risco de demissão —, costumam não se preocupar tanto com a vida financeira. Assim, tendem a contrair empréstimos desnecessariamente, correndo riscos maiores.

Por isso, fica a dica: caso decida fazer um empréstimo consignado, escolha bem a instituição parceira e leve em conta sua tradição e solidez no mercado financeiro. Assim, você terá mais sucesso na sua negociação!

Gostou do conteúdo? Agora, você já sabe o que é a margem consignável e conhece uma forma simples de calculá-la. Assim, dá para buscar a melhor opção de crédito com tranquilidade e segurança.

Caso tenha alguma dúvida ou queira saber mais sobre o assunto, entre em contato com o BV!

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